História Living to die - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Zumbis
Exibições 11
Palavras 1.984
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Ficção, Romance e Novela, Terror e Horror, Violência
Avisos: Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Boa leitura!

Capítulo 11 - Capítulo 11 - Erucensi (capítulo final)


- Irmão?! - Gustavo sorriu e correu para abraçar Rei, qual estava cheio de sangue e tripas de zumbis. Isso era o de menos importância para Gustavo. 

- Titio! - Zoe foi abraçá-lo também. Durante a prisão, tempo de terror para todos, Rei e Zoe se conheceram melhor e criaram laços de tio e sobrinha. Rei a protegeu de muitos problemas, dava a comida que era dele e doou sua blusa de frio durante o inverno. Ficamos meses por lá, trabalhando e tendo de sobreviver com o pouco que recebíamos. 

Rei abraçou Gustavo e, depois, abraçou Zoe. 

- Ficamos com saudades, titio. - Zoe disse, sorrindo. 

- Eu também fiquei. - Rei ajoelhou no chão, dando um sorriso. Sim, Zoe conseguiu mudá-lo de rabugento e ignorante a alguém que se importa. 

- Onde estão Martim e Roberto? - Gustavo perguntou. 

- Bom... Roberto, traga Martim. - Rei olhou para trás. Martim estava apoiado em Roberto, sem forças. - Ele levou um tiro na barriga.

- E-ele vai morrer? - Zoe perguntou, ficando triste rapidamente. 

- Se conseguirmos tirar a bala rapidamente e encontrarmos gazes e álcool, ele irá viver. - eu respondi. 

- Como sabe sobre isso? - Roberto perguntou. 

- Pelo o que me lembro, eu assistia séries de medicina. - respondi. - Ah, e de fazer doces também. 

- Vamos, temos que ajudá-lo. - Gustavo falou.

- Onde iremos encontrar gazes ou as outras coisas? - Rei perguntou. 

- Vamos deixá-lo descansando. Zoe e eu ficamos aqui com ele. - Roberto disse. - Eu estava me preparando para fazer faculdade de medicina.  

- Deve ter sobrado algo na cidade, ainda mais por ser um "centro de segurança". Deve haver várias coisas aqui. - Rei disse. 

- Leve-o para a casa ao lado. As coisas estão preparadas lá. - Gustavo informou. - Cuide deles, Roberto. - Gustavo pediu. 

- Tchau, papai. - Zoe o abraçou. - Tchau, mamãe. - Zoe me abraçou. - Tchau, titio. - Zoe abraçou Rei.

Roberto levou Martim, junto com Zoe, para dentro da minha antiga casa. 

- Onde será que fica a enfermaria? - Rei perguntou. 

- Pegamos um mapa do centro. Acho que eles deixaram a enfermaria perto da praça de alimentação e da loja de armas. - informei. 

- Loja de armas? Achava que você morasse em algum lugar menos violento. - Gustavo disse, espantado. 

- Esse cidade ficou insegura depois das brigas nos becos e inauguração da loja de armas. - confirmei. - Mudei daqui depois que isso começou. 

- Você tinha quantos anos? - Rei perguntou. 

- 14... - respondi. 

- Você se mudou sozinha? - Gustavo perguntou. Escutamos os barulhos provocados por zumbis. - Droga! Acho que teremos de ser rápidos. - Gustavo sussurrou. 

- Vamos ir pelo caminho mostrado no mapa. - sussurrei. 

Fomos pelo caminho mais seguro. Não haviam zumbis, apenas corpos. Eu gostaria de não ter ido por aquele caminho. 

- N-não... - sussurrei. 

- Bianca? - Gustavo me chamou. - O que aconteceu? 

Olhei para o corpo de minha mãe. Ela levou um tiro na cabeça. 

- Q-quem fez i-isso? - ajoelhei ao lado do corpo dela. 

- Quem é? - Rei perguntou. 

- M-mãe... - eu abracei o corpo dela. Isso tinha ocorrido há pouco tempo. - Me perdoa. - comecei a chorar, parei de acreditar. 

- Droga... - Rei exclamou, colocando a mão na testa. 

- A-amor... - Gustavo me abraçou. 

- Ela estava viva... - eu o olhei. - Ela estava bem, amor... - eu a abracei ainda mais forte. 

- Mãos ao alto! - um grupo de sobreviventes pediu. 

- Quem são vocês? - Rei perguntou.

- Não temos nome, apenas sobrevivemos. - uma mulher respondeu. - Por que está abraçando essa mulher? Tivemos de matá-la, pois ela... - antes que a mulher pudesse terminar, eu atirei em sua cabeça. 

