História Livin' On A Prayer - Capítulo 11


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Tags Musica, Musical, Naruto, Rock, Songfic
Visualizações 3
Palavras 3.616
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Musical (Songfic), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


O nome capítulo vem desta música: Stop Crying Your Heart Out by Oasis.
Boa leitura!

Capítulo 11 - Stop Crying Your Heart Out


Por que algumas pessoas alcançam seus objetivos, enquanto outras não?

            Por muito tempo a humanidade acreditou que era uma força superior alheia às vontades mortais que determinavam o destino de todos. A ela foram atribuídos muitos nomes; ela já foi antropomorfizada como divindades antigas, já foi vista como uma parte intrínseca da natureza, um poder implacável que o universo utiliza para conspirar contra nossas vontades, algo realmente transcendental. Contudo, nossa sociedade está em um processo de esclarecimento, com isso a alquimia foi destituída pela química, a astrologia foi descartada em prol da astronomia e lentamente as crenças populares são apagadas pelo conhecimento pleno. Ainda assim, as pessoas ainda estão apegadas à algumas tradições irracionais, mas é claro que relegam a elas um papel bem menos importante do que no passado. Nesse contexto de mundo desencantado, o sobrenatural implacável que regia os caminhos dos humanos perdeu sua pujança, tornou-se agora apenas um agente esporádico e ao qual atribuímos o nome de “Sorte”.

            Sorte, é de fato culpada pelos destinos, porém, não se sinta impotente, pois sua vida não é dependente do acaso; não. A Sorte, não é essa ideia banal apresentada pelo senso comum; de maneira alguma. Sorte, é a soma de diversos fatores. Alguns empreendedores costumam defini-la como o encontro entre “preparo” e “oportunidade”, apesar de verdadeira, essa afirmação está incompleta. A melhor definição para tal palavra talvez seja a que Shikamaru ouviu de seu melhor amigo, que costumava dizer que “Sorte é uma suruba selvagem pois ela é produto de sangue, suor e lágrimas, necessita de uma oportunidade que, estatisticamente falando, baterá três vezes na porta de um cidadão medíocre, vontade, afinal o quê adianta perguntar para uma pessoa que fez voto de castidade se ela quer participar, coragem, porque por mais que o resultado final seja extasiante, todos sabemos que pode acontecer um imprevisto desagradável no meio do percurso, por isso também precisamos de preparo e flexibilidade para contornar as adversidades. “.

            Seja pela definição tradicional, através das lentes dos empreendedores ou então pela analogia do amigo com quem Shikamaru adquirira o hábito de fumar, Naruto fora sortudo em sua prova de matemática, ele não apenas conseguira escapar das aulas de férias, mas também conseguiu aumentar significativamente sua média final. A prova fora mais ou menos como Shikamaru previra, apesar da ordem das questões terem sido distribuídas de uma forma diferente do esperado, o jovem professor acertara precisamente em como os tópicos seriam cobrados, e por fim, seu bilhete de última hora foi o ponto chave para o sucesso do Uzumaki. Na realidade, Naruto errou a maioria das questões da prova, ele acabou acertando somente três das dez questões regulares, porém o loiro foi o único a responder corretamente à questão bônus da prova que valia o mesmo que todo o restante. Dessa forma, Naruto tecnicamente conseguira treze em uma prova valendo dez.

Para entender um pouco mais o porquê daquela discrepância entre os pontos da prova, é necessário entender o problema que Shikamaru entregou a Naruto e um pouco mais sobre a personalidade de Mizuki, o professor que lecionou para os dois membros da banda. O problema está relacionado a uma hipótese matemática de mais de um século e meio ainda em aberto, sua importância é tão grande que no ano de 2000 o Instituto de Matemática Clay ofereceu um prêmio de um milhão de dólares para quem resolver esse enigma. É verdade de que a última questão não era exatamente a pergunta que intriga toda comunidade matemática, contudo é um assunto extremamente avançado; se no geral o Mizuki cobrava conteúdo de faculdade como se fosse matéria regular de colegial, essa última questão seria o que ele pediria se ainda lecionasse em faculdade, pois possui um grau de profundidade que é somente explorado em um doutorado. Além disso, havia o complexo de superioridade daquele homem; Mizuki era frustrado enquanto profissional, pois sempre fora considerado inteligentíssimo e por isso todos possuíam grandes expectativas com relação seus feitos, todavia, enquanto matemático, ele nunca fizera nenhuma contribuição acadêmica significativa, além de ter diversos atritos com os colegas de trabalho em detrimento de sua personalidade arrogante. Por causa dos constantes conflitos, ele acabou largando o cargo de professor universitário e acabou indo lecionar para o ensino médio e fundamental. Para tentar se reafirmar como uma pessoa erudita, Mizuki gostava de humilhar seus alunos, por isso ele tinha prazer em cobrar questões tão difíceis que nenhum aluno conseguia acertar.

