História Lolita - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Elle Fanning, Lolita, Michael Fassbender
Personagens Elle Fanning, Michael Fassbender, Personagens Originais
Tags Drama
Exibições 163
Palavras 2.048
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá pessoas! Obrigado, de novo, pelos favoritos e pelos comentários. Vocês são incríveis!
Só um avisinho: A fanfic está sendo atualizada a cada 3 dias, ok ?

Aproveitem a leitura!

Capítulo 4 - III - Can I sleep with you?


Fanfic / Fanfiction Lolita - Capítulo 4 - III - Can I sleep with you?

Perdi a noção da hora e acabei cochilando no sofá. Quando fui ver já eram quase três horas da manhã. Levantei-me desajeitado. As costas estavam doloridas. Precisava de um sofá novo urgentemente. Desliguei a TV e fui até a cozinha molhar a garganta. Passei no banheiro e antes de ir para o quarto fui checar se estava tudo bem com Olivia.

Devagar, abri a porta do quarto. Tentava andar delicadamente, mas isso é quase impossível para um homem do meu tamanho. Assim que bati o olho na cama percebi que estava vazia. Dei mais alguns passos e avistei o desenho de uma silhueta perto da grande janela de vidro. Aproximei-me e notei que Olivia estava dormindo no chão. Provavelmente passou o tempo observando a paisagem até ficar com sono e dormir por ali mesmo.

-Essa garota... – sussurrei rindo.

Ela é pequena. Não devia pesar mais de cinquenta quilos. Com o máximo de cuidado peguei-a no colo. Coloquei-a na cama e puxei o lençol. Dormia como um verdadeiro anjo. Os cabelos loiros se espalhavam pelo travesseiro. A respiração estava pesada. O peito subia e descia devagar...

Balancei a cabeça e me levantei. Sai do quarto fechando a porta evitando fazer qualquer barulhinho.

Olivia é uma menina encantadora. Só tem dezesseis anos, ainda tem muito que viver. Soube que está caminhando para o último ano da escola que vai começar no final do verão. Tem poucos amigos pelo que parece. Não ouvi nome algum desde que nos tornamos “pai e filha”, exceto por Emma. Mas, para falar a verdade, não me lembro de nenhuma criança na antiga casa de Olivia desde que a garota começou a frequentar a pré-escola.

Pai e filha.

Apesar de “contente” com o status, não é bem o tipo de relacionamento que quero ter com Olivia. Quero fazê-la acreditar que a vejo como minha filha, mas no fundo quero que ela entenda que não faço isso por vontade própria e sim por obrigação. Gostaria que ela compreendesse minhas vontades e meus desejos da mesma forma que gostaria que ela sentisse o mesmo... Eu não posso afirmar que ela sente, mas ela não admite.

Catherine tinha razão. A garota sempre foi tímida e reservada, mas não boba, Olivia nunca foi boba.

Desliguei o telefone, apaguei o abajur e me ajeitei na cama.

 

-Ei... Psiu! – senti dedos cutucando minhas costas e acordei imediatamente.

-Olivia? – abri os olhos confuso com o que via. Não tinha certeza se era um sonho ou se ela estava realmente ali. A menina estava parada de pé na beira da cama. Não parecia sonâmbula, pelo contrário, estava lúcida até demais. O cabelo estava levemente bagunçado e o pijama um pouco amassado... Não dava para ver direito com o quarto sendo iluminado apenas pelas luzes da rua que atravessavam a janela – O que faz aqui? São... mais de quatro da manhã.

-Eu... Eu estou tendo pesadelos com a minha mãe... Não quero dormir.

-Como assim não quer dormir? Você precisa descansar e eu trabalho amanhã.

-Mas eu não consigo.

-O que eu posso fazer?

Olivia encarou a cama e um segundo depois reparei que segurava seu travesseiro. Ela levantou o braço e apontou para o lado vazio da cama.

-Sobe – Olivia pulou na cama e posicionou o travesseiro ao lado do meu. Ajeitou-se se deitando de costas para mim.

-Toda vez que fecho os olhos eu a vejo. – girou a cabeça e me encarou – Eu não quero vê-la... Quer dizer, quero, mas não num pesadelo, é muito ruim vê-la dessa forma.

-Você não precisa vê-la se não quiser.

Olivia se virou por completo enquanto se cobria com o lençol branco.

-E você sabe como eu posso resolver isso?

-Feche os olhos.

Ela obedeceu de imediato.

-Quer saber sobre seu pai?

Ela balançou a cabeça em concordância. Os olhos permaneciam fechados.

