História Little Family - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias F(x), Girls' Generation
Personagens Amber Liu, Hyoyeon, Jessica, Krystal Jung, Luna Parker, Seohyun, Sooyoung, Sunny, Taeyeon, Tiffany, Victoria Song, Yoona, Yuri
Tags Baby!hyoyeon, Kid!taeny, Kid!taeyeon, Krytoria, Soosun, Taeny, Yulsic
Visualizações 121
Palavras 2.615
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Yuri
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Kids 'n' Shops


— Ai caralho! — Gritei afobadamente ao, literalmente, pular da cama com o som estridente do despertador.

 

Precisava urgentemente trocar aquele despertador, mais um desses e com certeza terei um ataque cardíaco.

 

Meu despertador marcava exatamente 8:20, bufei ao me levantar do chão, estava atrasada, extremamente atrasada. Corri para o banheiro para me arrumar, ou, pelo menos, lavar o rosto e escovar os dentes, basicamente o que daria tempo.

 

Eu me chamo Jessica Jung, atualmente tenho 26 anos e trabalho como caixa em um mercadinho, não é o emprego dos sonhos e muito menos o com o melhor salário, mas da para viver.

 

Sai do banheiro pegando meu uniforme e dei mais uma olhada no relógio, 8:25. Comecei a traçar minha rota para o trabalho, se  eu não tomasse café da manhã, provavelmente conseguiria chegar lá a tempo de não ser demitida.

 

Já vestida corri para as escadas, precisava sair de casa o mais rápido o possível, passei pelo corredor ouvindo os sons que saíam do que parecia ser a televisão. Parei e bufei no mesmo instante, a pirralha não havia me acordado.

 

— Krystal? — Chamei ao adentrar a sala e encontrar minha irmã mais nova, ainda de pijamas, sentada no sofá com uma tigela de cereal assistindo um desenho aleatório na televisão. — Krystal, por que você não me acordou?

 

— Acabei de acordar há, literalmente, cinco minutos. — Respondeu sem ao menos se dar o trabalho de me olhar, focando apenas na televisão. — Você está atrasada.

 

— Obrigada por dizer o óbvio. — A vi revirar os olhos e colocar a colher na boca. — Bem, já vou indo, se cuide e não abra a porta para estranhos.

 

Saí pela porta da frente ouvindo um "beleza" desprovido de emoção, ah aquela pirralha. Bem, vamos começar mais um dia chato de trabalho, se eu não for despedida, é claro.

 

*

 

Abri a porta dos fundos do mercadinho tentando ao máximo ser silenciosa e não chamar a atenção do meu chefe - nem sabia ao certo se ele havia chegado, - é um pouco desonesto, sim, mas é meu emprego que está em jogo.

 

Suspirei em alívio ao ver que não havia ninguém na sala dos fundos e cuidadosamente abri um pouco a porta, deixando apenas uma fresta, observando se o sr. Choi estava ali e para meu alívio, não estava.

 

Ao tentar abrir a porta, pulei para trás, pois alguém havia abrido-a primeira com uma força um tanto desnecessária.

 

— Jessica? O que 'cê 'tá fazendo jogada no chão? — Perguntou a mulher alta de cabelos curtos, Choi Sooyoung, ela estendeu a mão para me ajudar a levantar.

 

— Nada, esquece. — Bufei, agora de pé, soltando sua mão. — Sr. Choi já chegou?

 

— Para sua felicidade, não, mas daqui a pouco ele chega. — Ela disse dando um sorriso de lado. — Ah, eu preciso que você fique no caixa agora, tenho que dar uma olhada no armazém.

 

— Ok.

 

Ela entrou no armazém que é exatamente na porta dos fundos e se perdeu por lá. Eu segui caminho para o caixa, respirando fundo para começar meu turno.

 

Eu conheci Choi Sooyoung no ensino médio, ela já trabalhava nesse mercadinho, por ser de família. Lembro-me que ela era super desajeitada, mas extremamente amigável e irritante, constantemente me fazia passar vergonha com as brincadeiras que acabava fazendo. Ela se aquietou mais quando entramos na faculdade, onde ela encontrou, o que ela chama de amor da sua vida, Lee Sookyu. Uma baixinha que cursava enfermagem na época, mas coitada de Sooyoung, Sookyu não se dava nem o trabalho de olhá-la naquele tempo, me pergunto como elas acabaram casadas, sendo que ela a evitava como o diabo corre da cruz.

