História Lobotomia - Undertale - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Undertale
Personagens Asgore Dreemurr, Asriel Dreemurr, Chara, Frisk, Mettaton, Papyrus, Personagens Originais, Sans, Toriel
Tags Cecifrazier, Charaxfrisk, Charisk, Friskxchara, Lobotomia, Undertale
Visualizações 99
Palavras 1.999
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Gent
ME
DESCULPEM
POR ESTAR DESDE FEVEREIRO SEM ATUALIZAR

Eu demoro muito pra conseguir escrever algo BOM o suficiente que possa me deixar satisfeita e me fazer ter certeza que vocês vão gostar.
Não adianta eu trazer um capítulo por dia e o conteúdo ser uma shit.

Mas independentemente disso, vou tentar não passar quase cinco meses sem dar sinais de vida q

ENFIM
BOA LEITURA!

(E ah, a Frisk chama o Lincon de Luke. Isso foi explicado no capítulo anterior, mas é só pra relembrar mesmo).

Capítulo 3 - Mensagens


 

Era peculiar o jeito que aquele estranho rapaz lhe olhava. Frisk precisava admitir, seus olhos eram lindos, não sabia que existia uma coloração assim. Além disso... Ele era bem bonito em sua concepção, porém, sentia que havia algo de errado com ele. Conseguia perceber o perigo de longe, tivera certeza que qualquer tipo de contato com aquele garoto seria problema. Ah, a quem Frisk estava enganando? Sua vida era tão monótona que qualquer aventura seria válida. Não que ela fosse desesperada por paixão, como algumas meninas de sua sala. Frisk apenas queria fazer algo que lhe tirasse da rotina. 

 

Chara... não? Teria muitos problemas se sua mãe descobrisse.  

 

Mas... por que não? 

 

— Certo. — Frisk suspirou e guardou o papelzinho no bolso antes que Toriel visse. — Somente isso? 

 

— Sim, sim. — Chara piscou para a menina. 

 

Ela sentiu vontade de rir, mas como não queria parecer "fácil", tentou ao máximo controlar a risada. O que foi inútil, já que ao virar as costas, riu baixinho. Não era complicado fazê-la sorrir, pois Frisk ficava feliz com pouco. Apesar de existir poucas coisas que a surpreendessem de verdade, aquela era sua maior qualidade: a simplicidade. Nada de roupas de marca ou aparelhos caros. Ela preferia muito mais uma flor ou um convite para ver o amanhecer. 

 

Ao chegar na cozinha, onde Toriel estava preparando os pedidos dos outros clientes, abriu a geladeira para preparar um lanche. 

 

— Aquele cara te disse alguma coisa, filha? — A mulher perguntou, sem tirar os olhos da chapa.  

 

— Não, mãe. — Mentiu. Ela não era boa nisso, mas percebeu sua mãe tão ocupada que chegou à conclusão de que ela não prestara atenção, pois caso contrário, Toriel teria percebido o olhar mentiroso de Frisk. — Mãe... Posso sair mais cedo hoje? É que preciso terminar alguns exercícios e... 

 

— Pode ir, pode ir, eu dou conta. Daqui a pouco o Sans chega. 

 

— Tá bom, mãe. — Frisk sorriu e beijou a bochecha de Toriel. — Eu te amo. 

 

Após murmurar, tirou o avental e correu para pegar sua mochila, afastando-se daquele cheio delicioso de café da manhã. Quando saiu da cozinha, olhou brevemente entre as pessoas para ver se aquele garoto ainda estava lá, porém já havia saído. Aproximou-se da mesa na qual ele tomara café e pegou o dinheiro deixado, logo o guardando na caixa registradora. 

 

• • • 

 

Tivera um cansativo caminho de volta para casa, aquele calor estava mesmo de matar. Não era todo dia que chovia, e isso era uma pena. Frisk deixou a bicicleta jogada no gramado de sua casa e adentrou a residência. Assim que fechou a porta, desabotoou a blusa e a estendeu na cadeira, ficando apenas de sutiã. Não havia ninguém, então isso não era problema. 

 

Abriu a geladeira e tirou uma latinha de refrigerante. Frisk estava quase derretendo devido à temperatura elevada. Andou até às escadas e subiu, indo em direção ao seu quarto. Tirou o resto das roupas, deixando apenas a lingerie, e jogou-se na cama. Por um momento o rosto daquele garoto de antes lhe veio à mente, por conta disso sentiu sua barriga formigar. Seria mesmo uma boa ideia mandar mensagem para ele? Ora, aquela era uma oportunidade de conhecer alguém, fazer novas amizades, talvez parar de viver por tabela. Então... Por que não?  

 

Frisk pegou seu celular e revirou o bolso da calça para achar o papelzinho. Digitou o número anotado, mordendo o lábio após ver que já estava salvo. Chara... belo nome. Entrou no aplicativo de mensagens e após procurar por ele, sentiu o coração acelerar quando o achou. A foto de perfil era ele de costas, sem camisa, no topo do ponto mais alto de Jackson. Era uma montanha, muitos turistas iam lá todos os anos e até mesmo Frisk queria visitar algum dia.  

