História Lizzie Cat - Capítulo 5


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Hentai, Romance e Novela, Yaoi, Yuri
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


olá
turu
bao?

eu nao tenho mt pra fala ent sla

Boa leitura ~

Capítulo 5 - Problemas para Spencer


Fanfic / Fanfiction Lizzie Cat - Capítulo 5 - Problemas para Spencer

Spencer estava sentada no sofá, falando com o Justin, como sempre faz. Eles estavam conversando sobre... Maternidade? A Spencer me viu e disse para o Justin que ligaria mais tarde, então desligou. Ela sorriu e disse oi, respondi e subi para o meu quarto em seguida. Que estranho. Justin e Spencer pensam em se casar? Spencer tem 21, nem sei quantos anos o Justin tem, mas deve estar nessa marca. Eles são jovens para isso? 

Olhei para o meu celular de canto de olho. Desbloqueei e abri o Whatsapp, 76 novas mensagens novas da Mia! E 9 de um número estranho... Abri primeiro as da Mia, obviamente. Era um flood infinito de "COMO FOI NA CASA DO ED?!" e outras perguntas mais sem noção, como por exemplo, "Você ainda é virgem?". Cristo, Mia! Eu só fui salvar a vida do gatinho. 

"Lizzie Cat : Eu sou virgem ainda, que coisa!

Mia : Certeza? E BV?

Lizzie Cat : Também!

Mia : BVL?

Lizzie Cat : Um número desconhecido me mandou 9 mensagens.

Mia : AH, ENTÃO VOCÊ PERDEU O BVL?

Lizzie Cat : Não, porra! Ainda sou BVL, mas um número estranho me mandou mensagens.

Mia : Deve ser a fada do SE TOCA! 

Lizzie Cat : Ah, vai se foder." 

Sai da conversa no mesmo momento e abri a conversa com o número desconhecido. Busquei quando a mensagem foi enviada e descobri que foi enquanto eu estava na casa do Ed. Comecei a ler.

"Olá, querida Lizzie Cat. Fiquei sabendo que você foi na casa do Ed. Me diga, quem você pensa que é? Apenas a garota do Ed pode entrar na casa dele, conversar com a gata dele, sentar na cadeira dele e comer da comida dele! Você é ridícula! Some ou eu mesma vou sumir com você, entendeu? Espero que sim. Beijos, V." 

E em seguida, muitos emojis de coração e beijinhos. Oi? Isso parece um episódio novo de Pretty Little Liars. E temos uma -A por aqui. A Mia já é a Aria e eu serei a Spencer, obviamente. É legal ter uma irmã com o mesmo nome da sua personagem favorita da sua série favorita, não é? Tirei um print da conversa e mandei para a Mia.

"Mia : Uh! PLL!

Lizzie Cat : Pensei o mesmo!

Mia :  Como disse o Ezra na primeira temporada, se -A já sabe, B e C também já sabem. E no caso, a notícia se espalhou tanto que chegou no V! 

Lizzie Cat : Mas quem será essa V?

Mia : Eu não faço ideia. 

Lizzie Cat : Qual é, Mia! Essa pessoa me ameaçou de morte. Preciso saber o nome dela antes de, pelo menos, ter medo.

Mia : Medo? De uma garotinha ciumenta? E, aparentemente, desesperada?

Lizzie Cat : Nunca se sabe, Mia! E se ela me matar mesmo? Me botar no microondas?

Mia : Microondas?

Lizzie Cat : Sim! Nunca viu? Colocam pneus até o seu pescoço e depois queimam tudo. As cinzas do corpo se misturam com as cinzas do pneu e ninguém desconfia da morte. 

Mia : E aonde você ouviu falar nisso?!

Lizzie Cat : Eu assisto Investigação Discovery. 

Mia : Ai, mas é muito retardada mesmo. 

Lizzie Cat : FOCA, MIA! 

Mia : Você que começou a falar de pneu!

Lizzie Cat : MAS TINHA A VER COM O ASSUNTO! 

Mia : E A MINHA PERGUNTA TINHA A VER COM O PNEU!

