História Lobo mal. - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Terror
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Palavras 2.559
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Terror e Horror, Violência
Avisos: Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Desde já agradeço por ler.

Capítulo 1 - Capítulo único.


Fanfic / Fanfiction Lobo mal. - Capítulo 1 - Capítulo único.

“Quando um ato violento e cruel ocorre, seria culpa da pessoa que o cometeu ou da própria sociedade?” 

 

A noite parecia um pouco fria, fazendo com que eu tivesse de vestir um sobretudo de coloração escura, uma chuva fraca iniciava-se, o barulho do relógio alguns metros atrás de mim começava a dominar a minha mente, a cada segundo que passava-se. Virei-me e observei, oito horas e trinta e sete minutos. 

Comecei a caminhar, encostei a porta de vidro que levava até a varanda e tranquei-a girando a chave. Direcionei-me para o sofá de três lugares e sentei-me, calma e minuciosamente observei cada um dos itens dispostos sobre a mesa de centro da sala de estar. Iniciava-se por uma faca de tamanho médio — em seu cabo haviam alguns símbolos; passando por dois pares de luvas pretas — um item necessário para minhas tarefas —; um pouco mais distante ainda existia uma fita isolante negra de tamanho grande; além de um bisturi de uso cirúrgico ao lado; e os objetos principais, duas seringas — com agulhas em suas extremidades — com capacidade para vinte mililitros, parcialmente preenchidas com um líquido incolor e inodoro, o primeiro destes possuía um “M”, a letra que representava um nome, e dentro do mesmo havia um poderoso tranquilizante animal, letal em humanos, sendo que poucas gotas seriam suficientes para matar um adulto, o outro possuía outro tranquilizante, de efeito forte, porém, devido ao fato de ser preparado especificamente para a segunda pessoa e de ter sido diluído, seu efeito não seria letal, apenas o suficiente para deixar um indivíduo específico inconsciente por algumas horas. 

Peguei a mochila de mão que se encontrava ao meu lado e coloquei a mesma sobre a mesa, abrindo seu zíper, demorei alguns poucos minutos para que todos os itens previamente dispostos fossem guardados — exceto um par de luvas —, então fechei a mochila. 

O planejamento, a organização, exatamente tudo estava pronto para hoje, o sétimo grande evento da minha vida. Algo que necessitava de tamanho preparo que eu precisava iniciá-lo alguns meses antes de Agosto, o mês o qual deveria acontecer. 

E isto começara sete anos atrás, quando eu completei vinte anos de idade, e repetiu-se ano a ano, fazendo com que eu inclusive me tornasse um procurado pela polícia. 

Coloquei lentamente as luvas em minhas mãos, cobri-as por completo. Olhei novamente para o relógio, o som deste parecia me deixar um pouco feliz, sabendo que eu estava mais próximo de realizar o que desejava. Segurei a alça da mochila com minha mão esquerda. Fui até a porta, girei uma vez a chave, logo em seguida retirando-a da fechadura, saindo do apartamento e fechando a porta atrás de mim. 

Caminhei de forma lenta, descendo um degrau de cada vez da longa escadaria que levava do sétimo andar — onde ficava meu apartamento — até o térreo do prédio, uma opção que eu considerava melhor, não apenas por fazer com que eu praticasse uma forma extra de exercícios, mas por permitir que eu pensasse por mais tempo no que poderia fazer, e hoje, eu teria todo o tempo necessário. 

Ao chegar no térreo, fora necessário caminhar por mais alguns metros, até que eu conseguisse direcionar-me para o estacionamento, logo ao lado do prédio onde eu morava, devido ao fato de ser uma noite com uma leve chuva, a maioria dos carros se encontravam estacionados, demonstrando a falta de vontade das pessoas de sair com tal clima. Observei atentamente meu carro, este que, devido ao seu ano, seu estado de conservação e seu modelo, conseguia ganhar destaque quando em meio aos inúmeros carros modernos que ali estavam presentes. 

[...]

