História Little Things - Capítulo 2


Escrita por: ~ e ~oned_harry

Postado
Categorias One Direction
Personagens Personagens Originais
Tags Harry Styles, Niall Horan, One Direction, Romance
Exibições 8
Palavras 2.869
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Tudo é culpa minha


Fanfic / Fanfiction Little Things - Capítulo 2 - Tudo é culpa minha

— Nossa...  - Falei dando um sorriso de lado. — Prazer. - Ele chegou mais perto me dando um abraço apertado.

Durante o abraço que parecia que iria durar o dia todo. Vir por cima do ambro do mesmo, três garotos parados nos encarando. Um deles quando percebeu  que eu os havia visto, sorriu, acenou com a mão e surrurou um oi. 

— Você tem um cheiro tão bom,cheira a chocolate. - Ele sussurrou em meu ouvido e logo se fastou. Senti que minhas bochechas corarem. — E fica mais linda do que é quando está com vergonha.

— Niall você vai matar a menina de vergonha desse jeito. - Falou o garoto que tinha acenado para mim. Ele tinha os olhos verdes, cabelos castanhos encaracolados na altura da orelha. Estava usando um chapéu preto e roupa simples básica de cor escura.

— Mas é sério, ela é linda e ainda tem cheiro de chocolate. - Niall respondeu. — Samantha, esses são meus amigos, Harry, Louis e Liam. - Eles sorriam.

— Legal conhecer vocês.

— Legal conhecer você também. - O que parecia se chamar Harry disse. — É sério que você tem cheiro de chocolate?

Quando abrir a boca para responder, o mesmo se aproximou e me abraçou, me dando uma cheirada no cangote me fazendo extremecer.

— Ei, eu também quero sentir. - Louis disse vindo para o abraço.

— Me deim espaço. - Agora era a vez de Liam se meter no abraço.

Pronto, agora eu me encontrava rodeada de garotos desconhecidos em um abraço que estava me deixando sem ar.

— Gente, tô ficando sem ar. - Falei ao meio deles que riram.

— Você cheira mesmo a chocolate. - Harry sussurrou.

— Ei, da licença vocês. - Niall me puxou pelo braço e me pois ao seu lado. — Ela é minha chocolate, m. i. n. h. a. - Falou entre pausas.

— Egoísta. - Harry cruzou os braços.

— Deus mandou dividir o pão, não as pessoas. - Rimos.

— Meninos, acalmem-se, deim espaço para ela.Querida, você está com fome? - Maura perguntou.

— Muita.

— Opa, essa é minha irmã mesmo. - Niall botou seu braço ao redor de meu pescoço. — Maninha, cê não sabe quanto foi difícil esperar você chegar?

— Como assim?

— Essa criança come pra cacete. - Louis confessou.

— É magro de ruim. - Harry falou.

Rir.

*

Niall havia me puxado para conhecer todos que estavam ali. Havia parentes de todos, pois naquele mesmo dia, era o aniversário de Harry — 18 anos.

Conheci a irmã do mesmo — Gemma. A mãe deles — Anne. A irmã de Louis — Lottie. O sobrinho de Niall — Nathan ,e o irmão mais velho de Niall — Creg, que agora, seria o meu também, por tempo indeterminado.

Apois muitas horas, pude conhecer os quatro meninos ainda melhor, e principalmente Niall, que fazia de tudo para ficar ao meu lado me dando todo a atenção. Isso eu adorei é claro, pois nunca havia recebido tanta atenção como estará recebendo. E apois horas, todos foram embora e apenas ficaram eu, Niall, Harry, Louis, Liam na sala sentados no sofá olhando um para cara do outro. Gred e seu filho foram embora cedo, Maura e Bobby os levaram de carro, e até agora não haviam chegado.

Estava silêncio, mas eu não me importava, na verdade, em minha cabeça, havia mais barulho do que o possível. Meus pensamentos voavam longe, e chegavam no orfanato,percorriam todos os corredores e paravam no quarto de Daryl. Nele e com aquela biscatinha da Taylor, que eu sempre soube que era louca por ele, mas eu nunca me importei já que, em minha cabeça, ele era louco por mim,contudo, logo meus pensamentos se cortaram quando ouvir uma voz me chamando. Era Niall.

— Samantha, tá tudo bem? parece preocupada.  - Ele tocou em meu ombro. — Tem algo lhe incomodando? Não gostou da festa? Daqui? 

— Não é isso, eu adorei tudo, relaxa. - Responder sem graça. — Tá tudo bem, apenas estou cansada. 