Lizzie Cat : A GENTE TÁ BRIGANDO POR CAUSA DE PNEU?

Mia : SIM!

Lizzie Cat : Ok, chega. Mando esse print para o Ed?

Mia : Ah, claro! Vai ser mega fofo! Ele vai falar que vai te proteger, e que qualquer coisa ele estaria lá por você...

Lizzie Cat : Cristo, você é mais iludida que eu!

Mia : Manda logo!

Lizzie Cat : Eu sei lá! E se essa tal V fangirl de PLL me ameaçar mais? Ou me matar de vez?

Mia : Ave maria, desencana! Deve ser só uma adolescente apaixonada. Mas obcecada, diferente de você.

Lizzie Cat : Jesus, eu não sei o que fazer... 

Mia : Faz a egípcia e taca o foda-se, só manda.

Lizzie Cat : Tá, tá!"

Abri a conversa com o Ed e fiquei com um certo receio de enviar a mensagem, mas enviei. "Ed, eu acabei de abrir o meu Whatsapp e encontrei esse número me mandando mensagens de ameaça. Você sabe quem seria essa V?" e enviei a foto. Coloquei meu celular de lado um pouquinho e encostei a cabeça no travesseiro, já estava quase dormindo quando ouvi ele vibrando. Puxei, desbloqueei e abri o Whatsapp novamente. Não era o Ed, mas era a tal V de novo. 

"Você acha que o Ed se importa? Ele só se importa comigo! Hihihi!" 

Cristo... Eu só quero dormir! Por que essas vadias ciumentas ficam me enchendo o saco? O Ed se preocupa com todo mundo, não sou importante pra ninguém, como vou ser importante pra ele? Ave maria.

"Que depressivo." Julie disse.

"Disse a garota que entrava em crise existencial 7 vezes por dia." Jade comentou.

"ENTRAVA! Eu estava em uma fase ruim, estou impecável agora." Julie disse, como se estivesse jogando os cabelos para o ar e andando de salto alto agulha na passarela. 

"Impecável." Jade disse.

"O que é? Nunca viu não?" Julie perguntou.

"Meninas, calem a boca!" Dei dois tapas na minha cabeça.

"PARA DE BATER AQUI, TREME TUDO!" Julie gritou.

"Eu acho que é esse o objetivo, querida." Jade disse, secamente.

Revirei os olhos e deitei de novo. Olhei para o teto, e quando comecei a sentir meus olhos pesados, a porta abriu eu olhei para porta querendo morrer, e então a Spencer entrou. EU SÓ QUERIA DORMIR NESSA PORRA! Mas tá. 

-Oi, maninha. - Spencer disse, enquanto se sentava. Me levantei e cruzei os braços, perfurando ela com o olhar.

"A Spencer bebeu? Desde quando ela te chama de maninha?" Julie perguntou.

"Talvez e-ela só está querendo ser a... Agradável..." Julieta disse, tímida como sempre. 

-Fala. - Respondi, secamente.

-Eu preciso conversar com você, é um pouco sério... - Spencer disse, enquanto batia os dedos na batente.

-Fala. - Respondi, mais seca ainda. 

-Por que está tão grossa? - Spencer se aproximou e se sentou em seguida.

-É que eu estava tentando dormir. - Respondi. 

-Ah, desculpa. - Ela disse. 

-Fala logo, já perdi o sono mesmo. - Apoiei o rosto na palma da minha mão, visivelmente desinteressada. 

-Não faz essa cara! É um assunto sério, Lizzie Cat! - Spencer disse. 

-Então fala logo! - Já estou ficando sem paciência.

-Eu fiz um teste de gravidez e... - Ela disse, e logo depois me mostrou o teste.

-Positivo? - Perguntei, enquanto olhava mais de perto. 

-Sim... - Spencer disse, enquanto guardava o teste na jaqueta. 

-É de quem? - Perguntei.

-Do Justin. - Spencer respondeu. - Eu não quero estar grávida do Justin! 

-Cristo, Spencer! - Exclamei.

