História Loco Por Ti - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Gaston, Luna Valente, Matteo, Nina, Simón
Tags Romance, Sexo, Sou Luna, Universo Alternativo
Exibições 353
Palavras 2.740
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Esse capítulo tá bombando! Feliz dia das crianças , minhas crianças ! *--*

Capítulo 6 - Capítulo 6


Matteo não sabia por que estava tão ansioso. Obvio que sabia. Só estava tentando enganar a si mesmo por se sentir tão fascinado por uma mulher que somente a teve em seus braços uma noite e sente que se pudesse a teria todas as noites... Estava certo de que a qualquer momento ele faria...

Durante a noite refletiu sobre ela trabalhar em sua empresa, mas isso não seria problema algum caso ela tenha desistido da vida fácil, e se não tivesse ele a faria desistir.

“Infernos! Só pode está ficando louco...”- é o que ele pensou de si mesmo.

No entanto, Matteo estava decidido de que precisava descobrir mais sobre ela antes de tomar uma decisão definitiva.

Então assim que pós os pés no andar onde fica sua sala procurou se controlar, pois ela estava a poucos metros distante dele e mesmo assim ele poderia jurar tê-la visto enrijecer e seu coração acelerar ao perceber a sua presença. Obviamente temendo que o que aconteceu entre eles poderia ter uma repercussão negativa afetando sua permanência em seu novo emprego.

“Tola!” – foi o que ele pensou por ver que Luna não percebe que se depender dele ela voltara ocupar novamente a sua cama.

Por mais que fosse ilógico deixou de se perguntar por que Luna mexeu tanto com ele a ponto de se ver viciado por ela e tê-la novamente em seus braços gemendo loucamente por ele... Louco por ela... Sim, ele poderia jurar que já estava fodidamente louco por ela.

Sem ao menos esperar pela resposta do bom dia que a desejou, Matteo correu para sua sala... Pois não queria correr o risco de olhar em seu rosto e não ser capaz de controlar o desejo de beijá-la e fodê-la ali mesmo. Então, Matteo decidiu que o melhor era se manter longe por hora mesmo que fosse tentador...

(***)

A manhã passou rapidamente, e Luna se quer viu novamente Matteo. Ele por si só se trancou no escritório sem algum momento solicitar a sua presença ou de Yam... Yam depois que resolveu tudo das papeladas de contrato os trouxe para ela assinar, e disse para que descesse no RH com papelada e tirar a foto para seu crachá de identificação. Foi à única vez com exceção na hora do almoço que Luna saiu por um instante...

-Como hoje é sua primeira vez vamos almoçar juntas... Geralmente eu como qualquer coisa, pois não consigo parar... Mas depois podermos intercalar nossos horários de almoço... Porque o senhor Parida prefere que sempre tenha alguém aqui, mesmo que ele e nem o senhor Balsano estejam. Então um dia você almoça ao meio dia e eu uma hora e depois visse versa. – Yamilla sugeriu amigavelmente.

Luna concordou com a ideia, embora sua mente estivesse em outro lugar se perguntando o que Matteo estaria pensando dela... Todavia, ela forçou deixar de lado esses pensamentos porque ele a ignorou por completo e sendo assim significa que irá fingir não saber de sua existência naquela empresa ainda que só tendo uma parede os separando.

Decidida em concentrar nos seus afazeres, Luna não percebeu que a tarde passou rapidamente, e faltava meia hora para o fim de seu expediente... Enquanto não chegava a hora de ir embora ajudou Yam com alguns cadastros que estavam pendentes no sistema.

Foi então que novamente ela viu Matteo sair da sala dele, indo em direção à sala de Gastón... Da mesma maneira que ele chegou sem olhá-la passou sem se quer olhar novamente. Por um instante Luna percebeu que Yam a encarava, e sentiu seu rosto esquentar por ser pega olhando de rabo de olho para o chefe.

Yam sorri em sinal de que estava tudo bem e sussurrou para somente Luna ouvir.

-Eu sei... Ele é meio... Na dele a primeira vista, mas depois irá se acostumar com você e verá que o senhor Parida ainda continua sendo mais assustador que o senhor Balsano.

-É... Tomara. – Luna disse e sorriu tentando disfarça seu constrangimento.

No entanto, não demorou muito para que Matteo aparecesse novamente...