- Não ligo. - respondi, com uma cara brava e com os olhos cheios de lágrimas. Rei apontou sua espingarda para os outros sobreviventes. 

- Oh my God (Oh meu Deus)... - exclamou um senhor. 

- "Oh my" o quê? - perguntou Rei. 

- What you do?! (O que você fez?! ) - o senhor gritou. - Are you deaf?! Talk to me now! (Você está surda?! Fale comigo agora! ). 

- Shut up! We don't speak your language! (Calado! Nós não falamos seu idioma! ) - Gustavo respondeu.

- She killed my daughter! (Ela matou a minha filha!). - ele informou, chorando. - I'll kill her! (Eu vou matá-la!). 

- Calm down, sir. - Gustavo pediu. - We don't want to kill them. (Acalme-se, senhor. Nós não queremos matá-los).

- O que ele está falando? - Rei perguntou. 

- Ela matou a filha dele. Ele quer matá-la. - Gustavo respondeu. 

- Eu não ligo para vocês! - respondi. - Vocês mataram minha mãe!

- Mas o que está acontecendo aqui?! - um homem armado correu até nós. - Vocês mataram ela?! - ele perguntou, exaltado. 

- Vocês começaram isso. - respondi. 

- Nós somos os únicos sobreviventes daqui! Estamos hospedados em um hospital, cuidando de crianças e idosos! - o homem gritou. - Essa mulher que você está abraçada era a cuidadora de crianças! Minha irmã a matou pois ela pediu! 

- E por que ela queria morrer?! Havia chances da filha dela estar viva! - eu perguntei, chorando. 

- O marido dela estava em busca de alimentos, mas nunca mais voltou. Os filhos estão desaparecidos. A filha estudava em um internato distante daqui. Ela não viu mais esperanças. Ela adoeceu e implorou para que minha irmã a matasse. - ele respondeu. 

- She killed my daughter... (Ela matou a minha filha...) - o senhor continuou a chorar.

- I'm sorry, daddy... (Me desculpe, papai...)- o homem abraçou o pai. - A-apenas vão embora, por favor...

- Todos perdemos pessoas... - respondi. - E chegamos a um ponto de que nós mesmos nos perdemos. 

- Bianca! - Gustavo me chamou. - Apenas os deixem, eles também sofreram. - Gustavo olhou para o homem. - Eu sinto muito, ela não sabia. 

- Vá embora... - o homem pediu. 

Gustavo me abraçou, me erguendo do chão. 

- Eu não vou deixá-la aqui! - informei. - Ela merece um enterro. - eu o olhei. - Por favor. 

- Leandro, pegue o corpo, iremos levá-lo até a casa. - Gustavo pediu. 

- Vocês são brutos e fortes. - o homem comentou. - Precisamos de pessoas assim no hospital. 

- Como? - Gustavo o olhou, sem entender. 

- Precisamos de vocês, por favor. - uma mulher do grupo disse. 

- O que ocorreu hoje foi a prova de que não podemos nos defender sozinhos. - o homem continuou. - Eu peço perdão pela morte dessa mulher que é querida por vocês, mas precisamos de pessoas fortes na comunidade, precisamos de vocês. 

- Que mudança drástica na opinião, hein? - eu disse, suspeitando do homem. 

- Meu nome é Eduardo, antes que perguntem. Somos apenas nós, uma dúzia de idosos e meia dúzia de crianças. - ele nos informou. 

- Meu nome é Gustavo. Somos nós, uma criança e outros dois rapazes. Um deles levou um tiro. Precisamos de gazes e coisas que nos ajudem a tirar a bala e parar o sagramento. - Gustavo informou. 

- Temos um carro, podemos ajudá-los. - a mulher respondeu. 

- Por que toda essa caridade repentina? - Rei perguntou. 

- Pois nosso grupo está se desfazendo a cada dia. Não temos pessoas que sabem atirar. As únicas que sabem são Eduardo e a irmã dele. - a mulher respondeu. 

Levei Gustavo para um local um pouco longe dali. 

- Eu não confio neles. - sussurrei. 

- Você matou a irmã do rapaz e ainda acha que nós temos o direito de opinar sobre eles? - ele perguntou, um pouco bravo. - Martim está morrendo. Se preocupe com alguém sem ser apenas você. 

- Como é? - perguntei, sem acreditar que ele disse aquilo. - Você só pode estar brincando. 

- Nós vamos com eles, você querendo ou não. - ele afirmou.

- Gustavo, o que aconteceu com você? - perguntei. 

- Só estou cansado de tudo ser estragado por outras pessoas. - ele respondeu. 