-Como isso foi acontecer, meu Deus... - Spencer começou a chorar.

-Olha, geralmente isso acontece depois de uma transa. - Respondi.

-Não é momento de brincadeiras, Liz! - Spencer disse. - O que eu vou falar para a nossa mãe? 

-Eu sei lá! - Respondi.

-Isso vai prejudicar minha faculdade? - Spencer perguntou. 

-Eu não sei! Eu nunca fiquei grávida! - Respondi. - Eu nunca nem transei!

-Jesus, eu não sei o que fazer! - Spencer disse, desesperada.

Eu abracei a Spencer e ela começou a chorar mais. Ela me abraçou de volta e ficou chorando no meu ombro, tentando lidar com a situação, mas era bem difícil. Cristo, como a Spencer foi engravidar? Ela não é idiota, ela é bem responsável, na verdade! Eu estou realmente perplexa... Ai, cara... Eu acho que ela vai ter que prender a faculdade por causa disso. Isso é tão ruim! Nunca achei que isso iria acontecer com alguém próximo! 

Ela melhorou um pouco e se levantou. Limpou as lágrimas e saiu do banheiro, provavelmente para limpar a maquiagem borrada. Voltei para minha posição original, mas não consegui dormir. Com tanta informação, é meio difícil. Me levantei e peguei alguma roupa, fui no banheiro e tomei um banho. Lavei o cabelo e assim que sai, me sequei o mais rápido possível. Coloquei a roupa, penteei o cabelo e prendi em um coque mal feito. Foi quando percebi que a roupa que eu peguei era só uma camisa larga e um pouco longa. Sai e fui até o meu quarto, me sentei na cama e puxei o notebook que estava embaixo da cama. 

Fiquei mexendo no notebook até ouvir meu celular vibrando. Eu peguei ele, desbloqueei e olhei a notificação. Ed tinha respondido. Abri a mensagem.

"Edward : Deve ser a Vicky. Ela é meio doente por mim. Eu já vi ela aqui por perto várias e várias vezes. Ela vai te infernizar bastante, mas nunca vi ela fazer mal à uma mosca. A minha primeira namorada terminou comigo por causa da Vicky."

Primeira namorada, sério? Nossa, adoro quando o carinha que eu gosto começa a falar das suas experiências passadas! 

"Isso foi ironia?" Julie perguntou.

"Por partes. Na verdade, eu gosto e ao mesmo tempo odeio. Eu gosto pois posso ver o quanto ele está machucado e tentar ajuda-lo, e odeio pois começo a me sentir um lixo pois nunca vou ficar tão próximo dele quanto essas garotas." Respondi a Julie, mentalmente. 

"Classic." Julie disse.

"Melhor responder ele, não?" Jade perguntou. Ela fala como se estivesse tomando chá em uma poltrona de 9 bilhões de euros!

Concordei com a Jade. Desbloqueei o celular novamente, pois a tela já tinha apagado por inatividade.

"Lizzie Cat : Como assim?

Edward : Ah, a Vicky é minha amiga de infância. Ou era, pelo menos. Ela sempre foi bem vidrada em mim, se quer saber. Essa minha primeira namorada se chamava Susan, e ela terminou por pressão psicológica da Vicky. A Vicky pressionava tanto ela! Susan quase teve uma depressão de tanta coisa que a Vicky falava.

Lizzie Cat : Cristo! Isso é horrível! 

Edward : Eu só fui saber disso 6 meses depois. Ela me deu a desculpa que ia fazer um intercâmbio no Japão e que não queria ter um namoro a distância, já que seria muito doloroso. Mas a verdade era que os pais dela preferiram se mudar e ela teve muitas sessões em um psicólogo por causa disso.

Lizzie Cat : Nossa, isso é muito horrível...

Edward : Obviamente, eu acabei a amizade com ela no mesmo momento que eu soube de tudo.

Lizzie Cat : Nossa, tanta informação está deixando minha cabeça louca!

Edward : Desculpe.

Lizzie Cat : Não é você, é que bem... Minha irmã está com problemas.

Edward : Nossa, você tem uma irmã? 

