História Lobos e Aldeões: Novas Ameaças Surgirão - Capítulo 5


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Aldeões, Aventura, Ficção, Lobos, Mistério, Suspense
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Palavras 1.683
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Saga, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Hey pessoal! Mais um final de semana, mais um capítulo de Lobos e Aldeões! Espero que gostem desse, foi o que mais gostei de escrever nessa segunda parte da história! Sem mais delongas, aproveitem!

Capítulo 5 - Utopia


“Esta é a vida em cores, o hoje parece com nenhum outro, e os cinzas mais escuros, o sol explode, as nuvens quebram, esta é a vida em cores”

Life in Color by OneRepublic

 

Leo P.O.V.

Acordo com uma sensação estranha, e nossa! É como se eu tivesse sido atingido na cabeça por umas mil toneladas... E, pera, onde é que eu tô? Parece com meu quarto... Porém, tem alguma coisa diferente... Está tudo mais arrumado, e... Que cheiro é esse? Parece... Não sei... Comida? Mas... Como? Até onde eu lembro, ninguém cozinha por aqui...

- Ei, preguiça! Levanta dessa cama! – Luan bate na porta do meu quarto com força.

- Cala a boca! – Digo, ele entra.

- Você não cansa de dormir tanto? Todo dia é a mesma coisa – Ele fala.

- Eu não... Pera... Como assim todo dia? – Pergunto confuso – É a primeira vez que você dorme aqui... E espera... Quem ficou vigiando a Débora? E como foi que a gente saiu do esconderijo? Cadê os outros?

- Menino... Tá sonhando é? Por que eu iria vigiar a Débora? Quer dizer... Se ela tiver jogando dominó é bom vigiar mesmo... E os outros, bem... Devem estar cada um nas suas casas. Por que está perguntando? – Ele fala.

- Foi tudo um sonho então? – Pergunto confuso – Não tem como! Parecia ser tão real...

- Eu não sei o que te deu... Mas quando terminar a sua paranoia aí, a mãe e o pai estão esperando pra tomar café – Ele disse e saiu do quarto.

- Mãe? Pai? – Sussurro confuso – Eles... Estão vivos?

Então me levanto num pulo, tomo banho, troco de roupa, escovo os dentes e lavo o rosto apressadamente. Desço as escadas tão rápido que quase caio.

- Menino! Para de correr, já disse que você pode levar uma queda qualquer dia descendo desse jeito! – Meu pai fala.

- Pai... É... É você? – Pergunto, e corro em sua direção, o abraço.

- Quem mais eu deveria ser? – Ele pergunta confuso.

- Ninguém pai! – Falo sorrindo – Foi tudo um sonho ruim!

- Ok, então... Sua mãe fez o café já! Vá logo que ela tá esperando – Ele fala.

- Ok – Respondo e vou em direção à cozinha, chegando lá, encontro minha mãe cozinhando algo.

- Até que enfim! Meu Deus, tá na hora de parar com essa mania de dormir tarde assistindo televisão – Ela fala.

- Mãe! Que saudade! – Falo, e vou na direção dela, abraço-a com força.

- Saudade? Mas você me vê todo dia... – Ela fala confusa.

- Nunca mais saia de perto de mim – Falo soltando-a.

- Tá... Mas você tem que ir estudar... Não esqueça! – Ela fala.

- Estudar? Eu... estudo? – Pergunto surpreso.

- Sim... Você está no último ano já... – Ela responde confusa – Você tá bem Leony? – Ela diz colocando a mão na minha testa – Não parece estar com febre...

- Não, eu tô bem mãe... É que... Sei lá... É tudo tão diferente do que eu me lembro... – Falo.

- Hã... OK então... Vá comer pra não se atrasar! E não esqueça de vestir o uniforme...

- Ok!

Então, como minha refeição, depois, subo novamente, e abro meu guarda-roupas... Apesar de não lembrar de nenhum uniforme, encontro com facilidade o que imagino que seja...

- Vamos Leony! O ônibus já tá vindo! – Ouço meu irmão gritar.

- Já vou! – Grito de volta, troco a camisa rapidamente e desço as escadas.

- Tchau meninos, se comportem! – Minha mãe fala.

- Tá bem! – Respondemos e vamos para o ponto do ônibus. Subindo no ônibus, vejo o Lucas, a Ray e a Débora conversando.

- Olha ele aí! E aí Leo! – Lucas fala, estendendo a mão, retribuo o cumprimento.

- Leo! – Ray se levanta e me abraça.

- Oi gente! Estava com saudades de vocês também! – Falo.

- Nada como um final de semana... Pena que passa tão rápido... – Lucas comenta.

- Verdade – Débora responde – Não devia ter aula hoje! Aquela professora de sociologia vive pegando no meu pé por causa do celular, e a aula dela é justo na hora do live dos meninos do The Vamps... Que morte horrível... Mas se ela acha que eu não vou assistir, sinto muito por ela.

- Parece que não mudou muita coisa mesmo... – Falo.

- Como assim, Leo? – Ray pergunta.

- Nada não! Só estava pensando alto... – Respondo.

- Chegamos! – Lucas fala – Vamos galera!

- Vamos! – Ray responde e nós descemos do ônibus.

- Uau! Como é enorme! – Comento ao ver o tamanho da instituição em que estudo.

- E? Você vê isso aqui todo dia há anos e vem se impressionar agora? A lerdeza hoje tá demais... – Débora fala.

- É porque... Sei lá! É tudo tão perfeito... Tão inimaginável... – Respondo.

- Hã? Não vejo perfeição nenhuma em ter que vir pra cá todo santo dia assistir essas aulas chatas! – Débora fala.

