História London Romance - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook
Tags Bottom!jungkook, Bts, Jikook, Jungkook!centric, Kookmin, Nochuday, Projeto Begin, Top!jimin
Visualizações 133
Palavras 5.399
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ficção, Fluffy, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi gente!!!
Aaaaahhhhh mas nem tô acreditando que fiz uma one shot fluffy!!!
Bom, essa fanfic faz parte do Projeto Begin/NochuDay, criada pela nossa querida Beca ~ bunnykook, para de alguma forma demonstrar o nosso carinho pelo Jungkook em seu aniversário!
E só quero dizer que fico muito feliz em participar desse projeto!!
Boa leitura~

Capítulo 1 - A Wonderful Gift


Fanfic / Fanfiction London Romance - Capítulo 1 - A Wonderful Gift

— Vamos Jeongguk, senão iremos nos atrasar para o voo! — exclamou Jimin, chamando a minha atenção quando estava terminando de amarrar os meus tênis, feito isso, fui até ele que já estava me esperando na porta com uma mochila em suas costas e uma mala descansando sobre o chão. — Uau, como você está bonito — apenas ri do seu comentário e segurei a sua mão livre para então entrar no elevador, arrastando as nossas malas de rodinhas e indo em direção ao estacionamento do prédio.

Neste exato momento, estou no carro com o Jimin — no banco passageiro, mais precisamente — indo em direção ao aeroporto internacional de Incheon para fazermos uma viagem que foi um presente do próprio ruivo.

Eu e o Jimin estamos namorando desde a época em que eu estava no segundo ano do ensino médio e ele, no terceiro. Bom, agora já sou um arquiteto formado com vinte e cinco anos, bem diferente do Park que sempre preferiu a área de biológicas e hoje, é médico pediátra.

Faz dois meses aproximadamente, que o meu namorado começou a planejar a nossa viagem dizendo que seria o meu presente de aniversário ao mesmo tempo em que comemoraríamos o nosso nove anos — bastante tempo, né? — de namoro atrasado, já que a nossa data foi em maio. E, com muita pesquisa e dedicação por parte do mais baixo, pois eu mesmo havia o dito para escolher, decidimos que o destino da nossa viagem seria Londres.

Agora, de férias tiradas, estávamos a caminho da capital do Reino Unido, onde ficaríamos durante uma semana!

— Amor? Chegamos — saí de meus devaneios ao ter Jimin me chamando para sair do carro, percebendo só agora que já estávamos no estacionamento do aeroporto. Apenas murmurei um “hum” e desci do veículo.

Após despachar as nossas malas e ter feito o check in, ficamos esperando a chamada do voo em frente ao portão de embarque, que logo foi aberta por um atendente.

— Jimin, estou muito feliz com essa viagem! — exclamei animado ao me sentar junto com o mais velho em nossas poltronas reservadas na parte da classe econômica do avião. — Obrigado por essas férias tão perfeitas — entrelacei os meus dedos nos deles e me aconcheguei ao seu lado.

O ruivo só abriu um sorriso como resposta e apoiou a sua cabeça em meu ombro. É, não tem férias melhores que essa.

As doze horas de voo se passaram rápido, acabei caindo no sono em algum momento e só acordei com um Jimin risonho me chamando, dizendo que já havíamos chegado a tão sonhada Londres.

Já com as malas em mãos, apreciei a brisa batendo contra o meu rosto deixando uma sensação agradável ao sair do aeroporto de Heathrow. Era época de verão — Igualmente em Seul — na Europa, mas eu não estava passando calor com uma camiseta branca larga e uma calça jeans preta.

Fiquei observando o Jimin chamar por um táxi e colocar as nossas bagagens no porta-malas do carro, depois entrando no mesmo junto comigo ao que explicava de maneira desajeitada para o motorista que nosso destino seria o hotel Novotel London Paddington.

Foram somente alguns poucos minutos até chegarmos ao nosso hotel quatro estrelas. Após confirmar as nossas reservas e fazer o check in — dessa vez, fui eu que me comuniquei com a atendente — na recepção, subimos para o nosso quarto duplo que situava-se no décimo andar.

