História Loki, you are colder than ice II - Capítulo 9


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Categorias Guardiões da Galáxia, Homem de Ferro (Iron Man), Homem-Aranha, Mitologia Celta, Mitologia Grega, Os Vingadores (The Avengers), Thor
Personagens Loki, Personagens Originais, Thor
Tags Loki, Mitologia Grega, Thor
Exibições 28
Palavras 1.171
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Ficção, Luta, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Gente peço desculpa pelo atraso na fic, eu tenho vestibular agora dia 3 e 4 de dezembro e não parei de estudar (considerei esse cap como estudo pra redação ashshaushuas) mas obrigado a todos que lerem e não se esqueçam de comentar <3

Capítulo 9 - -Pandora-


Feche os olhos, tape os ouvidos de leve e fique girando em uma sala de luzes. Esse foi o meu despertar neste mundo, pelo menos o único que eu me lembro. Foi como estar dentro de um liquidificador, com pessoas a sua volta tentando falar com você, mas como eu poderia responder se nem mesmo sabia o que falar.

Assim que meus olhos se ajustaram a luminosidade finalmente me vi, deitada e toda molenga, mas ainda pode me mexer para observar o local. Eu estava dentro de um hospital, frio e sem graça como a minha própria condição. Quando levantei a cabeça tive que a deitar imediatamente, foi como tomar um tiro no seco, a sensação era de que meu cérebro iria cair. 

Máquinas presas a mim começaram a gritar em meus ouvidos, ensurdecendo a pouca audição que me restava. Ao ouvir os bips insuportáveis as enfermeiras vieram correndo, e junto com elas uma garota de cabelos ruivos nada naturais. Todos eufóricos a minha volta, o que não ajuda nenhum pouco a dor latejando em minha cabeça. Foi ai que a garota se ajoelhou junto a minha cama, segurou em minhas mãos, olhou em meus olhos e me fez gelar com uma simples frase.

"-Você se lembra de mim?"

O que me fez gelar de medo não foi por não a reconhecer, mas sim por não me reconhecer. A pergunta dela ativou meu cérebro e em segundos ele pensou em mim coisas diferentes, mas em nenhuma delas eu me encontrava em uma realidade diferente daquele quarto. Como que eu conseguia saber tanto e nada ao mesmo tempo? Como que eu podia entender uma língua que nem lembrava de ter aprendido? 

Em um primeiro momento o pânico dominou meu corpo, eu só conseguia olhar para os lados atrás de respostas, mas um quarto de hospital trazia repostas que eu não queria escutar. Se não fosse por Dafne me acalmar naquela hora eu acho que meu corpo teria entrado em combustão. Ela calmamente me explicou tudo, me explicou que eu havia sofrido um acidente e que não iria me lembrar de nada provavelmente pelo resto da vida. Mas o que ela nunca me explicou foi quem eu realmente era. 

Antes mesmo que eu pudesse engolir toda a realidade a minha volta outra bomba caiu, dessa vez sobe meu ventre. Quando o médico entrou para explicar minha condição ele me avisou sobre meu estado, que eu estava grávida a menos de um mês. Isso não foi nenhuma surpresa para Dafne, embora seu nariz tenha torcido em minha resposta. Já eu? O certo teria sido panico, pavor e medo, mas não.

Aquela criança dentro de mim era a única coisa que tinha sobrado da minha vida, era a única memória de algo que me parecia nunca ter acontecido. Até fiquei frustrada quando o médico me lembro que eu estava em um estado onde o aborto era legalizado, eu estava sozinha nessa vida, não iria me livrar da única família que eu tinha.

Durante os primeiros meses Dafne me mostrou que realmente era minha melhor amiga, ela me arranjou um emprego na cafeteria do namorado e até me ajudou a achar um lugar para morar. Assim eu descobri uma qualidade peculiar minha, eu sabia me virar sozinha muito bem. 

O dia em que peguei minha filha nos braços pela primeira vez, que olhei fundo em seus olhos claros, eu me apaixonei. Nas primeiras noites no hospital eu não dormi, apenas fiquei observando suas respiração mover todo seu corpinho frágil. Naquela dia eu prometi para mim mesma que ela sempre me teria, não importava a situação, ela sempre saberia quem realmente era.

Só havia um pequeno problema em minha promessa, eu mesma não conhecia a segunda parte da vida dela. 

Por muito tempo, e quando digo muito é muito mesmo, eu incomodei Dafne para saber sobre o pai, e por mais que ela me falasse não eu sabia que ela estava mentindo. 

Agora lá estava eu, cara a cara com o pai de minha filha, sem conseguir dizer uma palavra sequer.

Aquele momento na chuva com Loki durou bem mais de alguns segundos, ficamos tanto tempo abraçados que até esqueci minha filha sozinha. Quando me afastei um pouco de seu rosto vi que meu minhas lagrimas não eram as únicas a se misturar com a chuva, ele estava tão emocionado quanto eu.

Sem dizer uma palavra sequer segurei Loki pela mão e novamente o conduzi pelas escadas, sua mão tremia tanto quanto a minha. Quando estávamos no penúltimo lance de escadas ele parou, relutante e nervoso suas mãos soltaram as minhas, e com lagrimas ainda escorrendo em seu rosto ele perguntou trêmulo. 

-Pandora... - falou tentando se concentrar em suas palavras - ela é normal?

Mesmo sem entender o motivo de sua pergunta eu sorri, e movendo a cabeça eu fiz que sim, o que o fez esconder o rosto enquanto mais lagrimas saindo. 

-Ela não tem nenhum problema? Tem certeza? - disse soluçando.

-A professora me disse que ela é uma das mais inteligentes da turma - nessas palavras até eu mesma derramei uma lágrima - que ela vai ser uma garota brilhante. 

Loki esboçou o sorriso mais lindo que um pai orgulhoso poderia esboçar, e vê-lo assim mexeu fundo em meu coração. Aquilo era tudo que eu queria que minha filha tivesse em cinco anos, queria que ela tivesse um pai que a amasse tanto quanto eu a amava. 

Sem hesitar Loki me agarrou pelos ombros, botou minha cabeça em seu peito e apertou meu corpo forte contra o seu. Suas mãos passaram gentis pelo meu cabelo, e suas lagrimas caíram até o pé da minha orelha.

-Me perdoe - disse ele entre soluços - me perdoe por favor, eu não fazia ideia de que ela estava viva, de que vocês estavam vivas e bem. Eu achava que você a tinha perdido, eu fui idiota e te deixei ir.

Suas palavras aqueceram o frio que a muito tinha parado meu coração. Eu o apertei de volta e chorei junto com ele, aproveitando para escutar o que a anos eu tanto queria.

-Não precisa pedir desculpas - disse me afastando um pouco para conseguir falar - tu não fez anda de errado.

Loki novamente me segurou, dessa vez suas mãos seguraram minha cabeça me puxando ainda mais pra perto. Ele olhou fundo nos meus olhos e depois beijou meus lábios do jeito mais suave possível. 

-Eu prometo por tudo de mais precioso que eu tenho - disse ainda me apertando - que eu nunca, NUNCA mais vou deixar vocês sozinhas. 

Um sorriso grande como minha felicidade se estampou em meu rosto, eu tinha realmente achado o homem que eu tanto sentia falta sem nem ao menos saber.

Então segurei sua mão novamente, e com força o puxei pelos últimos degraus sem tirar os olhos deles por sequer um segundo. Seu sorriso e seu nervosismo completavam o meu, eramos como duas crianças prestes a se aventurar em algo novo, algo que mudaria a vida ambos para sempre. 

 



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