História Lolita - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Elle Fanning, Lolita, Michael Fassbender
Personagens Elle Fanning, Michael Fassbender, Personagens Originais
Tags Drama
Exibições 123
Palavras 1.916
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Acho que em todas as notas iniciais eu agradeço vocês pelos favoritos e pelos comentários kkk, mas é porque todo o carinho que recebo de vocês leitores é muito importante pra mim uhasua, agora chega de sentimentalismo demais né?

AVISO RÁPIDO (LEIAM PORFA)
Fiz um "trailer" para a fanfic e está disponível no Youtube, não tenho certeza se está rodando no celular tudo certinho kkk, mas se tiver qualquer inconveniência vocês me avisam, tudo bem?
O LINK ESTÁ NAS NOTAS FINAIS!


APROVEITEM A LEITURA!

Capítulo 5 - IV - The Talk


Fanfic / Fanfiction Lolita - Capítulo 5 - IV - The Talk

Olivia não demorou a se trocar. Rapidamente dobrou seu pijama, o guardou e pegou outra roupa. Os cabelos permaneceram presos e a pele recebeu uma dose do perfume que Michael havia comprado para ela.

A garota se encarou no espelho do quarto. Sentia-se levemente envergonhada pelo que havia acontecido, mas não o suficiente para ficar desconfortável. A própria mãe dizia que ela poderia confiar no homem de barba ruiva. Então porque ficaria sem graça pelo fato dele tê-la visto daquele jeito?

Se sou filha, o que importa?

Novamente aquela questão voltou a sua cabeça.

Queria resolver isso logo, o mais rápido possível. Queria dizer a ele o que ela realmente queria e de como gostaria de ser tratada. Antes que a relação “pai e filha” se aprofundasse ela queria esclarecer algumas coisas.

-Você trouxe bolo de chocolate! – disse Olivia sentando-se na cadeira da bancada.

Michael já tinha se servido de café e ovos com bacon. Ele preencheu a caneca de Olivia com o líquido amargo e lhe deu um garfo.

-A cara desse bolo está ótima. – disse Michael enquanto tomava um gole do café. A menina o encarou.

-Quer um pedaço? – perguntou esticando o garfo em sua direção com um pedaço generoso do bolo recheado. Michael abriu a boca e Olivia apontou o garfo em sua direção.

-Hmm... – disse ele enquanto ainda mastigava – Está muito bom mesmo.

-Você não tem que sair para trabalhar? – perguntou Olivia dando uma garfada.

-Eu costumo trabalhar em casa, só vou para a agência quando me chamam, sabe, quando tem reuniões ou conferências, apresentações, essas coisas...

-Oh, quer dizer que passa o dia todo em casa?

-Eu gosto de caminhar à tarde, para manter a boa forma – sorriu para a garota.

O dia todo em casa? Isso não é bom, pensou Olivia. Queria poder puxar o assunto com Michael, mas lhe faltava coragem. Não era nem pelo desconforto que aquela questão lhe proporcionava ao falar, mas sim porque tinha um pouco de medo da reação dele.

-Olivia, eu preciso falar uma coisa com você.

A menina imediatamente deixou o garfo no prato e automaticamente se endireitou na cadeira. O encarava séria. Ele tinha lhe dado uma abertura e ela não iria desperdiçar.

-Eu também preciso. Antes que diga alguma coisa eu quero que... – engoliu seco, o próprio corpo não queria que ela continuasse – Quero que pare com essa brincadeira de casinha – disparou.

-Era sobre isso que eu ia falar.

-Você também está incomodado com isso né? Eu percebi desde o dia no tribunal onde você assinou todos aqueles papéis. Você não quer fazer isso, não quer brincar de casinha.

-Nunca quis Olivia.

-Porque fez isso então?

-Não queria vê-la jogada em um orfanato.

Isso era verdade. Antes de tomar a decisão final, Michael pensou muito sobre o destino da menina assim que a mãe falecesse. O próprio juiz o alertou que se ele não aceitasse a proposta de cuidar da menina ela iria para um orfanato público. Olivia cresceu no conforto e pela primeira vez presenciaria um ambiente frio e repulsivo como aquele, onde não existia amor, apenas o ódio e a dor dos jovens sem pai e sem mãe.

Ele não seria capaz de fazer isso com a menina cuja vida mal havia começado.

-Ou era aqui ou era o orfanato?