— Olha Chim, que cama enorme! — falei já me jogando na mesma.

O quarto era de um tamanho não muito grande, o suficiente para acomodar uma cama de casal tamanho queen no centro, um pequeno armário com cabideiro em frente a cama, um sofá de dois lugares e uma mesa com duas cadeiras em cada canto próximos a janela. Também havia um banheiro à esquerda do quarto.

— Pelo visto, escolhi o hotel certo — comentou risonho depositando as malas em um canto ao lado da porta e vindo em minha direção, para selar os seus lábios nos meus num simples beijo, logo se levantando e abrindo a sua mala para pegar uma troca de roupas.

De roupas trocadas, descemos para a recepção para nos informar o andar do restaurante do próprio hotel — visto que já eram quase oito horas da noite — que constatamos que ficava no segundo andar.

O local era realmente bonito. Com direito a lustres de cristais e mesas com velas decoradas. Garçons e garçonetes devidamente vestidos passavam de mesa em mesa para anotar pedidos e servir-lhes dos pratos. Com certeza Jimin deve ter gasto uma fortuna nesse hotel.

Nos sentamos a uma mesa um de frente a outro, não demorando para uma jovem atendente loira e de olhos verdes vir entregar-nos os cardápios e anotar os nossos pedidos.

Ficamos mirando cada opção do cardápio que mais parecia não ter fim de tantas variedades. Que, no final das contas, acabamos por pedir Bangers and Mash — que basicamente era salsicha apimentada e purê de batata — recomendada pela própria garçonete dizendo que era uma de suas comidas típicas, dois sucos de laranja e pudim como sobremesa.

Depois da nossa janta maravilhosa — e deliciosa também — digno de várias fotos postadas no Instagram, voltamos ao nosso quarto e tomei um longo e relaxante banho junto com o ruivo. Hum... Talvez não tenha sido só um banho, mas ninguém precisa saber.

Depois de estar devidamente vestido com o meu pijama — vulgo uma camiseta larga e um shorts, parecidos com os que Jimin estava usando — me deitei na cama ao lado do mesmo, que já estava todo preparado para dormir.

— Já vai dormir? Ainda são dez horas — indaguei ao mais baixo, passando os meus braços em sua cintura e me aconchegando ao seu lado.

— Amanhã nós vamos fazer um passeio para conhecer Londres, Kookie, por isso precisamos acordar cedo — respondeu-me bocejando e ri quando ele mencionou meu apelido dado por si. — E eu estou cansado por ter viajado tanto tempo de avião, você também deve estar. Agora vamos dormir pra' nos divertir bastante amanhã.

Jimin me puxou para mais perto de si e nós ficamos conversando durante pouco tempo até que o sono realmente me bateu, levando-me para o mundo dos sonhos em que tudo estava mais perfeito do que já era.


X


Meu amor... — uma voz começou a soar em minha mente — Kookie... Acorda... — hum... Jimin? Acho que essa voz é dele — Jeongguk, acorda! — sou despertado a força pelo meu namorado berrando como um louco. — Bom dia, meu amorzinho — disse me abraçando e selando seus lábios na minha testa.

— Meu Deus, Jimin, ainda são seis e fucking meia da manhã — me exaltei ao finalmente sentar na cama e olhar para o primeiro relógio que achei pelo quarto. Pois é, quem consegue acordar de bom humor a essa hora da manhã?

— Tudo pelo nosso passeio, Kookie. Agora vai lá tomar um banho rápido — apenas revirei meus olhos e fui em direção ao banheiro com os olhos semicerrados.

Já de banho tomado e depois de ter enchido o ruivo de beijinhos somados a pedidos de desculpas pelo meu mau humor matinal, estávamos tomando o café da manhã já incluso no pacote do hotel.

— Chim, onde nós vamos hoje? — indaguei o outro após encher meu prato de doces. Sim, logo de manhã.

— Hum, eu pesquisei bastante e pensei em ir visitar o Big Ben, que tal? — perguntou-me ao mesmo tempo em que olhava para um folheto sobre pontos turísticos da cidade e dava uma mordida em sua torrada.