 

Novamente, ela mordeu o lábio e abriu o chat. 

 

[10:45] Frisk: Oie  

 

Frisk arqueou as sobrancelhas pela rapidez da resposta. 

 

[10:46] Chara: quem é? 

[10:46] Frisk: A menina que acabou te rejeitando no café  

[10:46] Chara: aaaaah 

[10:46] Chara: oi, querida 

[10:46] Chara: vejo que mudou de ideia sobre mim  

[10:47] Chara: por que será? 

[10:47] Frisk: Primeiro: não sou sua querida 

[10:47] Chara: eita  

[10:47] Frisk: Segundo: estava entediada demais, considere-se apenas um passatempo  

[10:48] Chara: gostei do seu jeito 

[10:48] Chara: se estiver procurando um passatempo para esta noite, vem aqui em casa, eu to livre 

 

Frisk revirou os olhos ao ler a mensagem. 

 

[10:48] Frisk: Eu até te achei legal antes  

[10:48] Frisk: Mas acho que me enganei  

[10:48] Frisk: Não sou passatempo de ninguém 

[10:49] Frisk: Se quer transar com alguém, tem muita prostituta lá no Centro 

[10:49] Chara: calma, não vamos precipitar as coisas 

[10:49] Chara: foi apenas uma brincadeira  

[10:50] Chara: desculpe se te ofendi 

 

Ela ficou por alguns instantes encarando o chat. Admitia que ficou chateada com o atrevimento daquele garoto, mas se fosse pensar bem, de fato era apenas uma brincadeira. Não tinha com o que se preocupar.  

 

[10:50] Frisk: Tá  

[10:50] Frisk: Mas se fizer isso de novo, te bloqueio  

[10:50] Chara: calma moça 

[10:50] Chara: já pedi desculpas 

[10:51] Chara: a propósito...  

[10:51] Chara: nem perguntei seu nome 

[10:51] Frisk: É Frisk :p 

[10:51] Chara: que nome bonito 

[10:51] Chara: já até salvei aqui 

[10:51] Frisk: Ahuaha 

[10:52] Frisk: Obrigada 

[10:52] Chara: sem problemas :D 

 

• • •

 

[11:25] Chara: então você gosta de tirar fotos? 

[11:25] Frisk: Sim, quer ver algumas? 

[11:25] Chara: manda aí 

[11:26] Frisk: [enviou 5 fotos] 

[11:26] Frisk: Essas são as melhores 

[11:26] Frisk: Ultimamente não tenho tirado tantas  

[11:26] Frisk: Não tenho muito tempo pra sair  

[11:26] Chara: não entendo nada de fotografia 

[11:26] Chara: mas todas estão muito boas 

[11:27] Chara: parabéns 

[11:27] Frisk: Obrigada <3 

[11:27] Frisk: Ah, não 

[11:27] Chara: ? 

[11:27] Frisk: Estou atrasada pra escola 

[11:27] Frisk: Já deveria ter saído de casa 

[11:27] Frisk: Droga 

[11:28] Chara: quer uma carona? 

[11:28] Chara: posso te levar 

 

Frisk ficou sem saber o que responder naquele momento. Ah, se sua mãe sonhasse que havia aceitado carona de um 'estranho'... talvez ficasse de castigo por um bom tempo. Toriel era uma mãe super protetora, agia da mesma forma com Asriel, mesmo que ele já fosse adulto. Com sua "princesa" não seria diferente, afinal, Frisk tinha apenas 16 anos e embora fosse uma menina muito madura para a idade, ainda era só uma menina.  

 

[11:28] Frisk: Não sei se é uma boa ideia 

[11:28] Frisk: Minha mãe não iria gostar 

[11:28] Chara: ela não precisa saber, né?  

[11:28] Chara: é só não contar 

 

Aquela última mensagem mexeu com Frisk de alguma forma. Ela não gostava de esconder nada de Toriel, as duas sempre tiveram uma ligação forte, porém... talvez não tivesse problema, desde que não se repetisse.  

 

[11:29] Frisk: Tá bom 

[11:29] Frisk: Vou me arrumar, daqui a pouco te mando mensagem 

[11:29] Chara: ok 

[11:29] Chara: me manda seu endereço 

[11:29] Frisk: [enviou localização] 

 

Com um pulo, Frisk levantou-se de sua cama e correu em direção ao banheiro. Retirou a lingerie e foi para debaixo do chuveiro. Não teria muito tempo, então aquele com certeza foi o banho mais rápido de sua vida.  

 

Pegou a toalha, enrolou-se e correu de volta para o quarto. Estava molhando o chão todo, mas isso não importava no momento. Abriu as portas do armário, procurando por qualquer peça que poderia vestir. Escolheu uma calça jeans azul de cintura alta e uma camisa rosa bebê. Assim que terminou de colocar as roupas, pegou o celular e viu algumas mensagens de Chara. 

 

[11:35] Chara: já tá pronta? 

[11:36] Chara: Frisk?  

[11:39] Frisk: Voltei  

[11:39] Frisk: Tô sim, só preciso arrumar meu cabelo 

[11:39] Frisk: Pode vir 

[11:39] Chara: qual o número da sua casa? 

