História Lone Soul - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Barbara Palvin, Justin Bieber
Personagens Barbara Palvin, Justin Bieber
Tags Drama, Járbara, Romance
Exibições 21
Palavras 2.556
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oii flores ;)
Espero que gostem <3 Boa leitura!

Capítulo 3 - Letter of eviction


Fanfic / Fanfiction Lone Soul - Capítulo 3 - Letter of eviction

“Sabe meu amor, é bem provável que eu não seja a “mulher que você sempre sonhou”, não consiga te fazer feliz o tempo todo, não seja tão bom como deveria ser pra você. Talvez eu não consiga te reconquistar todos os dias, não consiga impedir você de chorar ou ficar triste e cometa inúmeros erros contigo. Mas tem algo que ninguém jamais poderá colocar em dúvida, e isso é o amor que eu sinto por você! ”    

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Seattle, às 05h23min AM.

-Eu sinto muito, Freya. –Bliss disse estendendo o envelope da carta de despejo. –Eu queria que você limpasse o que deixou lá embaixo.

Freya sabia do que Bliss estava falando. Ela estava falando sobre o vomito no carpete da escada e suas roupas íntimas espalhadas pelo sofá. Bliss não conseguia olhar nos olhos dela, estava carregada de amarguras guardadas por muito tempo. Era notável que ela não queria fazer isso com Freya, talvez Tom tivesse a pressionado, não precisava de muito para isso acontecer.

-Eu não queria fazer isso com você. Eu sei que não tem condições para continuar aqui na cidade, mas eu não aguento mais, Freya. Você deve saber do que eu estou falando. –Bliss inspirou fundo, permitindo que sua pleura se expandisse, contraindo-se em uma fração de segundos, expirando. –Eu cansei de chegar em casa e encontrar você deitada e bêbada no chão. Cansei de ter de te levar para o quarto todo o santo dia. Cansei de me molhar toda te dando banhos gelados para ver se você recuperava a consciência. Cansei de limpar toda a sujeira que você faz e promete que vai limpar. Cansei de ver você se matando, bebendo feito uma alcoólatra. Você não entende que eu não quero vivenciar a morte de uma nova vovó Alba? Eu simplesmente cansei disso tudo, Freya. Não dá mais.

Sim, a Bliss havia presenciado a morte da vovó Alba. Então Freya havia herdado também o bom gosto por trens e pelas bebidas viciantemente saborosas. Ela a considerava uma avó, talvez mais que as outras netas. Bliss sofreu muito com a morte de Alba, ela era a segunda neta que usava seus cachecóis, depois de Freya. Ela apenas ouvia tudo de cabeça baixa, esperando Bliss acabar de desabafar. Ela não queria lhe atrapalhar, esse era um momento importante.

- Você sabe que eu não queria isso para você. Eu sempre quis o seu bem, tanto que te ajudei. Eu quero que você me prometa que vai procurar os AAs. Por favor, mude de vida, saia desse sofrimento. –Bliss implora. Ela sabia que se fizesse Freya prometer, ela iria cumprir. Freya nunca fora de quebrar promessas.

-Eu prometo Bliss.

De repente Freya se ver em uma situação complexa. Ela tinha que arranjar um kit net, com suas economias daria para pagar. Mas isso não seguraria a sua faculdade por muito tempo. Talvez se ela conversasse com sua mãe e voltasse para Carolina do Norte. Mas Freya não queria desesperançar sua mãe. Hera tinha em mente que sua filha estava cursando sua faculdade e morando em um grande apartamento, que pagara com o dinheiro da galeria. Hera pensava que a galeria pertencia a Freya. Ela só pensava.

[***]

 Seattle, estação Beacon Hill as 08hrs37min AM.

 

Algo tinha acontecido ontem à noite. Freya não se lembrava de tudo. Hora ou outra passavam flashs rápidos do que havia acontecido, mas eram tão velozes que não tinha tempo de captura-los. Em seus braços tinham alguns hematomas, talvez dois, que ela tentava descobrir de onde vinham. Ela poderia ter caído do banco, se esbarrado num poste, ou sido atropelada. Ela se lembra do rapaz que a encarava ontem à noite. Um rapaz bonito, mas ela não o conhecia, nunca havia visto rosto algum parecido com o dele. Poderia ser algum amigo do Carter que a conhecia e ela não se recordava.