— Com você, qualquer lugar seria ótimo — apenas sorri ao final da frase, mas ao me dar conta do que disse, senti minhas bochechas queimarem — B-bom... É um lugar bem bonito, né...

Com a minha resposta, Jimin sorriu de forma terna e me deu um beijo nos meus lábios sem ligar para as outras pessoas que ali estavam.

Após o nosso caprichado café da manhã, nos arrumamos para ir até o tão famoso Palácio de Westminster, mais conhecido como o Big Ban. Mas não poderíamos ter vindo para Londres sem poder andar daqueles ônibus vermelhos de dois andares. Sim, isso seria um desperdício!

E foi bem óbvio que o Jimin achou maravilhosa a minha ideia, pois logo nós estávamos dando voltas pelos quarteirões só para apreciar mais ainda essa viagem de ônibus de dois andares, até porque, não é todo dia que você consegue ver um veículo desses, então quem diria andar num desses?

Quando fiquei satisfeito pela viagem exótica, nós enfim havíamos chegado ao destino do nosso passeio principal do dia. Na torre do relógio que foi instalada no Palácio de Westminster. Se eu já estava animado com o passeio de ônibus, agora estou explodindo de felicidade! Bom, e Jimin não parecia diferente.

Demos uma volta pelo quarteirão só para observar cada detalhe da construção, visto que, infelizmente não poderíamos entrar no monumento.

Na verdade, nosso passeio de hoje, mais se resumiu em um city tour do que visitar somente um lugar. Uma vez que após a caminhada em volta de Big Ban — tiramos várias fotos, obviamente — passamos em frente ao Palácio de Buckingham — residência oficial da Rainha Elizabeth II. É aqui que ocorre a Troca da Guarda — que era todo pintado de branco impecável e enorme!

— Kookie, o que vamos almoçar? Já são quase duas horas — perguntou-me enquanto nós dávamos uma volta pelo monumento pela segunda vez.

— Hum... Tem alguma lanchonete por aqui? Qualquer coisa simples para mim tá' bom, Jimin — respondi-o ao que pegava a sua mão, entrelaçando nossos dedos.

O ruivo apenas sorriu doce e apontou para uma food truck, estacionada no outro lado da rua.

— Que tal ali? Parece que tem hot dogs — só assenti com a cabeça e fomos em direção àquele veículo.

Quem estava preparando os cachorros-quentes era uma senhora perto dos cinquenta anos, de pele alva e estatura baixa. Quando notou a nossa presença, ela anotou os nossos pedidos, que não demoraram a serem feitos. Com o nosso almoço em mãos, nos sentamos a uma das mesas disponíveis que havia numa praça ao lado do food truck.

— Nossa Chim, isso é muito bom! — nem liguei por ter dito isso de boca cheia.

— É, é muito bom mesmo — disse o mais velho, dando um gole em seu refrigerante. — Ei, calma aí. Desse jeito vai acabar se engasgando — falou rindo da minha pressa ao degustar o cachorro-quente.

E a nossa tarde se resumiu nisso, rindo e conversando sobre coisas aleatórias enquanto caminhávamos pelos quarteirões e por algumas outras praças, até que decidimos voltar para o hotel.

Como na ida, voltamos de ônibus — de dois andares — que estava bem mais vazio do que quando o pegamos de manhã.

Já de volta ao nosso quarto, no hotel, eu estava jogando candy crush no meu celular enquanto Jimin tomava um banho. Eram por volta das seis horas quando havíamos chego.

— O que você quer jantar, Chim? — perguntei-lhe quando o vi saindo do banheiro.

Jimin pareceu ponderar antes de me responder:

— Eu estava pensando em pizza, o que você acha? Eu vi uma pizzaria não muito longe daqui. — respondeu-me com uma outra pergunta enquanto vestia uma camiseta larga e uma bermuda.

— Ok. Uma pizza cairia bem agora — levanto-me da cama guardando o meu celular no bolso, visto que já havia passado das sete. — Vamos?

— Vamos! — pegou sua carteira e saímos do quarto.