— Pode subir se quiser. 

— Não, prefiro ficar aqui, do que lá em cima sozinha. - Respondi. — Já que está chato, vamos conversar sobre alguma coisa. 

— Boa ideia. Agora, sobre o que? - Louis perguntou. 

— O que vocês fazem? Sinto que já vir vocês em algum lugar. - Olhei para o rosto de cada um. Eu havia os visto em algum lugar. Só não me lembrava de onde. 

— É bem capaz mesmo. Somos uma banda. - Harry respondeu ao meu lado. 

Apenas aquilo fez uma luz se acender em minha cabeça, e eu finalmente lembrar. 

— Banda? Oh, sim, verdade. - Respondi animada. — O nome é... One... One... One... Ah, One Republic? Nossa, eu amo as músicas de vocês. 

Todos iram. Como se eu tivesse contado a piada do ano. 

— Qual é a graça? 

— Não samos One Republic. - Liam respondeu limpando os cantos dos olhos.

— Somos One Direction. - Niall respondeu. 

Pronto, aquilo simples me fez corar como um pimentão. Que vergonha senhor. Eu mal conheço eles e já começo falando besteira. Ok, eu já conhecia eles melhor pelas nossas conversas, mas porra, errar isso. Tirando o fato de eu não ter os reconhecido. Mas eu não tenho culpa se eu não sou muito atualizada do mundo. Eu apenas conhecia as músicas deles pois algumas meninas do orfanato ouviam. 

— Aé? Oxe, eu já sabia, só tava testando. - Rir sem graça. 

— Sei... Tamo sabendo. - Harry respondeu bagunçando meu cabelo. 

— Ixe, que intimidade é essa? - Niall respondeu me puxando. 

— Niall, deixa de graça. Vamos e convenhamos. Você já perdeu ela para mim. - Harry respondeu me puxando agora para o lado dele. 

— Harry, tu já tem a tua. Palhaço. - Niall me puxou. 

— Mas ela é mais velha, não tem muita graça. Eu quero uma mais nova. - Harry me puxou. 

Eu só ria da situação e já começava a ficar tonta sendo puxada para o lado e para o outro. 

— Parem vocês dois, tadinha dà menina. - Falou Louis, enquanto se levantava do sofá, e estendia a mão para mim. — Pode sentar no meu lugar se quiser. 

Quando eu peguei a mão dele e me levantei. Senti algo agarrar minha cintura. Olhei, e era Harry. 

— Deixa ela aqui, a gente não faz mais. 

— Tudo bem Louis, eu controlo as duas crianças. - Respondi soltando a mão dele e sentando de volta. — Harry, já pode me soltar agora. 

— Aé verdade. Desculpa. - Ele se soltou e se ajeitou no sofá botando o braço atras se minha cabeça em cima do sofá. 

— Agora voltando ao assunto. - Louis voltou a se deitar no sofá. — somos uma banda sim. Já ouviu alguma música nossa? 

— Algumas, as vezes as ouço antes de dormir. - Respondi, pensando que em muitas noites. As músicas deles era a única coisa que tirava da minha cabeça, que quando eu fechasse os olhos para dormir. Eu iria ter aquele pesadelo. 

— Legal! 

— E você fazia o que no orfanato? - Niall perguntou. 

— Estudava, e ajudava minha madrinha na cozinha. O nome dela é Kátia, e é uma freira muito legal. Vocês iriam gostar dela. 

— A gente podia um dia desses lá né? Seria legal os conhecer. - Louis disse sorrindo, enquanto olhava para mim. 

— Você tinha amigos lá? - Perguntou Harry. 

— Colegas, meus amigos de verdade foram adotados, e eu nunca mais os vir. 

— Oh, sinto muito. Mas não se preocupe, agora você tem quatro amigos que você pode contar sempre. - Harry respondeu sorrindo gentilmente para mim. Retribuir com o mesmo sorriso. 

— Você tinha algum namorado lá? - Niall perguntou, e o meu coração apertou. 

A cena veio de novo em minha cabeça. E segurei com todas as minhas forças, as lágrimas. 

— Nã... Não. - Mentir, apesar de eu odiar mentir. Mas essa necessário, pois eu não queria contar. Eu queria apenas esquecer, e fingir que eu nunca havia vivido aquilo. — lá é proibido. Se você namorar, ira levar um castigo além de ser obrigado a termina o relacionamento. 

— Nem escondido? - Niall perguntou. 

— É muito raro, na maioria das vezes descobrem. 

— Entendi... Você está a quanto tempo lá? - Agora era a vez de Harry pergunta. 

