História Lolita - Capítulo 23


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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Ambre, Armin, Bia, Castiel, Debrah, Dimitry, Iris, Kentin, Leigh, Lysandre, Melody, Nathaniel, Peggy, Personagens Originais, Rosalya, Senhora Shermansky, Violette
Tags Amor Doce, Castiel, Iris, Kentin, Lysandre, Nathaniel, Rosalya
Exibições 14
Palavras 1.283
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Fantasia, Festa, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 23 - Capitulo XXII


Fanfic / Fanfiction Lolita - Capítulo 23 - Capitulo XXII

Quando dei por mim novamente eu havia cochilado no sofá e estava sendo acordada por minha tia, ela me chacoalhava levemente enquanto repetia “acorda, o almoço está pronto”, abro meus olhos lentamente e a vejo com um sorriso radiante, aquilo me dava certo conforto, tirava a agonia que as lembranças bagunçadas daquela noite provocavam em mim.

Sento-me na cama e esfrego meus olhos, e com as pálpebras ainda fechadas sinto o cheiro que vem da cozinha, um cheiro familiar. Sorrio involuntariamente.

— Você gosta? — escuto minha tia perguntar. Abro meus olhos e a encaro acenando levemente.

Naqueles dias eu estava me sentindo estranha, eu me sentia avulsa, como se todos temessem o que pudesse vir de mim, como se eu fosse realmente um monstro, mas por algum motivo essa sensação foi se transformando aos poucos, eu meio que passei a me sentir “parte do elenco” novamente. Eu acho que é inevitável esse sentimento, afinal, você não se lembra do que aconteceu e parece que todos ao seu redor sabem, eles conhecem e temem.

Mas sinto que posso respirar aliviada, creio que seja um grande passo me sentir incluída novamente.

— O que temos para o almoço? — Meu tio entra pela porta da frente jogando o casaco sobre o sofá. — Sinto cheiro de bife… acebolado… — ele faz uma pequena careta.

— Tem um separado sem cebolas. — minha tia se põe de pé e sela os lábios com o de Jeferson rapidamente. — Vamos?

Nós seguimos para a cozinha onde o Galadriell colocava os pratos sobre a mesa. Rosalya provavelmente havia ido comer com o namorado, se não me engano era sempre assim.

Na cozinha só se propagava o barulho de garfos em contato com o prato e, de vez em quando, alguns sons de apreciação da comida. Eu os observava comer, era engraçado, pois eu já estou há uns meses com eles e nunca percebi que minha tia é canhota e que o Jeferson mastiga de boca aberta e que o Galadriell como pouquíssimo.

— Como foi a escola hoje? — Jeferson havia perguntado. Eu olho de relance para o Galadriell e engulo com certa dificuldade um pedaço de carne.

— Nós não fomos… — eu disse baixo. Minha tia pareceu surpresa.

— Ela não acordou se sentindo muito bem, então eu resolvi ficar caso ela piorasse. Mas a Rosalya foi… — o Galadriell enfia muito arroz e carne na boca o impedindo de responder mais perguntas.

Eu segurei o riso o máximo que pude e evitei olhar para a cara de desespero dele. Aparentemente ele não se dá bem com mentiras.

Quando terminei de lavar as louças do almoço eu subi para o meu quarto com a desculpa de precisar descansar, vou usar essa o máximo que eu puder.

O medico disse que eu devo evitar me esforçar muito, mas não posso ficar totalmente sedentária, eu devo começar devagar, posso cansar-me rápido, de acordo com ele naquela noite eu posso ter provocado algum trauma psicológico e devido a isso eu posso me cansar rápido e vir a desmaiar dependendo do caso.

A primeira coisa que faço quando entro no meu quarto e pegar meu computador, sento-me no chão, próximo à cama, com um copo de suco ao lado da porta, assim se alguém pensar em entrar vai derramar o copo de suco e eu terei tempo para mudar de pagina sem parecer afobada.

Quando abro meu computador percebo que o cara aceitou a minha solicitação, Marcelo Freitas (N/A: Eu não havia informado o nome dele no cap. Anterior), e em minhas mensagens privadas havia uma dele.

MF: Oi (11h40min)

Eu: Hey… (12h50min)

Eu: Eu vou direto ao ponto… Vi que vc começou amizade com o Nathaniel há pouco tempo e eu queria saber se vc sabe o paradeiro dele… (12h50min).

MF: Sim, de fato… eu sei onde ele está… (12h51min).

