História Little Lies - Capítulo 10


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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Ambre, Armin, Castiel, Charlotte, Dajan, Dakota, Debrah, Iris, Kentin, Leigh, Lysandre, Melody, Nathaniel, Nina, Personagens Originais, Professor Faraize, Professora Delanay, Rosalya, Senhora Shermansky, Violette
Tags Amor Doce, Drama, Escolar, Romance, Violencia
Exibições 22
Palavras 1.101
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Festa, Fluffy, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 10 - Dia longo


 P.O.V's Sarah

 Acompanho o homem moreno de olhos castanhos até seu consultório. Caminho por um corredor de paredes brancas apertando os dedos, nervosa. O coração acelerado de medo. O que exatamente terei que responder? Não quero me abrir para um completo desconhecido de minha parte.

 Entramos em sua sala branca, uma janela enorme está ali dizendo-nos que estamos longe do subsolo, no terceiro andar de um prédio recém pintado de cinza. Há uma cadeira azul - aquelas que encontramos nas salas de espera dos hospitais - e uma poltrona preta de couro. Há uma mesa perto da janela com vários papéis - documentos - e um computador preto de última geração.

 - Sente-se ali. - Dr. Silver apontou para a poltrona reclinável.

 Faço o que ele diz, afundo na poltrona e puxo a manga de minha camiseta branca mais para baixo, até cobrir meus dedos.

 O ambiente está gelado por causa do ar-condicionado que direciona o ar direto em mim, fazendo alguns fios de meus cabelos balançarem.

 Julius senta na cadeira azul.

 Não sei como contar para ele meus problemas, sei onde vou parar pelo simples fato de ser suicida.

 O homem pega uma prancheta e uma caneta, depois, direciona o olhar para mim.

 - Preciso que me fala sobre a sua convivência em casa com a sua família.

 P.O.V's Owen.

 - Suponho que não se lembre de mim. Sente-se ali - a mulher aponta para o sofá, sento-me ali e ela em um sofá de dois lugares na minha frente. - Theresa!

 A mesma garota que abriu a porta para mim, veio até nós.

 - Chá ou café? - A mulher pergunta para mim.

 - Nada. - Respondo.

 - Chá para mim - a garota se retira. - Muito bem. Me chamo Rose, Rose Backfield. Você deve estar confuso.

 - Sim, eu estou. Em que posso ajudar?

 - Há uma coisa que me arrependo de ter feito, Owen.

 - O quê?

 - Quando você ainda era um bebê... Foi deixado em um orfanato daqui, não é? - Rose pergunta hesitante.

 - Sim... - Respondo relembrando meus irmãos do orfanato. - A senhora sabe quem são meus pais?

 Rose parece desconfortável, ela gira a aliança dourada no dedo e olha para algo atrás de mim, viro a cabeça e vejo Theresa trazendo uma bandeja de alumínio com uma xícara de porcelana branca. Ela entrega para Rose e se retira.

 - Espere aqui.

 Rose levanta, coloca a xícara na mesa de centro e sai.

 P.O.V's Sarah.

 Se eu ao menos tivesse uma família... Tenho Owen, mas ele não é meu irmão de sangue, mas mesmo assim o considero.

 - É Boa.

 Ultimamente nem tanto.

 - Há alguns dias, seu irmão me contou algumas coisas - o psicólogo começa. - Disse que você já tentou se suicidar diversas vezes e na última quase conseguiu. Por que, senhorita?

 - Sarah - digo. - Sim, é verdade.

 Respondo isso, mas não respondo sua pergunta.

 - Por quê? - Ele repete.

 Devo mesmo falar? Não o conheço e a única pessoa em que posso confiar é Owen - por mais que ele seja um profissional da área da psicologia.

 Fico em silêncio. Não respondi essa e nenhuma outra pergunta, apenas fico apertando meus dedos trêmulos por baixo da manga da camisa. Ele insiste e tudo o que eu quero é que essa uma hora de consulta acabe logo.

 - Sarah, se você não colaborar, não terei como ajudar...

 Abaixo a cabeça, alguns fios de meu cabelo pendem em frente ao meu rosto.

 P.O.V's Owen.

 Rose volta segurando uma caixa média vermelha com desenhos abstratos em dourado. Ela senta-se agora ao meu lado.

 Ela abre a caixa, há alguns papéis, fotografias com as imagens viradas para baixo e alguns objetos.

 - Owen... O que eu irei contar para você agora talvez o deixe confuso, mas aqui - aponta para a caixa -, há provas que o fará acreditar.

 - O que você quer dizer com isso? - Pergunto olhando o conteúdo da caixa.

 - Que eu sou sua mãe - Rose diz tudo de uma vez e me entrega um documento de dentro da caixa.

 A encaro perplexo, minha mãe. A felicidade me envade, mas a tristeza bem junto. Tenho que perguntar:

 - Então por que me deixou?

 Olho para a folha branca digitalizada.

 "Owen Vögel Backfield, nascido no dia 24 de dezembro às 03:32 da madrugada, sendo os pais biológicos: Rose Vögel Backfield e Will Vögel Schnitzel."

 

 - Éramos muito pobres, Owen. Não tínhamos condições de cuidar de uma criança - ela suspira. - Seu pai e eu decidimos o levar para uma casa de adoção, não queríamos isso. Nos arrependemos muito. Há um tempo atrás ganhamos na loteria e o seu pai concluiu os cursos para o exército e agora trabalha na aeronáutica. Como pode ver... As coisas melhoraram... - Ela indica a casa com a mão.

 Durante anos achei que meus pais eram pessoas cruéis e que me deixaram por maldade, bom... Não posso dizer o que são, não mais os conheço.

 - Suponho que já tenha sido adotado... - Ela abaixa o olhar. - Quem são?

 Lembro-me dos rostos que fingiram amor a Sarah e eu. Anna, curtos cabelos negros chanel e olhos castanho-esverdeados, pele clara e baixa. Don, alto, moreno, cabelo castanho e olhos da mesma cor.

 - Anna e Don Ann - respondo.

 - E como está a vida com eles? - O tem dela é triste. Conto à ela tudo o que passei, inclusive falei de minha irmã e seus problemas.

 - Você poderia morar conosco - um brilho irradiou nos seus olhos.

 - Mas e Sarah?

 - Pode vir também!

 - E-eu... Falarei com ela.

 - Ah, se vir, quero que veja melhor o conteúdo desta caixa. É melhor você ir, suponho que a consulta de Sarah já tenha acabado.

 Nos despedimos e eu saí, seguindo caminho até o consultório do Dr. Silver. Chegando lá peço para Sarah esperar no carro.

 - Ela se abriu com o senhor? - Pergunto fechando a porta atrás de mim, a sala de consulta de Julius é extremamente organizada.

 - Bom... Não. Mas é recém a primeira consulta, deve estar envergonhada.

 Agradeço à ele e volto ao carro.

 - Vergonha ou medo?

 - Owen... - ela diz em meio à um suspiro.

 - Desculpe.

 O caminho foi silencioso, estou ansioso para contar à ela sobre a novidade - talvez a deixe feliz.

 Chegamos em casa, coloquei as chaves do carro na mesa de centro e a chamei até a cozinha.

 - Tenho uma proposta a você - um sorriso surgiu no meu rosto.



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