História Lobo - Capítulo 26


Escrita por: ~

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Categorias Dragon Ball
Personagens Bulma, Vegeta
Tags Lobo, Maldição
Visualizações 88
Palavras 1.516
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oiiii... Valeu pelos comentários!

Capítulo 26 - Capítulo Vigésimo - Sexto


Vegeta não estava tão cego de emoção para se esquecer de seu cuidadoso. Ele se moveu o mais silenciosamente que sua perna ferida permitia e encontrou a bomba de água e um balde perto dela como de costume. Milhares de emoções o assaltavam. Culpa, desapontamento por sua fraqueza, desejo de possuí-la novamente, preocupação por ter de abandoná-la. Mas ele não podia abandoná-la. Ela não estava segura sem ele... ela não estava segura com ele.

Ele olhou para cima, para a lua quase cheia. O lobo estava próximo agora; Vegeta o sentia. Teria se apaixonado por Bulma? A viúva do antigo amigo, uma mulher tão diferente dele quanto a noite do dia? Ele queria afirmar que não havia se apaixonado por ela. Que ela não era diferente das outras mulheres com quem obtivera prazer no passado, mas sabia que era uma mentira. Ela era diferente.

Talvez ele soubesse disso em um nível profundo desde o primeiro momento que a vira parada nas ruas de Londres. Talvez fosse essa a razão por ter sonhado com ela.

Agora que as brasas da luxúria estavam se apagando, sua perna doía como o inferno. Toda a racionalização do mundo não podia apagar o fato de que ele havia acabado de tirar a virgindade de lady Bulma Briefs Collings. Um direito que deveria ter sido reservado a seu marido. Pelo menos reservado a um homem que pudesse lhe oferecer um futuro. Pelo menos por um homem que fosse apenas um homem e nada mais.

E agora Vegeta entendeu que estar com uma mulher com quem tinha ligações emocionais era diferente. Ele era diferente quando estava com ela. Ele gostou de lhe dar prazer, observar as expressões lhe atravessarem o rosto. Ele gostou muito disso. Ele subitamente queria muito ter outra experiência com ela novamente. Vegeta fez a bomba funcionar. Embora quase o matasse, ele se curvou e enfiou a cabeça debaixo da água gelada para clarear a mente. Ele não voltaria lá para dentro e faria amor com ela de novo, dessa vez no macio colchão no pequeno quarto que outro homem havia compartilhado com sua mulher. Vegeta jurou que não o faria, mas o lobo debaixo de sua pele o forçava a quebrar a promessa. A ignorar toda e qualquer promessa que fizera a si mesmo.

Poderia impedir o que sentia acontecendo com ele? Vegeta olhou para a lua, quase cheia no céu noturno. Por um momento ele simplesmente a encarou, hipnotizado. A lua o chamava, o seduzia tão facilmente quanto Bulma o seduzira. O lobo debaixo de sua pele se aproximou da superfície. A fera lhe dava forças, sussurrava pensamentos obscuros em sua mente. Ele ainda sentia o cheiro de Bulma nele.

Ele fechou os olhos e o inalou, deixou-o aquecer seu sangue e incendiar seu desejo por ela novamente. Olhando para a cabana escura, ele pegou o balde e se dirigiu para a casa e sua presa.

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Vegeta estava tendo o sonho novamente. Aquele em que via seu pai se transformar em lobo à mesa do jantar. Só que não era apenas seu pai quem estava se transformando. Vegeta olhou para baixo e viu suas mãos, deformadas, cobertas de pêlos, longas garras projetando-se das pontas dos dedos. Então Nappa estava lá, rindo dele – Você é um de nós – ele sibilou e então riu novamente até que seu pescoço se abriu e o sangue espirrou da ferida. Vegeta acordou sobressaltado.

A princípio, ele não fez ideia de onde estava ou por que. Então viu Bulma e a noite anterior voltou a sua mente. Ele havia retornado à cabana com toda a intenção de arrebata-la novamente, mas quando parou sobre ela no pequeno quarto de dormir, vendo-a adormecida, suas feições como as de uma fada, o homem recuperou o controle sobre a fera. Ele se despiu das calças rústicas, lavou-se o melhor que podia, e deitou-se na cama com ela. E finalmente, conseguiu adormecer.

Bulma estava sentada na lateral da cama olhando para ele. Ela usava calças justas e uma camisa branca de amarrar no pescoço, embora seus seios não permitissem que ela a fechasse e oferecesse a ele uma visão hipnotizante do vale entre os seios. Ele via a cor escura dos mamilos através da camisa. Quando conseguiu desviar os olhos deles, notou que os cabelos dela tinham sido escovados e estavam amarrados para trás com uma fita preta. Ela parecia fresca e madura para ser colhida.

-- Você deve ter achado as roupas do garoto – ele disse – Pela minha busca na noite de ontem soube que as roupas da mulher de Bruin não serviriam em você.