- Isso só pode ser alguma pegadinha! – Falo – Ou isso, ou rolou um flashpoint aqui! Claro! Eu devo ter de alguma forma voltado no tempo, impedido E.M. de nos raptar, e aí eu voltei pra esse exato ponto no tempo, e assim eu ainda tenho as memórias da outra linha do tempo, que com o tempo vão ser substituídas pelas memórias dessa nova linha do tempo, do flashpoint nesse caso...

- Leo... Cê tá assistindo muita televisão mesmo... O que é que tá acontecendo contigo? – Ray pergunta.

- Vocês não lembram... A floresta... E.M.... O esconderijo secreto... Nada? – Pergunto.

- Do que é que tu tá falando? – Débora pergunta – Tô entendendo mais nada.

- Oi gente! – Alda fala – E aí, como foi o final de semana?

- Foi ótimo! – Ray fala.

- Eu já estava com saudades de vocês! – Alice fala.

- E aí galerinha! – Kayo fala – E aí Leo! Tudo bem, cara?

- Tudo... Eu acho – Respondo confuso.

- Acha? – Kayo pergunta confuso.

- É... Sei lá... Você sendo gentil comigo... É estranho... – Respondo.

- Hã... Porque é isso que os amigos fazem, que tal? – Ele fala confuso.

- Ok... – Falo, ainda desconfiado, então sinto meu braço sendo puxado.

- Leo, cê tá bem mesmo? – Ray me pergunta, falando baixo.

- Eu tô! Mas é estranho isso... – Respondo.

- A única coisa que tá estranha aqui é você... – Ela fala.

- O Kayo sendo legal comigo... Isso é mega estranho! – Falo.

- Como assim? Vocês são tipo melhores amigos e... – Ela fala, mas eu interrompo

- Pera... Melhores amigos? Não... Impossível! Não tem como existir nenhum universo no qual eu e Kayo sejamos “melhores amigos” – Respondo.

- Tá... Então me diz, com quem é que tu passa a maior parte do tempo conversando? Até onde eu me lembro, o nome dessa pessoa é Kayo...

- Ok... Acho que eu não tô muito bem mesmo não... Um dia estávamos todos presos no covil secreto da Débora e de repente, estamos vivendo como pessoas normais! Não faz sentido...

- Covil secreto? Do que é que você tá falando Leo? Não estou entendendo mais nada!

- Não tem como a gente ter escapado de lá Ray!

- Escapado de onde? Você tá começando a me deixar com medo...

- Como eu sou a única pessoa que se lembra? Éramos todos parte do experimento de E.M., a Débora era espiã deles, meus pais não estavam lá, o Kayo e eu não suportávamos nem saber que o outro existia, e agora... Está tudo tão... Normal...

- Leo... Acho que você devia estar sonhando porque nada disso aí aconteceu!

- Não Ray! Não tem como! Foi tudo tão real e... E... Não sei...

- Vamos pra aula que é melhor – Ela fala.

- Ok, vamos – Digo, e nós seguimos o resto de nossos amigos.

As horas logo se passam, após tentar ter o dia mais normal possível, o que digamos de passagem foi muito difícil quando você tem que fingir ser amigo de várias pessoas que nem sequer se lembra, voltamos ao ponto de ônibus para irmos para nossas casas.

- Então, casa do Leo hoje? – Lucas pergunta.

- Minha casa? – Pergunto confuso – O que vai ter lá?

- Pelo amor de Taylor Swift! Eu sei que você é lerdo Lesmony, mas hoje tá demais! – Débora fala.

- Toda segunda-feira a gente se reúne na casa de alguém para fazer qualquer coisa... É nossa diversão pós final de semana Leo... Não se lembra que esse final de semana ficou combinado pra ser na sua casa? – Ray pergunta.

- Ah sim! Claro! Minha casa! Lembrei! – Falo, tentando ser o mais convincente possível já que eu não lembro de nada mesmo... Minha teoria do flashpoint está me convencendo cada vez mais.

Então, quando o ônibus chegou na rua onde eu moro, todos descemos e fomos em direção à minha casa.

- Vamos entrando gente! – Luan falou abrindo a porta e todos entramos.

- Olhem quem está aqui! – Minha mãe falou – Fiquem à vontade crianças!

- Mãe! Já disse que não somos crianças! – Luan fala.

- Ok, eu vou estar na cozinha, fazendo o almoço, caso precisem de mim, é só chamar! – Ela fala e vai para a cozinha; eu e meus amigos ficamos na sala.

- O que vamos fazer primeiro? – Kayo pergunta.

- Decidam aí que eu vou aqui, volto logo! – Falo e vou em direção à cozinha.

- Filho, tá tudo bem? – Minha mãe pergunta, enquanto eu puxo uma das cadeiras da cozinha e me sento.

- Bem... Eu... Eu não sei mãe – Respondo.

- O que aconteceu? – Ela pergunta.

- Bem... Eu não saberia lhe explicar... Tudo o que posso dizer é que nada está fazendo sentido mãe... Está tudo tão... Perfeito! É a vida que eu sempre sonhei!

- Não há nada de errado em ter uma vida dos sonhos...

- Não é isso mãe! É que nada disso parece real... Nada disso é real! Eu... Eu preciso consertar isso!

- Bem, eu não entendi aonde você quis chegar, mas sei que você vai fazer a coisa certa!

- Tem razão! Obrigado mãe! – Digo, levantando-me e abraço-a.

- Por nada!

Eu vou descobrir o que está acontecendo e vou consertar isso! Nem que seja a última coisa que eu faça!



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