Talvez ela precisasse mesmo procurar os AAs. AAs se tornou uma forma mais simples de chama-los, já que o nome é comprido e cansativo: “Centro de Alcoólatras Anônimos de Seattle”. Engraçado era saber que bem ao lado dos AAs tinha uma Adega, com os melhores vinhos da cidade. Adega 132. Tentador demais sentir o cheiro do vinho forte e não passar para bebericar algumas taças. Aquilo sim era prova de fogo!

A estação estava lotada. Freya não sabia se estava tonta ou via tantas pessoas em um único metro quadrado. Desde quando a estação era tão famosa assim? De longe, Freya observava um grupo de colégio, com variadas séries, os tamanhos das crianças denunciava isso. Não era preciso tanta atenção para conseguir distinguir que eles eram do sétimo ao nono ano.

O trem chega. Leva cerca de quinze minutos até que todos consigam embarcar. Freya foi uma das ultimas, que ficou encolhida num cantinho perto da porta. A viagem hoje iria demorar, o trem estava mais pesado. Estava carregando o triplo de pessoas que era acostumado, consequentemente ele iria diminuir sua velocidade. Coitado! Freya adorava personificar objetos inanimados. Durante a viagem até o centro, personificar era o seu passatempo favorito, depois de ler um bom livro ou observar as imagens turvas do centro urbano.

As casinhas mais antigas passavam como borrões. Casinhas de diversas cores, azul bebê, marfim, camurça. Freya adorava criar histórias com essas casinhas. Histórias da idade média. Histórias com as rainhas e reis da Inglaterra. Mary e Francis eram seus favoritos. Mary era a rainha da Escócia que se casou com Francis, o rei da França. Francis morreu com uma infecção no ouvido aos dezesseis anos. Mary casou-se mais quatro vezes e foi decapitada aos quarenta e quatro anos de idade, condenada por tramar o assassinato de Elisabeth, sua prima e rainha da Inglaterra.

Freya desce do trem com rapidez. Pelo jeito ficar perto da porta a ajudara hoje. Como ali era o centro da cidade, se tornou o ponto que os turistas e pessoas mais desciam. Particularmente, Freya não sabia o que os turistas viam em Seattle. Ela a achava uma genuína cidade cadáver. Talvez por que todos os rumos que Freya tomava eram insípidos. Da galeria para sua antiga casa, antiga casa para a galeria.

As pilhas de currículos estavam em cima da bancada riscada a caneta. Os olhos de Freya correm para o único que estava separado. O garoto dos olhos bonitos! Ela ri ao lembrar que ele chega “atrasado”. Freya confere o currículo dele, como se ele se tornasse prioridade.

“Bacharelado em história da arte e artes plásticas.”

“Estagiário em uma galeria de artes.”

“Sempre foi bom aluno em história e artes.”

“Nunca foi preso.”

Seu telefone vibra em cima da mesa, ela observa o caminho que ele faz enquanto está vibrando descontroladamente tentando adivinhar o remetente, tratando de atendê-lo.

-Huh? –Pronuncia calma.  

-Freya?

 O sangue do seu corpo congela por uma fração de segundos. Os batimentos cardíacos aumentam de acordo com o corte da respiração. Suas pernas fraquejam e Freya agradece por estar com suas botas de saltos pequenos e couro falso. Ela se apoia em uma bancada qualquer, antes que caísse e colocassem a culpa em suas bebidas. Como sempre fora. O que Carter queria? Aquele maldito número ainda assombrava a mente da pobre garota.

-“Quem é no telefone?”. –Freya escuta uma segunda voz na linha. Aquela voz. Aquela voz era da Ava. Maldita Ava e seu poder de roubar um futuro marido. –Estou resolvendo nossos problemas, Ava. –Carter responde.

Então Freya era um problema? Não passava de um mero e maldito problema? Aquilo lhe cortava por dentro, era a morte. Ela sabia que estava chateando ele. Mas ouvi-lo pronunciar aquilo havia doído, com certeza, doía mais que um corte de faca nos dedos.