-Eu jamais negaria isso a você, eu nunca voltaria a dormir em paz sabendo que você estaria vivendo em um lugar assim.

-Então é só por isso que estou aqui? Porque não queria que eu fosse para o orfanato?

Michael não queria lhe contar a verdade. Ele se considerava um homem corajoso para fazer milhares de coisas e tomar decisões arriscadas, mas pela primeira vez temeu a reação da menina se ele abrisse o jogo.

-Está aqui porque, como você mesma disse, eu não quero brincar de casinha...

Olivia entendeu o recado. Michael compartilhava dos mesmos interesses que ela. Na verdade, a garota não sabia ao certo que interesses eram esses, mas sentia algo por Michael que não entendia. Ele era o primeiro homem que a abraçou tão forte e tão cuidadoso, cheio de compaixão. O primeiro que a fez apreciar a companhia. O primeiro que fazia o possível para realizar seus desejos. E o primeiro que ela queria que a visse nua.

-Então será assim. Não será mais meu “pai”. – gesticulou os dedos – Agora somos... Somos só duas pessoas que moram juntas por um acaso.

-Eu ainda vou tomar conta de você.

Olivia pegou na mão de Michael.

-Eu ainda quero que você faça isso, só não quero que finja ser meu pai, por favor.

O homem assentiu e suspirou. Era um alívio para ele saber que Olivia partilhava do mesmo sentimento de desconforto com toda aquela encenação pai e filha. Aquela conversa o livrou de um enorme peso nas costas e deixou-lhe uma pontinha de esperança acerca da relação dos dois.

Olivia quer o mesmo que eu quero? Era a pergunta que o consumia.

-Você vai voltar para escola amanhã?

-Pretendo... Ficar sem ter o que fazer só me faz pensar em uma coisa. – os olhos femininos se direcionaram para Michael – Aquela coisa, sabe? – se referiu à mãe.

Ele assentiu.

-Que tal darmos uma volta hoje então? Pra você esvaziar a mente antes de voltar pra escola e, automaticamente, voltar à rotina?

Michael regurgitou as palavras sem pensar muito, mas depois que disse, pensou em quão boa era aquela ideia. Seria a primeira vez que ele e Olivia sairiam juntos. E ele estava ficando cada vez mais satisfeito com a proposta após a conversa que os dois tiveram na bancada.

Toda aquela brincadeira havia acabado. Não haveria mais fingimento em nenhuma das partes. Tudo o que os dois fariam agora era de verdade. Eram sentimentos reais e sinceros.

 

Olivia havia tomado um banho rápido, trocou de roupa e ajeitou o cabelo. A noite estava meio fria e isso era muito incomum naquela época do ano em Rochester. Vestiu uma blusa de manga curta, calça jeans, tênis e um casaco de lã. Penteou os cabelos e fez uma trança. A menina não costumava usar maquiagens, o rosto juvenil ainda não exigia a intervenção de bases e sombras para lhe deixar mais bela. Já era bonita naturalmente. Passou uma camada de manteiga de cacau nos lábios e se sentiu pronta. Borrifou duas vezes de cada lado do pescoço um pouco do perfume que Michael lhe dera e saiu do banheiro apagando a luz.

Ele prometeu leva-la ao cinema, pois sabia que a menina adorava ver filmes e admirava todo aquele mundo hollywoodiano, cheio de glamour e brilho. Era a estratégia perfeita para que a garota parasse de focar a cabeça na falecida mãe a refletisse sobre outras questões. Questões que não a fariam chorar ou sentir saudade.

Michael estava em seu banheiro, terminado de se arrumar. Arrumou-se com algo parecido com o que Olivia vestira, exceto pelo casaco de lã, preferiu uma jaqueta de couro. A barba estava feita, mas alguns pelos insistentes já começavam a aparecer. Ele se observou no espelho satisfeito com o que via. Ele não se considerava um homem bonito, mas também não se autodenominava feio. Reconhecia o gosto de algumas mulheres por peculiaridades, como por exemplo, a sua barba exótica.

Escovou os dentes, passou perfume e pegou sua carteira no criado mudo. Olivia o esperava na sala, sentada no sofá. O olhar entediado da garota para a televisão chamou sua atenção.

-Porque essa cara? – perguntou enquanto procurava as chaves do carro.

-Você só tem canais chatos na TV, como consegue viver assim? Não tem canal de filme, nem de música, nem de séries...

