História Lolita - Capítulo 16


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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Ambre, Armin, Bia, Castiel, Debrah, Dimitry, Iris, Kentin, Leigh, Lysandre, Melody, Nathaniel, Peggy, Personagens Originais, Rosalya, Senhora Shermansky, Violette
Tags Amor Doce, Castiel, Iris, Kentin, Lysandre, Nathaniel, Rosalya
Exibições 66
Palavras 1.069
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Fantasia, Festa, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 16 - Capitulo XV


Fanfic / Fanfiction Lolita - Capítulo 16 - Capitulo XV

— Você realmente confia neles, Lolita? 

Que pergunta mais sem proposito, é claro que eu confio neles.

— Sim, eu confio, por quê? 

— Não, nada. Mas, o que te faz acreditar que eles são os certos nessa historia toda?

Realmente eu não sei... Talvez os poderes de Lysandre, talvez a pequena paixão que eu tenha nele, mas o real motivo parece me fugir da cabeça.

— Por que eu não acreditaria?

— Porque, talvez, você não tenha se ligado que eles podem ser o lado mal. – ele pousa sua mão sobre meu ombro. – Você não tem motivos para acreditar neles.

— Nem para acreditar em você. Eles me mostraram o passado e eu me vi morrendo, eu me vi sendo levada para a fogueira.

— Ah, é? Mas você viu quem te levou? – ele levanta a sobrancelha esquerda. Minhas pernas querem ceder, minhas mãos suam.

Por mais errado que seja pensar assim, o Ken tinha razão. Eu não vi quem estava me levando, era um grande borrão. Tudo ao meu redor parecia não ter foco.

— Quem é o filho do Satã?

— Ninguém sabe e só a um jeito de saber quem é o filho do demônio.

— Como?

— Provocando um ataque de fúria.

Então, o Lysandre me levou junto do meu primo para aquele lugar para simplesmente nos incitar a raiva, entendo.

— O que ele está fazendo aqui? – escuto o Lysandre atrás de mim, sinto suas mãos em meus ombros, ele aperta levemente.

— Lysandre, veio para a festa? – o Kentin diz dando um passo a frente. — Tá com medo que eu conte seu segredo?

— Você sabe que eu não tenho segredos. – eu posso apostar que ele está com um sorriso de lado neste momento, desafiando-o.

Viro-me para Lysandre e balanço a cabeça, na intenção de dizer “está tudo bem”, ele entende.

Ele pega em minha mão entrelaçando nossos dedos e caminhamos para a escola, todos os olhares sobre nós.  Sinto meu rosto ruborizar.

 

Estávamos na aula de redação, a matéria é um saco, mas necessária. A aula seguia normalmente, e os minutos pareciam não passar, eu estava sentada ao lado do Castiel, ele estava com a cabeça sobre os braços e esses sobre os livros, parecia estar em um sono profundo.

Ele nem o Lysandre haviam me perguntado o que o Ken havia falado para mim, e eu não sei se eu iria falar.

A aula seguia quando de repente um pequeno tremor toma conta da escola, fazendo o prédio tremer, meu coração vai à boca.

Olho pela janela e todos do lado de fora da escola pareciam não ter sentido a vibração. Olho para Castiel e ele também estava olhando pela janela, todos na sala pareciam ter sentido a mesma vibração.

— Alunos, atenção. – a professora pediu voltando a explicar sobre a matéria.

— Você sentiu. – Castiel me pergunta seu semblante de preocupação. Balanço a cabeça em resposta.

Não muito tempo depois outra vibração, mais desta vez mais forte.

— TODOS PARA DEBAIXO DAS MESAS! – o tremor se tornava mais forte.

Quando estou de baixo da mesa, junto de Castiel, sinto algo pegar em minha perna. Tento solta-la.

— Castiel!! – grito apontando para a minha perna. Uma mão a segura.

— Faça força. – o Castiel grita puxando minha perna junto a mim. É inútil.

A pessoa puxa com força e eu bato a cabeça, desmaio.

 

POV.  ?

Consigo agarrar a perna da Lolita, ela se debateu, mas não foi forte o suficiente.

Arrasto-a pela escola, todos estão preocupados de mais com esse tremor, não vão se atrever a sair das salas de aula. Meu plano segue firme. Não posso cometer deslizes.

Pego-a no colo e a levo para fora da escola pela saída dos funcionários, o carro nos espera do lado de fora.

Vamos descobrir se ela é o filho de satã.

 

POV Lolita.

 

Minha cabeça dói. Estou em um lugar escuro, húmido e fétido. Não vejo nada a minha frente, minhas mãos estão presas em correntes e eu não consigo me movimentar. Eu estou com as mesmas roupas de mais cedo. Escuto uma porta ao longe se abrir e passos sobre a minha cabeça, no andar de cima talvez. Minhas mãos tremem, minha cabeça lateja, e minha boca está seca. Ouço uma porta se abrir novamente, mas desta vez mais perto, passos descem uma escada, provavelmente de madeira, não me lembro do que aconteceu, mas de alguma forma eu não estou entre amigos.

Quem são meus amigos, o que o Kentin disse gera um grande peso sobre mim, fazendo com que eu duvide dos lados e versões apresentados a mim, não sei mais de qual lado a verdade está, e, por algum motivo não aparente, não vejo como isso pode influenciar no meu futuro. Eu apenas aceito a minha condição.

— Bom dia, princesa. — A pessoa, homem ou mulher, usa um modificador de voz, claro que usaria. Talvez eu sobreviva, talvez não, mas de qualquer forma melhor não deixar suspeitas caso eu sobreviva, eu pensaria da mesma forma.

Devido à escuridão eu não consigo ver como a pessoa está vestida, suas curvas, gestos e coisas do tipo.

— Por favor, - eu escuto alguém implorar, a voz me é familiar, mas parece que todos os rostos de possíveis pessoas que aquela voz pode ser associada foram apagados de minha memoria. Eu me sinto vazia nesse momento, como um grande buraco de dor estivesse sendo criado em meu estomago vazio. – Há outras maneiras, por favor. ­— A pessoa parecia soluçar, as lagrimas tomaram conta do meu rosto, descendo gradativamente.

— O… que eu…? — Minha voz não saía, e cada vez que eu abria a boca sentia minha garganta secar mais.

— Irei te fazer algumas perguntas, se você me responder com sinceridade eu te darei água, - a pessoa balança uma garrafa, o barulho do líquido batendo nas paredes do recipiente me deixava agitada, as correntes machucavam meus pulsos.

— Primeiro: Quando você fica muito brava, você costuma pensar irracionalmente? Tipo, querer matar as pessoas, ou ser muito agressiva?

Que tipo de pergunta é essa?

— Não… - digo ansiando por apenas uma gota de água se quer, minhas mãos tremendo, minha língua se torna esponjosa e apenas a minha saliva não é o suficiente para molha-la e mantê-la assim por muito tempo.

A pessoa continuou fazendo perguntas sem nenhuma pretensão aparente, apenas meu sofrimento bastava para ela. Eu já estava cansada, eu precisava dormir.

— Agora eu irei chamar um amigo muito importante para mim, ele vai me ajudar. 

 

O desespero ganha muitas vezes batalhas.

Voltaire



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