História Lonely - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun
Tags Baekhyun, Exo
Visualizações 5
Palavras 1.030
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Visual Novel
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Being an Adult.


Fanfic / Fanfiction Lonely - Capítulo 2 - Being an Adult.

Passei alguns dias planejando como a abordaria para uma conversa amigável. Sem sucesso. Acho que era eu quem não estava preparando para isso, mas o destino não parecia pensar o mesmo.

Havia surgido algo que não pude recusar, um convite de um superior, meu professor. Ele havia me escolhido para assistir a palestra de psicologia de alguma nova estudante, vinda do exterior, mais especificamente Londres. Eu logo aceitei, a psique das pessoas me interessa muito, e ver alguém palestrar sobre isso me parece agradável, normalmente acho que pessoas que cursam e ensinam esse tipo de faculdade mental são muito evoluídas para o meu tão normal “ver” da vida.

A palestrante parecia a pessoa mais centrada e confiante que já pude ver em cima de um palco. Estava lá tão segura de si, com vestimentas apropriadas para o evento, cabelo arrumados, um olhar profundo – eu diria que cansado – e um vestido preto, que chega a ser um pouco acima dos joelhos, com um tênis branco com meias de cores diferentes em cada pé, ela estava ali, e eu iria assisti-la falar pela primeira vez.

As horas passaram voando desde que ela se apresentou, falando seu nome.

- Annelise, me chamo Annelise. Mas vocês podem me chamar de Ann caso queiram perguntar algo ao fim da palestra, não vamos levar para o lado muito profissional o que é ainda um treinamento – ela falava, cada palavra calculada e calma, sabia mesmo o que fazia ali.

Ao fim das perguntas todos se retiraram do auditório e restaram apenas a mim, meu professor e ela.

- Parabéns Annelise, sua mãe tinha razão quando disse que você daria orgulho a universidade. – Meu professor disse, em um tom impressionado.

- Obrigada, professor! Estou tendo dificuldades em me adaptar ao método universitário – Ela falava, diria que em um tom nervoso – Mas sigo tentando. Não posso negar meus traços – que eram bastante aparentes – coreanos, não é mesmo? Esses olhinhos puxados não estão aqui em vão.

Enquanto ela e meu professor conversavam, eu apenas a observava, dei uma pequena tossida, como quem coça a garganta, para que meu professor não esquecesse que eu estava ali, e que queria sim ser apresentado.

- Ah – usava um tom envergonhado – Este é o meu melhor aluno do curso de artes, Baek. O chamei para assistir sua palestra porquê sei de seus interesses pela psique humana. – Enquanto meu professor falava, ela apenas olhava para mim, com a boca um pouco aberta, franzindo a testa como quem presta realmente atenção em algo.

- Acho que já o vi pelos corredores na universidade. – Sorria, finalmente mostrando os dentes. – Talvez tenhamos até dividido uma mesa na biblioteca.

- Pensava que você não lembraria – falei dando um passo a frente – parecia tão focada.

- Acho que consigo prestar atenção em mais de uma coisa ao mesmo tempo, principalmente quando essa coisa vai até a biblioteca para ficar batucando na mesa. – Ela dizia, queimando-me com o olhar. Eu assumo, realmente tenho essa mania de batucar em mesas quando estou tentando me concentrar, mas ela parecia tão focada, e ainda estava com os fones, pensava que não ouvia nada do que fazia.

- Meus fones são apenas um disfarce para pessoas chatas enquanto estou na biblioteca, eu realmente ouvi quando você sussurrou “Como se é possível ler tantos livros?”

***

Saímos da sala de apresentação direto para um restaurante perto da universidade, meu professor precisou nos deixar mais cedo, então o resto da noite era somente eu e ela.

- Hm. – Eu realmente não sabia quais palavras usar, ou sobre o que conversar, ela era uma incógnita para mim, das que mais me deixavam curioso.

- Hm. – Ela apenas repetiu. – Difícil começar uma conversa quando não sabemos nada de alguém, não é? – Eu apenas concordei, balançando a cabeça positivamente. – Você é daqui? Ou é turista como eu?

Devo dizer que me impressionou o fato de ela estar querendo conversar comigo, tendo em vista de eu ser um homem completamente estranho, vestido um blazer verde com calça jeans e tênis. – Sim, nascido e criado. – Disse em tom simpático.

- Hm. – Ela falava entre lábios enquanto comia mais um espetinho de frutos do mar. – As coisas estão sendo difíceis para mim aqui – Continuava sem pausas. – As pessoas me parecem mais frias que em Londres, se é que isso é possível. Normalmente eu achava que não passaria por dificuldades de adaptação já que meus traços são fortes e eu não pareço uma turista. Mas algumas pessoas são malvadas. – Agora ela soltava uma risada tímida, quase sem graça – Se um adulto em um outro país e longe da família é muito difícil. O que me matem firme são os resultados futuros.

Eu a ouvi falar sobre a vida durante a noite toda, e era gostoso, cada detalhe da vida que ela soltava quase sem querer era interessante. O fato de a mãe dela ser daqui, ou de ela ter sido criada sem o pai, tudo me era fascinante, mas o que mais me impressionou foi ela não saber quem eu era.

- E você? Faz o que? É o que, afinal? – Fiquei boquiaberto, ela realmente não me parecia estar sendo irônica.

- Eu canto – me esticava para pegar mais um espetinho que ficava um pouco a frente de onde estávamos. – Em um grupo...com vários caras...

- Não faço ideia, mas me parece ser algo divertido. – Sorria – O cheio de testosterona deve ser forte em seu dormitório. – Não pude deixar de perceber suas manias. Ela passava as mãos pelos cabelos incansavelmente enquanto conversava, sem perceber, e quando uma pergunta lhe era muito difícil, mordia os lábios inferiores. – Quais as coisas mais divertidas de ser ter amigos por aqui?

Sua pergunta me tirou dos meus pensamentos – Acho que – parei para pensar em algo profundo mais só pude dizer uma coisa – Ter companhias. – ela suspirou, quase roubando todo oxigênio do mundo – Eu lhe invejo.

Sem nem pensar, algumas palavras pularam da minha boca – Você esta convidada, se quiser, é claro. – Falava me atropelando – Os caras são legais, você vai gostar deles.

- Se forem mais falantes e menos observadores que você, eu já gosto. – Não sabia que eu havia deixado tão na cara que a observava incansavelmente.



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