História Llorando por dentro. - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 12 - Nosso último dia juntos.


 

 

Meu braço estava dormente, e ao olhar para o lado, pude identificar o motivo. Letícia estava aninhada em meus braços, dormindo tranquilamente. Sorri inevitavelmente em vê-la tão tranquila. Ela carregava um leve sorriso nos lábios enquanto dormia, o que a deixava ainda mais linda.  Sorrindo, acariciei seu rosto, a admirando.

Letícia cada dia estava mais linda, mais encantadora. Eu havia acertado em cheio ao ter me apaixonado para ela. Encontrei em uma única mulher, tantas e tantas qualidades, e a cada dia, eu conseguia encontrar um motivo para amá-la ainda mais.

Ainda em meus braços, ela mexeu-se inquieta, dando um largo suspiro, abrindo os olhos lentamente logo depois. Seus olhos ainda piscavam sonolentos, mas ao olhar para mim, abriu um largo sorriso.

- Bom dia! – Disse sorrindo, olhando para ela.

- Bom dia! – Deu largo suspiro, sorrindo logo depois.

- Como dormiu? – Acariciei seu rosto.

- Bem... Muito bem, na verdade. – Ela movimentou o rosto, acompanhando minha caricia. – Acho que nunca dormi tão bem.

- Fico feliz. – Lhe dei um rápido selinho.

- Mas e você? – Afastou seu corpo do meu, virando-o de lado, apoiando sua cabeça em seu braço. – Dormiu bem?

Virei meu corpo de frente para ela, apoiando minha cabeça em meu braço.

- É impossível não dormir bem quando se tem você ao lado, Letícia Padilla Solis.

Ela sorriu, aproximando seu corpo do meu, me dando um beijo apaixonado, e mais uma vez senti meu corpo arrepiar-se por completo. Não importava quantas vezes eu beijasse Letícia. Não importava o fato de que meus lábios já conheciam os seus. Eu sempre sentia coisas distintas ao sentir seus toques e carícias.

- Eu não acredito que hoje é nosso último dia aqui. – Disse ao pararmos o beijo. – Eu poderia passar a vida inteira ao seu lado, Fernando.

- E nós passaremos. – Peguei sua mão, depositando um beijo na palma e no dorso. – Nós temos toda uma vida para trilharmos juntos.

Ela sorriu, me olhando terna.

- Mas hoje vamos aproveitar o nosso último dia aqui, em um passeio maravilhoso. – Me levantei da cama.

- Passeio? – Sentou-se apressadamente na cama, cobrindo seu corpo no lençol. – Para onde?

- É uma surpresa. – Respondi.

- Mas você é o sequestrado da história. – Disse levantando-se, enquanto envolvia seu corpo no lençol.

- O jogo virou, minha querida Letícia. – Sorri, a puxando pela cintura. – Agora você é a minha vítima.

Ela sorriu marota.

- Eu te amo, Letícia. – Aproximei meu rosto do seu, fitando seus lábios.

- Eu também te amo, Fernando. – Disse olhando em meus olhos, descendo seu olhar para meus lábios logo depois. – Muito.

Ela envolveu sua mão em meu pescoço, e me puxando lentamente para perto de si, me beijou com ternura. Eu a peguei em meus braços, levando-a em direção ai banheiro, e lá continuamos com nossos beijos e carícias.

 

 

•••

 

 

Letícia não sabia para onde iríamos, e eu preferi não dizer nada para não estragar a surpresa, apenas pedi que ela usasse algo básico. Desci para o saguão da pousada, esperando-a. Aproveitei o tempo em que ela se arrumava, para providenciar algo para comermos. O lugar para onde pretendia levá-la não disponibilizava de locais para comprarmos comidas ou nada do tipo. Em uma cesta, coloquei tudo o que precisaríamos para passar um tarde juntos.

