História Livro 1: Questão de Honra - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Avatar: A Lenda de Aang
Personagens Aang, Almirante Zhao, Iroh, Katara, Sokka, Zuko
Tags Atla, Avatar, Honra, Zuko
Exibições 12
Palavras 2.107
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olaar! Espero que gostem desse capítulo.
Talvez eu comece a postar mais de um capítulo por dia já que a fanfic está praticamente finalizada.

Boa leitura!

Capítulo 7 - A Perseguição


Meses haviam se passado desde que Príncipe Zuko partira, mas Kira não sabia ao certo quantos deles, porque após algumas semanas desistira de contar. Ela sempre evitava pensar nele porque sabia que demoraria em vê-lo novamente, mas sua mente era uma armadilha e muitas vezes a jogava novamente nos pensamentos sobre o garoto, ela se pegava imaginando como seria sua vida se ele ficasse com ela na cidade.

Enquanto o movimento do restaurante permanecia praticamente o mesmo, com o passar dos meses seus treinos pareciam cada vez mais pesados. Jin por vezes estendia o treino por algumas horas fazendo com que Kira se cansasse ainda mais e depois dava uma carona pra exausta garota e aproveitava para jantar com ela no restaurante do Hotel.

Em uma dessas oportunidades fazia calor na cidade e as janelas do restaurante não pareciam ser o suficiente para arejar o local.

–Se ao menos estivesse ventando! – pensou ela enquanto arrumava o balcão.

–Você o conhece? – perguntou Jin.

–Quem?

–Aquele homem sentado ali. – disse ele balançando discretamente sua cabeça em direção a um homem sentado na mesa perto da janela.

–Não, por quê?

–Ele não para de olhar para você.

O homem que parecia ter uns 30 anos tinha um rosto fechado e vestia uma roupa normal da nação do fogo, mas não aparentava ser um nobre e nem um soldado, então não havia nada com o que se preocupar.

– Ele não me parece boa pessoa. - Alertou Jin - Me avise se notar qualquer coisa estranha ok?

–Ok, papai. – disse ela ao instrutor ganhando um olhar bravo em retribuição.

Quando seu turno no restaurante acabou, Kira tirou o uniforme e saiu em direção ao jardim esperando sentir alguma brisa que a refrescasse. Quando passou ao lado da mesa do homem, que realmente a observava, o viu levantar e com sua visão periférica pode notar que ele parecia estar seguindo-a.

Sem conseguir ignorar o homem andando atrás dela, Kira parou um pouco antes de chegar ao jardim, se virou e viu o homem a observando.

– Olá, princesa. – disse ele em um tom obscuro.

“Princesa” pensou ela. “Era como Zuko dizia que a mãe dele costumava me chamar.” Kira frequentou o palácio por bastante tempo antes da mãe dele desaparecer. Ela dizia a ele que Kira tinha um rosto delicado e sempre se comportava com educação, diferentemente da irmã de Zuko, Azula. A mãe de Zuko com certeza teria uma síncope se a visse em seus treinos.

– Você quer alguma coisa? – perguntou ela cruzando o braço sobre o peito.

–Sim. - Respondeu o homem se aproximando.

–E? – perguntou ela impaciente.

O homem a olhou de cima a baixo, a medindo, o que a deixou tremendamente irritada. Kira ia se virar quando ele continuou.

–Vamos princesa. Diga seu nome, sua idade. - Provocou o homem.

Ao ouvi-lo chamando de princesa novamente, sentiu um frio lhe subir a espinha, mas tentou manter a calma e com um semblante inexpressivo respondeu.

–Porque eu diria? Quem é VOCÊ? – enfatizou ela.

–Eu só estou procurando por uma certa garota.- ele disse e sem ver nenhuma reação da parte dela continuou. -Você por acaso é comprometida?

–E você por acaso é surdo? – perguntou ela irritada. – Vá procurar o que fazer!

–Você é bem mal educada, já lhe falaram isso?

–Já, você não é primeiro, querido.- disse ela se virando novamente preparada para sair de perto daquele homem.

–Ok. Eu tentei de um jeito mais sutil. - Riu o homem.

Kira foi surpreendida quando teve seu braço direito puxado com força, antes que a garota pudesse ter qualquer reação o homem a puxou para uma salinha que estava vazia e a jogou contra a parede.

–Qual o seu nome, garota?

–Por que está tão interessado? O que você quer?

–Diga seu nome e você vai descobrir. – disse ele segurando-a com força contra a parede.

–Me solte! – disse ela nervosa.

–Hm. Você parece ter algo a esconder. Será que é o que eu procuro?

–Eu disse: Me solte!