            Mesmo com o professor mais carrasco de todos, Naruto obtivera êxito e agora estava desimpedido para se dedicar completamente aos seus deveres como músico. Dessa situação toda, é curioso ver como o preparo emocional também influencia fortemente no desempenho de um indivíduo, pois Sasuke estava bem mais preparado tecnicamente e possuía uma prova com grau de dificuldade menor, porém no final das contas, obtivera um desemprenho pior, que apenas lhe garantia passar na matéria com o mínimo necessário. O diferencial entre os dois é que o Uchiha mal conseguira dormir na noite anterior pois a situação de Karin lhe preocupava. O misto de culpa, arrependimento e impotência lhe martelava a consciência; o deixava divagando sobre o que ele deveria fazer. O loiro, por outro lado, não sabia até então que sua prima estava internada e por isso não tinha um peso extra sob seus ombros para o preocupar.

            Justamente para não atrapalhar o rendimento de Naruto, Jiraya mantivera em segredo a situação de Karin e pedira que Sasuke fizesse o mesmo, pelo menos até que eles terminassem a última prova. Manter oculta essa informação nem fora uma coisa tão complicada para Sasuke, pois naquele dia ele e o amigo loiro nem se encontraram para ir à escola, pois o Uchiha havia saído bem mais cedo do que o costume e logo após o término da prova fora para o hospital visitar a pequena ruiva.

            Já era noite, quando Naruto chegara em sua casa. Ele abrira a porta de entrada e se deparara com seu tio sentado no sofá da sala com um livro em mãos.

            – Boa noite tio. – Disse Naruto já seguindo em direção a cozinha.

– Oi, amigão. Eu sei que você deve estar cansado, mas eu preciso conversar com você por um momento. – Jiraya falou fechando seu livro com um tom bem mais sério do que seu usual.

– Tá, tio. – O loiro respondeu enquanto se sentava na poltrona ao lado do sofá. – Aconteceu alguma coisa? Eu juro que a garrafa de whisky já estava daquele jeito. – Ele disse já tentando se esquivar de uma possível acusação.

– Primeiro, para de beber meu Blue Label sem minha permissão. – O escritor então se inquietou momentaneamente, roçou os dedos em seus cabelos tentando encontrar uma forma sutil de explicar o que estava acontecendo. – Segundo, pegue um copo dele para você agora, para te ajudar a processar o que eu vou te contar. – Jiraya suspirou.

Naruto então se serviu uma dose generosa da bebida de seu tio, colocou três pedras de gelo, retornou a poltrona e deu um gole ínfimo.

– Pode falar. Quem é? – Naruto perguntou sorridente já prevendo que seu tio iria lhe dizer que finalmente, depois desses vários anos, encontrara uma namorada e gostaria de lhe apresenta-la, já que Jiraya parecia desconcertado e estava lhe oferecendo um bom whisky.

– Não entendi o que você quis dizer com isso, mas tudo bem. – O escritor murmurou. – Sabe sua querida prima, Karin? – Jiraya perguntou receoso.

– Não, não, não! Ela não tio. – O jovem Uzumaki reclamou. – Sério mesmo? Eu sabia que você era um velho tarado, mas...né? Ela é menor de idade e tals. – Ele continuou a reclamar.

– Qual é o seu déficit? – Jiraya perguntou massageando suas têmporas incrédulo.

Naruto então ingeriu mais um gole farto, inclinou sua cabeça, arqueou a sobrancelha e demonstrou uma feição intrigada.

– Não sei se você já reparou, mas sua prima tem uma saúde meio frágil. Por isso ela nunca brincou de correr, nadar ou qualquer coisa que exigisse esforço físico enquanto vocês eram crianças.

–Sério? – Naruto perguntou surpreso. – Eu jurava que ela só era fresca e não queria suar.

– Não. – Jiraya suspirou balançando negativamente sua cabeça. – Ela sempre quis brincar com você e o Sasuke, é o que a mãe dela costumava me contar. Falando na sua tia, você nunca se questionou o porquê você veio morar comigo e não com ela, o marido e a Karin?

– Ah, sei lá. Acho que não. – Naruto respondeu pensativo. – Eu sempre achei que a minha tia fosse muito chata, por isso ela não queria ter o trabalho de se irritar com um merdinha que nem eu. –  O loiro então deu de ombros.