Eu já estava impaciente de tanto esperá-la, e quando estava prestes a subir para buscá-la, ela desceu, olhando perdida por todo o saguão. Ao me encontrar com o olhar, ela sorriu aliviada. Sorri inevitavelmente ao ver o quanto ela estava linda. Estava trajada num vestido azul, solto, de alça e com comprimento acima dos joelhos. Calçava uma sapatilha simples, porém bonita. Seu cabelo estava completamente solto, deixando-a ainda mais linda.

- Desculpa por isso. – Ela disse apontando para a roupa. – Eu não faço ideia de onde você vai me levar, por isso, aderi a roupa mais básica que havia na minha bolsa. Mas se você quiser, eu posso trocar e...

A interrompi, puxando-a para um beijo apaixonado. Nos beijávamos sem nos importar com quem estava nos vendo. Há muito tempo deixamos de nos preocupar com isso. Aos poucos, paramos um beijo, e nos olhando cúmplices, sorrimos um para o outro.

- Você está linda. – Disse ofegante. – Como consegue ficar tão Lina em tão pouco tempo? – Segurei seus braços, fazendo-a dar uma volta em torno de seu eixo.

Ela segurou o vestido, gargalhando enquanto girava.

- Não seja tão exagerado, Fernando. – Ela sorriu, olhando em volta. – As pessoas estão nos olhando.

- Eu quero que elas olhem. – A puxei pela cintura. – Para que todos vejam que eu tenho a mulher mais linda de todas.

- Eu peguei a roupa mais básica que eu tenho, até porque, eu não trouxe mais que dois vestidos. – Ela olhou para o próprio corpo.

- Isso não altera o fato de você estar exageradamente linda. – Retruquei, e ela ergueu a cabeça, me olhando envergonhada.

Ela sorriu terna, e imediatamente seu rosto corou.

Mesmo depois de tanto tempo e tantos elogios, Letícia ainda era a mesma. Mesmo depois de a Aurora ser considerada a mulher mais sexy e bonita do país, Letícia ainda não conseguia se sentir a vontade ao receber um elogio. Seu rosto sempre se avermelhava, e sempre brotava um sorriso tímido de seus lábios, e talvez, isso tenha sido um dos motivos pelos quais eu a amava tanto. Eu amava sua timidez, sua fragilidade, e às vezes, até sua insegurança. Tudo em Letícia me fazia amá-la ainda mais, inclusive, o que muitos consideravam um defeito.

- Vamos? – A olhei.

- Vamos! – Ela sorriu, entrelaçando sua mão a minha.

O caminho não era tão longo, e como iríamos de carro, não nos custou muito tempo para chegarmos. Desci do carro, e dando a volta, abri a porta para que Letícia também descesse. Ao sair do carro, Letícia olhou para toda a extensão do ambiente, abrindo a boca logo depois. Sorri satisfeito ao ver sua reação, parando ao seu lado.

Letícia não exagerou em ter aquele tipo de reação, porque mesmo estando lá inúmeras vezes, eu sempre tinha mesma reação. Ao longe havia grandes montes de areia branca, e os espaços entre eles possibilitavam a vista do pôr e nascer do sol. O chão era completamente esverdeado pela grama, e algumas árvores também se espalhavam pelo ambiente. Não muito longe de onde estávamos, era possível ver um pequeno rio de águas cristalinas, que podíamos ver nosso próprio reflexo através da água.

- Acertei? – Perguntei, fazendo-a despertar do seu transe.

- Mais do que isso. – Disse olhando ao redor. – É tudo tão... Lindo! – Exclamou sorrindo. – É provavelmente o  lugar mais lindo que já vi.

Sorri, olhando-a, colocando as mãos em meu bolso.

- Você vem aqui sempre? – Me perguntou curiosa, e eu podia sentir que ela queria perguntar algo a mais.

- Gostaria de vim mais vezes, mas sempre que posso ou quero esfriar a cabeça, eu venho para cá. – Dei uns passos a frente. – Antes de ir para o Brasil, eu vinha com um pouco mais de frequência, mas é a primeira vez que venho, desde que cheguei.