Maldito era o Carter e sua esposa Ava.

-Freya? É você quem está falando?

Ela prefere manter silencio. Carter a conhecia demais para saber que era ela quem lhe atendeu. Ele a conhecia como ninguém.

-Por que você me ligou na noite passada? A Ava atendeu e ela disse que você falou coisas horríveis que ela nunca imaginara que falaria. Ela ficou estressada e quase perdeu nosso neném. –Por Deus, Ava estava prenha novamente? -Entenda que nós não somos psicólogos para ouvir o que você tem a dizer quando bebe descontroladamente. Se você quer desabafar, procure alguém apropriado.

Freya não se lembrava de ter ligado para Carter. Talvez Ava estivesse mentindo para se safar e manchar cada vez mais a imagem da doce Freya alcoólatra.

-Você bebeu ontem à noite? –Carter pergunta. Para Carter, aquilo era exuberantemente triste. Ela apreciava muito as qualidades de Freya, e queria que ela fosse feliz. Mas parecia que existia uma barreira chamada Freya, na frente da própria. Ela não conseguia vencer a si mesma. O seu problema era procurar a felicidade a qualquer custo, em qualquer lugar. A procura da felicidade acabou levando-a ao fundo do poço.

-Sim. –Responde normalmente. Ela já estava se preparando para a bronca que ele a daria por ter bebido mais uma vez.

Mas é claro que ela havia bebido. Provavelmente ligou para Ava e castigou-a de todos os nomes possíveis.

-Por favor, Freya. Pare de nos ligar quando estiver bebendo. Você liga durante a madrugada e o nosso bebe acorda. Estamos tendo muito trabalho para conseguir colocá-lo para dormir. Eu não posso mais ficar ouvindo suas lamentações. Eu já disse que o que nós tínhamos morreu. Na verdade, eu nem sei se aquilo existiu. –Ele ri sarcasticamente. Carter tinha de usar palavras de peso, para tentar ver se conseguia fazer Freya tomar um jeito na vida.

–Então, por favor. Nunca mais me ligue, nem quando estiver sóbria. Eu nunca mais quero ouvir sua voz, entendeu!? –Gritou exasperado.

Freya deixa que míseras lágrimas descessem, sem se importar com as pessoas presentes. Ela sabia que era inútil esperar que ele se importasse com ela. Se ele realmente tivesse amado-a, ele nunca teria trocado mensagens de puro desejo e amor com Ava.

-Eu não quero mais você atrapalhando minha vida! Já chega! Eu me importava com você, mas agora, que se dane.

Carter, ao desligar o telefone, suspira encarando Ava. Ava havia o pressionado para fazer isso. Ela alegava que se preocupar com uma alcoólatra de carteirinha era uma perda de tempo, e o simples fato dela ligar durante a madrugada estava acabando com as suas noites. Carter fita o teto, desatento de quaisquer conversa que Ava tentava puxar. Ele sabia que deveria ter feito isso, mas não precisava aquele exagero todo que Ava pediu. Ela alegava que se não fosse feito isso, ela voltaria a ligar. Ele queria estar ao lado de Freya para aconselha-la a procurar um psicólogo. Carter sabia que Freya passava por uma situação complicada, mas ele não fazia ideia de que Bliss havia despejado-a de casa. E que agora Freya não tinha onde passar as noites, a não ser no banco frio da praça.

O display apagado do telefone acabou se tornando o centro das atenções para Freya. Ela encarava a tela como se todas aquelas palavras deslizassem sob ele. Apesar de doer mais que tudo, Freya sabia que esses sentimentos eram reais da parte de Carter. Ela não queria que ele a odiasse. Talvez ela realmente merecesse esse tratamento.