Até de noite, as ruas de Londres eram movimentadas, porém calmas. O comércio parecia fechar mais tarde. E, realmente, a pizzaria não era longe — nós só atravessamos a avenida — e logo estávamos sentados a mesa aguardando nossos pedidos. Jimin e eu decidimos que seria melhor pedir meia pizza salgada e, a outra — por muita persistência da minha parte — doce.

O restaurante tinha uma decoração rústica; as mesas e cadeiras, todas feitas em madeira, com luminárias decoradas e as paredes revestidas por cores também amadeiradas, dando um ar aconchegante ao local.

Depois de uns quinze minutos de espera, um garçom veio nos trazer a pizza meia quatro queijos e meia chocolate. E na hora, minha boca começou a salivar.

Comi um pedaço só da salgada — por exigência do ruivo — e mais três da delícia feita de cacau. Enquanto Jimin ingeriu sem reclamar, o resto dos pedaços que haviam sobrado. Claro, queijo era uma das coisas que ele mais amava na vida!

Mas, no final das contas, acho que comer quatro pedaços caprichados de pizza e duas bolas de sorvete, bem na janta não me fizeram bem. Pois logo quando saímos do restaurante, meu estômago começou a doer.

— Jimin... Você tem algum remédio para estômago estufado? — resolvi mencionar o meu desconforto depois de voltar para o hotel.

— Ah, tenho sim. Sabia. Eu sempre digo para você não exagerar nos doces — disse, me repreendendo ao mesmo tempo em que abria sua mala, tirando de lá uma caixa que deduzi ser um kit de remédios.

Essa era uma vantagem de se namorar um médico: independentemente de onde for, ele sempre levava um kit de primeiros socorros.

— Prevenido, como sempre — tentei zomba-lo, sussurrando, por ser impecavelmente certinho.

— O que? — apenas murmurei um “nada” pegando o comprimido e o copo de água que Jimin estava me entregando. — É só tomar e ir se deitar, que essa sensação de estômago estufado já passa.

— Obrigado, Chim — disse após tomar o remédio, indo me deitar em um instante.

Só o esperei trocar sua roupa para uma mais confortável de dormir e se deitar comigo na cama para então lhe desejar uma boa noite e, enfim, dormir agarrado à sua cintura.


X


Já era o terceiro dia que estávamos em Londres. No primeiro, como todos sabem, fomos visitar o Big Ban e o Palácio de Buckingham. No segundo dia — o meu desconforto já havia passado quando acordei, então — fomos ao Museu Britânico. Passamos o dia inteiro lá, mas sinto que não vi tudo o que aquele monumento tinha para oferecer.

O Museu Britânico foi fundado em sete de julho de 1753. A sua coleção permanente inclui peças como a Pedra de Roseta e os frisos do Partenon de Atenas, conhecidos como a coleção de mármores de Elgin, trazidos ao museu por Lord Elgin.

Desde que cheguei aqui, fico cada vez mais fascinado pela quantidade de obras preservadas.

E hoje, como o dia estava ensolarado, Jimin e eu decidimos ir ao Regent's Park fazer um piquenique. Mas, como eu fiquei enrolando para levantar da cama, perdemos a hora, e já haviam passado das dez horas quando resolvemos sair do hotel.

O caminho até o parque foi bem tranquilo, pegamos um metrô e não demorou mais do que meia hora para chegarmos. Haviam várias pessoas se divertindo em família, alguns casais caminhando a beira do lago, algumas andando de bicicleta e outros passeando com seus cachorros.

Ficamos caminhando pelo parque enquanto conversávamos sobre o quão perfeito estava sendo esses primeiros dias da viagem, até que nós decidimos esticar uma toalha no gramado para então, preparar o piquenique.

Já sentado na sombra de uma árvore e comendo os sanduíches — comprados em um mercado — ficamos aproveitando a paisagem verde.

— Jimin, vamos andar de bicicleta — dei uma ideia enquanto o ajudava a guardar os nossos utensílios numa bolsa, depois de ter terminado os nossos lanches.

— Oh, parece divertido — sorriu com a minha sugestão. — Mas você viu algum lugar para alugar uma bike?

— Eu tinha visto uma bem na entrada do parque — respondi-o me lembrando que havia uma loja de lembrancinhas que alugavam bicicletas e patins. — Vamos lá.