–Não antes de você me responder! – disse ele dando um sorriso maldoso ao tirar uma adaga do bolso.

–Você não deveria brincar comigo. – disse ela séria.

–Ah é? E por quê?

–Porque você não vai gostar do resultado. – disse Kira sorrindo.

–Quem deveria tomar cuidado é você, já que eu estou armado. – disse ele colocando a adaga no pescoço da garota.

Kira agora estava assustada, ela o subestimara.

Ele era incrivelmente forte e com a adaga em seu pescoço ela não achava que seria rápida o suficiente para lhe aplicar as técnicas de luta que ela vinha treinando sem que sua garganta fosse cortada.

Então ela soube, aquele era o momento que exigia uma resolução rápida e drástica. Concentrada ela sentiu a energia descer pelos seus braços e levantando sua mão assustou o homem que largou a adaga.

–Você é uma dominadora de fogo! – disse ele com uma voz maldosa.

–Eu avisei. – disse ela se abaixando para pegar a adaga e guardando-a sobre a saia.

–É por isso que estão procurando por você.

Ele se levantou esboçando um sorriso. Dando passos para trás ele se virou em direção à porta, mas Kira foi mais rápida e o segurou contra a parede.

–Você acha que depois de descobrir isso vou deixar você embora assim? – perguntou ela e sem ouvir resposta alguma continuou.

–Bom, você tem duas escolhas. - disse ela deixando a energia fluir novamente, usando sua mão apenas aquecida pelo fogo para segura-lo. – Você não contará a ninguém sobre isso, agirá como se nunca houvesse me encontrado.

–Ou? – perguntou ele em tom desafiador.

–Ou você morrerá agora mesmo. – disse ela aquecendo ainda mais a mão que o segurava.

–Ok, ok. – gritou ele assustado.

–Ok o que? – perguntou ela.

–Você ficará em paz, não contarei a ninguém.

–Ótimo.

Quando o soltou, o homem ia se preparar para sair o mais rápido que podia da salinha, mas Kira o segurou pelo pulso com sua mão quase em chamas deixando as marcas de seus dedos em seu pulso e ao solta-lo aplicou golpes de bloqueio de chi, fazendo o cair no chão.

–Isso é só um aviso para caso você queria abrir o bico. – disse ela séria encarando o homem que agora a encarava assustado ainda caído no chão.

E então saiu da sala sem olhar para trás e subiu rapidamente para seu quarto.

Apesar de terem se passado dias desde que o homem sumira da cidade, Kira ainda se sentia ameaçada. Durante o trabalho, seus olhos estavam sempre atentos, procurando alguém que poderia estar observando-a e à noite, sozinha em seu quarto, qualquer barulho a fazia pular sobressaltada.

Enquanto andava na rua, duas semanas depois do ocorrido, naquele dia mais que nunca, se sentiu vigiada. Andou pela cidade olhando para os lados, se assustando com qualquer movimento brusco. Ela estava com medo de que o aviso dado ao homem não tivesse sido o suficiente para mandá-lo embora e para evitar novas ameaças.

–Kira! – Disse Jin sorridente ao vê-la.

–Olá! O que fazes na cidade? – perguntou ela vendo o rosto amigo se aproximar e se sentindo um pouco aliviada.

–Comprar mantimentos. Fico feliz por ter encontrado você.

–Igualmente. – disse ela.

–Você está ocupada? – perguntou ele.

–Não, por quê?

–Não gostaria de me acompanhar?

–Hm, ok. – respondeu ela sem saber se naquela altura era melhor permanecer sozinha ou acompanhada.

Faltava pouco para anoitecer quando Kira se deu conta que eles haviam andado na cidade sem parar para comprar o que Jin precisava. Estavam voltando para o hotel quando Kira ficou estática.

–Kira? – perguntou ele percebendo que a garota havia parado de andar e olhava fixamente para o final da rua. – Você está muito pálida.

Assustada, Kira não conseguia falar nada.

–Kira, me responde. – disse preocupado.

O homem que a havia atacado duas semanas antes estava agora parado na rua que levava ao hotel, acompanhado de cinco outros homens. Ele gesticulava e apontava em direção ao hotel quando seus olhos se cruzaram com os de Kira.

–Finja que não me conhece e vá embora. – disse ela rapidamente.

– Que? Do que você está falando?

–Por favor, Jin só vá.

–Me explique o que está acontecendo!

– Alguns dias atrás, um homem da Nação do Fogo foi ao hotel e tentou me matar. Eu achei que o havia assustado, mas ele está ali na frente, com mais cinco.

–Mas por que...

–Jin, só vá embora! – disse ela vendo o homem dando ordens aos outros.