[11:39] Frisk: 22 

[11:39] Chara: ok 

 

Frisk correu para a penteadeira e logo já estava escovando os cabelos. Não fez muita coisa, apenas o prendeu em um rabo de cavalos, deixando pequenas madeixas de fora. Passou perfume e um batom fraco, então calçou os pés com seu all star vermelho de cano médio, amarrou os cadarços rapidamente, pegou a mochila e saiu do quarto, descendo as escadas rapidamente. 

 

Aproveitou para pegar algumas notas no potinho de porcelana sobre a estante da sala. Aquilo seria o suficiente para comprar seu lanche. Guardou o dinheiro na mochila e assim que ouviu uma buzina de moto, seu coração disparou. Ela abriu a porta, dando de cara com um garoto de olhos vermelhos sobre uma moto em frente à sua casa. Sorriu de canto para ele, então trancou a porta e correu em direção ao rapaz.  

 

— Oi. — Novamente, Frisk sorriu para ele.  

 

— Sobe aí. — Chara a entregou um capacete preto. Ao menos ele era responsável quando se tratava de segurança, isso ela conseguiu ver de cara.  

 

— Ah, eu... — Frisk pegou o capacete e olhou para Chara um pouco sem jeito, porém desviou levemente o olhar. — Tá bom. 

 

Ela não sabia subir em motos, afinal, nunca havia andado em uma. Como maior parte da clientela do café eram motoqueiros, de vez em quando os via indo embora, então usaria aquela lembrança a seu favor. Frisk acabou subindo de forma meio desajeitada, arrancando uma curta risada de Chara.  

 

— Cuidado pra não cair. — Ele murmurou, abaixando o visor do capacete. — Onde fica sua escola mesmo? 

 

— Na Wall Street. É aquela escola que fica perto daquela igreja antiga. 

 

— Ah, sei qual é. — Chara abriu um sorriso. — É melhor se segurar.  

 

Frisk riu nasalado, mas só foi a moto começar a se mexer que espontaneamente segurou na cintura do rapaz. Ela sentiu suas bochechas esquentarem um pouco, já que provavelmente aquela aproximação era demais.  

 

• • •

 

Não demorou tanto quanto Frisk imaginava para chegarem à escola. Claro, ver a adotada chegar de moto com um cara super bonitão atraiu alguns olhares, porém, ela fingiu que não ligou.  

 

— Então... está entregue. — Chara riu baixo e piscou para a mesma. — Qualquer coisa, é só me mandar mensagem. 

 

— Tá bom. — Frisk riu de volta. Ah, aquilo era ridículo! Ela estava tão sem graça que não conseguia falar mais do que frases curtas! — A gente se fala mais tarde então.  

 

— Tá. — Ele assentiu, colocando seu capacete novamente. — Até depois, Frisk. 

 

Ela acenou para ele, vendo-o partir. Ficou o olhando por alguns instantes até vê-lo dobrar a rua, mal percebeu que Lincon estava lhe encarando com as sobrancelhas arqueadas. 

 

— Quem era? — Perguntou, fazendo Frisk tomar um susto. 

 

— Meu Deus, você é um fantasma? — Ela arfou um pouco por conta do susto, e logo balançou a cabeça negativamente. — Era só um amigo, acabei perdendo a hora e ele me deu uma carona. 

 

— Amigo, hein? — Lincon sorriu com sarcasmo. — Conta outra, Frisk. Você deve ter arrumado um namorado e "esqueceu" de me falar. 

 

— Para com isso. — Frisk revirou os olhos. — Eu não tenho coragem pra arranjar um namorado, você sabe disso. 

 

— Ele parecia interessado demais em você. 

 

— Com ciúmes, Luke? — Ela abriu um grande sorriso ao ver seu amigo desviar o olhar, suas bochechas estavam um pouco avermelhadas. — Quem diria, o grande Luke com ciúmes. 

 

— Não é ciúmes! — Lincon exclamou. — Ele não me pareceu uma boa companhia, se é isso que quer saber. 

 

— "Conta outra". — Frisk imitou o que ele disse, usando um tom semelhante. Soltou uma risada ao ver a expressão chateada do mesmo. — Tá, chega, vamos pra sala. 

 

E então, caminharam em direção à sala de aula. Claro que Lincon estava com ciúmes, aquela era sua única e melhor amiga. Não que não tivesse outros amigos, mas Frisk era a única pessoa com quem poderia contar de verdade, a única com quem sentia algo especial, um tipo de conexão, talvez. Ela era incrível para ele, poderia falar qualquer problema para Frisk que ela sempre se esforçaria para ajudá-lo. Por esses e outros motivos, não queria perdê-la para uma paixãozinha passageira. Frisk hora ou outra tinha uma quedinha por algum menino bonito da escola ou qualquer outro lugar que ela passou, porém, nada que passasse de um dia.  

 

A única preocupação de Lincon era que... Frisk acabasse se apaixonando verdadeiramente por outro menino. 

 


Notas Finais


É isso mesmo
Até o próximo capítulo! <3


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