Lizzie Cat : Sim, o nome dela é Spencer. 

Edward : Lindo nome. Mas quais são os problemas? 

Lizzie Cat : Ela está grávida. 

Edward : QUE? Qual a idade dela?

Lizzie Cat : Ela tem 21, está fazendo faculdade. Ela está realmente preocupada, eu queria ajudar ela mas não sei o que fazer.

Edward : Isso é muito sério... 

Lizzie Cat : Nós sabemos. 

Edward : Ela pensou em fazer algo? Ela contou para mais alguém?

Lizzie Cat : Ela só contou para mim e para o pai da criança. Eu não sei se ela pensou em fazer algo, ela só me disse e começou a desabar em lágrimas. Não sei se ela tem muita cabeça para pensar em soluções no momento.

Edward : Jesus..."

Ouvi um barulho na porta e larguei o celular por um momento. Meu pai tinha chegado e chamou a gente para descer. Avisei o Ed que eu ia descer, e soltei o celular. Desci as escadas e fui até a sala. Meu pai deu um abraço em mim, e logo em seguida na Spencer. 

-Oi meninas. Desculpe a ausência, eu tive que viajar a trabalho e só pude voltar hoje. Vocês entendem, não é? - Ele perguntou.

-Sim, pai. - Eu e Spencer respondemos.

-Ótimo! - Ele passou a mão na nossa cabeça, carinhosamente. - A mãe de vocês passou no supermercado e não fez comida. Ela já está subindo, e eu falei para ela não se preocupar. Eu dei uma passada no MC Donald's.

-Ah! Faz tanto tempo que não comemos algo de lá! - Comentei.

-Spencer, está tudo bem? Você está tão quieta. - Nosso pai perguntou, enquanto olhava para Spencer. 

-Ahn? S-Sim! Está tudo bem! - Spencer respondeu, visivelmente preocupada. 

-Certo. - Ele disse. - Vou ajudar a mãe de vocês com as sacolas. Já podem ir comendo.

-Vamos para a cozinha? - Perguntei para a Spencer, enquanto meu pai voltava para a calçada.

-Sim, sim... - Spencer respondeu.

Suspirei. Peguei as sacolinhas e fui até a cozinha. Arrumei a mesa, coloquei a toalha, os pratos e os guardanapos, arrumei tudo e coloquei as 4 sacolas em cima da mesa. A Spencer lavou as mãos e veio em seguida, sai e fiz o mesmo. Nos sentamos e começamos a tirar as coisas das sacolas e colocar nos pratos. Olhei para Spencer e ela mal tocava nos lanches ou na Coca que estava na sacola.

-Spencer? Você precisa comer. - Empurrei ela de leve.

-O nosso pai, Lizzie Cat! Como vou contar para ele? - Spencer encostou a testa na palma da mão. Algumas lágrimas apareciam nos seus olhos. - Ele sempre disse que eu sou um prodígio! 

-Calma, Spencer! Nós vamos achar uma maneira, fica calma! - Tentei acalma-la, mas ela só conseguia chorar.

-O papai, Lizzie Cat! - Ele começou a chorar mais.

-Por favor, Spencer, vamos achar uma solução! - Abracei ela com força.

Abracei ela por mais um tempo, e então a soltei. Um abraço parecia ter deixado ela um pouco melhor. Cara, a Spencer? Ela sempre é tão cuidadosa... Isso acontecer é tão... Impossível! Cristo, o que ela vai fazer? Eu tenho certeza que aborto passou na cabeça dela, mas ela acha isso tão errado! Já fez até algumas campanhas sobre isso... Acho que estamos em um beco sem saída.

-Meninas, chegamos. - Minha mãe disse, enquanto caminha até nós. Ela deu um beijo na minha cabeça e logo em seguida na cabeça da Spencer. - Ainda não começaram a comer?

-Preferimos esperar vocês. - Respondi. Spencer estava muito mal para falar alguma coisa.

-Isso é legal da parte de vocês. - Minha mãe sorriu. Logo em seguida, meu pai veio com uma sacola enorme e a colocou no chão.

