História Living In The Hell - Capítulo 39


Escrita por: ~

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Categorias The Walking Dead
Exibições 151
Palavras 1.485
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Romance e Novela, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Um mega presente de dia das crianças para vocês hoje.

Capítulo 39 - Thirty nine


   Havia quase um mês que estávamos na cidade protegida e tudo estava tranquilo, Jeff ficou bom no arco o que me fez sentir orgulho do meu gigante, eu, ele e Carl as vezes andávamos perto dos muros conversando, mas sempre atentos.

   Ambos tinham feito amizades com o pessoal da minha idade, mas eu não consegui me aproximar, depois do Sander a única pessoa que deixei se aproximar de mim foi o Jeff, me sentei no balanço da varanda colocando minha besta ao meu lado.

- Ei, pequena Harley. - ouvi a voz do Heitor e olhei para a pequena escada vendo-o com uma caixa na mão - Sei que demorei, mas acho que você vai gostar.

- Do que? - perguntei ficando na posição de índio.

- Abre. - falou me entregando a caixa e o encarei - Não tem barata ou qualquer merda que eu colocada nas caixas pra te assustar.

- Tem certeza? - perguntei e ele sorriu.

- Abra, depois me procura para agradecer. - falou descendo a escada de novo - Boa tarde.

   Andou até o portão serio e ri, ele não era esse homem rígido, que só sabe gritar ou que enfrenta os outros, lembro de quando ele cuidava de mim, ele me deixava ver tv até tarde e me deixava ficar jogando video game enquanto ele ia pras festas escondido da mãe.

   Tirei a tampa da caixa e vi um livro, alguns objetos, um ursinho todo sujo e tinha uma flor seca, olhei para Heitor que já estava brigando com alguém e voltei a olhar para a caixa, aquelas coisas eram minhas, tudo ali dentro fez parte da minha vida antes do mundo virar essa zona.

   O ursinho ganhei do tio Merle quando meu primeiro dente caiu, a rosa ganhei do próprio Heitor quando menti para sua mãe dizendo ele tinha passado a noite cuidando de mim que estava passando mal e na verdade eu passei a noite em um sofá velho enquanto ele se agarrava com uma garota.

   Sorri ao ver o chaveiro da minha mãe, ver as bolinhas que eu deixava no chão e ela sempre caia ao pisar em cima delas, tinha mais algumas coisas que me faziam lembrar e peguei o livro colocando a caixa ao meu lado em cima da minha besta.

   Tirei a poeira da capa e sorri ao ver o título "photos", abri o mesmo vendo que no verso da capa tinha algumas coisas escritas e preferi deixar a leitura para o final, na primeira página era uma foto da minha mãe ainda na maternidade comigo no colo e meu pai ao seu lado com seu rosto sério.

   Fui passando e ali estava quase todas as fotos desde que eu era bebê até a oito anos atrás, tinha fotos minhas nas festinhas escolares, eu no colo do Heitor e ri ao ver como ele era magrelo e agora está todo musculoso, a última foto do álbum era uma minha com a minha mãe e estávamos fazendo careta.

   Aquela foi a nossa última foto juntas, duas semanas antes do mundo acabar, passei meu dedo por cima da foto precisamente pelo rosto da minha mãe e senti as lágrimas caírem, voltei para o início e vi todas aquelas fotos novamente e voltei outra vez, agora para ler o que estava escrito no verso.

"Hoje faz uma semana desde a sua chegada, pela primeira vez em muito tempo eu e seu pai nos entendemos. Estou criando esse álbum para que no futuro você possa ver os momentos mais felizes e estranhos que você viveu minha pequena. Lembre-se que a mamãe te ama."

"Papai te ama pequena Dixon."

   Tinha mais algumas coisas escrita, mas depois do pequena Dixon eu coloquei o álbum de volta na caixa e abracei meus joelhos controlando as lágrimas aos poucos e dei um sorriso, ajeitei tudo dentro da caixa e a fechei pegando-a junto com minha besta.

   Empurrei a porta com meu pé e entrei em casa, fui para o meu quarto, coloquei minha besta na cadeira e a caixa em cima da minha cama, peguei um envelope que estava dentro dela e tirei de dentro um bilhete de aniversário, peguei a última foto que tinham tirado minha com ele e coloquei dentro do envelope.