-Ele era um sujeito alto, quase da minha altura, eu diria. Ele não tinha os olhos tão claros como os seus, nem o cabelos tão loiros como os seus, mas sempre achei que ele tinha o seu nariz. Ele tinha um nariz de moça – Olivia sorriu silenciosa – É claro que eu nunca toquei nos cabelos dele, isso seria estranho, mas... – me atrevi a tocar nos fios claros da garota ao meu lado – Pareciam ser tão macios quanto os seus... Não deu tempo dele te conhecer, mas ele soube de você antes de morrer, Olivia, ele sabia que teria uma filha.

-Obrigado – sussurrou.

 

A luz do sol nos deu bom dia. Virei para o lado e me deparei com a silhueta feminina moldada pelo lençol. Tinha me esquecido que Olivia dormira ao meu lado. Os fios loiros estavam embolados uns nos outros e espalhados no travesseiro estampado. O corpo estava encolhido. O sono parecia pesado.

Levantei-me devagar para não acordá-la.

-Michael? – a voz de sono chamou-me a atenção.

-Oi... Não queria ter te acordado.

-Não faz mal. – ela se ajeitou na cama ficando sentada – Porque estou aqui?

-Não conseguia dormir... Não se lembra?

-Oh sim... Lembro-me sim – se levantou lentamente e arrumou o pijama amassado – Desculpa ter feito isso.

-Desculpa pelo o que? – indaguei confuso – Você só pediu ajuda para dormir e eu...

-Me contou uma história – ela pegou o travesseiro e voltou a me encarar – Se você tivesse uma filha, você faria isso com ela?

-Isso oque?

-Contaria historinhas para ela?

-Claro! Eu não fiz isso com você?

-Eu não sou sua filha.

E eu não quero que seja. Fechei os olhos e passei a mão pelo rosto.

-Eu preciso tomar banho Olivia.

-Porque me deixou dormir na sua cama?

-Olivia você queria que eu te ajudasse.

-Você não deveria ter deixado! – gritou para mim.

-Pelo amor de Deus... Porque está assim?

-Isso não é certo! – e saiu do quarto correndo.

Eu não fazia ideia do que havia acontecido. Olivia basicamente surtou assim que acordou e ainda me deixou sozinho no quarto sem entender absolutamente nada. Além de ter levantado novamente a questão de que não sou seu pai... Eu não sou, isso é verdade, mas será que não podemos fingir?

Procurei não estressá-la ou questioná-la. Ela é só uma adolescente e para piorar perdeu a mãe há alguns dias, o seu emocional com certeza estava completamente alterado.

Entrei no banheiro e liguei a torneira para encher a banheira. Enquanto a água caía, fui para a cozinha.

Olivia estava lá procurando algo na geladeira.

-Tem uma cafeteria aqui perto, se quiser posso ir buscar algo para comer.

A garota se virou fechando a geladeira.

-Eu quero sim, por favor.

Rapidamente troquei de roupa e peguei as chaves do carro.

-Não quer ir comigo né?

-Não.

-Tudo bem, não vou demorar. O que gosta de comer de manhã?

-Torradas com manteiga e café.

-Só isso?

-Bolo de chocolate também – disse sorrindo.

-Tudo bem... Ah! Você pode fazer um favor para mim? – ela balançou a cabeça em concordância – Deixei a torneira da banheira ligada, pode desligar para mim, por favor?

-Você tem uma banheira? – ela pareceu se chocar.

-Apenas a suíte principal tem banheira...

-Achei que apartamentos não tivessem banheira.

-Não são todos... Eu já volto.

Dei as costas e deixei Olivia sozinha no apartamento.

 

 

Assim que ouvi a porta sendo trancada corri para o quarto do Michael. Ele tinha uma banheira!

Por incrível que pareça eu não me lembro de absolutamente nada deste quarto, apesar de ter passado a noite nele. A escuridão da noite passada não me deixou deslumbrar cada detalhe do cômodo.

Michael era um cara completamente minimalista. Gostava das coisas com tom futurista, sem formas exatas e com cores que me lembravam da revolução industrial. Ele tinha alguns quadros na parede e decorações abstratas por todos os lados. Não havia cor no quarto, era tudo preto, branco e cinza... Muito cinza.

Era tudo muito sério e sem vida. Uma televisão enorme na parede, uma escrivaninha com um notebook e alguns papeis, criados-mudos com abajur e decorações estranhas, uma estante enorme com muitos livros... E uma parede de vidro igual a do meu quarto. Definitivamente era o cômodo de um homem solteiro.