Fomos em direção à entrada, não demorando para avistar a tal loja. Quem estava atendendo era uma jovem ruiva bem simpática, apesar do preço absurdo que nos cobrou pelas bikes — que no final, acabei pagando — mas que iria valer a pena.

Fazia tempo que não andava de bicicleta, por isso acabei quase — quase mesmo — caindo várias vezes. E o traidor do meu namorado ficou rindo só porque sabia andar melhor que eu!

— Nossa, que brisa boa — falei já não correndo mais o risco de cair, enquanto dávamos uma volta pelo lago.

Jimin apenas murmurou um “sim, é boa mesmo” e voltamos a prestar atenção nas bicicletas. Mas esse momento durou pouco, até porque o mais velho inventou de apostar uma corrida até o outro lado do parque. E tinha que ser numa subida, né Park Jimin?!

No final, quem acabou ganhando foi o ruivo. Não sei nem como! Sempre fui mais atleta que ele. Não vou negar que fiquei indignado, mas acho que a causa foi por tê-lo admirado pelas costas quando ele me ultrapassou em vez de seguir em frente.

— Hora de pagar a sua aposta, Kookie — disse rindo da minha derrota ao descer da bicicleta, me obrigando a fazer o mesmo.

— Mas nem apostamos nada! — contestei-o a medida em que se formava um bico nos meus lábios e cruzava os meus braços.

— Nós apostamos sim, eu só não disse o que queria como recompensa — desgraçado! — Hum... Deixe-me ver... — pareceu pensativo — que tal um beijo? Um daqueles bem demorado.

Por um momento, todo o meu sentimento que estava me fazendo sentir revoltado, sumiu. Jimin sempre conseguiu o que queria sem deixar de ser um completo romântico.

— Meu amor, eu sempre te digo que não precisa me perguntar essas coisas.

Falei me aproximando de si e colocando os meus braços sobre seus ombros — pois afinal, sou o mais alto — e me inclinei em sua direção para depois, capturar os seus lábios carnudos em um beijo calmo.

Jimin logo agarrou a minha cintura com vontade para achegar mais ainda os nossos corpos e aprofundando nosso encostar de lábios para algo mais intenso. Não demorou para que a sua língua começasse a pedir passagem pela minha boca, que foi prontamente aceita.

Sua língua explorava cada canto da minha cavidade bucal, não muito diferente da minha que rodeava cada canto já conhecido de sua boca. Estávamos tão absortos no momento, que nem percebemos o tempo começando a fechar, dando origem a nuvens escuras no céu, antes, azulado.

Só desfizemos o beijo quando as gotas grossas de chuva começaram a entrar em contato com o nosso corpo, nos encharcando. Em uma rápida reação, nos separamos e começamos a correr junto com as nossas bicicletas alugadas, procurando por alguma área coberta, só constatando depois que o parque estava completamente vazio. Hum, as pessoas devem ter ido embora ao perceber que o tempo estava fechando.

Continuamos correndo até encontrarmos uma pequena tenda, que notamos depois ser a entrada do parque, aproveitando do lugar para devolver as bikes. Que graças ao senhor dos universos, a atendente não reclamou por estarem todas molhadas.

— Hum... Que azar... e agora? — Jimin perguntou depois de sair da loja, me fazendo reparar que tanto ele quanto eu, estávamos ensopados de água.

— A gente pode ficar aqui esperando a chuva parar ou voltar o quanto antes para... — fui interrompido pelo meu próprio espirro — o hotel.

— Ou então, podemos voltar de táxi agora, antes que você passe mais friagem — acabei espirrando mais três vezes seguidas enquanto ele falava. — Meu Deus, Jeongguk, pelo visto não foi só uma simples friagem. Espere um pouco, vou chamar um táxi.

Apenas assenti mudo e fiquei esperando o ruivo falar no celular enquanto eu abraçava os meus próprios braços na tentativa de me aquecer. Meu, estava com muito frio! Nem sei como Jimin não demonstrava estar com o mesmo.

Logo o mais velho encerrou a chamada e se sentou junto a mim em uma das cadeiras disponíveis no lugar, me abraçando também tentando me esquentar.