MF: Mas como saber se posso confiar em vc? (12h51min)

Como fazer um estranho confiar em mim? Como confiar nele?

Eu: É realmente muito importante para mim, por favor, não me prive de vê-lo. (12h51min)

Eu: eu me sinto culpada pelo o que aconteceu com ele, eu não me lembro do que aconteceu, mas sinto que eu poderia sim ter feito algo para mudar toda essa situação. (12h51min)

Visualizada.

Marcelo Freitas está off-line.

Eu fiquei um bom tempo paralisada olhando aquela tela, ele não foi capaz de me responder, eu não posso mais suportar essa agonia, porque eu sinto como se eu fosse explodir se esperasse mais alguns dias para saber quem ele era e como nós nos conhecemos e o porquê de nós estarmos fugindo.

Eu sinto que vou morrer se tiver que viver com essa agonia da duvida, com essa agonia de me sentir avulsa toda vez que vejo a família da minha tia reunida, com essa dor da exclusão toda vez que eu ver o Galadriell e a Rosalya juntos como irmãos perfeitos.

A dor de não ter esquecido como minha mãe morreu, mas ter esquecido as ultimas palavras que ela disse a mim, a fadiga de não lembrar se nós estávamos brigadas ou não. Por quê?

Mas o que mais dói é não me lembrar do seu rosto sorrindo para mim, não me lembrar de suas manias e coisas que me irritavam, não lembrar sua voz.

Saio do meu facebook depois de ter apagado toda a conversa com o Marcelo e o histórico de buscas, não é como se eu tivesse fazendo algo escondido, mas, eu quero poder ser vista como uma adolescente normal que fez besteira e se arrependeu, meus tios não gostariam de me ver remexendo o “passado”.

Coloco algumas musicas para reproduzir enquanto adiciono alguns detalhes ao meu trabalho.

***

Já eram três horas da tarde quando escuto batidas leves na porta e ela ser aberta lentamente.

— Lolita, você tá bem…? — o Galadriell faz menção de entrar.

— Não!! — grito me levantando da cama com as mãos em sinal de pare. Ele se afasta lentamente da porta. — O copo… — digo um pouco envergonhada pelo escândalo.

— Tudo bem… — ele ri nervoso.

— O que foi? — pergunto abrindo a porta para que nós possamos nos olhar.

— Você quer comer? — ele pergunta segurando um copo de suco de laranja e um prato com quatro mistos quentes na outra.

— Nossa, eu estava tão entretida no meu trabalho que nem percebi que já era a hora do lanche... Senta, eu vou pegar suco para mim. — disse passando por ele e descendo as escadas.

Quando retorno ao meu quarto o Galadriell mexia em meu computador, o que fez com que eu congelasse por alguns segundos na porta.

Você apagou tudo… Relaxa”, penso colocando um sorriso mínimo nos lábios quando percebo que ele estava olhando para mim.

— E aí, gostou da playlist? — pergunto me sentando no chão e alcançando um misto.

— Tem umas músicas legais, até que você tem bom gosto… — ele ri da minha cara.

Nós ficamos um tempo falando sobre músicas e sobre meu trabalho.

— Foi praticamente um dia inteiro perdido… — eu digo olhando o relógio que marcava cinco horas.

— Que nada, seu trabalho já está completo. Você aproveitou bem o dia. — ele disse se sentando no chão e se aproximando do meu rosto tirando uma pluma dos meus cílios. — isso estava me dando agonia...

— Você acha que ele morreu? — pergunto séria.

— O que…? — ele me olha sem entender.

— Você acha que o Nathaniel morreu…? — eu foco meu olhar em seu rosto.

— Você deveria parar de se preocupar com isso… — ele se aproxima novamente. — Pare de olhar para o passado… — ele fica de joelhos e leva uma de suas mãos ao meu rosto enquanto a outra serve de apoio. — Foque no agora. — Completa em um sussurro.

Ele sela nossos lábios, os olhos semicerrados passavam tranquilidade.

Eu calmamente fecho os meus…

E me entrego.


Notas Finais


entao gente, o que acharam?
eu realmente gostei de escrever esse capitulo, ele foi também um dos que eu mais gostei de escrever, (to escrevendo desde as 15:00).
eu realmente estou muito feliz pela fic ter alcançado tantos favoritos, sério, obrigada.
até qualquer dia, (TALVEZ UM DIA PROXIMO)
beijo no coração <3


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