Estacionei meu carro em frente à uma lanchonete que encontrava-se fechada, a chuva havia aumentado um pouco, além de existir presença de vento, fazendo com que as pessoas que resolvessem sair na rua este horário tivessem se utilizar um guarda-chuva ou algo como uma capa de chuva. 

Peguei a mochila que se encontrava no banco de passageiros e saí do carro, ativando o alarme do mesmo logo em seguida. Com passos acelerados, comecei a caminhar, tentando andar próximo de locais cobertos, visto que eu teria de andar por alguns minutos, cerca de três quilômetros de distância até chegar na casa de minhas mais novas vítimas. 

Toquei uma vez na campainha, a ao ouvir o barulho da mesma, esperei por quase vinte segundos, sem conseguir perceber qualquer reposta, fechei minha mão e toquei três vezes na porta, batendo na mesma. A maçaneta começou a girar ao mesmo tempo em que um barulho de chave se tornou perceptível. 

A presença que se encontrava à minha frente agora era de uma mulher idosa, de cabelos brancos, estatura mediana. Ela perguntou, ou começou a perguntar o que eu desejava, mas antes que fosse capaz de acabar minha mão direita se encontrava em seu pescoço, envolvendo-o parcialmente e o apertando de maneira firme o suficiente para que ela fosse incapaz de afastar-se. De forma rápida avancei, meu pé tocou a porta e empurrou-a, fazendo com que a mesma ficasse entreaberta. O corpo da mulher ficou contra a parede, e após cerca de um minuto, e algumas tentativas inúteis de escapar, perdeu a consciência. 

Lentamente, ainda segurando seu pescoço, abaixei-me, fazendo com que ela ficasse deitada no chão. Observei a mesma por alguns segundos, então caminhei até a porta e tranquei a mesma com a chave. Voltei para o lado da mulher e abri minha mochila de mão, pegando um pedaço de fita isolante e colocando sobre a boca da mesma, o que impediria que ela falasse. 

Direcionei-me para perto das pernas da mesma, segurando-as de modo firme e começando a puxá-la, arrastei a mulher até que chegássemos no banheiro. Deixei que ela ficasse deitada no box, como seu corpo — quando deitado — era muito grande para o box, suas pernas tiveram de ficar fora. 

Caminhei até o local onde minha mochila de mão estava, cuidadosamente peguei o bisturi e a seringa com a letra “M”. Voltei ao banheiro, a senhora se encontrava desacordada, abaixei-me ao seu lado, levantei parcialmente sua blusa, deixando seu corpo descoberto. Perfurei o pescoço dela com a agulha, e uma quantidade pequena do líquido — menos de um quinto — fora liberado em seu pescoço, faria com que ela ficasse inconsciente independente do que acontecesse com ela. 

Deixei a agulha ao lado, ela viria a ser utilizada mais uma vez, de modo preciso segurei o bisturi com minha mão direita, fiz com que o mesmo penetrasse a localização próxima de onde ficava o fígado dela, fazendo cortes um pouco profundos. Minha mão tocou a região, meus dedos se moveram, consegui avistar seu fígado, precisei de mais alguns cortes, além de ter de utilizar minha mão esquerda para segurar o mesmo, enquanto os cortes eram feitos. 

Observei o órgão em minha mão, fora do corpo da mulher, caminhei até a cozinha e coloquei-o sobre a pia da mesma. Voltei ao banheiro, peguei a seringa e perfurei o pescoço da mulher, novamente, e todo o líquido fora injetado dentro de seu corpo, seria o suficiente para matá-la nos próximos minutos. 

Levantei-me, calmamente. Liguei o chuveiro, coloquei uma de minhas mãos na água, até achar a temperatura ideal, e quando encontrei-a, coloquei a outra mão embaixo da água, retirei minhas luvas, enquanto esfregava uma mão na outra, retirando o sangue e limpando-as. Utilizei a toalha de rosto para secar minhas mãos, ao mesmo tempo que envolvi a mesma em minhas luvas que estavam molhadas — eu sabia que não poderia deixar evidências. Peguei a seringa e o bisturi e coloquei envoltos na toalha. 

