História Livro das Sombras - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Kakashi Hatake, Naruto Uzumaki, Rin Nohara, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Naruhina, Sasusaku
Visualizações 134
Palavras 2.109
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoas. Curtindo o feriado?

Capítulo 8 - Capítulo VIII-Lost Souls


Fanfic / Fanfiction Livro das Sombras - Capítulo 8 - Capítulo VIII-Lost Souls

-O que aconteceu com ela? -Sakura perguntou encarando o corpo inerte de Tenten no chão. 

-Não sei. -Sasuke falou. -Mas ela ainda está viva. Consigo ouvir o coração dela bater. Eu vou chamar Neji. Fica aqui com ela e se acontecer algo, por favor, grite. 

Sakura assentiu e Sasuke se levantou, correndo em direção à casa dos Hyūga. Sakura tremeu e segurou a mão de Tenten. 

Ela viu linhas vermelhas espalharem-se pelo corpo da garota com seu toque. E quando soltou a mão de Tenten, as linhas foram sumindo rapidamente.

Sakura tocou novamente o braço da garota e fechou os olhos. Pretendia usar um feitiço que Hinata lhe ensinara. 

O mesmo feitiço que ela usou para entrar na cabeça de Sakura. Foi um acesso rápido. Ela viu Tenten seguindo-a até a casa dos Hyūga, escondida entre as árvores e depois viu um brilho vermelho antes de tudo escurecer. 

-Afaste-se. -A voz de Neji a fez acordar do feitiço. -Podia ser uma armadilha. O que você viu? 

-Ela me seguiu até aqui e depois tudo se apagou. E quando eu toco nela, linhas aparecem. 

Neji colocou uma das mãos sobre a teste de Tenten e Sakura sentiu algo lhe puxar para trás. Era Sasuke. 

-E então?-Sakura perguntou apreenssiva quando Neji se afastou.

-A alma dela. Não está aí. -ele falou a contragosto. 

-Isso significa que ela não vai mais acordar? -Sasuke perguntou. 

-Não. A não ser que você consiga a alma dela de volta. 

-O que pode ter levado a alma dela?-Sakura perguntou encarando Neji.

-Os ataques que estão tendo na cidade é resultado da retirada da alma humana de seu corpo. Tenten não morreu porque só uma pequena parcela de sua alma ainda está aí. 

-E você sabe o que pode ser? 

-Estive pesquisando. -Neji falou. -Mas são muitos livros para ler. Hinata e outros bruxos estão me ajudando, mas não é o suficiente. 

Sasuke e Sakura se ofereceram para ajudar e retornaram à casa de Neji para pegar alguns livros. Levaram também Tenten para a mansão, para que tentassem alguns feitiços. Era um fato de que ela e Tenten estavam brigadas, mas Sakura odiou vê-la assim.

-O que está te incomodando? -Sasuke perguntou enquanto andavam pela estrada. -Digo, além da sua amiga. 

-Estive me perguntando. Bruxas e lobisomens possuem alma?

-Bruxas e humanos sim. -Sasuke respondeu com os olhos fixos no horizonte. -Já nós, lobisomens, temos duas almas. A alma humana, que preserva nossos sentimentos e a alma animal que preserva nossa força. É uma grande missão conseguir equilibrar nossos dois lados. 

-E o que acontece se você perder a sua alma humana. 

-Sobraria apenas a pior versão de mim. Algo sem sentimentos, frio…

Não conversaram muito até chegarem à cidade, onde pararam em frente à casa de Sasuke. Sakura se despediu e deu as costas para andar, mas Sasuke segurou sua mão. 

-Sabe, o que eu falei antes… Não era brincadeira. Eu realmente gosto de você… De um jeito diferente. Sakura sorriu. Se aproximou e apoiou uma das mãos nos ombros de Sasuke e encostou seus lábios. Não sabia ao certo o que sentia por Sasuke, mas era algo muito diferente do que uma simples amizade. 

Quando se separaram, Sakura notou as bochechas de Sasuke levemente rosadas. Se despediu e começou a andar, de vagar em direção à sua casa.

-Sakura?

Ao se virar para trás viu o garoto que conhecera no colégio. 

-Kiba. -ela disse e sorriu. 

-É bom ter ver. Quer companhia? 

-Estava indo para casa. -Sakura disse e depois viu o sorriso nos lábios de Kiba desbotar. -Mas não vejo problema em um café. 

Ele tornou a sorrir. Sakura e Kiba andaram juntos até o café que Sasuke havia lhe recomendado há alguns meses. 

-Então você morava no Japão? -Sakura perguntou após beber de sua xícara. -Eu sempre tive curiosidade em visitar o país. 

-É divertido. -Kiba disse. -Os festivais são belíssimos. Mas por causa do trabalho dos meus pais nós sempre precisamos nos mudar. 

-Deve ser legal, por uma parte. -Sakura comentou. -Sabe, conhecer outros países, culturas…

-E a parte ruim é que eu não consigo ter amigos por muito tempo. -ele disse tristonho. -Mas eu já me acostumei. 