- Você está brincando, não é? - perguntei, sentindo-me magoada. 

- Eu... Eu não sei. - ele respondeu. Pude perceber que ele sentia-se confuso. - Só... Apenas vamos confiar neles. 

- Mãos para o alto. - Eduardo disse, apontando uma arma na cabeça de Gustavo. Rei estava atrás, com as mãos presas em algemas. 

- Abaixe isso. - apontei a minha arma para Eduardo. 

- Não pense que eu também não tenho coragem de atirar. - Eduardo respondeu. 

- Solta ele. - pedi.

- Traga a minha irmã de volta e o soltarei. - ele debochou.

- Eu não quero matar mais ninguém. - informei. 

- Você matou a minha irmã e ainda acha que eu não irei aproveitar a oportunidade de matá-lo? - ele riu. - Me poupe. 

- Solte-o, seu... - ele ameaçou puxar o gatilho.

- "Seu" o quê? - ele me olhou fixamente. 

- Mamãe! - Zoe gritou, saindo correndo. 

- Zoe, saia daqui! - gritei. 

- Zumbis, mamãe! - Zoe avisou. Roberto estava atrás, segurando Martim. 

- Olha, me perdoe por ter atirado em sua irmã, mas nós precisamos mesmo de sua ajuda. - eu pedi. 

- A-aquela menininha é sua filha? - ele olhou para Zoe. 

- Sim, e ela também precisa de sua ajuda. - eu respondi. 

- Droga, você tem sorte de eu adorar crianças. - Eduardo correu até Zoe e começou a atirar nos zumbis que estavam perto. - Corram!

- Amor? Você está bem? - abracei Gustavo. 

- Me desculpe por ter dito aquelas coisas, eu não estava raciocinando direito. - disse Gustavo. - Temos que ir proteger a Zoe. 

- Tudo bem. - respondi, correndo com Gustavo e Rei até a Zoe, ajudando Eduardo a atirar neles. 

- Bianca, Martim está morrendo! A pressão e os batimentos cardíacos estão diminuindo! Me ajuda! - Roberto gritou. 

- Eduardo, por favor, leve eles para o hospital onde vocês estão vivendo. - pedi. Eduardo pegou um rádio walk talk. 

- Anny, amor, traga uma ambulância até a rua em que fizemos a última patrulha, por favor. - ele pediu.

- O que está acontecendo? - perguntou a mulher no rádio.

- Encontramos sobreviventes. - Eduardo respondeu. Zoe correu até mim. 

- Mamãe, nós fomos mordidos. - Zoe começou a chorar.

- C-como? - perguntei, sem acreditar. Engoli seco. Zoe me mostrou a mordida em seu braço. - N-não... A-amorzinho... N-não... - me segurei para não chorar, mas já era tarde. Abracei Zoe. 

- Droga! - Eduardo gritou. - Anny, rápido, por favor! 

- Bianca? - Gustavo ajoelhou do meu lado. 

- A Zoe... - eu disse, sem ar. - Ela... - eu abracei Zoe mais forte, chorando cada vez mais. 

Gustavo pegou o braço de Zoe com cuidado e se espantou ao ver a mordida. 

- N-não... Isso é brincadeira... - ele sentou-se no chão, pasmo.

- Papai, não fica brabo comigo... por favor... eu só queria salvar o Martim - Zoe pediu, tentando não chorar. 

- Filha... - Gustavo a abraçou também, chorando. 

A ambulância havia chego. 

- Gustavo, por favor, vamos! - Rei gritou, abrindo a porta da ambulância.

Rei colocou Martim na ambulância e ajudou Roberto a montar. 

- Vamos, gente! Subam! - ele gritou para nós. 

- Talvez os médicos de lá possam ajudá-la... - eu olhei para Gustavo.

Gustavo pegou Zoe no colo, segurou minha mão e nos levou até a ambulância. Rei fechou a porta e a ambulância correu na velocidade mais rápida que podia. Sentei ao lado de Gustavo, Zoe em nosso colo, e nós nos abraçamos. Fechei meus olhos. Eu queria que as coisas tivessem sido melhores, que ninguém tivesse que morrer e sofrer. Mas creio que tudo tem uma razão para acontecer. 


Notas Finais


Relaxem, irei escrever a sequência depois, na segunda temporada (por isso não coloquei "História terminada") ^^
Enquanto isso, criarei histórias extras de Living To Die (não sei quantos capítulos ao certo ainda)!
Irei aprofundar no passado dos personagens na próxima temporada.
Obrigada a todos que acompanharam até aqui! Bye!!


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