– Você está engado. Por mais que sua tia seja neurótica, ela te ama muito. – Jiraya então pausou, mirou seus olhos no copo que seu sobrinho segurava e então lamentou. – Eu gostaria muito de um copo também para conseguir te contar tudo, mas daqui a pouco vou pegar no volante. Então melhor não. – Ele então pigarreou limpando sua garganta árida e então prosseguiu. – Voltando ao assunto, o motivo de eu, esse alcoólatra funcional que vos fala, ter sido designado para tomar conta de uma criança remelenta ao invés de uma família estruturada, é porque seus tios estavam fora do país quando o furacão chegou a Oklahoma. Eles ficaram na Europa por não sei quantos meses, porque a Karin iria passar por um procedimento cirúrgico para tratar de um problema cardíaco que ela tinha desde nascença.

– Pera aí! A Karin tem um problema do coração? Desde quando? Como ela nunca pareceu doente? – Naruto questionou avidamente.

– Sim, ela sempre teve um defeito no coração que não deixa que ele bombeie o sangue corretamente, por isso ela nunca pode fazer atividades que exigem mais vigor físico. – Com pesar o homem grisalhado respondeu. – Aquela garota baixinha é tão teimosa quanto é forte sabia? Nesse quesito ela lembra um pouco a sua mãe. – Ele sorriu por um segundo ao lembrar-se da mulher de seu finado irmão. –A verdade é que a sua prima nunca quis que ninguém a tratasse como uma debilitada ou incapaz, por isso sua tia me contou e pediu que eu a ajudasse a manter isso em segredo de vocês meninos. – Novamente o escritor soltara um singelo riso ao pensar o quão forte era aquela garota. –Fico feliz que ela teve, na medida do possível, uma vida normal.

– Calma, calma, calma aí. É muita coisa para eu processar. – O jovem esbravejou interrompendo o que Jiraya estava dizendo, em seguida terminou de beber o conteúdo de seu copo e então perguntou com fervor. – Cadê a Karin? Ela está bem? Como assim, ela TEVE uma vida normal?

– Ela está no hospital agora, ela não está bem, mas já está melhor do que ontem quando eu e Sasuke a levamos para o hospital. – Jiraya ficara hesitante por um tempo e então prosseguira tristonho. – Eu disse TEVE, porque eu não sei como as coisas vão se desenrolar de agora em diante, eu torço com todas as minhas forças que ela melhore logo e que em breve ela volte a te bater e correr atrás do Sasuke. Mas sendo realista, eu não sei se as chances de isso acontecer sejam grandes, porque pelo que eu ouvi hoje de sua tia, a Karin precisa urgentemente de um transplante e a possibilidade de um coração compatível aparecer nos próximos dias é improvável também.

Naruto emudeceu, abaixou a cabeça e assim permaneceu por um bom tempo. Jiraya, por sua vez, levantou-se e então apoiou uma das mãos no ombro de seu sobrinho, que após isso ergueu o rosto com os olhos avermelhados.

– Vamos? – O loiro perguntou com a voz trêmula tentando não desabar em pranto.

Em resposta, Jiraya apenas abanou positivamente a cabeça. Eles então se dirigiram até o hospital onde Karin estava. Durante o percurso todo, Naruto manteve seu silêncio, pois estava perdido em seus pensamentos. Ele tentava digerir o que estava acontecendo. Depois de seus pais, a morte nunca mais se aproximara da vida do músico. Sua família era pequena e nenhum de seus parentes ou amigos era velho a ponto de fazê-lo cogitar perder algum deles em menos de vinte anos, dessa forma pensar em acordar amanhã e não ter algum deles ao seu redor era uma ideia inimaginável. Ele estava em conflito, porque ele sempre estava em pé-de-guerra com a prima e por isso queria distância, porém ao mesmo tempo ele não queria que essa distância fosse muito grande, algumas dezenas de quadras já estava bom para ele.

“Sinto muito, por tudo. ” Era o que o loiro ficava repetindo mentalmente. O Uzumaki se arrependeu de todas as vezes que fora grosseiro com a ruiva, por ela não poder brincar com ele durante a infância; se culpou pelos disparates proferidos no início da adolescência quando a garota dizia que não sairia com ele e Sasuke; e principalmente, ele se envergonhou pela forma como a tratou nesses últimos dias, já que de maneira pueril ele tentava magoá-la para que ela voltasse a sua casa e o deixasse em paz; para isso, Naruto dizia jocosamente que tentava todos os dias jogar Sasuke nos braços de outras garotas sempre que possível, tanto que o marketing que ele criara para promover o próximo show da banda era algo como “Venham nos ver tocar no sábado, vai ser legal, eu prometo. Teremos músicas variadas, bebidas geladas e uma casa de shows que acabou de ser reformada. Ah, já ia me esquecendo, da última vez tivemos Sasuke e nudez no mesmo palco...apenas reflitam sobre isso! Já disse que vamos tocar um monte de baladinhas e que talvez alguma delas seja dedicada especialmente para você? ”

Chegando no hospital, os dois avistaram Sasuke cabisbaixo sentado na recepção, com sua mochila escolar ao lado e com um caderno no qual escrevia e em seguida riscava as palavras que acabara de escrever com olhar de reprovação.