Ela deu uns pequenos passos a frente, ficando do meu lado. Ela me olhava curiosa, e eu tive ainda mais certeza de que ela queria me perguntar alguma coisa a mais.

- Pode perguntar. – Perguntei sorrindo, ao notar que ela abria e fechava a boca inúmeras vezes, e sempre se arrependia de seguir com sua pergunta.

- Você já trouxe alguém aqui? – Perguntou tensa. – Quero dizer... Alguém do sexo oposto.

Gargalhei com sua tensão, a pegando pelo braço.

- Não, nunquinha. – A virei de costas para mim, abraçando-a por trás.

- Então, eu sou a primeira? – Sua voz não escondia o sorriso que ela levava no rosto.

- Você é a primeira em tudo, Lety. A primeira que trago aqui. A primeira que tomou meu coração de mim mesmo. – A virei de frente para mim. – Você é exclusivamente única pra mim, Lety. – Segurei em seu queixo, puxando-o para perto de mim.

Nossos rostos estavam ainda mais próximos, e colocando uma das mãos em sua cintura, e a outra em sua nuca, a puxei para um beijo. Suas mãos tocaram meu rosto, e por um segundo, pude sentir que suas mãos carregavam a coisa mais preciosa do mundo.

Letícia tinha esse poder. O poder de fazer com que eu me sinta especial, amado. Tinha o poder de fazer com que eu me sinta o homem mais importante do mundo. O poder de fazer com que eu me sinta a pessoa mais importante para ela.

Aos poucos, nos afastamos do beijo, o encerrando com selinhos demorados. Nossas respirações estavam totalmente descompassadas, mas não nos importávamos. A presença de um era o oxigênio e alento do outro.

 

 

 

•••

 

 

A manhã passou rapidamente, e quando demos por nós, já estávamos no meio da tarde. Olhei em meu relógio, e o ponteiro marcava às quatro da tarde.. Mas eu já havia me acostumado com isso. O tempo parecia conspirar contra mim, pois sempre apostava corrida quando eu estava ao lado de Letícia. Mas mesmo assim, a tarde estava perfeita. Tudo estava perfeito. Letícia também tinha o poder de aperfeiçoar tudo.

Ela corria como uma criança inocente, enquanto olhava encantada para algumas borboletas que apareciam em sua frente. Sorri abobado ao ver a maneira como ela estava feliz em estar ali.

Cansada e com a respiração ofegante, Lety se aproximou sorrindo.

- O tempo voou. – Ela disse me olhando terna

- O tempo costuma correr quando estamos felizes.  – Toquei seu rosto, colocando umas mechas de seu cabelo para trás de sua orelha. – Eu trouxe algumas coisas para comermos, e eu estou faminto. Vamos comer?

- Estava louca para ouvir essa pergunta! – Gargalhou, e eu a acompanhei.

Nos recuperamos do riso, mas ainda com um sorriso frouxo nos lábios, segui em direção ao carro, pegando as cestas e algumas toalhas.

- Eu acho que precisamos de uma ajudinha aqui. – Disse tentando equilibrar tudo aquilo em minhas mãos, enquanto tentava fechar a porta do carro.

Letícia gargalhou, e se aproximando, tomou as toalhas de minhas mãos. Caminhamos em direção ao rio, e estendendo a toalha no chão, Lety sentou-se. Coloquei a cesta ao centro da toalha, e sentando-me de frente para Lety, abri a cesta. Lety se apressou em tirar os mantimentos de dentro da cesta, enquanto sorria, parecendo achar aquilo engraçado.

- Isso tudo é para um batalhão? – Perguntou, ainda tirando as coisas de dentro da cesta. – Não vamos comer nem metade disso tudo.

