História Lollipop - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Ação, Aventura, Drama, Fantasia, Romance
Visualizações 8
Palavras 1.228
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Escolar, Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Quando foi a última vez que você viu um pirulito?

Capítulo 1 - A Garota de Capuz


Fanfic / Fanfiction Lollipop - Capítulo 1 - A Garota de Capuz

 

Provavelmente você ainda não me conhece, ou suas memórias foram apagadas. Eu irei lhe contar uma história, para alguns será um relato, depende do quanto você acreditará em mim. Se soubessem que estou lhe dizendo isso, minha mente seria congelada e transformada em cubos de gelo. Quem dera tudo isso que passei ser apenas minha imaginação. Não se espante com toda a bizarrice que você descobrirá daqui em diante, prometo tentar descrever ao máximo tudo que vi.

Eu me chamo Enno. Acho que vamos ter de nos acostumar a ter esse tipo de conversa, sem respostas. Bem, todo mundo tem o detalhe que torna sua vida diferente, alguns gostam de desenhar, outros preferem ler. Qual é o seu detalhe? O meu, é conversar com alguém em minha imaginação, como agora, conversando com você. Não pense que sou louco, eu só não gosto de interagir com as pessoas.

O que você está fazendo agora? Com certeza algo mais interessante do que eu. Na classe de aula tudo fica chato, o tempo passa devagar, tudo parece ruim. Eu me sento nos fundos da classe, num lugar bem isolado, às vezes desenho, às leves leio, mas na maior parte do fico dormindo.  

– Enno, me empresta uma caneta? – Perguntou Jonathan, o aluno mais ignorante e folgado da classe, talvez até mesmo do colégio.

– Eu só tenho essa caneta...

– Ah, tudo bem, essa serve! – Ele disse pegando minha única caneta.

O colégio Linderbuck nunca foi de ter bons alunos, e geralmente, os professores rejeitados pelas universidades e colégios particulares vem para cá, por isso nem sempre temos bons professores. Eu até tenho dinheiro para um ensino melhor, mas não sei se tenho vontade suficiente para pagar uma escola melhor, e além do mais, já estou no final do ensino médio.

Minha classe é a mais barulhenta, suja e desorganizada do colégio, ficamos no final do último corredor, próximo aos banheiros e saídas de incêndio. A situação é tão ruim, que até hoje me recuso a acreditar que a diretoria colocou os alunos em salas aleatórias, para mim, ela só juntou os piores dos piores e jogou na pior sala do prédio.

Afinal, por que nada de bom acontece comigo? Alguma situação diferenciada, ou até mesmo uma surpresa? Quer saber? Já estou cansado de tanta conversa, acho que vou comprar um diário e, e.…

Quem...

É...

Ela?

Uma garota usando moletom escuro, jaqueta preta por cima, saia jeans nas cores vermelha e preta, meia calça escura e converse preto com o cadarço vermelho, além de várias pulseiras, alguns anéis, um colar prateado e dois cintos dourados, passou pela porta e sentou-se na primeira mesa da última fileira, próxima as janelas.

Suas roupas eram incríveis, até um pouco extravagantes para alunos de uma escola pública. Mas o principal, que era seu rosto, não consegui ver. Ela usava um capuz que cobria quase que todo seu cabelo, além de ter uma franja que cobria seus olhos. Quem era ela, de onde ela veio, e por que ela usava roupas tão estranhas? Talvez ela seja estrangeira, ou só estava a fim de chamar atenção.

– Oi, e aí como você se chama? – Perguntou Lana junta a suas amigas.

Seria péssimo ver a garota misteriosa se tornando mais uma “Lana” da classe. Lana, era filinha de papai, e só estava nessa escola porque era popular e chamava atenção dos alunos.

– Não é da sua conta, sai daqui! – A garota nova respondeu.

Ok, não foi uma das melhores impressões, mas sua voz fina e baixa fez com que eu me sentisse atraído por ela. Espera aí, o que eu estou dizendo?