Sakura suspirou frustrada. Ele pareceu triste com a pergunta. 

-Você foi à biblioteca? -ele perguntou apontando para os livros que estavam pousados em cima da mesa.

-Eu vou começar uma pesquisa. -ela respondeu e bebeu um pouco de café. -Sobre a mitologia da cidade. Soube que os primeiros habitantes eram povos celtas. 

-Além de povos Celtas haviam também indígenas e outros povos. A cidade tem uma mistura racial incrível. 

Após quase meia hora, Sakura se despediu de Kiba e apanhou os livros antes de sair do café. Ligou para Neji enquanto caminhava para obter novidades sobre Tenten.

Mas infelizmente Neji não havia progredido e Sakura só conseguia pensar em desculpas para dar ao senhor Mitsashi. 

Ao chegar em casa, Sakura entrou silenciosamente e ouviu vozes vindas da sala. Andou até ela e viu Rin conversando com um homem alto. Este segurava seu braço para mantê-la perto. 

-Você não deveria estar aqui. -Rin falou. 

-Eu sei. -o homem respondeu. -Mas eu não me aguentei. Precisava vê-la.

Sakura logo reconheceu o homem. Era o caçador que confrontara Sasuke em sua casa. 

-Esperei um mês após descobrir que estava de volta. -Kakashi disse. -Você ao menos pensou em me procurar? 

-As coisas são diferentes agora. -Rin falou. -Não somos mais adolescentes, Kakashi e eu tenho uma filha. 

Antes mesmo que Kakashi pudesse responder, o celular dele apitou. Ele disse algo a Rin e depois saiu da sala, em direção à cozinha. Provavelmente saira pela porta dos fundos.

-Mãe? 

Sakura falou ao se aproximar. Rin se assustou e passou rapidamente as mãos nos olhos. Ela disse para Sakura ir para o quarto, pois estava terminando de preparar o jantar. Sakura então notou porque Kakashi parecera tão atordoado quando Sasuke lhe dissera que ela era filha de Rin.


{...}


-Uchiha, eu espero sinceramente que o que quer que você tenha para falar comigo seja importante, ou eu juro que meto uma bala de prata no seu coração. -Kakashi disse irritadissimo. 

-Eu andei dando uma olhada na árvore genealógica da minha família. Rin Haruno casou-se com o meu primo distante Obito. Digo, ele não herdou o gene de lobisomem e sequer sabe o que somos. 

-E porque a vida daquele merdinha me interessaria. 

-Obito é estéril, Kakashi. Você e Rin namoraram na adolescência e talvez, somente talvez…

-Sakura pode ser minha filha? -Kakashi falou passando as mãos nos cabelos prateados.

-É uma hipótese. -Sasuke disse. -Talvez só Rin possa lhe confirmar essa história. 


{...}


No dia seguinte, Sakura foi à casa de Neji após o fim das aulas. Passara a noite lendo os livros e não achara nada que pudesse explicar o “roubo de almas” como ela decidiu chamar. 

Tenten ainda estava desacordada, repousada em uma mesa de pedra, e um dos cômodos da mansão Hyūga. Hinata estava com Neji, os dois pareciam estar praticando algum feitiço não verbal. Naruto estava sentado no canto do cômodo, observando.

-Como você está? -ele perguntou quando Sakura se aproximou. 

-Bem. -ela respondeu. -Viu Sasuke? 

-Ele passou a noite lendo aqueles livros. -Naruto bufou. -Não sei se virá.

-Merda!-Neji xingou. -Nada está funcionando. 

-Você precisa se acalmar, entendeu? -Hinata falou colocando as mãos no rosto do irmão. -Estamos fazendo o possível. Marquei um encontro com os Anciões mais tarde. 

Antes que Neji respondesse ou xingasse novamente, a porta foi aberta bruscamente e Sasuke entrou. Ele parecia extremamente exausto e as olheiras em seu rosto somente evidenciavam isso. Ele segurava um diário com capa de couro. 

-Achei algo que possa ajudar. 

Sakura e Naruto se levantaram das cadeiras para ver a página aberta nas mãos de Sasuke. 

-Eu fui arrumar o sótão essa manhã. Achei uma caixa. Coisas que eu e Naruto trouxemos quando abandonamos a alcatéia. E eu achei isso. -ele apontou para o livro. -É uma espécie de caderno de notas de um ancestral. No livro ele menciona uma mulher e também Sebastian Haruno. E além disso, uma jóia, chamada Eater Anam. Que em tradução livre do latim fica…

-Devorador de almas. -Hinata falou rapidamente e arisca. -Ele descreve a jóia? 

-Na verdade ele fez um esboço. 

Sasuke mostrou a página. A jóia nada mais era do que um cristal pintado de vermelho. 

-Eu já vi isso. -Sakura falou. -Está com Kurenai. 