- Você sabe como eu sou exagerado e neurótico, Lety. – Disse a ajudando a espalhar os alimentos sobre a toalha. – Eu não tenho esse equilíbrio que você tem, eu sempre extrapolo em tudo.

- E eu o amo exatamente como o senhor é. – Disse meio a um riso.

Espalhamos tudo o que eu trouxe sobre a toalha, e de fato, eu havia exagerado. Havia frutas, sanduiches, guloseimas, salgadinhos, sucos e refrigerantes,

- Eu já estou cheia só em ver tudo isso. – Lety disse nos servindo com um copo de suco.

- Mas vai comer, mocinha. – Respondi em tom de repreensão. – Lembre-se que a senhorita não tomou café da manhã.

Ela sorriu terna, mordendo um sanduiche logo depois.

Enquanto comíamos, conversávamos dos assuntos mais aleatórios possíveis. Desde os atuais assuntos da empresa, aos nomes que daríamos a nossos filhos. O clima estava totalmente agradável entre nós, e eu poderia passar o resto da minha vida ali.

- Essa, com certeza, é a melhor viagem de toda a minha vida. – Disse me levantando.

- Isso soa estranho vindo de um homem que já esteve na França, em Londres, Brasil, Estados unidos, Alemanha, e talvez países que eu nem sabia que existia. – Disse erguendo sua cabeça para me olhar.

- Mas você também foi para Alemanha. – Cruzei os braços.

- Fui à trabalho. – Respondeu.

- Deixemos isso para depois. – Disse rendido. – Mas, as minhas viagens anteriores não alteram o fato de que essa está sendo a melhor de todas.

- E por que uma viagem dentro do seu próprio país está sendo a melhor de sua vida? – Perguntou, estendendo os seus braços, para que eu a ajudasse a levantar.

- Porque estou com você. – Respondi levantando-a, olhando-a no fundo dos seus olhos. – Porque com você eu me sinto em paz e tranquilo. – Toquei seu rosto. – Eu sinto uma calmaria inimaginável quando estou com você. Ao seu lado eu me sinto... Leve!

Ela não disse nada, apenas sorriu, e colocando-se na ponta do pé, tocou as laterais do meu rosto.

- Eu te amo! – Disse olhando em meus olhos.

Sorri, e ela devolveu o riso, olhando para os meus lábios logo em seguida. Ainda segurando meu rosto, ela o puxou para si, beijando-me mais uma vez. Lentamente, ela saiu da ponta dos pés, finalizando o beijo.

- Eu também te amo! – Disse sorrindo, envolvendo-a em um abraço.

Ela acomodou-se em meus braços, e de repente, me lembrei da última viagem que fizemos. Antes de tudo. Antes mesmo de ela descobrir a maldita carta que nos fez tanto mal. Eu estava totalmente perdido em minhas lembranças e pensamentos, quando Letícia me despertou do transe.

- No que está pensando? – Perguntou desvencilhando-se do abraço. – Ficou tão calado, de repente.

- Da última vez que estivemos aqui. – Suspirei, respondendo sincero. – De cada detalhe. – Sorri. – Parece um filme que corre pela minha mente.

Ela sorriu, me olhando.

- Lembrei que você cantou para mim. – Alarguei o sorriso. – Você poderia repetir isso mais vezes. Sua voz é maravilhosa.

- oh, não! – Disse tensa. – Não, não e não.

- Ah, Lety, qual o problema? – Perguntei cruzando os braços. – Estamos a sós aqui. – Olhei ao redor.

- Porque... Porque...

- Viu só? – A interrompi. – Você não tem motivos para não cantar para mim. – Descruzei os braços, me aproximando. – Canta, por favor.

Ela suspirou rendida, estava notavelmente nervosa, o que me fez achá-la ainda mais encantadora. Na tentativa de aliviar seu nervosismo, ela suspirou pesadamente pela boca, e pigarreando, fechou os olhos.

