História Locked Out Heaven - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Deidara, Ino Yamanaka
Tags Deidara, Deiino, Ino Yamanaka
Visualizações 59
Palavras 1.219
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Incesto, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Capítulo Único.


Ino atravessou a casa cheia, empurrando sem nenhuma delicadeza os adolescentes cheios de hormônio para longe de si. As feições avermelhadas não deixavam a menor dúvida: a Yamanaka estava no mais possesso e incontrolável dos ódios. Os olhos azuis brilhavam de um jeito maldoso e os lábios estavam crispados em desdém. Não poupou palavrões á aqueles que insistiam em permanecer em seu caminho. Precisava chegar urgentemente á cozinha, sua boca estava seca e seu coração despedaçado em milhões de fragmentos, que ela achava impossível conseguir remendar. Com sorte, chegou á cozinha antes de ter algum tipo de ataque epiléptico.

Seu drama não era nada convencional e passava longe de ser normal. Ela estava apaixonada... Cruel e irrevogavelmente apaixonada.

Um grito escapou de seus lábios perfeitamente pintados de vermelho, enquanto ela pegava outra garrafa de saquê dentro da geladeira e abria a mesma, em meio a xingamentos e maldições. Ela viu ele, a razão dos seus desejos mais ardentes, dos seus sonhos mais pecaminosos aos beijos com uma vadiazinha qualquer... Só que ele, para o desespero de seu corpo, coração e mente, era seu irmão mais velho. Ah sim. Ino estava apaixonada por Deidara.

Debilmente apaixonada. Não conseguia pensar em outra pessoa, fantasiar sobre outra pessoa. Ela só via ele. O tempo inteiro. E isso estava-a afetando bem mais do que deveria. Para ser franca, aquela paixonite – que até então ela achava ser passageira – não deveria afetá-la em nada, porque não deveria existir a droga da paixonite! Céus! Aquilo era infame. Ridículo, indecoroso...

E real. Era a coisa mais real que Ino Yamanaka já sentira na vida. Ela delirava de noite, imaginando como seria provar daqueles lábios de veludo, que sempre pareceram tão carnudos e tentadores a ela. Ou como seria sentir aqueles braços fortes ao redor de seu corpo...

– Merda! – murmurou. Aquilo não estava ajudando-a em nada. Continuou a beber o saquê, ignorando a ardência na garganta ou o fato de já estar ficando bêbada. Precisava dançar, ficar com alguém... Se divertir ao máximo para ver se conseguia esquecer o desgraçado do seu irmão.

Só que, assim que ela dois passos em direção a sala – onde acontecia a festa indecente, regada a nudez, danças ridículas, orgias e palavrões em espanhol – ela foi interrompida. Dois braços fortes e másculos, extremamente familiar a ela, segurou-a com força, paralisando-a no lugar.

A expressão de Deidara não era nada agradável.

– O que diabos você acha que está fazendo? – grunhiu, fitando a irmã mais nova com uma raiva cada vez maior.

– Sai da minha frente! – ela ordenou, aos gritos. Já estava seriamente afetada pelo álcool.

O Yamanaka mais velho arqueou a sobrancelha, estreitando bem os olhos. Como aquilo era possível? Só se afastou da irmã por apenas dois minutos e ela já tinha dado um jeito de se embebedar!

Ah, ele estava irritado. Muito irritado. Daquela vez, Ino com toda a certeza não iria se safar. Segurou-a no colo, em meio a protestos e ameaças sem fundamento, saiu da cozinha com uma aura assassina o rodeando. Felizmente, havia encontrado-a bem a tempo de impedir alguma loucura por parte da mesma.

– Me larga, me larga! – repetia a loira, em um tom choroso. Ele limitou-se a revirar os olhos, subindo apressadamente as escadas, dirigindo-se até o antigo quarto dos pais deles. Colocou-a no chão e então trancou a porta. – Ótimo! – ela exclamou, cambaleando com a garrafa na mão.

Deidara esfregou o rosto entre as duas mãos e pegou a garrafa bruscamente da jovem, fazendo-a arregalar os olhos e escancarar a boca, completamente indignada.

– Ei! É meu saquê! – murmurou, agora dengosa. Ele suspirou fundo e jogou a garrafa na parede atrás de si, quebrando-a em pedacinhos. – Deidei! – protestou a irmã mais nova, completamente chocada.