-Ah, essa estava pesada. - Ele disse, enquanto soltava um suspiro. 

-Vamos comer? - Minha mãe perguntou. Meu pai concordou e eles se sentaram.

Meu pai arrumou a cadeira e começamos a comer. Ele comprou exatamente o lanche que eu gosto e o lanche que a Spencer gosta. Meus pais pareciam estar de boa, mas eu e a Spencer estávamos em um clima extremamente tenso. Eu via ela tentando não olhar para os nossos pais, provavelmente para não desabar em lágrimas, e isso me deixava com um aperto no peito. Ah, isso é tão horrível... Eu quero ajudar a Spencer mas não tenho nem uma ideia de como fazer isso. Talvez outra pessoa tem, mas eu realmente não sei. Ela precisa de ajuda urgente. 

Assim que terminamos de comer, eu tirei os pratos e copos das mesas, e depois subi. Escovei os dentes e voltei para o meu quarto. Peguei meu celular e abri no Spotify, depois selecionei minha playlist e coloquei os fones. Recebi uma mensagem assim que abri a galeria. Abri o Whatsapp. Era da Mia.

"Mia : Caralho! Eu tô pensando em fazer uma madrugada em casais na casa do Michael.

Lizzie Cat : Legal, e quais vão ser os casais?

Mia : Que pergunta idiota! Eu e o Mike, você e o Ed! 

Lizzie Cat : Está louca? Nós não somos um casal.

Mia : AINDA NÃO! Mas um dia vão ser, tenho toda a certeza do mundo!

Lizzie Cat : Mia, você está louca. 

Mia : Eu estou louca para juntar vocês! O Mike vai me ajudar, com certeza!

Lizzie Cat : Mia, o Mike me odeia. Por que ele iria te ajudar a fazer algo para Lizzie Cat?

Mia : Porque eu vou pedir com carinho!

Lizzie Cat : Grande merda minha filha.

Mia : Você está sendo pessimista! Qual é! Uma festinha do pijama em casais na casa do Michael! Ou na casa do Ed! 

Lizzie Cat : Deus do céu...

Mia : Vou conversar com os dois amanhã! E você vem junto!

Lizzie Cat : Eu não vou não!

Mia : Vai sim! Nem que eu tenha que te arrastar."

Joguei o celular longe antes que tivesse que começar um debate sem fim com a Mia. Quando ela tem uma ideia ela insiste até dar certo, meu Deus! Mia algum dia vai me colocar em uma confusão imensa por causa dessas ideias loucas dela. Mas... Quem sabe dá certo? Quem sabe... Geralmente dá errado, mas algumas vezes dão certo. Uma festa do pijama em casais... O que pode dar errado além de tudo? E o que pode dar certo além de nada? Tá, estou sendo pessimista de novo.

21h 59min

Ah, tomar banho realmente tira o sono do meu corpo. Comecei a me trocar, coloquei um vestido branco bem leve e prendi o cabelo em uma trança. Voltei até a minha cama e peguei meu notebook e meus fones que estavam embaixo da cama. Me sentei e coloquei os fones no notebook, depois coloquei na cabeça e comecei a procurar alguma música para ouvir. Na página inicial do youtube estava Welcome To The Black Parade. Ah, lá vamos nós! Minhas unhas vão se pintar de preto novamente. Minha época emo nunca ficou tão forte, não? Pois é. 

Cliquei sem arrependimentos. My Chemical Romance é uma das melhores bandas que eu já ouvi em toda a minha vida! E, uh, é tão raro eu gostar de bandas nesse gênero. 

"TIRA ESSES FONES!" Julie gritou.

-Ah, olá, Julie. - Revirei os olhos. - Com a notícia que recebi hoje à tarde foi meio difícil ouvir vocês.

"É que a gente tava dormindo, sabe?" Jade disse.

"Você vai na festa do pijama na casa do Ed?" Julieta perguntou. Só pelo tom de voz dela dá vontade de amolecer e ir na ideia da Mia. Julieta, você é tão fofa!