Sentei-me ao chão, e olhando para Lety mais uma vez, fechei meus olhos. Ouvi um suspiro ainda mais alto, seguida da voz de Lety ecoando por todo o ambiente.

 

Por cómo me miras y me dices tanto cuando dices nada
Por cómo me tocas con esa mirada que acaricia el alma
Y por cómo me abrazas, por eso te amo ...hu hu hu hu!!

 

Sorri ainda ouvindo-a, refletindo em cada letra da canção.

 

​Porque cuando le pedí al cielo que mandara un Angel
Me llevó hasta ti y antes de pensar en alguien
Pienso en ti primero incluso antes de mi
Porque atrapas mi atención, eres mi aventura,
Mi emoción y mi inspiración

 

Sua voz evidenciava tudo o que ela sentia, e a sinceridade em suas palavras era palpável. Me atrevi em abrir os olhos, com um sorriso nos lábios, olhando-a admirado.

 

​​Por eso yo te amo porque eres más de lo que había soñado
Porque amo tu ternura y me vuelve loco tu pasión
Porque nadie me hace sentir como tú en el amor

 

Sua voz embargou brevemente enquanto cantava, e eu notei que seus olhos estavam marejados. Abri ainda mais o sorriso, sentindo meus olhos sendo embaçados.

 

Por eso yo te amo
Soy tu dueño pero también soy tu esclavo
Y si acaso alguna vez te has cuestionado la razón
Y por lo que sea nunca me lo has preguntado
Aquí tengo tanto amor

 

As lágrimas rolavam em seu rosto, e comigo não estava diferente.

 

Por cómo me inspiras y me vuelves loco cuando nos amamos
Porque haces cada día extraordinário
Y cada noche es perfecta en tus lábios
Tu piel es mi espacio ...hu hu hu hu!

 

- Ai, chega. – Ela disse interrompendo a música. – Veja só como estou. – Disse limpando as lágrimas que rolavam por seu rosto.

- Olhe só o que você fez comigo. – Me levantei, limpando as lágrimas. – Obrigado por isso! É uma música realmente muito bonita. – Me aproximei, beijando sua mão. – Obrigado pelo seu amor!

- Não precisa me agradecer, Fernando. – Sorriu emocionada. – Eu te amo, e a única coisa que faço, é demonstrar isso. E isso é algo que você também faz diariamente. A cada beijo, a cada carícia... – Tocou meu rosto com o dorso de sua mão.

- Eu te amo tanto, Letícia! – Senti meus olhos marejarem.

Ela virou-se de costas para mim, repousando em meu peito. Beijei o topo de sua cabeça, e a envolvi em meus braços apertando-a logo em seguida.

Suspirei ao senti-la tão perto, e senti uma felicidade inexplicável invadir meu peito. Letícia a cada dia me trazia uma sensação nova, boa e diferente. A cada dia, eu descubro que sou capaz de sentir algo ainda mais forte por ela. A cada dia, eu descubro que sou capaz de amá-la ainda mais.

 

 

 

•••

 

 

O final de tarde chegou, trazendo um frio consigo. Lety e eu estávamos deitados, olhando o sol que começava a se por. Nossas mãos estavam entrelaçadas, e enquanto fitávamos o céu, conversávamos.

- Sabe o que estava pensando? – Disse ainda olhando para o céu;

- Adoraria saber. – Sorri, virando minha cabeça para o lado, olhando-a.

- Eu acho que tudo o que passamos, foi apenas um alicerce para fortalecer o nosso amor. – Virou seu rosto para mim, olhando-me.

A olhei, esperando que ela continuasse com seu pensamento.

- Pensa comigo... – Ela sentou-se. – Se eu não tivesse descoberto sobre a carta, provavelmente, o senhor estaria casado com a Dona Márcia, e eu estaria sabe-se lá Deus onde. – Olhou para o céu. – Hoje nós nos amamos ainda mais do que antes, temos uma ligação ainda mais forte que antes. – Me olhou.