-Eu mal vejo TV.

Olivia se levantou ajeitando a roupa assim que percebeu que Michael acabara de achar as chaves do carro. Estavam prestes a sair.

-Pois eu adoro ver TV.

-Vou fazer um update na minha assinatura, não se preocupe. Amanhã mesmo faço isso e quando voltar da escola já terá milhares de canais só para você.

A garota abriu um sorriso de imediato e o abraçou rapidamente.

-Obrigado.

Michael gostava disso. Gostava quando ela sorria ou o abraçava involuntariamente apenas por ele fazer coisas que ela apreciava, por mais simples que fossem, como no caso do bolo de chocolate ou do convite para um ensaio fotográfico.

Ele a observou por alguns segundos enquanto a mesma procurava o controle para desligar a TV. Ele admirava a simplicidade da menina ao se vestir e ao se comportar. Gostava do fato de vê-la sem maquiagem, sem acessórios, sem bolsa... Não havia nada nela além do seu bom humor, seu sorriso sincero e sua risada gostosa. Ele gostava dela, mas estava muito cedo para admitir isso a si mesmo.

 

-Gosta de filmes estrangeiros? – disse Michael à garota enquanto entravam no cinema. Olivia o acompanhava acoplada a seu braço, segurando-o como uma criança com medo de se perder. As pessoas os encaravam como se fossem pai e filha. Algumas achavam fofo, outras diriam que havia intimidade demais ali, mas os dois pouco se importavam, pois mal tinham tempo de reparar nos arredores, só conseguiam focar um no outro.

-Não tenho paciência com legendas, mas adoro o áudio original.

-Ah, então quer dizer que gosta?

-Gosto sim...

Escolheram um filme francês que estava na lista de “Exibições Nostálgicas”. Não era um filme novo que acabara de ser lançado. Era antigo, já estava disponível na internet, mas o cinema procurava fazer esses tipos de exibições inéditas para “casais” como Michael e Olivia.

Uma pipoca e um refrigerante grande além de uma barra de chocolate. Foi tudo o que compraram para comer enquanto viam o filme. Michael não costumava frequentar o cinema, quanto mais comprar coisas para comer enquanto via filme. Mas Olivia o fez comprar quando disse que precisava comer alguma coisa quando via qualquer coisa numa tela, não importava se fosse uma TV, se fosse a tela do celular ou do computador, ela queria estar mastigando algo.

Assim que a entrada foi liberada, os dois se dirigiram para a sala. Passado cinco minutos, quando o filme estava prestes a começar, a sala foi fechada. Havia apenas sete pessoas para a seção de Amor, o filme francês escolhido.

Olivia ficou no comando da pipoca. Comia desenfreadamente enquanto acompanhava atentamente as legendas do filme. Parecia fascinada. Michael gostaria de rir, mas se conteve, afinal estavam no cinema onde o silêncio era a lei. A história era sobre um casal, onde a esposa Anne sofre um derrame e milhares de coisas acontecem na vida dela. Era um filme exclusivamente triste, mas que distraiu os pensamentos de Olivia acerca da mãe facilmente.

Se alguém perguntasse a menina detalhes e mais detalhes sobre o filme, Olivia responderia na hora, mas não poderiam fazer o mesmo com o Michael, que passou o filme todo de olho na garotinha ao seu lado.

-Gostou do filme? – perguntou o homem enquanto os dois deixavam a sala do cinema.

-Eu adorei! – disse animada. – É tão triste, mas tão lindo ao mesmo tempo... É incrível como o amor supera todas as barreiras.

-É incrível mesmo.

O amor supera todas as barreiras.

Naquela noite, Michael não conseguiria dormir sem evitar sonhar com as palavras de Olivia vagando por sua mente. A voz doce repetiam as palavras uma a uma em sua cabeça milhares de vezes. Aquilo estava o mantando por dentro. Cada um em seu quarto, como em qualquer outra casa, mas em nenhuma casa há pessoas separadas enquanto no fundo gostariam de estar juntas.

Mas aquilo não iria durar muito: o amor supera todas as barreiras.


Notas Finais


https://www.youtube.com/watch?v=0cpQPA6r5AY ---> clique no link para ver o vídeo.
Se por acaso verem o vídeo, não deixem de comentar o que acharam dele, ok?
Vejo vocês nos comentários, beijos ♥


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