– Não vem com essa de Deidei. – o loiro grunhiu, aproximando-se perigosamente da garota, fazendo-a recuar e bater as costas no guarda-roupa. – O que você pensa que está fazendo se embebedando desse jeito, hein?

– Isso não é da sua conta! – gritou ela, cruzando os braços.

– Mas é claro que é, Ino. – ele rebateu, mordendo os lábios. – Você é minha irmã, tudo o que faz ou deixa de fazer é da minha conta sim. – exclamou, prensando-a na porta do guarda-roupa.

Ela estreitou os olhos, sentindo suas bochechas corarem de vergonha. Estaria ela louca? Ou seria apenas mais um de seus sonhos pervertidos? Não fazia importância. A boca de Deidara estava muito perto da sua e o perfume dele estava-a enlouquecendo. Ah! Se ele não se afastasse... A loirinha ia cometer uma pequena loucura, sem sombra de dúvidas.

– Você estava beijando a Konan. – ela disse por fim, fazendo um beicinho particularmente charmoso na opinião do mais velho.

– O que? – Deidara arregalou os olhos incrédulos.

– Você estava beijando a Konan! – repetiu, cada vez mais chateada. Por que ele fazia questão de pisotear em seus sentimentos?

– Não. – respondeu, ainda surpreso com a resposta dela. – Eu não estava beijando ela, Ino. Foi ela que me agarrou. – exclamou, sem conseguir tirar os olhos do rosto da irmã.

Ela arregalou os olhos, surpresa.

– Você não a beijou?

– Não. – insistiu ele, agora olhando-a com desconfiança – Mas, por que você ficou tão chateada achando que eu a beijei? – perguntou, segurando com firmeza o queixo da garota e olhando-a diretamente nos olhos.

Aqueles olhos azuis... Eram idênticos aos dela. E brilhavam de uma maneira tão bonitinha... Era impossível de ignorar as sensações que a impregnava, sempre quando estava perto do irmão. Era forte demais. Intenso demais.

– Por que... Eu não quero vê-lo beijando outras garotas. – confessou meio constrangida. – Só a mim. – acrescentou, agora fitando o chão. – Eu... Eu gosto de você, Dei. Mas não é de um jeito fraternal.

– O que? – ele sussurrou, com o coração batendo em um ritmo que ele nunca achara ser possível. – Ino...

– Eu amo você, mas é como uma mulher ama um homem. –ela continuava a encarar o chão, constrangida demais para encará-lo.

No andar de baixo, as pessoas gritavam histericamente e abraçavam umas as outras. Era véspera de ano novo...

Deidara voltou a segurar o queixo dela, obrigando-a encará-lo nos olhos. Ele não disse sequer uma única palavra. Apenas se inclinou, entreabrindo sua boca. Ino fechou os olhos, e deixando-se ser beijada pelo outro. O beijo começou calmo e suave, e aos poucos fora se intensificando, tornando-se violento e repleto de paixão. Ela segurou o rosto dele com as mãos e ele a envolveu pela cintura. Ficaram ali durante algum tempo que lhes pareceu eterno e só foram se separar, quando ambos já estavam completamente sem fôlego.

– Eu também amo você. – respondeu ele. – E eu não quero vê-la beijando mais ninguém. – exclamou, acariciando o lábio dela com o dedo polegar. Ino sorriu largamente.

Aquele foi apenas o primeiro de muitos beijos que se sucederam.

– Feliz ano novo. – disseram em uníssono só para, segundos depois, voltarem a se beijar apaixonadamente.

Nada ali importava. A não ser eles dois.

Você consegue fazer um pecador mudar seus hábitos
(Ooh!)
Abra seus portões porque mal posso esperar para ver a luz
(Ooh!)
E bem aí é onde eu quero ficar
(Ooh!)

Oh oh oh oh, yeah, yeah, yeah
Posso apenas ficar aqui?
Passar o resto dos meus dias aqui?
Oh oh oh oh, yeah, yeah, yeah
Posso apenas ficar aqui?
Passar o resto dos meus dias aqui?

Porque você me faz sentir como
Se eu estivesse impedido de entrar no céu

Owari


Notas Finais


Peço desculpas antecipadamente pela oneshot. Escrevi ela em meados de 2014, dedicada para uma leitora minha.


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