– Bom dia – A professora de matemática disse entrando na classe – Quero todo mundo em seus lugares.

Eu já estava em meu lugar, fingindo que não existo.

A garota nova estendeu a mão com o papel de transferência. A professora pegou, sentou-se na mesa e assinou, ela devolveu a ela e perguntou:

– De onde você veio?

– Nem queria saber...

Hm, quer dizer que ela quer dar uma de misteriosa? Eu não sabia nem o seu nome, e seu jeito suspeito me deixou curioso. Uma das piores sensações que tinha era a de curiosidade, isso tira o sono de qualquer um! Talvez eu deva observa-la de longe. Da última vez que observei alguém, meus pais desconfiaram de eu estar vendendo drogas. Sorte a minha eles estarem viajando, por isso não irei me preocupar.

Duas horas mais tarde...

Na hora do intervalo, levei minha mochila e fiquei sentado nas escadas da saída para o pátio, próximo a alguns alunos lesados (ou fracassados). De longe vi a garota misteriosa sentada debaixo de uma árvore, sozinha, enquanto comia algum sanduíche. Eu não tinha binóculo, por isso usei o zoom da câmera do celular para vê-la.

Doze megapixels eram péssimos, ela nem estava tão longe e, mesmo assim ainda não conseguia ver seu rosto.

Ela largou o sanduíche no chão e foi para trás do colégio, um lugar onde os alunos não gostavam de ir porque fedia a lixo e estava sempre infestado de ratos e baratas. É seu primeiro dia de aula e ela vai para o pior lugar da escola, que ótimo!

Eu a segui, e me escondi atrás de um latão de lixo. Com cuidado eu ainda a espionava. Ela se agachou, e colocou uma casca de banana no chão, depois desenhou um círculo ao redor dela e da banana.

O que era isso? Um ritual diabólico, ou só mais uma pegadinha?

– Não funciona... – Ela reclamou – Por que não funciona? Eu estou sozinha aqui... Ou será que não...

– Crendeuspai, ela sabia que eu estava ali, quem sabe o que ela faria comigo? Ela poderia ser uma serial killer, ou uma maluca doente com problemas mentais.

Sem ela perceber, joguei uma pedra para longe, ela olhou para pedra, então fugi sem que ela percebesse.

Eu nunca estive com tanto medo quanto agora. Você entendeu alguma coisa? Ela parecia estar fazendo um ritual, ou abrindo um portal. Droga, talvez eu esteja chapado.

Mais duas horas depois...

Na hora de ir para casa, eu ainda estava com a pulga atrás da orelha, e tentava não pensar na bizarrice que eu havia presenciado mais cedo. Eu fiquei com tanto medo dessa garota, que até parei de pensar nela. Bem, eu tentava, como eu havia falado, a curiosidade é algo que te tira o sono.

Eu estava andando lentamente, pensando besteiras enquanto escutava músicas em meu headphone, pelo atalho que fazia desde meus sete anos, quando vi um pirulito no meio da calçada. Eu me agachei e peguei o pirulito. Estava embrulhado, não parecia ter caído, e sim, ter sido colocado ali propositalmente. Mas não havia nada a não ser casas abandonadas e duas garagens fechadas ao meu redor.

– WEEEEERRRHGGHHH!!

– O que foi isso? – Perguntei assustado

Foi só um gato preto passando por trás de mim. Quando me levantei, e olhei para frente, levei um susto. Era uma garota, a garota misteriosa.

Naquela hora entrei em choque, não sabia o que dizer, eu tremia. O pirulito ainda estava em minha mão, eu estava com tanto medo que acabei largando de minha mão. Porém, antes que o pirulito caísse no chão, ela pegou, abriu e colocou na boca. Eu ainda estava imóvel, não sabia o que dizer, pensei em perguntar se estava tudo bem, mas antes que algum som saísse pela minha boca, ela disse:

– Precisamos conversar... Enno!


Notas Finais


Espero que você tenha gostado :)


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