 

— Ei! - Uma voz acabou me tirando dos meus devaneios, olhei para frente e para os lados procurando quem havia me chamado, mas foi sem sucesso. — Aqui embaixo, sua testuda!

 

— Mas que po... — Interrompi minhas palavras ao olhar para baixo e ver uma garotinha de mãos dadas com um bebê.  

 

Arregalei os olhos ao ver aquilo, uma criança, de cabelos escuros e lisos e um tanto baixinha, meu palpite é que tinha de sete a nove anos, ela trajava um moletom azul e uma calça jeans, nas suas costas havia um bolsa roxa. Ela estava segurando a mão de uma bebê, que parecia ter dois anos, de cabelos claros que vestia também um moletom, só que laranja, com um short preto.

 

— Criança perdida no caixa um. — Não hesitei em pegar o microfone e proferir essas palavras, recebendo um olhar raivoso da pirralha, que bateu o pé.

 

— Yah! Não estou perdida e muito menos sou uma criança! Eu tenho nove anos sabia? — Ela gritou e gesticulou as idade com suas mãos pequenas. — Tsk, olha, Tia Testuda-

 

— Jessica. — A interrompi, a pirralha estava começando a me irritar. Minha testa não é nem tão grande.

 

— Tia Testuda, eu só quero saber onde tem aquele iogurte vermelho do dinossauro e algumas bolachas recheadas. — Ela disse novamente segurando a mão do bebê.

 

— Onde estão seus pais?

 

— Taeyeon unnie, estou com fome! — O bebê falou chorosamente, puxando a mão da pirralha Taeyeon para baixo.

 

— Espera um pouco, Hyo. — Ela olhou para mim, evitando responder minha pergunta. — Iogurte e bolachas, Tia Jessica.

 

— Corredor 3. — Apontei sem hesitação.

 

Então elas estavam com fome... Fiquei observando a pequena Taeyeon falar algo no ouvido do bebê e correr para o corredor três onde estava o freezer e tirar de lá quatro iogurtes que queria e depois se dirigir a estante da frente pegando algumas bolachas recheadas. Ela voltou correndo e deu uns pulinhos para colocar os produtos na esteira do caixa.

 

— Frutas seriam melhor para você, não coma tanto açúcar, principalmente a essa hora da manhã. — Avisei passando os produtos, mas fui ignorada, me virei para pegar o recibo e dar para ela. — 7.50, por favor.

 

Ela tirou a bolsa a colocando no chão e girando de lá uma nota de cinquenta e colocando no balcão. Arregalei os olhos ao ver aquilo, como uma pirralha tem uma nota de cinquenta? Nem eu tenho uma nota de cinquenta na carteira!

 

Fiquei estática, realmente não consegui me mover, havia algo de muito errado com aquelas crianças. A pirralha deu umas batidas no balcão, demonstrando estar impaciente, pigarreei e lhe dei o troco.

 

— Vai querer cpf na nota? — Perguntei mais por costume do que qualquer coisa, a criança me deu um olhar confuso. — Taeyeon. — Chamei seu nome me esforçando a soar de maneira amigável, a pirralha olhou para mim arqueando uma sobrancelha.  — Onde estão seus pais?

 

Ela abaixou a cabeça e pegou os produtos que comprou, vi que a pequena Hyo apertava fortemente o braço da maior tentando chamar sua atenção. Taeyeon levantou sua cabeça e olhou para mim, seu rosto estava impassível.

 

— Eu não tenho pais, testuda. — Ela disse ajeitando suas coisas na bolsa, logo segurando a mão da pequena Hyo. — Tenha um bom dia, testuda.

 

E com isso a pirralha se retirou da loja.


 

*

 

Passei o resto do dia pensando naquelas duas pirralhas, eu realmente estava um tanto com elas, elas não tem pais? Será que eles morreram ou abandonaram elas?

 

Soltei um gemido frustrado, querendo ou não, eu realmente estava preocupada e olha que eu nem ao menos gosto de crianças, de pirralha já basta minha irmã… Mas será que elas estão bem? Me pergunto onde as duas moram, e se, ao menos, tem algum familiar que pode cuidar delas.

 

— Ei Jessica, ‘cê ‘tá bem? — Me despertei de meus pensamentos ao ouvir a voz de Sooyoung, que estava reorganizando alguns itens de uma prateleira. — Tu passaste o dia inteiro gemendo aí, ‘tá tudo bem aí embaixo, ‘tá frustrada não?