Peguei a chave do banheiro e tranquei-o ao sair. Direcionei-me novamente até minha mochila de mão, precisando, por algumas vezes, abaixar-me e limpar algumas gotas de sangue que deixei no caminho na primeira vez que fiz este percurso. Guardei a toalha em minha mochila. Peguei o outro par de luvas e coloquei-os em minhas mãos. 

Minha mão direita deslizou da mochila até a faca de tamanho médio, meus dedos — apesar de cobertos com a luva — deslizaram lentamente sobre a lâmina, então segurei seu cabo, de modo seguro e preciso. Levantei-me e caminhei até a pia, observei o fígado sobre a mesma e minha mão livre o segurou, iniciei uma sequência de movimentos precisos, realizando vários cortes e fazendo o órgão ser dividido em cinco partes de tamanho similares, onde suas extremidades foram eliminadas — e jogadas no lixo — para ganhar um melhor formato, e criar algo que conseguisse parecer-se mais com um bife. 

Peguei a toalha que servia para secar a louça e limpei minhas luvas. Abri algumas gavetas e várias portas dos armários da cozinha, encontrei o óleo, deixando-o na pia, junto com o sal e vinagre. Procurei e encontrei cebola e um dente de alho, os quais coloquei junto aos outros ingredientes. Três pratos grandes foram colocados sobre a mesa, um deles ao centro, enquanto que outros dois nos locais onde as pessoas sentar-se-iam, ao lado destes estavam garfos e facas. O menor prato ficou no centro, junto ao maior. Um outro recipiente retangular fora deixado na pia. 

Encontrei a frigideira, colocando óleo dentro da mesma e ligando o fogão. De forma rápida preparei o tempero — dentro do recipiente que encontrara por último — que envolvia sal, alho e um pouco de vinagre, utilizando esta combinação para cada um dos bifes, logo em seguida colocando-os na frigideira até que ficassem como eu desejava. Após estarem prontos, os deixei no prato central da mesa. 

Uma quantidade pequena de óleo fora necessária para fritar alguns anéis de cebola, e quando estes adquiriram uma coloração dourada e uma aparência desejável, os deixei no prato menor, para quem desejasse pudesse servir-se a gosto. 

Todos os itens foram guardados em seus respectivos lugares após serem limpos. A mesa estava pronta. Meus objetos particulares guardados em minha mochila — incluindo a toalha de louça que eu usara para limpar minhas luvas —, com a única exceção sendo a seringa que eu usaria em minha próxima vítima, esta que estava sendo segurada por minha mão direita. 

Alguns barulhos se tornaram audíveis, inicialmente, uma conversa entre duas vozes femininas, alguns risos, em seguida alguém tentando abrir a porta da casa sem sucesso, girando a maçaneta várias vezes, até que conseguiu abrir a porta. Calmamente, direcionei-me para o quarto da mulher idosa, não encostei a porta, deixando-a entreaberta, assim sendo possível ouvir o que as jovens conversaram. 

Após cerca de três minutos de conversa, percebi que minha vítima — Pâmela — convidara sua amiga — Natália — para passar a noite em sua casa. Minha mão esquerda se fechou, pressionando meus dedos, um sentimento de raiva começou a dominar o meu corpo e minha mente, sabendo que tudo que eu planejara seria impossível de ser realizado, por culpa de uma garota insignificante. 

Esperar seria necessário caso eu desejasse terminar o que comecei, eu deveria simplesmente aguardar, até o momento certo para agir. Como um caçador faz com sua presa. 

A conversa das garotas envolvia alguns filmes, planos para o dia seguinte e algo sobre finalizar um trabalho da escola, e por fim, falavam sobre o bom cheiro da comida que estava sobre a mesa, e também diziam que comeriam antes de fazer outras coisas, além de haver um pequeno questionamento da parte de minha vítima sobre sua avó estar tomando banho em um horário como este, algo inusual. 