– Como ela está? – Naruto perguntou melancólico enquanto se aproximava.

– Não sei. – Sasuke respondeu parando de escrever, ele levantou o rosto e então continuou hesitante. – Ela. Ela não quis falar comigo. A Karin pediu para as enfermeiras que não me deixassem entrar. – O Uchiha apertou fortemente o lápis que estava em sua mão, cerrando os dentes, enquanto tentava esconder o vazio de seu olhar. – E eu não tiro a razão dela, nesses últimos meses eu fui um babaca tremendo com ela. Acho que a culpa dela estar assim é minha. – Ele suspirou com pesar.

– Cala boca idiota, a culpa não é sua. – Naruto o interrompeu enquanto lhe abraçava. – Você foi um cuzão completo com ela, mas a culpa dela estar aqui não é sua. Eu também causei muita dor ao coração da Karin nesses últimos dias, mas esses machucados não foram físicos. – Naruto estremeceu enquanto seus olhos se avermelhavam.

– Vamos entrar? – Jiraya perguntou se aproximando. – A enfermeira já vem nos acompanhar até o quarto da Karin.

– Bundão, eu já volto. – O Uzumaki falou enquanto apoiava uma das mãos no ombro de Sasuke, o loiro estava com a voz abatida e cabisbaixo. – A Karin vai ficar bem, e a gente vai dar um jeito de se desculpar direito. Já volto. – Ele então afirmou levantando seu rosto, com a voz enérgica e com um sorriso otimista.

Mesmo estando deprimido com a situação, Naruto sabia que deveria agir da forma mais casual possível com Karin, pois assim mostraria que ele não a trataria como uma moribunda que necessitava de tratamento especial, mas sim como sua prima irritante de sempre, com ele brigava a todo momento, mas não conseguia viver sem.

O loiro e seu tio seguiram em direção ao quarto onde a pequena ruiva estava. Enquanto caminhavam pelo hospital, eles encontraram mãe de Karin vindo em direção a eles com um olhar abatido. Por um momento Naruto se desesperou pois acreditava que o pior poderia ter acontecido, mas logo se aliviou ao descobrir que sua tia estava apenas indo buscar um café.

Jiraya ficou para trás conversando com a mãe de Karin, enquanto Naruto continuou seu caminho. Ao chegar perto do quarto, Naruto ficou parado alguns metros antes da entrada preparando-se mentalmente. Ele arfou profundamente, deus uns tapas em suas próprias bochechas e então se aproximou da porta.

– E aí, magrela. Suave? – Naruto perguntou inclinando apenas a cabeça para dentro do quarto enquanto escondia o restante do corpo atrás da parede.

– O que você está fazendo aqui? – A ruiva perguntou envergonhada com o estado em que se encontrava pois ela estava com um tubo em seu nariz para auxiliar a respiração e com aquela roupa hospitalar que atrás é aberto.

– Eu vim trazer o tio para receber alguns pontos, porque ele estava saindo com uma maluca que tentou arrancar o amiguinho dele fora, tipo o que você quase fez com o Sasuke. – Ele falou enquanto se aproximava da cama onde sua prima estava deitada. – Ah, só que foi na dentada. – Disse enquanto mordia ferozmente o ar. – Só que enquanto eu estava preenchendo o formulário de internação, eu vi meu querido emogucho sentado na recepção com uma cara de bunda. – Naruto disse enquanto tentava caricaturar a expressão séria que Sasuke apresentava. – Aí eu cheguei perto dele e disse “cara não fica assim. Eu prometo, nós vamos achar um médico habilidoso para fazer sua cirurgia de mudança de sexo...”. Depois disso, eu devo ter falado mais umas duas palavras antes de tomar um murro na boca-do-estômago.

– Ele ainda está aqui? Mas eu disse para as enfermeiras o mandarem ir embora, porque eu não gostaria que ele viesse aqui. – Ela murmurou fitando a porta de seu quarto.

