História Long live the Evil Queen - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Henry Mills, Lacey (Belle), Malévola, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Dragonqueen, Swanmillsfamily, Swanqueen
Exibições 77
Palavras 5.201
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, FemmeSlash, Magia, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Nossa eu esqueci de att aqui, me perdoem...
Mais um cap. espero que gostem.
Ah eu ouvi Iris- Goo Goo Dolls
Boa leitura

Capítulo 4 - Capitulo 4


 

A noite não foi facil para a salvadora, além dos pensamentos que circundavam sua mente, Killian demorou para chegar, o que aumentou exponencialmente o mau humor da loira. Quando o moreno chegou, ela o interrogou como se estivessem na delegacia e ele fosse um criminoso. Algo que o namorado achou estranho, afinal, Emma nunca foi ciumenta- Ao menos nunca tinha demonstrado antes- Ele pensou consigo mesmo e sorriu com a ideia.

A xerife estava estranha, tinha se fechado novamente, mas o pirata achou que fosse pelo dia anterior e o estresse com a rainha má. Tratou então de puxá-la para perto e sem dizer nada apenas a abraçou. Por um momento Emma esqueceu-se dos seus problemas e se deixou repousar no abraço confortável do amado. Naqueles braços ela finalmente conseguiu esquecer das ‘investidas’ da temida rainha.

Permaneceram lado a lado por mais algum tempo em silêncio, em seguida iniciaram um beijo terno e suave que foi se aprofundando conforme o desejo crescia dentro de ambos. As línguas digladiavam por espaço e dominância. O pirata prensou a amada, colando-a  em seu corpo, sentindo-a  quente. Emma não queria que fosse assim a primeira vez deles, não com Killian se recuperando de um ataque, e muito menos com mais pessoas dentro de casa. Mas naquele momento deixou-se levar pelo tesão crescendo dentro de si, sentia-se fervilhar e precisava de alguma forma extravasar aquele desejo. Estava subindo pelas paredes.

Num passe de mágica ela os transportou para outro cômodo, estavam no quarto. Jones sorriu maliciosamente olhando as feições indecifráveis da amada. Jogou sua jaqueta longe e puxou Emma para perto, devagar foi deitando em cima da mulher. Seu centro pulsando ansioso dentro da calça. Finalmente faria amor com a mulher de sua vida- Ele pensou.

 

 ~

Regina estava em seu quarto, a poucos metros do quarto da salvadora. Algo em Emma a inquietou aquela noite, estava distante, apreensiva. Tentou conversar mas a loira se fechou mudando de assunto. A conhecia a tempo suficiente para saber que não deveria forçá-la, e em breve a própria viria falar o que houve. Após o jantar e por Henry na cama, a prefeita dirigiu-se para seu quarto, queria de alguma forma dar privacidade para a dona da casa, afinal, o pirata estava para chegar.

Tomo um banho e deitou na cama, usava uma camisola de seda cinza. Estava sem sono, desconfortável e aflita. Pensava na rainha má e em Hyde- O que eles estão tramando?— Sibilou para si. Conhecia muito bem seu eu do mal, sabia que algo grave seria tramado. Esse dia de paz foi apenas uma cordialidade antes da verdadeira batalha começar. Foi em meio a essa reflexão que viu o quarto se iluminar com uma forte luz verde, a mesma vinha do lado de fora.

Regina se assustou, mas caminhou devagar até a janela. Arregalou os olhos. A passos rápidos a morena saiu de seu quarto, vestiu pelo corredor o hobby antes de bater à porta do quarto da salvadora.

 

Do outro lado Killian sem camisa havia acabado de retirar a blusa e o sutiã da loira. Tinha em sua frente a visão mais linda que já pode imaginar. A pele alva da amada, os seios durinhos com o bico eriçado demonstrando toda sua excitação, animação esta devido a ELE- foi o que o capitão pensou- Como se fosse a primeira vez, o homem se sentiu nervoso. Amava demais Emma, ela se tornou sua segunda chance, o motivo pelo qual ele desistiu da vingança e conheceu o amor.

Apesar dos pensamentos impuros que já tivera observando o corpo da xerife, em nenhum momento desejou a loira apenas em seus braços, queria ela entregue para poder fazer amor. Para demonstrar o quanto a amava. Assim naquele momento, o pirata sentiu sua boca secar tamanha a ansiedade, o coração acelerado transbordava de emoção, aumentando o calor que subia pelo seu corpo. A loira era linda, delicada e sexy.

 

—Emma!- Regina chamou do lado de fora. Killian estava com a amada sentada em seu colo, um seio dela em sua boca, as mãos apalpando as nádegas da mulher que rebolava contra seu sexo. O casal se olhou surpreso, ele frustrado, ela nervosa.- Emma?- Insistiu Regina já que não obtivera resposta. Por um segundo pensou em ir até a sala ver se havia alguem  lá. Mas então ouviu passos vindo em direção a porta.