— 9 anos... 

— E como foi para lá? - Louis perguntou e a minha mente esvaziou. 

Era difícil falar sobre aquilo. Sempre foi. E nesses 72 duas vezes que fui adotada, era incrível como a pessoas chegavam nesse conversa. Eu deveria ter me acostumado, mas era bem difícil se acostumar com uma coisa dessas. 

— Quando eu tinha 9 anos, sorfrir um acidente de carro com os meus pais e meu irmão mais velho Nate. Fui a única sobrevivente. - Respondi seca engolindo aquelas palavras com dor. 

— Oh, sinto muito Samantha, desculpa ter tocado nesse assunto. - Veio até mim, e agachou em minha frente. — Desculpa mesmo. 

— Tudo bem. - Mentir de novo. Nada estará bem. — Irei para meu quarto agora. Boa noite pra vocês. - Me levantei e me despedir. 

Passei pela porta, quando eu comecei a subir as escadas, ouvir a voz de Harry dizendo :

— Cabeça de vento, por quê foi pergunta isso? Deixou ela triste. 

Subir as escadas logo passando pelo corredor e chegando em meu novo quarto. Abrir a porta e entrei.

Ele era simples porém bem espaçoso, estava vazio, apenas com uma cama de casal com lenções brancos, havia também uma porta para o banheiro, e uma grande janela aberta com cortinas transparentes brancas. As paredes eram de um cinza claro. Maura e Bobby disseram que eu poderia organizalô da maneira que eu quisesse depois de um tempo. Quando eles disseram isso eu até achei legal mas, desisti antes mesmo de pensar que seria uma boa ideia, pois eu sabia que não adiantaria, eu não poderia me apegar aquele lugar, sabe lá Deus quanto tempo iria ficar ali. Porventura, apenas por poucas semanas.

Fechei a porta e fui indo em direção ao banheiro. Me despir, joguei a roupa no seisto de roupa suja para que depois eu as lavasse.

Liguei o chuveiro deixando na temperatura morna. Fiz um coque em meu cabelo, botei meu corpo debaixo d'água e apenas sentir a água percorrer meu corpo. Aquele banho estava me fazendo tão bem. Meu psicológico não estava do jeito que eu esperava, contudo estava melhor do que eu pensava.

Eu penso em morrer, mas não quero morrer. Nem mesmo perto. Na verdade, meu problema é completamente o oposto. Eu quero viver, eu quero fugir. Sinto-me presa, aborrecida, claustrofóbica, magoada, destruída, e principalmente. Traída.

Há tanta coisa para ver, tanta coisa para fazer, mas de alguma maneira eu ainda me vejo fazendo nada.

Encostei minha testa na parede e fechei os olhos. E nesse exato momento, a cena de Daryl aos beijos com Taylor veio instantâneamente em minha cabeça me fazendo morde os lábios de ódio. Ele a beijava da mesma forma que a mim : com amor. Se é que ele alguma vez havia sentindo isso por mim, e em minha opinião, não. Eu pensava que sim, pensava que me via como sua outra metade assim como eu o via. Pensava que ele pensava em mim dia apois dia. Pensava que eu era o primeiro pensamento dele ao acorda, e o último ao dormir.

Daryl havia me feita de otária por dois anos ,e eu descobrir isso na pior maneira possível.

Ódio.

Ódio era a única palavra que eu conseguia pensar.

O problema de ter tido 15 anos, é que quando alguém diz que te ama. Você acredita..

Quando sentir as lágrimas nasceram, abrir os olhos rápidos e terminei meu banho.

Sair, enxuguei meu corpo e meu rosto, me olhei no espelho e fiquei ali. O encarando.

Eu havia conseguido até aqui, convence a mim mesma que estava tudo bem,que nada havia acontecido.

Eu não poderia de maneira nenhuma dá a impressão que eu estava do jeito que estava — Acabada. Precisava me mostrar feliz por esta ali. Aquela família precisava ver pois estava explícito no rosto de cada um, a felicidade. Seria corvadia demais os deixar preocupados por minha causa. Eu já havia vacilado em fazer aqueles garotos perceberem que eu havia ficado triste. 

Me enrolei na toalha e sair do banheiro indo em direção a cama que nela se encontrava minha pequena mala. Me sentei na cama de pernas cruzadas e abrir minha mala. Nela havia coisas básicas, como : vestidos finos, meu último pijama, e roupas íntimas. Incluindo meu perfume, minha escova de dentes e meu caderno de anotações com uma caneta esferográfica azul. Os peguei e comecei a escrever.