[***]

Seattle, estação Beacon Hill, as 06hrs47min AM

Há tempos Freya não via a estação tão vazia como agora. Só era preenchida por alguns gatos pingados. Talvez todo aquele movimento de ontem não tenha sido em vão. Os empresários bem sucedidos provavelmente estavam desesperados planejando uma viagem para passar o inverno com as suas famílias. Possivelmente a sua viagem iria ser interrompida por alguma proposta de emprego melhor, em uma empresa melhor. As mães advogadas deveriam estar nos salões, fazendo os cabelos e pintando as unhas, enquanto a governanta da casa, uma velhinha gorducha e baixinha, aguardava a saída dos seus dois filhos do colégio, que se decepcionariam mais uma vez por ver a governanta indo busca-los e não sua mãe. Cresceriam revoltados por culpa da ausência dos pais.

A procura por uma kit net estava ficando cada vez mais complicado. Freya vez ou outra encontrava alguma pelos sites na internet, mas no mínimo eram do outro lado da cidade ou em outra cidade. Só havia encontrado um apartamento pequeno, com apenas três cômodos. E mesmo assim o dinheiro não era suficiente para pagar.

O inverno se aproximava. Ela sempre fora apaixonada pelo frio. Aquela, sem duvidas, era sua estação favorita. Os trens demoravam a deslizar por cima dos trilhos e sobrava tempo para ela cruzar suas pernas em cima de um bom banco, lendo um bom livro e bebendo um bom cappuccino. Usando roupas compridas e confortáveis, juntamente com seus cachecóis cinza. Vovó Alba adorava fazer cachecóis, mas sua cor preferida sempre fora cinza. E é claro que Freya também adorava cinza, e isso era inspirador para Alba. Tricotar cachecóis cor cinza era um privilégio. 

Freya havia cedido a cópia da chave da galeria para um funcionário. Já que às vezes ela não chegava dentro dos horários certos por conta das dores de cabeça persistentes. Hoje era um dia desses. Ela havia bebido demais da conta ontem. As palavras de Carter não saíam da sua mente, aquilo era sem sombra de duvidas um massacre. Tudo bem que ela sabia perfeitamente que ela não era uma das mulheres merecedoras do amor de alguém. Mas Carter fazia questão de deixar isso bem claro de todas as formas possíveis.

“Estou resolvendo nossos problemas, Ava.”

“Eu já disse que o que nós tínhamos morreu. Na verdade eu nem sei se aquilo existiu.”

“Nunca mais me ligue, nem quando estiver sóbria. Eu nunca mais quero ouvir sua voz, entendeu!?”

Malditas palavras que viviam a assombrando quando sua mente não estava ocupada. Carter nunca havia chegado a esse ponto. Eles tinham desentendimentos, mas ele nunca lhe disse que não queria mais se comunicar.

Freya havia encontrado a galeria aberta hoje. Novamente perdeu seu horário e chega uma hora e vinte três minutos mais tarde do que devia. Hoje ela teria que convocar os donos dos currículos escolhidos. Ela torcia, nem que fosse um pouco, para que o currículo do dono da íris caramelada estivesse ali. Inclusive seu currículo era um dos melhores, não tinha como rejeitarem ele.

Os currículos formam uma pequena montanha em cima da sua mesa. Presos apenas com uma folha de papel dobrada e grampeada. Freya rapidamente se senta em sua cadeira, folheando os currículos a procura dos telefones dos novos lounge boys. Aquilo duraria um dia inteiro. Eram mais de cinquenta currículos aprovados, o que restava era a entrevista com a diretora Freya.

[***]

O lixo já estava coberto pelas bolas de papéis que Freya jogara. Ela já estava começando a pensar em ser jogadora profissional de basquete, sua mira era esplêndida. Seu único defeito era a altura.

Freya já havia ligado para todos os rapazes. Restavam apenas quatro para fazer a entrevista.  Dois toques na porta e Freya murmura um simples e breve “entre”. O tédio já estava presente em sua voz. Ela já estava cansada de ver rapazes parecidos e com um currículo idêntico. Até parecia que só trocaram os nomes e fotos.

-Posso entrar? –Freya corre os olhos pelo corpo do rapaz a sua frente, ligando brevemente seus olhos azuis com os seus caramelados. Os lábios do rapaz formam uma linha reta e cautelosa, enquanto os de Freya estão puxados para o canto, formando um sorrisinho alegre.


Notas Finais


Até o próximo e beijocas!


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