–Não, vamos sair daqui. – disse ele puxando-a pelo braço.

–Vá ou você será levado junto comigo. – disse Kira assustada tentando afastá-lo.

–Eles não vão nos alcançar. – disse Jin. – Corra o mais rápido que puder até onde nós treinamos. Eu vou distraí-los e então encontro com você lá.

–Não precisa... – começou ela, mas ele a empurrou.

Antes de começar a correr, Kira viu os seis homens se aproximando deles. Jin já estava em posição de combate e gesticulava nervosamente para a garota ir embora. Sem poder controlar a situação Kira resolveu correr o mais rápido que podia e tomando o caminho mais comprido, correu até chegar ao local onde ela costumava treinar com Jin. Ao chegar na porta do galpão ela notou que o dia já havia anoitecido, deviam ter se passado muitos minutos, até horas, mas ela não havia notado. O galpão onde treinavam era consideravelmente grande, mas não havia muitas instalações além do ringue de luta, apenas dois banheiros e uma cozinha. Era um espaço amplo lotado de colchonetes, pesos, cordas e bonecos para os treinos.

Kira, preocupada, andava de um lado para o outro prestando atenção em qualquer barulho do lado de fora. Sem saber o que fazer ela já estava agoniada e decidiu voltar para cidade. Se haviam pegado Jin, quem sabe se ela se entregasse não o libertariam?

Deixou um pequeno bilhete contando sobre seu plano e então correu de volta à cidade.

Havia pouquíssimas pessoas na rua, certamente voltando para suas casas após um dia rotineiro. Tentando parecer natural ela andou pela cidade, procurando atentamente por Jin ou qualquer um dos seis homens. Ela já estava a poucos metros do hotel e não havia mais ninguém na rua. Com medo dos homens estarem esperando no próprio hotel Kira resolveu usar o caminho que Zuko usara ao sair de seu quarto. A janela.

Conferindo se havia alguém na rua, pulou o muro e esperou sua visão se acostumar ao ambiente mais escuro e então correu até embaixo de sua janela.

As luzes estavam apagadas e não havia vozes. Puxando a janela pelo lado de fora, abriu uma fresta e ao não perceber nenhum movimento estranho abriu o resto cuidadosamente e pulou para dentro do quarto.

–E eu que reclamava de dormir no térreo. – pensou ela.

Alguém havia estado em seu quarto, isso era obvio porque seu guarda roupa estava aberto. Receosa a garota foi até o banheiro para constatar se estava realmente sozinha em seu quarto.

Assim que teve a certeza que não havia mais ninguém ali ela se apressou, não havia tempo para pensar, pegou sua mochila e colocou algumas mudas de roupa. Não importava, arranjaria mais quando se instalasse de novo. Ao abrir a gaveta do guarda roupa para pegar seu dinheiro ela viu um pequeno bilhete, estava escuro, era impossível ler.

–Já estou ferrada mesmo. – disse ela.

Iluminando o local com a dobra de fogo em sua mão, abriu o bilhete. Era de Zhen .

“Você sumiu, estamos preocupados. Não sei por que, mas o Jin mandou dizer que está bem. E você não vai acreditar quem veio aqui hoje. É muito bom para se contar num pedaço de papel. Quando ler isso, me procure.

Zhen ”

Com o quarto escuro novamente, pegou tudo o que achava mais necessário e sentindo mais aliviada por saber que Jin estava bem, pulou a janela novamente. Ao fechá-la, se sentiu triste. Iria sentir falta do hotel, dos amigos e da cidade.

E quanto ao Zuko? Como poderia avisá-lo?

Deixando esse sentimento de lado, foi até o muro e o pulou. Estava quase na esquina do hotel quando o homem apareceu.

–Olá, sentiu saudade? – disse ele.

Antes que o medo pudesse dominá-la, saiu correndo na direção contrária. Ela sabia que eles também estavam correndo atrás dela, mas não queria tentar a sorte de, por alguns segundos, olhar para se certificar de quantos eram. Correndo em zig-zag, nervosa, não sabia mais que caminho tomar. Virou à direita e ao virar à esquerda se deparou com 3 dos homens.

–Então, você é a dominadora? – disse um deles.

–Quanto o Senhor do Fogo vai pagar por uma traidora?- se perguntou outro deles.

Kira parou e se virou, havia mais dois atrás dela.

– Alden! É ela?

E entrando na rua, o homem que ela achava que havia assustado respondeu:

–Sim. – respondeu ele. – Achou que um ‘cala a boca’ resolveria, não é?

Ela não respondeu, não havia o que responder.

–Peguem-na! – ordenou ele. – Agora não há como fugir.



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