Os meus espirros estavam me acompanhando fielmente mesmo com um Jimin agarrado aos meus ombros passando-me, de certa forma, um calorzinho.

— Ixi amor, acho que você pegou um resfriado — disse ele depois de mais um espirro meu.

A irritação no meu nariz era tamanha que, além de ficar espirrando que nem um louco, o mesmo começou a escorrer, ou seja, fiquei fungando de segundo em segundo.

Mais uns minutos depois, finalmente o táxi chegou. Nós entramos no automóvel e o motorista deu partida em direção ao nosso hotel. Nem liguei para a cara de desgosto que o mesmo fez ao nos ver todo encharcado.

Jimin pagou a corrida após ter chego no hotel e me puxou pelo braço até o nosso quarto para então me empurrar pra' dentro do banheiro.

— Tome um banho bem quente antes que isso piore — foi o que ele disse apontando para o meu nariz antes de fechar a porta. — Não se preocupe que eu vou pegar uma toalha e uma troca de roupas pra' você depois — o escutei dizer do quarto.

Como o ruivo havia me dito, tomei um banho quente — isso realmente me aqueceu — e me sequei com a toalha que o mesmo havia trazido para mim. Eu já não estava espirrando mais, porém o meu nariz estava bem vermelho por causa dessa crise toda.

Depois de mim, Jimin também tomou um banho — só que rápido — e como qualquer outro médico neurótico, estava me fazendo perguntas para saber se eu estava mesmo bem.

— Hum, sem febre, dor de cabeça, de garganta... — murmurava algumas coisas segurando o meu pulso, enquanto marcava o tempo no relógio — Pulsação normal. Tem certeza que não está sentindo frio?

— Tenho Chim, estou completamente bem. Quantas vezes você vai me fazer repetir isso? — tentei tranquiliza-lo. Já devidamente vestido do meu pijama, igualmente o Jimin, eu não estava mais sentindo frio como estava a pouco tempo.

— Tá'... Vamos descer para jantar, então — falou e assenti mudo. Já deviam ser umas oito horas.

O resto da nossa noite foi resumido em um jantar simples no restaurante do hotel e dormir com um edredom, por exigências do mais velho, mesmo fazendo vinte e cinco graus lá fora.


X



No dia seguinte, acordei com uma pequena dor de cabeça e tossindo um pouco, reparando só depois que meu corpo estava mais quente que o usual. Estiquei meu braço para alcançar o celular, vendo que ainda eram sete da manhã. Jimin estava dormindo ao meu lado, mas com mais uma tosse minha, acabou acordando. Se eu não estivesse me sentindo mal, com certeza o encheria de selinhos pela fofura ao acordar.

— Kookie, porque você está tossindo? — disse sonolento coçando os olhos — Jeongguk, você está quente! — exclamou após estar completamente desperto e tocar o meu braço.

— Fala baixinho, Jimin... Minha cabeça está doendo um pouco — disse com manha e o mais velho tocou a minha testa com as costas da mão.

— Você está com febre, Jeongguk. Deve ser por causa da chuva de ontem — o vi levantar da cama e pegar a mesma caixa de remédios do outro dia, tirando de lá um termômetro e vindo novamente em minha direção.

— Não é nada demais, Jimin, é só um resfriado — ele revirou os olhos e colocou aquele objeto debaixo do meu braço.

— Um simples resfriado não dá febre — ouvi ele resmungar. — O que mais está sentindo? A garganta dói?

— Não. Só tô' sentindo moleza no corpo — respondi-o e o termômetro apitou.

— Você está com 38.7 graus, não é uma febre tão alta. Abra a boca — disse após retirar o mesmo do meu braço e fiz o que fora pedido. — Hum, que bom, pelo menos sua garganta não está inflamada.

— Chim, não precisa se preocupar, daqui a pouco passa — tossi duas vezes no final minha fala. Odeio ficar gripado.

— É lógico que eu irei me preocupar — falou afagando as minhas costas depois da minha tosse. — Acha que consegue descer para tomar o café da manhã? Você precisa tomar remédios, e não é bom ingeri-los de estômago vazio.