-Quem sabe. - Respondi. - Mesmo que eu duvide que o Michael e o Ed vão concordar com algo assim.

"E que desculpa esfarrapada você vai arranjar pro papai deixar você sair?" Julie perguntou.

-Sei lá... - Respondi. - Ainda tô pensando nisso. 

"Mentiras apenas costuram um pano que vai se romper hora ou outra." Jade disse.

"O que você quis dizer com isso exatamente?" Julie perguntou.

"Você vai dizendo mentiras, mentiras, uma hora explode e a verdade aparece." Jade respondeu.

-Tá me dizendo pra falar a verdade? - Perguntei.

"Ah, talvez!" Julie disse.

"Sei lá, não adianta muito mentir. Hora ou outra seus pais vão saber." Jade disse.

-Você conhece meu pai, Jade? Se ele sonhasse que eu estaria em uma casa com 2 meninos ele iria enlouquecer! - Comentei. Falei o mais baixo possível para ninguém ouvir.

"Gata, a gente vive com você desde que você nasceu. COMO que a gente não vai conhecer seu pai? Eu hein." Julie disse.

-Você entendeu! - Retruquei.

Aumentei os fones, para a Julie parar de falar. Cristo, como essa garota fala! E, para piorar, só falar merda. Eu deveria ir para um psicólogo tentar tratar essa garota, mas já tentei. Nada dá certo para controlar ela, meu Deus! Eu adoro My Chemical Romance... Só essas batidas fortes e altas para calarem a boca da Julie. Obrigada, Gerard Way!

Depois de um tempo ouvindo música e mexendo em redes sociais aleatórias, lendo algumas fanfics, larguei o fone e o notebook embaixo da cama de novo e arrumei a cama. Fechei as janelas e encostei a porta, depois virei de novo pra cama e me deitei suavemente. Encostei a cabeça no travesseiro e arrumei o lençol em cima de mim. O travesseiro fofinho e o lençol leve e macio fizeram o sono bater na minha porta bem rápido, e óbvio, deixei ele entrar. Dormi em poucos segundos.

Dia seguinte.

06h 50min

-Filha! Filha! Acorda, você vai chegar atrasada! - Ouvi uma voz bem distante.

-Não vou não... - Murmurei, ainda deitada.

-FILHA! - Me assustei com o grito.

-AHN?! - Me levantei desesperada.

-Filha, você precisa sair em 10 minutos! Se apressa! - Minha mãe disse, e em seguida saiu do quarto.

Levantei tão rápido que cheguei a ter uma tontura forte. Peguei o uniforme e me vesti, corri para o banheiro e escovei os dentes e o cabelo. Prendi o cabelo em um rabo de cavalo para não ficar muito bagunçado e desci correndo. Peguei minha mochila que estava em cima do sofá e sai de casa correndo. Comecei a correr muito rápido até a escola, e quanto cheguei no portão, ele abriu imediatamente. Salva!

-Bom dia, senhorita Lizzie. - A diretora disse.

"... Ei..."  - Ouvi um sussurro dentro da minha mente.

Soltei minha mochila em seguida e dei dois passos para trás comecei a sentir uma grande dor de cabeça, junto com uma tontura forte. Antes que eu pudesse perceber alguma coisa, comecei a sentir um certo peso no meu corpo, e minha garganta se fechou. Perdi a consciência aos poucos...

-Liz! - Ouvi uma voz familiar bem longe.

7h 25min 

Abri os olhos aos poucos... Olhei em volta, um espaço muito branco. Meus olhos chegavam a doer. Olhei para cima e comecei a pensar... Estou morta? Esse é o céu? Isso não faz sentido, eu só estava na porta e... O que aconteceu na porta da escola? Que estranho... Eu não posso estar morta! Isso não faz o menor sentido... Passou um carro desgovernado por lá ou algo assim? O quê?! E esse cheiro horrível e forte está me deixando tonta. 

-Uh... - Gemi.

-Liz? LIZ! - Ouvi um grito, uma voz familiar. - Enfermeiras, ela acordou! 

-E-Enfermeiras? Onde eu tô? - Tossi em seguida. 

