História Live and Let Die - Capítulo 30


Escrita por: ~

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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Ambre, Armin, Castiel, Nathaniel, Personagens Originais, Rosalya
Tags Amor Doce, Amour Sucre, Armin, Arminete, Depressão, Drama, Incesto, Psicopata
Exibições 218
Palavras 1.390
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Já está escrito no título, mas caso alguém não tenha percebido, vou ressaltar: Isso não é um capítulo! Isso é um relato de algumas coisas que vem se passando na minha vida (que tem a ver um pouco com o enredo da fic, mas em nada vai mudar em postagens), não se sinta obrigado a ler.

Capítulo 30 - Relato (Isso NÃO é um capítulo!!)


Oi gente!

Então, refleti muito sobre postar esse relato aqui ou não. Nunca gostei muito de compartilhar coisas pessoais, dependendo do assunto nem mesmo com as minhas amigas, mas como o assunto da fic, além do incesto, é depressão e outros problemas psicológicos relacionados a isso, achei que seria interessante postar. Até mesmo porque já recebi algumas mensagens de leitoras me dizendo o quanto se identificam com pensamentos da Beatrice, e ela tem total relação com a minha pessoa, já que foi inspirada em uma época de minha vida, além de ter características minhas que eu carrego até hoje.

Já tive algo muito próximo da depressão, só não considero como tal porque não tive que tomar remédio pra me curar, fui melhorando com o tempo e com o amadurecimento, mas já tentei suicídio e estive mal o suficiente a ponto de ficar 3 dias seguidos em casa, faltando a escola mesmo com as broncas dos meus pais, simplesmente porque eu não me sentia autossuficiente pra lidar com a vida, e minha única vontade era ficar trancada em casa me lamentando.

Já se passou 4 anos dessa época, hoje sou uma pessoa completamente diferente daquela menina frágil. Coisas que na época pareciam ser importantíssimas pra minha vida (aparência, popularidade, etc...) não fazem diferença nem falta nenhuma. Hoje em dia minha maior preocupação da vida está relacionada a notas da escola e vestibular, isso vem me desesperando há um ano, desde que entrei no ensino médio. Acho que é a partir desse ponto da vida que nós passamos a perceber que não vamos ficar em baixo da aba dos pais para sempre, que em algum momento vamos precisar trilhar nossos caminhos sozinhos.

Tenho um medo enorme de não passar no vestibular que eu quero, e isso me atormenta bastante. Não só isso, mas minhas dificuldades em algumas matérias também, sempre tive essas preocupações, e sempre fui uma pessoa extremamente ansiosa. Mas, de um tempo pra cá passei a perceber que a minha ansiedade estava passando do nível da normalidade. Eu perdia noites de sono por pensar na nota que eu preciso recuperar ou no vestibular que eu provavelmente não vou passar. Mas ok, na época não me importei tanto assim, era estranho? Muito, mas logo isso iria passar, era só questão de tempo. Pois bem, não passou.

Depois disso, teve um certo ocorrido que me fez lembrar um grande trauma de infância que eu já tive (é relacionado a um filme de terror, pode parecer uma coisa banal, mas me aterrorizou muito), passei uma semana inteira dormindo 4 horas por dia e me sentindo em pânico toda vez que deitava a cabeça no travesseiro. Eu me sentia sufocada e insegura a todo momento, foi uma das piores semanas da minha vida.

Mas tá, o tempo passou, aquela semana ficou no passado, continuei minha vida normalmente, mas claro, comentei com a minha psicóloga sobre o caso, já que achei estranho demais perder noites e noites de sono por algo tão idiota. Ela me aconselhou a continuar prestando atenção nesses sinais, que se eu tivesse mais alguma crise parecida eu a avisasse.

Novamente, continuei minha vida sem mais ocorridos. Entretanto, na madrugada do dia 14/10, quando eu deitei minha cabeça no travesseiro, comecei a cochilar e tive alguns devaneios, que me fizeram pensar em coisas ruins, mas eu sempre fui de pensar em coisas ruins antes de dormir desde pequena, porém aquilo era diferente. Eu nunca me senti tão insegura e em pânico em toda a minha vida.