— Ah, claro. Vamos.

Após nós tomarmos o nosso café da manhã — que eu acabei comendo só alguns pedaços de melão por estar sem apetite — voltamos ao nosso quarto. Mal chegando ao mesmo, Jimin logo foi me obrigando a tomar vários remédios e me enfiou debaixo das cobertas.

O ruivo avisou-me que os medicamentos têm substâncias que me farão sentir sono e, portanto, era para eu dormir bastante.

— Desculpa, Chim, estraguei um dia da nossa viagem... — falei, me sentindo culpado, já que estávamos em Londres.

— Kookie, não precisa se desculpar por isso. Ninguém escolhe a hora para ficar doente — disse selando a minha testa.

— Deita comigo, Chim, ainda está cedo — surpreendi a mim mesmo pelo tom manhoso que usei. É tudo culpa da febre e dos remédios!

— Claro, Kookie — respondeu meigo e subiu na cama se deitando ao meu lado. — Vê se descansa.

Não sei se o ruivo disse mais algumas coisas, já que comecei a sentir sono como o outro havia dito e não demorou para que eu dormisse.

Só acordei quando Jimin me chamou para comer mais alguma coisa por já ter passado das duas da tarde. Mesmo morrendo de sono, fiz esforço para me sentar na cama — contra a minha vontade — e tomar a sopa que o ruivo teve de trazer lá do restaurante por minha causa.

Após conseguir terminar a sopa de espinafre, que por incrível que pareça estava gostosa, Jimin mediu novamente a minha temperatura e me fez tomar os mesmos remédios que os de manhã.

— Que bom, sua febre abaixou bastante — disse analisando o termômetro. — Acho que amanhã poderemos visitar algum lugar para comemorar o seu aniversário.

— Isso seria ótimo!

— Sim, seria. Mas agora vamos só passar a tarde assistindo TV para que você esteja cem porcento bem amanhã quando acordar — disse o ruivo, depois, indo até a televisão e ligando a mesma, que tinha vários canais dublados em coreano.

E foi bem assim que passamos a nossa tarde inteira: assistindo a um filme e séries de comédia aconchegados um no outro. É impressionante como Jimin consegue fazer me divertir mesmo doente.


X


No dia seguinte, a primeira coisa que Jimin fez ao me acordar, foi pular em cima de mim e dar beijinhos pelo meu rosto inteiro enquanto me desejava feliz aniversário. Felizmente a minha gripe já havia melhorado bastante e a minha febre havia finalmente cedido ontem de noite.

— Feliz aniversário, meu amor! — me parabenizava pela milésima vez, isso que já era uma hora da tarde.

— Obrigado, Jimin — o agradeci sorrindo largo. — Fico muito feliz em passar o meu aniversário com você — acabei corando com a minha própria fala.

— Ai, Kookie, eu que fico feliz com a sua companhia — disse se aproximando de mim e selando os nossos labios, logo se afastando — Adivinha, hoje nós vamos ao Museu do Sherlock Holmes!

Acabei soltando um daqueles gritinhos bem másculos, fazendo com que o mais baixo tampe os seus ouvidos e eu ficar vermelho que nem um tomate, de vergonha. Mas cara, não consegui me conter, gosto demais dos personagens e da história de Sherlock Holmes!

Após se recompor do meu ato inédito, Jimin apenas sorriu fazendo com que seus olhos formassem meras linhas em formato de meia lua.

— Desculpe, acho que me empolguei demais... — não deve existir um vermelho mais intenso que a cor da minha bochecha que deveria estar agora.

O mais velho apenas balançou a cabeça em negação e segurou o meu braço me guiando para fora do quarto.

— Eu quero que hoje, você se divirta mais do que qualquer outro dia passado aqui em Londres, por isso, não tenha vergonha em dizer ou fazer qualquer coisa. Afinal, hoje é o seu dia.

— Own, Jimin... Você é o melhor namorado do mundo! — Falei dando selinhos pelo seu rosto, logo saindo do quarto e pegando o elevador.

Não demoramos mais do que vinte minutos para chegar ao museu. E só posso dizer que a Casa de Sherlock Holmes era esplêndida. Uma materialização da história fictícia, com direito a bonecos — réplicas dos personagens originais — e móveis estrategicamente montados como nos livros de Conan Doyle!