-Querida, vou pedir para nos dar licença agora, ok? Precisamos ver como ela está. - Uma mulher com um coque rosa olhou para mim.

-Sim, sim. - A dona da voz familiar se levantou. Ouvi os passos do seu salto alto se caminhando até a porta.

-Onde estou?! - Perguntei, e tentei me levantar, o que me deu uma dor de cabeça mais forte.

-Calma, senhorita Lizzie Cat. Está no hospital. Você teve um desmaio na porta da sua escola e um jovem te trouxe aqui com ajuda da diretora.

-Um... Jovem? - Perguntei, enquanto tentava segurar o vômito por causa daquele cheiro forte. - E que cheiro horrível é e-esse? 

-Antisséptico, querida. - A enfermeira do coque rosa respondeu.

-Agora entendo minha vertigem. - Suspirei.

-O cheiro é muito forte, eu sei. - A enfermeira disse, enquanto se sentava do meu lado. - O que sente além da vertigem?

-Acho que nada... - Respondi.

-Você chegou a sair de casa sem comer ou algo assim? Jantou ontem? - A enfermeira perguntou.

-Sim, jantei... Mas não tomei café da manhã... - Respondi, ainda um pouco tonta.

-Acho que isso explica seu desmaio... Apesar que você provavelmente só sentiria fome. - A enfermeira disse. - Sentiu algo antes?

-Bem... - Me esforcei para tentar lembrar.

-Bom dia, senhorita Lizzie.

-Ah... - Senti novamente a tontura.

-O que foi? - Ela perguntou.

-A diretora disse... Bom dia, senhorita... - Tossi. - Lizzie Cat, mas sem o Cat.

-Liz... - A enfermeira ia dizendo.

-Não termine! - Cortei sua frase.

-Por quê? - Ela perguntou.

-É... Estranho. - Respondi.

-Preciso saber o estranho para poder te ajudar. - Ela disse, cruzando os braços.

-Eu vivo com 4 personalidades dentro da minha mente, e uma delas se chama Lizzie Cat, sem o Cat. E sempre que falam o nome dela eu ouço algo dentro da minha mente, geralmente um ei... E eu acabo sentindo tontura e dor de cabeça, mas nunca cheguei a desmaiar. - Comentei, um pouco envergonhada.

-4 personalidades? Cristo, nunca vi algo do tipo! Já vi dupla personalidade, mas 4?! - Ela comentou. - E elas... Tomam controle?

-Sim, sim... - Respondi. - Poucas pessoas sabem, é o meu maior segredo.

-Entendo... - Ela disse. - Veio uma  garota aqui, esqueci o nome dela... 

-Spencer? Mia? - Perguntei.

-Isso! Mia! - A enfermeira afirmou. - Ela comentou algo como... Espero que não seja nada com a Julie!

-É uma das personalidades... A Julie me dá medo, tenho muito medo do que ela pode fazer quando toma controle.

-Como é a personalidade dela? - A enfermeira perguntou.

-Psicopata. - Respondi. - Ela tem risos estéricos do nada, ameaça as pessoas com facas, outro dia até comentou que sabe esfolar pessoas e que isso é muito fácil... 

-Como ela sabe fazer isso? - A enfermeira perguntou, assustada. 

-Eu nunca lembro das coisas que elas fazem quando tomam controle. E isso me deixa mais preocupada ainda. - Comentei.

-Deus... - A enfermeira apoiou o rosto na palma da mão, visivelmente preocupada. - Alguma vez você tentou tratar?

-Sim, muitas vezes! Nunca dá certo... - Respondi. - Acha que sou um caso perdido?

-Não. - Ela disse. 

-Não quero acabar em um manicômio, levando tratamento de choque e tendo que fazer uma lobotomia! - Respondi.

-Eu acredito que você não vai passar por isso, calma. - Ela disse. - Preciso ir.

-Certo... - Olhei para o lado. Comecei a lembrar da conversa. - Ei!

-Sim? - Ela perguntou, enquanto encostava as unhas no batente da porta. 