-Até amanhã Yamilla e... Senhorita Valente. – ele disse seguindo até o elevador.

-Boa noite. – Yam respondeu e cutuca Luna para que respondesse.

-Er, boa noite. – Matteo a olha de lado, mas Luna acredita ter visto um sorriso irônico, porem não pode confirmar por ele entrar no elevador e se posicionar de maneira que ela não poderia ver seu rosto.

Depois que a porta do elevador se fechou Yam ainda mantendo seu tom de voz audível só para Luna escutar, disse.

-O que foi isso? Eu vi você babar? – brincou.

Luna ficou vermelha mais sua expressão não era nada amigável para Yam.

-Você está louca? Ele é o chefe... E eu ainda continuo acha-lo estranho. - mentiu.

Yam continuou a sorrir.

-Sim, mas admite! É um BELO estranho por sinal.

Luna bufou, somente dizendo...

- Vamos terminar isso...

Voltaram a se distrair com o trabalho, mas não demorou muito para Gastón se fazer presente...

-Yam, Luna...  Já estou indo. Terminem e vão para casa... – Ele olha para Luna com um sorriso simpático de diz. – Como se sente com o primeiro dia?

Luna olhou de relance para Yam, mas percebeu que isso poderia ser umas das suas artimanhas para testá-la já que de acordo com que Yam a informou durante o almoço que seu chefe costuma fazer certas perguntas e pedido para avaliar o comportamento de suas novas funcionárias. Então prontamente, Luna respondeu minuciosamente sem deixar entender errado.

-Bom... Vejo que tem muito a fazer, mas aos poucos tudo vai se ajeitando.

Gastón parecia ponderar com a resposta, mas por fim sorriu novamente se despedindo.

-Ótimo! Então até amanhã...

- Até amanhã, senhor... – as duas responderam ao meu tempo. Não ficaram olhando ele entrar no elevador, porque agora mais que nunca queriam terminar tudo para cada uma partir para suas casas e descansar para um novo dia.

(***)

-Até amanhã Luna... – disse Yam indo em direção onde está seu carro.

-Até amanhã Yam. – respondeu.

Como tinha estacionado o seu carro um pouco distante, Luna viu Yam sair primeiro assim que alcançou a porta do seu próprio carro, dando um aceno quando ela passou. Luna abriu a bolsa à procura da chave não percebendo que alguém a observava.

Ao pegar a chave antes que colocasse na fechadura acabou deixando cair no chão. Ela agachou para poder pegar e assim que voltou a levantar sentiu que alguém estava atrás dela. Não sabia se gritava ou corria, ainda sim nada adiantaria. No entanto, ao escutar a voz na qual pertence ao homem que perturbava seus pensamentos sentiu todo seu corpo estremecer.

-Venha comigo. Agora! – não era um pedido e sim uma ordem. Matteo não mostrava delicadeza em suas palavras.

Um arrepio subiu pela espinha de Luna em reação ao impacto da voz de Matteo. Sua mente se perguntava o que ele ainda fazia ali já que havia ido embora há uma hora antes. Mas antes que a resposta viesse sentiu a mão dele segurar sua cintura a obrigando a se virar e seguir seja para onde for com ele.

Matteo decidiu ir embora um pouco mais cedo, pois precisava ficar sozinho além de continuar tentando a ir onde estava Luna e toma-la para ele, mas uma parte da razão dizia que o certo era ele primeiro procurar saber respostas do que deixar o seu desejo por ela falar mais alto. No entanto, ao sair do estacionamento da empresa estacionou seu carro em um local seguro e que desse boa visibilidade para a saída do estacionamento, assim ele veria  se ela sairia primeiro... Meia hora depois de sua saída, viu o carro de Gastón sair... Então decidiu seguir outra estratégia e resolvendo voltar para dentro do estacionamento. Nenhum dos guardas questionaram sua volta, além do mais sempre acontece de alguém voltar para buscar algo que tenha deixado.

Ao verificar onde poderia estacionar o carro em que não fosse visto, Matteo percebeu que o carro de Yam ainda estava no lugar de costume. Então para que sua secretária não o visse estacionou num lugar com boa vista de rápido acesso para uma aproximação discreta... Tempo depois viu Luna sair ao lado de Yam do elevador. Ambas pareciam estar se despedindo... Yam entrou em seu carro enquanto Luna continuava caminhar para o lado oposto, assim que viu Yam dar partida em seu carro, Matteo fez o mesmo procurando não chamar atenção e foi quando viu Luna parada em frente a um carro simples de cor vermelho.