— Jimin, isso é demais! — falei, com os olhos mais arregalados possíveis por tanta admiração.

— Sim, aproveite bastante, Jeongguk — disse pegando a minha mão.

Passamos horas naquela casa de três andares, apreciando cada móvel que decorava os cômodos ocupados por seus personagens a mais de cem anos atrás.

Foi bem assim que a minha tarde passou voando. Quando terminamos de contemplar todas as obras do museu, pela segunda vez, já eram quase oito horas da noite. Após sairmos do mesmo, Jimin me pagou um cachorro quente de rua como janta, dizendo que se não formos rápidos, não chegaríamos ao nosso destino principal do dia — noite.

À medida em que o ruivo me levava para o tal lugar, mais eu ficava ansioso, mas foi impossível conter a minha cara de surpreso ao avistar uma roda-gigante toda iluminada à margem do rio Tâmisa. London Eye.

Corremos até a bilheteria e com sorte, adiquirimos dois tickets para uma última volta do mesmo naquele dia.

Como não haviam tantas pessoas àquele horário, Jimin conseguiu reservar uma cápsula — que cabe até vinte e cinco pessoas — só para nós dois, não demorando para entrarmos e o mesmo começar a subir.

Da London Eye, era possível ter visão panorâmica da cidade a uma altura de 135 metros do chão!

— Jeongguk?

— Ah, oi — respondi-o saindo de meus devaneios.

— Eu não sei como começar, mas hum... quando te conheci lá no colegial, me apaixonei por você de vista. Sabe, aqueles amor a primeira vista. Aí me confessei pra' você e nós começamos a namorar. Só queria dizer que depois disso, a minha vida ficou completa, mais feliz... Você apoiou a minha decisão de estudar medicina, sempre me ajudou em diversas coisas... — me derreti por inteiro ao escutar tais palavras e ao vê-lo corar as bochechas.

— Que lindo, Chim, a minha vida também ficou mais perfeita ao seu lado.

Falei e Jimin, estranhamente, se ajoelhou a minha frente segurando as minhas mãos.

— Esses nove anos junto com você foram os mais perfeitos da minha vida, por isso, eu queria te perguntar... — ele soltou as minhas mãos para tirar de seu bolso uma caixinha preta revestida de veludo. — Jeongguk, quer... Casar comigo?

Em suas mãos, estava essa caixinha aberta revelando duas alianças douradas e com uma pequena pedra no centro das mesmas. Com o ato inesperado do ruivo, apenas deixei que algumas lágrimas de felicidade rolassem pelas minhas bochechas ao mesmo tempo em que assentia com a minha cabeça.

— Mas é claro que eu quero, Jimin! — ignorei o fato dele estar ajoelhado e apenas o agarrei num abraço apertado. — Eu te amo muito, muito mesmo, Chim!

Selamos nossos lábios no final da minha fala, num beijo calmo, e logo Jimin colocou a aliança em meu dedo anelar direito, fiz o mesmo em si depois. Após mais alguns beijos e cantadas malfeitas por parte do ruivo, aproveitamos o resto da nossa noite observando a cidade toda iluminada de Londres pela London Eye. Mal sabem vocês, que a nossa noite estava apenas começando.


X


— É tão bom viajar, mas é bom estar de volta também.

Falei me espreguiçando depois de doze horas estando sentado numa poltrona de avião. Isso mesmo, a nossa volta estava marcada para o dia seguinte do meu aniversário.

— Também acho, não tem coisa melhor que a nossa própria casa. — Disse pegando as nossas malas da esteira.

— É, né... Mas agora estou sentindo falta daquela cidade completamente diferente da de Seul.

— Não se preocupe, Kookie, na nossa lua de mel, prometo te levar para um lugar tão especial quanto Londres.

Disse piscando o seu olho esquerdo para mim. É, com certeza, Jimin vai ser um ótimo marido.


Notas Finais


Espero que tenham gostado ^-^
Comentem o que acharam e partipe também do projeto!!
Obrigada por terem lido ❤


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