-Quem era esse jovem? - Perguntei.

-Bem... Ele não deu nome, precisava voltar para a aula o mais rápido possível. - Ela respondeu.

-Como ele era? - Perguntei.

-Alto, cabelo bem preto, olhos verdes... E estava usando uma camisa escrito alguma coisa em letras estranhas. - Ela disse.

-Não conseguiu ler? - Perguntei mais uma vez.

-Não. - Ela respondeu e saiu da sala em seguida.

-Ed... - Murmurei. 

Tateei a cômoda ao meu lado, para tentar me sentar. Assim que consegui, olhei para ela e vi minha mochila ao lado. Me estiquei, e assim que a peguei, comecei a procurar meu celular e em seguida meu fone. Conectei e coloquei na seleção aleatória da playlist. Sai do aplicativo e abri o Whatsapp. Quantas mensagens... Abri a do número desconhecido.

"Ei! Ei! Eu sei que você fingiu um desmaio só para ser carregada pelo Ed! Você vai chorar quando ele estiver me carregando depois do nosso casamento! Vou fazer questão de te matar só depois disso! VADIA! -V."

Ela provavelmente tem 15 anos e está pensando em casamento. Deus, me diz, por quê? Cristo... Eu desmaiei de verdade e essa prostituta fica falando merda. Mereço. Abri outra mensagem, dessa vez da Mia.

"Mia : Garota! Vou chegar mais tarde hoje.

Mia : Ei? EI!"

Provavelmente ela não sabia que eu tinha desmaiado assim que cheguei na porta da escola. Ok, agora vamos para a mensagem da Spencer. 

"Spencer : Maninha, a diretora acabou de me ligar para falar do seu desmaio. Eu não vou para o hospital porque esse cheiro de antisséptico me deixa louca! E também porque estou presa aqui na faculdade, procurando a porra de um livro para ler no fim de semana. Eu deveria ter ficado em casa, Deus do céu!" 

A música acabou e ouvi uns passos. Olhei para frente. Uma mulher com o cabelo preto e preso em um coque bem desajeitado entrou, e sinalizou para eu tirar os fones. Assim que tirei eles, ela entrou e começou a dar um sermão gigantesco sobre eu estar usando fones depois do meu desmaio. Falei que já estava melhor, mas ela não me deu ouvidos, então parei a música e joguei tudo dentro da minha bolsa. Encostei o rosto na palma da minha mão, esperando para ver se ela ia reclamar dessa vez, e começou a fazer um discurso sobre a minha postura. Eu disse que apenas estava sentada e ela começou a reclamar de novo. Me deitei e fechei os olhos até conseguir dormir, o que foi difícil com o discurso dela na minha cabeça. Cristo, é pior que os gritos estéricos da Julie!

7h 50min

Me liberaram para ir para casa. Arrumei minha mochila e fui até a porta. Empurrei e fechei a porta, e o cheiro de antisséptico finalmente diminuiu. Fiz meu trajeto até chegar em casa, então abri a porta e entrei. Subi até o meu quarto e tirei o uniforme e obviamente coloquei na lavanderia. Peguei outra roupa e fui no banheiro. Tranquei a porta e entrei no boxe. Comecei a tomar um banho devagar, esfregando cada parte do meu corpo, e lavando minha cabeça com bastante shampoo e com bastante condicionador para tirar o cheiro terrível do antisséptico da minha alma. 

Depois de uns longos minutos embaixo do chuveiro, sai finalmente e comecei a me secar. Passei um creme no cabelo e penteei com um pente bem fino, deixando meu cabelo bem bonito. Me troquei e sai do banheiro renovada. Finalmente tirar aquele peso do hospital de cima de mim e, principalmente, tirar o cheiro de antisséptico da minha alma fez um bem incrível para mim. Voltei para o quarto e me sentei na cama. Comecei a ver algum programa aleatório na TV enquanto esperava minha mãe chegar em casa. 


Notas Finais


Eu não falo alemão mas eu posso se você gostar
OOOOOOOOOOOOOOOOW

Scheiße tá na minha alma agora


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