-- Sim – ela respondeu – Sempre quis usar calças masculinas.

-- Você não parece com um homem nelas – ele respondeu, permitindo que seu olhar a percorresse toda.

Ele achou que ela tinha corado. Ela se levantou da beirada da cama – Encontrei comida. Não muita, mas um pouco de maçã desidratada e a outra metade do pão que me trouxe ontem à noite. Está com fome?

-- Com fome de você – ele respondeu honestamente.

Ela corou novamente, mas de prazer, ele pensou – Você não está em condições de....bem, não deveria tê-lo seduzido noite passada – ela admitiu.

-- Arrependimentos, já? – Vegeta tentou se levantar, mas estremeceu. Rapidamente se ajeitou sobre os travesseiros, o cobertor áspero colocado sobre sua parte inferior.

-- Não tenho arrependimentos – ela anunciou antes de colocar a comida sobre a cama e se inclinar para pressionar a palma fria contra a testa dele.

-- Você está muito quente. Acho que está com febre.

Vegeta agarrou a mão dela e a trouxe aos lábios.

-- Febre por você – ele garantiu a ela.

Bulma retirou a mão e colocou as duas contra os quadris.

-- Pare de tentar me seduzir. Você não está em condições; de fato, acho que não está em condições nem de procurar Lazuli. Talvez eu deva ir. Essas palavras o sossegaram.

-- Isso não é uma opção – ele garantiu a ela – Eu vou. Quanto antes melhor, assim poderei leva-la daqui em segurança.

Ela elevou o queixo com covinhas.

-- Eu posso ajudar – ela insistiu – Sei que pensa que sou relativamente inútil, mas...

-- Eu não penso isso – ele a interrompeu – Podia pensar assim no começo. Eu a julguei mal.

E ele tinha. Bulma era uma mulher extraordinária. Uma amante extraordinária. Ela era corajosa e pensava nos outros e nada do que ele havia presumido que ela era a primeira vista. Ela era boa demais para ele, disso tinha certeza.

Ela sorriu suavemente para ele, depois franziu a testa rapidamente.

-- Você me considera útil de que maneira? Lembro-me do que disse na floresta. Sobre mulheres servirem a um propósito.

Maldição. Como se as coisas já não fossem complicadas o bastante entre eles. Agora Vegeta tinha de apaziguar suas sensibilidades femininas, algo que nunca se importara em fazer antes.

-- A vila é perigosa, Bulma – ele explicou – Não seu quem é amigo ou inimigo. Vou poder me concentrar melhor em encontrar Lazuli se souber que você está segura aqui.

Gradualmente, ela desfranziu a testa.

-- Acho que tem razão – Seus lindos olhos azuis repentinamente encheram-se de lágrimas – Espero que Lazuli esteja viva. Sinto que é minha culpa. Se não a tivéssemos forçado a vir conosco...

-- Ela já estaria morta – Vegeta garantiu a ela.

-- O homem que se passava pelo ferreiro disse que não queriam nenhuma testemunha viva. Isso inclui todos nós.

Vegeta se fortaleceu e se curvou para frente para alcançar as calças que Bulma tinha obviamente colocado nos pés da cama para ele. A dor percorreu sua perna, mas ele conseguiu pegar as roupas. Ele nunca teve uma mulher para cuidar dele antes. Não desde jovenzinho. Ele gostava disso. Jogando o cobertor velho de lado, ele conseguiu se por de pé. Vestir-se quase o matou, sem mencionar ter de ignorar Bulma, já que ela o encarava audaciosamente.

Ela não era tímida, sua Bulma. Vegeta imediatamente corrigiu o pensamento. Ela não era dele. Ela nunca seria dele exceto da maneira que havia sido dele noite passada. Se conseguissem chegar a Wolfglen em segurança, não teriam um futuro juntos. Especialmente não agora.

-- A perna está com uma aparência horrível – ela comentou – Mas o resto de você é demais.

Ele arqueou uma sobrancelha enquanto amarrava as calças.

-- Como pode saber? Você não tem muito com quem comparar.

Ela sorriu e ele ficou pensando se ela tinha consciência de como era sedutor o seu sorriso. – Posso ser muitas coisas, mas não sou idiota. Você é um homem bonito, Vegeta Wolf. Se não tivesse escolhido se esconder no campo esses anos todos, imagino que poderia ter se tornado perito em afastar pretendentes indesejadas.

A razão de ele ter se escondido, roubou dele a habilidade de se divertir com as provocações de flerte dela. Quanto antes encontrasse Lazuli, mais rápido poderiam prosseguir e, ele esperava, atingir a segurança de Wolfglen. Vegeta não tinha ideia de quanto tempo poderia manter o lobo dentro dele sob controle, mas não era algo que queria que Bulma soubesse sobre ele. Ela que pensasse que ele era bonito, que pensasse qualquer coisa menos ele ser um monstro.


Notas Finais


Beijos e até o próximo!


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