-E ela está a um passo na nossa frente. De novo. -Neji disse irritado. 

-Mas para que diabos ela precisa de tantas almas?-Naruto perguntou. -Digo, quantas ela já coletou? Quinze? 

-No diário meu ancestral conta de forma detalhada sobre uma mulher a quem ele intitula de “K”. Ao que parece ela foi a criadora do cristal. E ela também descobriu que almas humanas são poderosas. Quanto mais almas, mais poder 

-Eu vi alguns diários parecidos no porão da minha avó. Talvez eu encontre algo que Sebastian tenha escrito. -Sakura falou. 


{...}


Ao chegar em casa, Sakura constatou que Rin estava no plantão. Na verdade já devia estar no fim. Desceu ao porão com a lanterna celular acesa e chegou à estante, arrastou-a.

O cômodo continuava igual. Sakura desligou a lanterna e disse:

-Ignis Expiravit.

Todas as velas no local se acenderam. Sakura sorriu, feliz consigo mesma. Seguiu ao armário e o abriu. Apanhou um dos diários, semelhantes ao que Sasuke havia levado. 

O mesmo estava datado em 15 de maio do ano em que a cidade foi fundada. 



"Madara Uchiha está cada vez mais preocupado. “K” desenvolveu um tipo de magia que eu nunca vi antes. É algo escuro e diferente da magia dos bruxos, não é natural. 

Mas apesar disso ela tem um talento incrível para a magia.”


Sakura se deparou com o mesmo desenho rabiscado do colar de Kurenai. Adiantou algumas páginas e parou em uma, a qual um dos desenhos lhe chamou a atenção. Era o mesmo desenho que havia entalhado em seu medalhão. 


"O Livro das sombras está quase terminando. Foi trabalhoso. Uma pesquisa de meses, felizmente está dando resultado. 

No entanto, estou trabalhando em um, que talvez seja o maior feitiço que já criei.

A pedido de Madara. Acho que ele ainda ama “K” e é por isso que ele não quer ve-la se destruir dessa maneira. 

Acho que aos poucos venho descobrindo como o cristal criado por “K” funciona. Tenho a teoria de que ele recolhe almas humanas para ela usar em feitiços. "


No final da página, Sebastian escrevera sobre algo que Madara lhe pedira. Não especificou o que era, mas tinha haver com a tal “K”.

Foleou as páginas do diário e o fechou, devolvendo-o ao seu lugar de origem. Sakura foi tomada por um enjôo forte e se apoiou na mesa redonda no centro da câmara. 

Tudo a sua volta girou, como um loop e ela caiu inconsciente no chão. 


Quando abriu os olhos, viu-se novamente sentada à cadeira da cozinha. Chiyo lhe servia chá em sua xícara. 

-Como a senhora está fazendo isso? -ela perguntou surpresa. 

-Seu colar. -Chiyo respondeu com um sorriso dócil. -Todas as Bruxas e Bruxos que já o usaram, deixaram uma marca. Algo que pudessem usar para contatar as próximas gerações. 

-É bom te ver. -Sakura disse. 

-Se eu pudesse a visitaria todos os dias, no entanto, é um processo complicado. Enfim, como vai seu progresso em achar o Livro das Sombras?

-Nada ainda.-Sakura disse frustrada. -Estamos nos concentrando em resolver um problema. Kurenai está usando o Eater Anam para recolher almas. 

-Talvez seja hora de você me visitar no cemitério, querida. 


Sakura sentiu um solavanco e de repente estava de volta ao porão. Segurou seu medalhão, alisando o metal com os dedos. 

Ouviu um barulho no andar de cima e saiu rapidamente do porão. Rin estava sentada no sofá, massageando as temporas.

-Aconteceu alguma coisa? -Sakura perguntou sentado ao lado de sua mãe. 

-Um senhor foi morto. O encontraram em sua loja. -ela suspirou. -Eu o conhecia desde pequena. O senhor Sarutobi costumava ficar comigo às vezes. 

-Senhor Sarutobi? O dono do antiquário? 

-Sim. -Rin disse frustrada. -A polícia acha que foi assalto seguido de morte, pois o antiquário estava completamente revirado. 

Sakura mal podia acreditar. O simpático dono do antiquário havia sido morto. E não lhe restava dúvida alguma de que havia sido Kurenai. 

Uma raiva súbita tomou conta de Sakura. Sentiu-se completamente inútil por não poder fazer nada para impedir aquelas mortes. 


{...}


Sakura passou quase todo o mês lendo os Diários de Sebastian e nada encontrou além de menções ao Livro das Sombras, mas não encontrou nada sobre sua localização. 

Algumas páginas no final do último diário estavam numeradas com o número “1887”. Sakura também se entreteu quando começou a ler os relatos de Sebastian sobre sua amada, a qual ele não revelou o nome.

Apenas que ela morrera vinte anos depois da fundação da cidade. 



Notas Finais


Talvez eu poste um novo capítulo de Perfect Marriage ainda essa semana.


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