   Fechei a caixa colocando-a em baixo da minha cama, peguei o envelope, minha besta e fui em direção ao seu quarto, ele não estava lá então desci vendo que não tinha ninguém na sala e ele também não estava na varanda, ouvi a voz da Carol e quando me aproximei da porta vi Daryl apoiado na porta dos fundos.

- Ela se adaptou rápido, ajuda bastante na cozinha e está tentando se soltar mais, se aproximar do resto do grupo. - ela falou e me escondi atrás da porta - É uma boa garota, nem parece ser sua filha, o jeito fechado dela é todo seu, o jeito meio marrento também é seu, mas o resto não.

- Puxou da Becky. - falou - Ela era muito calma, mas virava uma fera.

- Por que vocês se separaram? - perguntou.

- Única coisa séria que teve entre a gente foi a Emily. - falou com um sorriso fraco - Foi caso de uma ou algumas noites.

- Ela fazia amizades rápido, também? - perguntou.

- Por que? - ele perguntou.

- Ela foi a única que conseguiu fazer amizade com o Heitor. - falou e eu olhei para o envelope em minha mão - Ele lhe entregou um presente hoje cedo, parecem bem íntimos.

- Eles não estão juntos. - falou sério.

- Sua garotinha cresceu Daryl. - ela falou e ouvi sua risada.

- Você não a conhece Carol. - falou - Não conheceu a Becky.

- Por que você não me fala sobre antes? - perguntou - Você sabe tudo sobre mim, mas não deixa eu saber sobre você.

- Você só precisa saber o necessário. - falou e vi ela se aproximar dele.

- Seja você pelo mesmo uma vez só, não seja sempre o Dixon. - falou segurando em seus ombros.

- Não quero que ela fique como a Becky. - falou e o olhei - Ela fazia as coisas no impulso, a Emily também faz, é isso... Isso pode machucá-la.

- Ela é grandinha Daryl. - falou - Sabe se defender sozinha.

- Nem sempre ela vai estar segura. - falou - Isso me preocupa.

- Converse com ela. - falou - Talvez com vocês conversando, colocando as cartas na mesa se entendem.

- Ela é cabeça dura como eu. - falou e eu concordei.

- Não custa nada tentar. - falei entrando na cozinha fazendo os dois me olharem e lhe entreguei o envelope - Acho que vai gostar.

   Sai da cozinha deixando os dois sozinhos e sai da casa, vi o Heitor falando com uns homens e acenei pra ele que sorriu, minhas tarefas de hoje eu já tinha terminado e estava com a tarde livre, fui até a enfermaria e vi o Jeff com a Lou no colo enquanto colocava os comprimidos nos vidros certos.

- Posso entrar? - perguntei colocando a besta apoiada na porta e ele concordou - Eu fico com ela.

- Obrigado. - falou dando-a para mim.

- Então, vamos treinar hoje? - perguntei.

- Quando eu terminar. - falou e me sentei ao seu lado - Não estou gostando disso.

- Do que? - perguntei confusa.

- Você está com o Carl, não pode sair por ai dando mole proa outros. - falou sem me olhar - Principalmente para um cara mais velho do que você, isso está errado.

- Eu não estou dando mole pra ninguém. - falei olhando-o - É por causa do Heitor?

- Ele trata todo mundo mal. - falou - A única pessoa que ele trata bem em toda a comunidade é você.

- Você está com ciúmes? - perguntei sorrindo - Jeff!

- Não é ciúmes, só quero proteger minha irmãzinha. - falou e dessa vez me olhou - Que no caso é você, pois as outras são pequenas ainda.

- Eu e o Heitor não temos nada. - falei.

- Então ele quer ter. - falou - Os sorrisos dele pra você.

- Não é carinho de quem quer ter alguma coisa comigo. - falei pegando sua mão - É carinho de quem quer proteger.

- Tem muitas pessoas que querem te proteger e não dão esses sorrisos. - falou me fazendo rir.

- Lembra que uma vez eu falei pra você que e... - fui interrompida.

- Menino, já separou os remédios? - ouvi a voz do Richard que me olhou - Olá Lily.

- Olá. - falei tímida.

- Separei sim, precisa de mais alguma ajuda? - Jeff perguntou.

- Por hoje não. - falou - Te vejo amanhã.

- Até amanhã. - falou e se levantou pegando Lou no colo - Vamos Lily!


Notas Finais


1/?.

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