Me sentei ao seu lado, colocando meu braço em seu ombro, trazendo-a para mais perto.

- Eu não me importo mais com o passado, para ser sincero. – A olhei. – O que importa é que estamos juntos, e como você disse, ainda mais apaixonados que antes. – Sorri. – A única coisa que me importa, é o futuro que pretendo construir ao seu lado.

Ela me olhou terna, e aproximando seu rosto do meu, me beijou. Lentamente, ela inclinou seu corpo sobre o meu, fazendo-me deitar. A noite já havia chegado, deixando o clima ainda mais romântico.

Enquanto nos beijávamos, toquei seu rosto com uma das mãos, enquanto a outra se perdia nas mechas do cabelo de Letícia. Meus olhos estavam fechados, e ainda assim, eu conseguia ver Letícia em minha frente.

Senti a mão de Letícia correr por meu corpo, tocando meu peitoral, desabotoando os botões de minha camisa. Me assustei com seu ato, mas sorri entre o beijo. Senti meu corpo arder em chamas, mesmo com o frio que corria naquela noite. Minha mão desvencilhou-se de seus cabelos, descendo por sua perna. Minha mão subia pela lateral de sua perna, invadindo o tecido fino de seu vestido. Repousei minha em sua coxa, apertando-a em seguida. Ela libertou um pequeno suspiro, sem quebrar o beijo.

Ergui um pouco meu tronco, para que a camisa saísse por completo de meu corpo. Ainda com o corpo inclinado, sentei-me, fazendo Letícia sentar em meu colo. Ela me beijava com paixão e urgência, e a essas alturas, ela já estava sentindo todo o efeito que causava sob mim. Levei minhas mãos para dentro do tecido de seu vestido, puxando-o para cima. Nos separamos do beijo por alguns instantes, e ao tirar seu vestido, joguei seu vestido para o lado, voltando a beijá-la.

Suas mãos desceram correram por minha nuca, fazendo com que cada parte do meu corpo arrepia-se em protesto. Aos poucos, suas mãos deslizaram por meus ombros, peitoral, e barriga, mas ao chegar ao cós de minha calça, ela parou o beijo, sorrindo maliciosa. Enquanto me encarava, desabotoou minha calça, e com certa dificuldade, consegui fazer com que ela deslizasse por minhas pernas. Com os próprios pés, tirei os sapatos, voltando a beijar Letícia.

Sem quebrarmos o beijo, levantei-me, pegando-a em meus braços. Estávamos seminus em um ambiente público, mas não nos importávamos. Letícia parecia ter sede de mim, e eu não fazia a mínima questão de fingir estar indiferente a isso. Com Letícia ainda em meus braços, caminhei em direção ao rio. Ela gemeu baixinho, sentindo o contato da água fria em seu corpo.

Voltamos a nos beijar, com ainda mais fervor. Coloquei Letícia no chão, e envolvendo suas mãos em meu pescoço, ela voltou a me beijar. Minhas mãos percorriam por todo o seu corpo, e paralisando o beijo, espalhei beijos por seu pescoço. Ouvi um suspiro vindo dela. Meus beijos acompanhavam uma leve mordida em seu pescoço, e eu posso afirmar que o arrepio que se formou, não foi por frio.

Depois de beijar toda aquela região, voltei a beijá-la. Senti suas pernas em volta de minha cintura, e eu sorri entre o beijo. Segurando sua cintura, a ergui, fazendo-a ficar na mesma altura que eu. Nossas intimidades estavam ligadas, e da maneira que pude, a pressionei ainda mais contra mim. Senti sua cintura movimentar-se lentamente, e minha boca liberou um suspiro involuntário.

Todo o meu corpo ardia por Letícia, e ela demonstrava estar da mesma maneira que eu. E ali, naquele rio, sem me importar com nada ou ninguém, fiz Letícia minha mais uma vez.

 

 


Notas Finais


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