*

Eu já me encontrava na cama preparada para dormir, e apenas eram 08:00p.m e pouco, deduzir que seria, pois nem relógio eu havia. 

Fiquei olhando para a última e única foto que eu havia de meus pais. A única lembrança que eu havia deles. A única coisa que restou daquele acidente. E o que doeu mais foi não ter nenhuma lembrança do meu irmão. 

Enquanto eu continuava a olhar aquela foto, ouvir batidas na porta, e uma voz familiar perguntando se podia entrar. 

— Só um minuto. - Deixei a foto de baixo do dravisseiro e sair de baixo das cobertas. Sair da cama e fui andando até a porta a abrindo. — Oi Harry. 

— Oi, posso entrar? Queria conversa com você a sós. 

— Claro, entra. - Ele passou pela porta e a fechei. — aconteceu alguma coisa? 

— Isso que eu quero saber. - Se sentou em minha cama. — você está bem? 

Me aproximei e sentei ao seu lado. 

— Sim, por quê não estaria? - Sorrir, apesar de ser nenhum pouco sincero. 

— Samanta, eu odeio mentiras. - Ele olhou no fundo de meus olhos como se conseguisse ver todo o meu passado, e sentir o que eu estava sentindo. 

Desviei o olhar para meu pés descalços e magros. 

— Eu também odeio mentiras. 

— E por quê está mentindo? Sei que a gente acabou de se conhecer mas eu já gosto muito de você. Você é legal, bonita, carinhosa, sincera, doce, e pelo que eu posso ver, não gosta que os outros se preocupem contigo. - Ele falou, e segurou meu queixo erguendo meus olhos para si. — Confia em mim, por favor. Sei que você está mais íntima de Niall e deve confiar mais nele, e era para ele tá aqui, só que essa coisa já está dormindo no sofá. - Rir. — Então? O que achas? 

Pensei, e cheguei a conclusão que Harry era uma pessoal especial, aquele tipo de pessoa que percebe quando você não está bem, mesmo você parecendo a pessoa mais feliz do mundo. 

— Eu só estou destruída. - Respondir, sentindo meu olhos encherem de lágrimas. 

Ele sorriu. 

— Vai ficar tudo bem. - Ele disse calmo. 

— E se não ficar? Se eu me despedaçar.

— Estou aqui para juntar os caquinhos com você. - Minha visão já estava ficando embaçada das lágrimas. 

Droga! Eu não posso chorar, não posso. 

— Você que chorar né? Mas não quer se sentir fraca? - Concordei. — Olha, chorar é o melhor remédio de todos. Prometo, que se você chorar, não contarei para ninguém. 

Sorrir, enquanto a lágrimas começavam a escorrer pelo meu rosto descontroladamente. 

— Pode botar sua cabeça na minha coxa se quiser. Sou ótimo para fazer cafuné. - Sorrimos, e logo pus minha cabeça ali. 

Harry começou a fazer carícias em meus cabelos ruivos. Botei meus pés em cima da cama e comecei a encarar a porta enquanto lágrimas e mais lágrimas saiam. Eu soluçava, eu me sentia desprotegida de tudo. Eu me sentia sozinha apesar de eu não está. Tudo não fazia sentindo. Eu havia me entregado a um amor falso. E agora estou aqui, sabe? Tentando ,de alguma forma ,mostra a mim mesma que existem pessoas que, não importa o que você faça, elas vem para ser uma espécie de felicidade instantânea na nossa vida.  Não importa o nível de importância que você dá à ela ,ou quanto ela lhe faz bem. Chega uma hora que o tempo dela acaba e ela tem que ir. Chega uma hora que a gente tem que entender que tem gente que não nasceu para ser da gente. 

— Pode chorar Sam, não é um erro, é uma necessidade. Você precisa colocar pra fora todas as dores que já lhe causaram. Você está sendo forte por guarda isso só para você, nunca se julgue fraca porque você não é. Você sabe, e todas as garotas sabem come é. Só continue sendo forte. - Ouvir a voz fraca de Harry sussurrar em meu ouvido. E todas as minhas dores se misturaram dentro de mim como uma tortura.  

Por quê? 

Por quê? 

Por quê?  

Por quê Daryl fez aquilo? Eu o amo tanto, com todas as minhas forças. 

Por quê sempre me devolviam quando me adotaram? 

Por quê eu tirei aquela maldita foto dos meus pais? Por quê eu tirei a atenção dele quando estavam dirigindo? 

Tudo é culpa minha. Tudo.



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