Não conseguia fechar os olhos sem ter pensamentos ruins inundando minha mente e eu tinha prova no dia “seguinte”, me desesperei. Lembro de ter me sentado na cama e simplesmente começado a chorar. Mesmo não sendo a pessoa mais religiosa do mundo, tentei rezar, pois já me acalmou em outros momentos da vida, mas dessa vez não teve efeito nenhum. Depois disso tive várias outras sensações: eu tive taquicardia, meu coração batia rápido demais, me sentia sufocada ao mesmo tempo que respirava muito rápido, meus lábios ficaram secos a ponto de quase sangrar quando eu encostava neles, eu tremia como nunca tremi em toda a minha vida, não sentia que estava sob controle de meu próprio corpo, tanto que me afastei da minha gata com medo de fazer algo contra ela, (sim, chegou a esse ponto) além de ter medo de fazer algo contra mim mesma, estava tão desesperada que sim, naquele momento eu seria capaz de me matar se tivesse algo por perto. Fiquei cerca de trinta minutos nesse estado. Uma de minhas amigas estava acordada, e, mesmo que por pouco tempo, ela me ajudou a me distrair e pensar em coisas boas. Ok, parei de chorar, minha respiração, apesar de ainda estar um tanto desregulada, também melhorou, a única coisa que ainda me incomodava era meu coração que ainda batia bastante rápido. Mas eu tinha melhorado, isso já era bom.

Tentei voltar a dormir, porque eu tinha prova, já era mais de 2 horas da manhã, precisava urgentemente dormir, porém, assim que coloquei a cabeça no travesseiro novamente, aqueles pensamentos voltaram à minha cabeça e me atormentaram de novo. A taquicardia ainda estava ali e eu sentia mais diversas sensações horríveis que eu não saberia nem descrever, voltei a me desesperar e a chorar. Não vi mais alternativas e tive que acordar meus pais aos prantos, por sorte tinha um calmante aqui em casa, tomei e apaguei.

Eles ficaram preocupados comigo e já no dia seguinte marcaram uma consulta de emergência na psicóloga. Não deu outra: Ela me diagnosticou com crises de ansiedade e síndrome do pânico, me encaminhando diretamente para uma psiquiatra.

Resultado: Vou passar a tomar remédios.

Agradecia tanto por não ter tomado remédio na pior época da minha vida, e agora, que nem estou tão mal assim me aparece isso. Pelo menos não terei que tomar todos os dias, só tomarei quando ter pensamentos ruins e sentir que não vou conseguir dormir, mas, tomar remédios desse tipo é ruim de qualquer jeito, em qualquer circunstância.

Graças a Deus meus pais, minhas amigas e minha psicóloga estão me dando todo o apoio necessário, mas sou ciente que muitas pessoas não tem esse apoio, porque pra muitos isso ainda é visto como “frescura”, então, se alguém tiver algo parecido e precise de ajuda, por favor, não sinta que vá incomodar, pode mandar uma mensagem pra mim. Já recebi mensagens relatando coisas parecidas, e agora mais do que nunca sinto vontade de ajudar quem quer que sofre de um mal desses.

Gostaria de deixar um conselho pra vocês também: Tomem cuidado com quem vocês confiam. Não coloquem tanta confiança na pessoa errada. Há alguns meses comentei brevemente sobre essa minha suspeita de ansiedade com a pessoa pela qual eu considerava melhor amiga e de início ela se mostrou preocupada e companheira, mas na primeira discussão de amizade que nós tivemos depois disso, ela teve a cara de pau de jogar na minha cara que “minha ansiedade não era nada, porque fulano já teve ansiedade tão preocupante a ponto de tomar remédio, eu não”. A discussão não tinha absolutamente nada a ver com ansiedade, e além disso, eu comentei apenas duas vezes sobre esse assunto e não fiquei me fazendo de vítima, comentei porque as vezes você sente a necessidade de desabafar. Pois bem, claramente a macumba dessa pessoa é muito forte, porque né?

Saibam que independente de tomar remédio ou o caralho que for, seu sofrimento (seja ansiedade, depressão ou qualquer coisa do gênero) é preocupante e merece atenção sim! Não se deixem levar por pessoas desse tipo, por favor, não se prendam a esse tipo de ideia. Procurem ajuda.

Enfim gente, sintam-se livres pra me chamar pra conversar caso precisem de ajuda ou caso só quiserem bater um papo mesmo, estou sempre a disposição de novas amizades. Espero que esse relato amplie um pouco a mente de vocês (se é que alguém leu essa bíblia até o final, masok dksskdn)

Acho importante avisar também que esse problema não vai influenciar em nada na fanfic em relação a capítulos/postagens, continuará sendo normal, não vai aumentar nem diminuir a frequência, não se preocupem. Só postei isso realmente porque achei importante conscientizar alguns e me disponibilizar para ajudar outros, além de servir como uma ótima forma de desabafo.

Bjs amores! Tudo de bom pra todos vcs.



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