O banheiro não era muito diferente. Tinha os mesmos elementos que o meu, mas sem vida alguma, exceto pela banheira gigante no canto direito. Estava quase cheia e parecia perfeita para relaxar.

Toquei na água com a ponta dos dedos. A temperatura estava perfeita. Tudo estava me chamando para entrar... Mas eu não podia fazer isso. Michael poderia chegar a qualquer momento e ele não iria gostar de me encontrar em sua banheira.

Eu estava me corroendo por dentro para não entrar, mas não resisti.

Tirei as roupas em um segundo, prendi o cabelo em um coque e pulei para dentro da banheira. A água estava maravilhosa e a sensação de estar ali me relaxou por completo. Não estava mais tensa ou chateada ou qualquer outra coisa. Estava me renovando a cada segundo que eu passava mergulhada.

Tinha alguns sabonetes diferentes ao redor da banheira.

-Espuma para banho de lavanda. – li a embalagem – Parece bom. – abri o frasco e aspirei o perfume.

Era esse mesmo que eu iria usar.

Joguei uma boa quantidade da espuma na banheira e liguei os jatos de hidromassagem. Em um minuto já havia espuma o suficiente para cobrir o corpo todo.

Estava tudo perfeito. Apoiei a cabeça com os braços e fechei os olhos.

Michael não iria ligar em me encontrar ali, tinha certeza que não. Era muito provável que ele se juntasse a mim e se não o fizesse ficaria se corroendo de vontade.

Odiava quando ele dizia que era sua filha, porque não é isso que quero ser. Na verdade, não quero ser nada dele e parece que ele não entende isso. Não gosto quando ele fala da mamãe e agora não quero mais que fale de Joe... Essa parte se foi, e agora vamos começar outro capítulo em nossas vidas onde ele fala sobre nós.

 

 

Se não fosse pelo trânsito logo de manhã eu teria chegado pelo menos uns cinco minutos antes. Comprei as torradas da Olivia, café, bolo de chocolate, cereal e uma porção de bacon com ovos mexidos. Normalmente aos sábados eu costumo comprar tudo o que há de melhor na cafeteria, mas não era sábado, era o meio da semana e não tinha tanta variedade de coisas gostosas.

Entrei no apartamento e imediatamente deixei as coisas na bancada. Peguei pratos, talheres e copos, tudo dobrado. Deixei o bolo de Olivia em um pratinho separado, coloquei meus ovos e meus bacons no meu prato e servi café para nós dois. Estava tudo pronto para comer.

-Olivia? – chamei pela garota – Trouxe seu bolo! A cara está ótima.

Andei pelo apartamento a sua procura.  Ninguém no lavabo, ninguém na varanda, no seu quarto nada além da cama desarrumada e o banheiro vazio.

-Olivia?

Fui para o meu quarto desacreditando na possibilidade de encontra-la lá. Assim que entrei no banheiro da suíte avistei Olivia reclinada na banheira. As roupas estavam jogadas no chão, incluindo as roupas íntimas. O corpo estava coberto por espumas e ela parecia relaxar. Não me contive em sorrir ao vê-la. Estava tão calma e serena. Estava em um completo estado de paz. Os olhos estavam fechados, as pernas postas para cima e o braço apoiando a cabeça na borda da banheira.

Sentei na borda ficando de frente para ela. Toquei na água e isso a assustou. Imediatamente Olivia abriu os olhos e se agitou deixando um pouco de água atingir o chão.

-Não era para eu estar aqui... – admitiu. Ela se movimentou novamente observando os arredores. Mais água foi esguichada para fora da banheira – Esqueci a toalha – sussurrou passando a mão pelos cabelos secos – Você está bravo? – perguntou claramente preocupada encarando-me intensamente.

-Estou... Estou porque prefiro a espuma de pêssego e não a de lavanda.

-Como você é tonto... Porque comprou a de lavanda então? – Olivia sorriu. Tão doce e tão meiga – Pode me passar uma toalha?

-Claro – levantei-me e peguei uma toalha limpa no armário da pia – Aqui, estou te esperando para tomar café e depois é a minha vez na banheira.

A garota sorriu pegando a toalha.

Sai do banheiro desejando observá-la enquanto se secava.

Eu me odiava por isso. Não havia se passado nem um dia e Olivia já estava mexendo com a minha cabeça. Isso não estava certo e não poderia continuar... Não se ela não quisesse.


Notas Finais


Vejo vocês nos comentários.
Grande beijo!


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