Ela perecia tão dispersa que não reparou que ele a observava e aproximava, então parou em poucos metros de distancia e saiu do carro caminhando até ela. Sua chave caiu e Luna se agachou para pegar, e assim que fez ele pode sentir o calor de seu corpo próximo ao seu... Matteo pode senti-la enrijecer ao percebê-lo tão perto, causando reações em seu próprio corpo...

“Ah... sim! Como ele adorava aparentar ameaçador enquanto ela parecia uma criatura frágil... Isso o excitava.”

Ainda sim se controlou porque ainda precisava de respostas, e teria.

Luna estava em pânico com aquela situação... Não entendia o que ele poderia querer com ela, sendo que praticamente a desprezou a manhã e a tarde inteira no escritório... Mas não houve tempo de obter uma resposta, pois Matteo a conduziu até um Mercedes preta e colocando a sentada no banco do carona e fechando a porta sem esforço.

Ela poderia aproveitar e fugir... Mas sabia que se tentasse estaria dificultando as coisas para si mesma. Então engoliu a seco a espera do que viria a seguir... Matteo tomou seu lugar no banco do motorista e rapidamente deu partida... Dessa vez o pânico tomou conta de Luna ao ver que ele a levaria sabe lá onde.

-Onde está me levando? – sua voz saiu histérica.

Matteo não a olhou somente continuou a dirigir como se nada tivesse acontecendo de errado.

-Te levando para casa... – disse calmamente.

Luna olhou para ele tentando encontrar um sinal de que estivesse mentindo, mas não pode ver já que suas feições eram indecifráveis.

-E... Eu posso ir so-sozinha... Tenho um carro, eu... - ela tenta argumentar, mas acaba gaguejando.

Matteo nada disse, mas seus pensamentos começavam a dizer que talvez estivesse exagerando e que não conseguiria nada se a deixasse com medo. Então por um momento ele olha para ela vendo que seus olhos estavam cheios de lagrimas e medo. Respirou fundo e calmamente ele fala.

- Se quer chegar em casa, é melhor me dizer que caminho devo seguir, porque não vou ficar a noite toda tentando adivinhar onde mora... Então serei obrigado a levá-la para minha casa.

Luna trincou seus dentes sentindo raiva por ele está fazendo isso com ela, mas ao observar seu rosto via que falava sério... Ela queria ir para casa, mas se ele a levasse saberia onde mora... A essa altura já deva saber, mas era melhor do que ficar na casa dele obrigada.

-Vire a sua esquerda e segue direto, no final vire à direita... - disse por fim.

Matteo seguiu as instruções e durante o percurso nada mais disse.

-Pare... É aqui. - Luna disse assim que chegou em frente onde mora com sua amiga.

Assim que ele parou o carro, Luna levou sua mão até a porta para abri-la, mas Matteo a segurou a puxando para ele não medindo distancia e a obrigando a olha-lo.

-Você não vai sair desse carro enquanto não responder minhas perguntas. – ele disse poucos centímetros dos lábios de Luna... Só Deus sabia o quanto ele teve de se conter para não beijá-la.

Luna engoliu a seco.

-O-o q-que? Eu n-não sei o q. - ela gaguejou.

Ainda a mantendo perto, ele disse calmamente.

-Quero que me explique porque a mulher que paguei para fazer sexo por uma noite está trabalhando como assistente em minha empresa? O que está pretendendo? Qual sua intenção? Saiba que nenhuma mulher me engana.

Luna percebeu onde ele queria chegar com aquelas perguntas, além do mais notou a nítida entonação do que ele insinua em meio as suas perguntas... Matteo acreditava que ela estava ali por interesse, no intuito de conseguir algo maior... Entendendo claramente, todo o medo que sentia segundos antes as perguntas de Balsano foi substituído por raiva e magoa. Luna não se importou com que sua atitude iria custar e o empurrou fazendo com que a soltasse.

Matteo não esperava a atitude feroz da morena de olhos verdes, mas mesmo assim não iria deixá-la sair enquanto não respondesse suas perguntas.