 

— Yah! Cala a boca, Soo, se liga na perseguida da Sookyu e deixa a minha em paz! — Gritei sentindo minhas bochechas corarem com sua dedução, mas que coisa inconveniente de se dizer! — Não tem nada a ver com isso não! É só que eu fiquei pensando nas pirralhas que vieram aqui hoje.

 

— Você sabe que ela vai te matar se ouvir você falando esse nome né? — Pausou e colocou um pote de maionese na prateleira. — Mas crianças vieram aqui? Poxa, por que você não me chamou, elas eram fofas? — Disparou como uma metralhadora, ela realmente gosta de crianças e isso é um tanto irritante para mim.

 

— O bebê era um pouco fofo, a outra era o capeta. Acredita que aquela pirralha me chamou de testuda? Era só o que me faltava! — Esbravejei fazendo bico, não me importei se estava preocupada com elas, aquelas palavras realmente me irritaram. — Ainda teve a coragem de ser grossa comigo, aquele… Aquele projeto de anão de jardim!

 

— Jessica, você tá brigando com uma criança que nem ‘tá aqui. — Soo disse dando um sorriso travesso em minha direção. — Mas se preocupa não, pelo menos ela não falou do seu queixo, né, Queixo-Rubro? — Provocou colocando a língua para fora, lembrando-me de meu apelido do ensino médio.

 

— Cala a boca, girafa! Aish! Por que eu tô me preocupando tanto com pirralhas? — Bufei deitando minha cabeça no balcão, já sentindo a dor de cabeça chegando.

 

— Mas vem cá, eu não vi quase ninguém vindo aqui hoje, elas tavam com os pais delas? — Ela perguntou, terminando de ajeitar os itens da prateleira e logo indo para outra.

 

— Não. — Respondi simples, levantando minha cabeça.

 

— Espera aí, você tá me dizendo que duas crianças vieram pra cá, possivelmente sozinhas e você não perguntou onde estavam os pais delas? — Ela perguntou largando os itens no chão e se aproximando do balcão.

 

— Claro que eu perguntei, só que elas não tem pais!

 

— É o que, mulher?! — Esbravejou batendo as mãos no balcão, seu rosto expressava completa descrença. — Tu ‘tá me dizendo que duas crianças sem pais vieram aqui e você deixou elas irem embora sem mais nem menos?! Jessica, isso é o cúmulo, eu sei que você não gosta de crianças, mas porra!

 

— Não grita comigo! Você queria que eu fizesse o que?

 

— Ligar para a polícia ou o conselho tutelar? — Ela disse como se fosse a coisa mais óbvia, e realmente era. — Jessica, são duas crianças, caralho, e se um pervertido tenta fazer alguma coisa com elas?!

 

— Ah não fala assim, você me deixa com peso na consciência! — Fingi chorar fazendo bico. — E a capeta ainda me deu uma nota de cinquenta pra pagar 7.50.

 

— Que criança abençoada, levou todo nosso troco embora. — Sooyoung disse sarcasticamente, bufou e logo voltou para a prateleira terminando de fazer seu trabalho. — Papai vai me matar.

 

— Nem me fale.


 

*


 

Ao terminar meu turno decidi esperar Sooyoung, que estava fechando a loja, seu pai havia lhe ligado falando que não teria um turno noturno, o que lhe deixou bastante feliz. Estava na frente da loja brincando com um joguinho qualquer que tinha no meu celular para passar o tempo, pausei meu jogo e olhei o relógio que marcava 18:35, realmente saímos bem cedo.

 

— Soo, apressa aí, quero chegar em casa logo! — Fiz birra batendo o pé no chão, demonstrando toda minha impaciência.

 

— Calma aê! — Ela disse ao abrir a porta e se virar para trancar com o cadeado. — Até parece que tem mulher em casa… — Murmurou bem baixinho enquanto puxava o portão de enrolar. — Se a princesa ajudar aqui que eu termino mais rápido!

 

— Aishi, mas eu sou baixinha, Soo. — Ao dizer isso, ela puxou um pouco o portão numa altura em que eu pudesse puxar, dando um sorriso travesso. — Tsk, girafa desgraçada…

 

Puxei o portão com toda a minha força, fazendo se fechar quase que instantaneamente, tá não é para tanto, mas deu para entender. Soo se abaixou para colocar o último cadeado e se levantou logo em seguida, começamos a andar.

 

— A Krys conseguiu o emprego naquela boate lá do centro? — Ela perguntou enquanto abria a embalagem de um pirulo e logo o colocou na boca.