            – Oi? Planeta Terra chamando. Karin Uzumaki, você ainda está aí? – Ele perguntou estalando os dedos na frente do rosto da garota. – Eu sei que o tio tem uma vida desregrada e que ter o piu-piu arrancado fora nos dentes não seria a história mais bizarra dele, mas... né? Como isso não te deixou curiosa?

            – Naruto. – Karin suspirou e então prosseguiu. – Eu estou cansada. Não tenho ânimo, nem forças para me importar com as bobagens saídas de sua cabeça.

            – Quer dizer então que você não se exaltaria com minhas perguntas cretinas? Tipo “já que você está com esse treco no nariz, eu posso peidar do seu lado que você não vai sentir nada, certo?”.

            – Eu juro que se você fizer isso, eu vou enfiar minhas mãos por cima e por baixo para dar nós em suas entranhas para que você nunca mais emita nenhum tipo de gás. – Ela se exaltou.

            – Aí que coisa fofa! – Naruto exclamou. – Você e o emo combinam muito quando o assunto é me torturar. – O loiro gargalhou e em seguida Karin o acompanhou.

            – Falando sério agora. O que você veio fazer aqui?

            – Isso é meio óbvio, não acha?

            – Não precisa sentir pena de mim. Eu não quero que você...

            – Não! – Ele a interrompeu. – Eu sei que você vai ficar bem, porque, como diz aquele ditado “vazo ruim não quebra”.

            – Então o que você veio fazer? – Ela duvidou intrigada.

            – Vim te convidar para nos assistir tocando amanhã no... Putz, esqueci o nome daquele muquifo. – O loiro coçou a cabeça tentando se recordar do nome do bar, mas acabou dando de ombros já que a memória o traíra. – O Sasuke chegou a te contar do quão fudidos a gente tá?

            – Mais ou menos, ele falou algo sobre vocês terem que tocar nas férias para pagarem alguma coisa.

            – Ótimo! Você já sabe o que está acontecendo. – Naruto exclamou. – Então, você não gostaria de nos ver tocando? Amanhã teremos o mesmo que no show passado mais músicas mela-cueca para alegria geral da nação, talvez o emo dedique uma delas especialmente para você. Ps: da vez passada tivemos nudez e Sasuke no mesmo palco... só pense nisso. – Ele terminou risonho.

            – Eu gostaria muito de ir ver vocês, mas eu não posso sair daqui. – Karin respondeu tristonha.

            Por um momento os dois ficaram em silêncio, eles se encaravam esperando que o outro dissesse algo. A tensão permaneceu por mais alguns instantes até que Naruto removeu o celular do bolso e começou a falar de maneira irônica.

            – Veja só mulher das cavernas, eu, o homem do futuro, trago a você esta maravilhosa tecnologia chamada Internet. – Ele disse apontando para o celular. – No geral eu e o restante do povo do futuro a utilizamos para ver outras pessoas transando, mas a Internet tem outras aplicações também, como por exemplo, transmissão de vídeos ao vivo.

            – Não precisa fazer isso por mim. – Ela disse com os olhos marejados.

            – Eu não estou fazendo isso por você. Eu estou fazendo isso pelo Sasuke, o pobre coitado não dorme e não come mais. Ele está que nem pinto no lixo. Por favor fale com ele.

            – Eu não quero que ele me veja assim.

            – Tudo bem. Ele não precisa te ver, mas por favor converse com ele, seja por telefone, mensagem ou sinal de fumaça diga algo. – Naruto suspirou. – Se você não quiser falar com ele, por favor escute o que ele tem a dizer para você. Nossa apresentação será amanhã a partir das nove da noite. Nós transmitiremos no YouTube através do canal do Sasuke.

            Em seguida Naruto se despediu e saiu do quarto. Ele então passou por Jiraya e sua tia, que ainda estavam conversando na frente do quarto e seguiu até a recepção. Avistou Sasuke ainda cabisbaixo rabiscando o caderno e então se aproximou.

            – Liga pro Shikamaru e fala para ele ir para sua casa daqui a uma hora. – Naruto ordenou enquanto sacava seu celular do bolso.

            – Por que você não liga? – O Uchiha indagou irritadiço, mas obtivera como resposta apenas a mão espalmada de Naruto pedindo para que ele esperasse. – O que vamos fazer?

            – Estou ligando pro Choji. – Disse encostando o celular no peito. – Mudança de planos, já sei como você vai conversar com a Karin e como nós vamos aumentar ainda mais o nosso público amanhã.

           

 

 


Notas Finais


E aí, o que acharam? O que será que Naruto vai fazer? Será que Karin vai sobreviver? Semana que vem tem mais (maybe, maybe not haha).


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...