As palavras diminuíram, elas começaram a comer. Mais de quinze minutos se passaram, a seringa permanecia em minha mão, minha mão tocou a maçaneta da porta e pensei em abri-la, parei no exato instante em que as cadeiras se moveram e ouvi as garotas caminhando, a visita foi até o quarto de Pâmela, enquanto que esta resolveu ir até a porta do banheiro, chamando sua avó sem resposta. 

Com passos lentos e leves, afastei-me um pouco da porta do quarto quando ouvi Pâmela empurrando a porta para ver se sua avó não estava no quarto. Ela estava quase de costas para mim, e sem delongas minha mão foi até a boca dela, enquanto que a seringa perfurou seu pescoço, liberando o tranquilizante. Segurei seu corpo e deixei-a deitada no chão. Ela permanecia inconsciente por algumas horas. 

Caminhando lentamente, direcionei-me até o quarto onde a amiga de minha vítima, Natália, se encontrava. A porta estava suficientemente aberta para que eu conseguisse entrar. Ela estava de costas, terminando de vestir o que parecia ser um short de pijama. Algumas palavras saíram de sua boca, achando que estava falando com Pâmela. Sem receber resposta, virou-se, e de modo rápido minha mão foi de encontro à sua barriga, desferindo uma sequência de socos curtos na mesma, sendo o suficiente para fazê-la se ajoelhar no chão, curvando seu corpo, levando as mãos até a região atingida, demonstrando dor. 

— Você... estragou... tudo... — 

Segurei em seus cabelos, e então desferi um soco forte em sua face, deixei-a no chão por algum tempo, caminhando até minha mochila e pegando meu bisturi novamente e a fita isolante, quando voltei para o quarto, Natália estava com a mão na frente de sua boca, enquanto a outra mão segurava um celular e tentava discar para algum número, antes que ela pudesse fazer qualquer coisa, abaixei-me, ficando à sua frente e colocando meu bisturi próximo de seu pescoço. Não precisei falar nada, ela soltou o celular, começando a chorar ainda mais.  — Venha. — 

Levantei-me e fiquei atrás dela, esperando que levantasse, no momento em que ela ficou de pé, minha mão livre — a qual não segurava o bisturi — foi até a parte de trás de seu pescoço, ao mesmo tempo chutei sua perna, primeiramente fazendo-a cair, então pisando em seu joelho até ouvir um pequeno som e notar que estava quebrado. 

O grito dela dominou a casa por cerca de dois segundos, até que minha mão foi em sua boca, e desferi mais alguns socos na barriga da garota, mandando que parasse de fazer barulho. 

— Isto é para você não fazer barulho, obedeça e tudo sairá bem. — 

Coloquei a fita isolante que estava em um dos meus bolsos na boca dela, tampando-a para impedir que falasse qualquer coisa. 

— Vá até o quarto da avó de sua amiga. — 

Ela permaneceu no chão, sem conseguir parar de chorar, com a dor de seu joelho. Meu pé foi até o outro joelho dela, sem pisar no mesmo ainda, observei seu rosto, ela parecia querer implorar para que eu a deixasse viva. Ao retirar meu pé do local, ordenei novamente que fosse até o quarto, e devido ao fato de não conseguir ficar de pé, Natália foi arrastando-se da forma que conseguiu. 

Ao chegar no quarto, abaixei-me ao lado da minha mochila, pegando a faca e deixando o bisturi dentro da mesma. Fiquei atrás da garota, envolvendo-a com meus braços, falei para ela pegar a faca que estava com a lâmina para baixo, ela pegou, envolvi suas mãos com as minhas, e, contra sua vontade, fiz que desferisse uma sequência de facadas em sua amiga que estava no chão, a garota não possuía forças para contestar, não conseguia reagir, apenas era controlada. Ainda na mesma posição, com ela chorando, tentando se debater, fiz com que a faca ficasse apontada para sua barriga, a lâmina tocou na mesma, e logo a perfurou. Permaneci nesta posição por cerca de um minuto, até ter a certeza de que ela estava morta. 

Deixei-a nesta posição, enquanto peguei minha mochila e calmamente direcionei-me para fora da casa, como se nada tivesse acontecido.  



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