 

— Nem sei, ela não me falou, mas espero que tenha conseguido porque o dinheiro não tá dando conta. — Falei colocando as mãos nos bolsos e observando a rua pouco movimentada.

 

— Mas você não recebeu um aumento? — Soo arqueou a sobrancelha, passando o pirulito que estava em sua boca para a bochecha esquerda. — Num ‘tá dando pra vocês não?

 

— Mais ou menos, mas eu realmente quero que ela tenha conseguido esse emprego, sabe? Ela precisa ter alguma coisa pra se focar, já que não está estudando.

 

— Krys é uma boa menina, com certeza conseguiu, ela é uma ótima DJ. — Tirou o pirulito da boca e logo deu uma lambida com a língua. — Tirando que ela é bem bonita, com certeza conseguiu!

 

— Tu não é casada, rapariga? — Lhe lancei um olhar mortal, ela colocou o pirulito de volta em sua boca e levantou as mãos em rendição. — Se Sunny ouvir isso ela te põe pra dormir na sarjeta.

 

— Só tô elogiando, não insinuei nada não! — Fez um bico fofo, colocando as mãos nos bolsos de sua calça jeans. — Você sabe que eu nunca faria nada assim com a Krys, eu considero ela pacas, praticamente uma irmãzinha pra mim! E tirando que… Eu não teria coragem de trair minha coelinha de jeito nenhum… — Murmurou baixinho,

 

— Ah não, começou com os apelidos! Eu tô indo que eu tenho mais o que fazer, se cuida! — Disse e logo atravessei a rua indo em direção ao prédio do meu apartamento.

 

Eu estava com um pouco de dor de cabeça, quero dizer, não conseguia tirar o foco daquelas crianças de jeito nenhum, principalmente aquela pirralha Taeyeon! Como ousa ser tão debochada com alguém mais velha que ela? Ela não tem educação não? Mas tirando meu aborrecimento, eu estava preocupada, será que elas comeram? Onde irão passar a noite?

 

Balancei minha cabeça tendo dissipar esses pensamentos, provavelmente o projeto de anão de jardim estava apenas brincando quando disse que não tinha pais, uma brincadeira de muito mau gosto, me atrevo a dizer.

 

Grunhi ao chegar perto da porta do meu apartamento, quem diria que seria tão rápido chegar, principalmente por estar distraída com meus pensamentos. Ao abrir a porta, estranho por não ouvir barulho algum, nem mesmo o da televisão, o que é incrível pois Krystal fica com aquele negócio ligado vinte e quatro horas por dia.

 

— Krys, eu cheguei! — Avisei fechando a porta e tirando meus sapatos, finalmente! Estranhei não receber resposta. — Krystal?

 

— Eu ‘tô na cozinha! — Gritou e logo ouvi algumas risadas. — Vem cá, quero te apresentar alguém!

 

Mas eu não disse pra não abrir a porta para estranhos? Pensei franzindo minha testa, aquela menina não aprende nunca, olha!

 

Caminhei preguiçosamente até a cozinha, provavelmente seria algum de nossos vizinhos e eu realmente não estava no clima para visitas, só queria deitar na cama e tirar um bom cochilo! A cada passo que eu dava, os risos ficavam mais altos, eram quase doces, como piadinhas inocentes.

 

Ao chegar na cozinha e parar no batente da porta, arregalei meus olhos, alí, na minha cozinha, sentada aos risos com minha irmã, estava a criança capeta e de seu lado estava o bebê fofo! Krys olhou para mim com uma sorriso no rosto, se levantou e me puxou para me apresentar aquelas crianças;

 

— Elas não são fofas, unnie? — Ela disse abraçando as crianças, Taeyeon gemia tentando sair de seu abraço e a outra apenas ria. — Essas são Hyoyeon e Taeyeon, e meninas, essa é minha irmã Jessica.

 

— Taeyeon! — Apontei para a cara da pirralha que me lançava um olhar fulminante.

 

— Tia Testuda! — Rebateu raivosamemte apontando para mim também, ao sair do abraço de Krystal,

 

— Hyoyeon! — A criança gargalhou batendo palmas, tirando minha atenção momentaneamente de sua irmã, ok, era fofo.

 

— Jessica, você conhece elas? — Krys puxou Taeyeon para seu lado, a pirralha parecia que iria pular em cima de mim a qualquer instante, não que eu estivesse diferente, é claro. — O que tá acontecendo, Jessica?

 

Essa vai ser uma longa noite...


Notas Finais


Desculpe por quaisquer erros :(
Espero que gostem e cometários são apreciados :)


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