-Eu não quero saber de nada o que é seu... Só quero trabalhar em paz e viver minha vida... Nunca poderia imaginar quem você era... E se soubesse nunca teria me candidatado a vaga em sua empresa, mas quando soube era tarde e além do mais não posso me dar ao luxo de ficar recusando emprego. Ao contrario de você que tem dinheiro para limpar o seu próprio traseiro, eu dependo de um salário para pagar contas, sobreviver.

Matteo pode ver toda magoa e frustração nos olhos dela, mas ainda sim prosseguiu com suas insinuações.

-Engraçado... Suas palavras contradizem todas suas ações... São palavras bonitas para serem pronunciadas por uma profissional do sexo?

Luna fecha em punho suas mãos, pois seu desejo era de esbofeteá-lo, mas sua raiva acabou refletindo em seus olhos fazendo chorar. Ainda sim não se calou...

-Eu não sou isso... Foi a primeira e ultima vez que fiz sexo por dinheiro... E tive meus motivos para me prostituir por uma noite... - ela para enxugando as lagrimas e volta a falar. – Se quiser acreditar ou não é problema seu... Não me importo. Aceito de bom grado as consequências de uma escolha que não parecia ser errado referente aos motivos que me levaram a fazer o que fiz. 

Matteo a observa e percebendo que Luna dizia a verdade... Seus olhos transmitiam a verdade... Não foi suas lagrimas que o comoveram e sim, foi por ter se dado conta do que fez se sentir atraído por ela... Seja lá qual motivo à fez se vender por uma noite, fez por que foi a única solução... Ele começou a relembrar os primeiros momentos que a viu... Não parecia em nada com uma profissional do sexo.  Parecia uma pessoa que não se encaixava naquele mundo de prostituição e prazer, tinha medo exalado por todo seu corpo e olhar... Além de exalar uma pureza na qual somente uma pessoa com grau elevado de integridade poderia ter... Matteo sabia muito bem que Luna não era igual a nenhuma mulher que teve em seus braços antes de conhecê-la... Ela é única... Única e feita somente para ele...

-Eu... – Luna volta a dizer, despertando Matteo seu torpor. – Eu preciso do emprego. Não sei se isso faz diferença para o senhor, mas não tenho intenção de prejudicá-lo, só quero trabalhar em paz... Somente irei lhe dirigir a palavra se for necessário ou ao menos que fale comigo... O que aconteceu ficará enterrado como se nunca tivesse acontecido. Mas se não for o bastante, eu peço demissão...

Matteo abriu seus lábios surpreso, porem não era o que ele queria... Ainda estava confuso, com tudo o que descobriu da morena diante dele e seus sentimentos por ela. Mas aceitar sua demissão estava fora de cogitação. Então somente limitou em dizer...

-Vá para casa, Senhorita Valente... Amanhã nos veremos no trabalho, e mostre sua competência e que valeu a pena tê-la contratado.

Luna o encarou pasma, não acreditando que depois de tudo que ele disse, somente deseja que ela esteja no trabalho dando o melhor de si como se nada tivesse acontecido. Ela tenta dizer algo, mas as únicas palavras que são interrompidas por ele.

-Mas o senhor...

-Não ganho nada fazendo se demitir... Se conseguiu a vaga foi mérito próprio, porque chamou atenção de meu sócio para que provasse seu potencial... Espero que algum momento me desculpe pelas palavras ofensivas que disse a senhorita, mas precisava saber da verdade. Não sou do tipo de homem que me agrado em ver as pessoas na ruína, só abomino quem quer me enganar... E não é seu caso pelo que vejo. Agora vá.

Luna nada disse, pois não tinha nada a dizer... Somente assentiu em um balançar afirmativo de sua cabeça, e saiu do carro... Ela caminhou até a entrada do prédio em que mora, mas hesitou a porta. Olhou para trás vendo que Matteo ainda estava ali, mas não demorou muito para que ele arrancasse com o carro para longe de seus olhos... 


Notas Finais


G-ZUIS! Juro pra vocês que que fiquei toda cagada quando Matteo chegou na Luna: Vem comigo... kkkk Me senti vendo filme de terror. kkkkkk E me perguntando? Pouta que pariu?! O que foi que eu escrevi? O que vai acontece? Sério gente... Eu me esqueci do que acontecia, foi como eu está lendo algo inédito. kkkkk
Mas e vocês? O que sentiram lendo o capítulo? Comentem *--*


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