Só um momento- Pediu a salvadora enquanto colocava a regata novamente. Felizmente ainda estava com as calças, diferente do amado. Olhou para ele e sussurrou- Vista-se. Eu já volto.- O homem bufou e se levantou desgostoso- Oi… oi- Falou ao abrir a porta e se deparar com a morena ainda mais linda com roupa de dormir- Franziu o cenho com esse pensamento.- Mas que diabos Emma- se martirizou mentalmente.

Ah, desculpa. Estava dormindo?- Perguntou envergonhada pela roupa amassada e o cabelo desgrenhado da loira.

—Hum… É… sim. Eu acabei cochilando.- Mentiu descaradamente para que Regina não suspeitasse o que acontecia naquele quarto. Recordar disso fez a mulher se lembrar do quão inchada e molhada estava seu sexo. Podia sentir a sensação da língua do amado em seus seios.- Droga- se xingou por estar cada vez mais excitada, a calcinha molhada.- Calcinha?- E então o que lutou tanto para esquecer durante todo o dia voltou em sua mente.

 

Regina estranhou a reação da amiga, fazia caras e bocas a sua frente, parecia discutir consigo mesma. A prefeita ergueu uma sobrancelha confusa, mas resolveu deixar ‘mais essa’ para outra hora, tinha algo importante para tratar naquele momento.

—Há uma luz forte do lado de fora da minha janela- Chamou a atenção da loira que a olhou confusa  na hora- Talvez seja  ela.- Afirmou

—Sabe o que pode ser?- Perguntou. Saiu do quarto e foi em direção ao quarto da morena. Quando entrou notou que as cobertas sequer haviam sido retirados do lugar, um lado amassado e nada mais, o que significava que a mulher deitou e não se mexeu. Emma olhou de canto de olho para Regina que vinha em seu encalço, sabia que precisavam conversar, que precisava dizer a outra mãe do seu filho que ficaria tudo bem, que confiara nela, que cuidaria dela.

—Ali- Apontou as colinas pela janela. A luz vinha de trás

—O que tem naquela região?- A xerife questionou com a feição preocupada, afinal a luz era muito forte, e a última vez que viu algo parecido foi na viagem do tempo lançada por Zelena. Seu corpo estremeceu com a possibilidade da rainha má estar tentando voltar no tempo.

Um armazém. Um antigo galpão- Se forçou a lembrar. Passara tantos anos que mal se recordava.

O que tem nele? Está vazio?- O coração ainda batia forte.

Não. Não sei. - Balançou a cabeça forçando-se a lembrar- No inicio da maldição eu guardava alguns objetos importantes para mim…

Ainda estão lá?- Interrompeu, fitou Regina, seus olhares se cruzaram e a loira se sentiu estranha.

Não… com o tempo me desfiz de muita coisa. O que restou guardei em meu cofre. Não há nada lá.- Confirmou convicta ao se lembrar. Parou e notou o olhar enigmático da salvadora.- O que está pensando?

—Pode ser onde ela se esconde...-

Sim, também deduzi isso- Interrompeu, apesar de não querer ser grossa.

Sabe o que pode significar essa luz?- Perguntou tensa, tinha medo da resposta.

—Um portal. Acho que é um portal.

Do tempo?- Sibilou, a possibilidade ainda rondado em sua mente. A loira tinha medo da resposta.

—Ah…— Grunhiu entendendo a feição aflita da salvadora- Bem, não posso confirmar daqui mas me parece mais um portal do que uma passagem temporal.- Explicou tentando acalmar. Emma nada disse apenas voltou a olhar pela janela, o feixe de luz havia sumido. Seu telefone tocou, era David. O xerife viu a luminosidade e estava indo em direção ao local, a loira pediu para ir junto.

 

Assim que vestiu-se novamente Killian saiu do quarto, estava contrariado, seu sexo apertado na calça ainda demonstrava sinais de ereção. Deu alguns passos e ouviu a amada no telefone confirmando que sairia. Quando entrou no quarto de Regina, ambas as mulheres olharam em sua direção. Emma abaixou a cabeça envergonhada. Regina o olhou intrigada, afinal não ouvira o pirata entrar, ela voltou a visão para a loira e ‘entendeu’. Sentiu-se completamente desconfortável.

—Onde irá Swan?- Killian perguntou rouco.

Meu pai, uma luz atrás da colina. Vamos investigar.- Explicou sem fitar o homem, por outro lado olhou para Regina e seus olhares desviaram. Não entendeu o por que.

Irei com você!- Avisou antes de voltar a caminhar até o quarto para pegar sua jaqueta.

Hei, não. Alguém precisa ficar e cuidar de todos.- Enfatizou o todos para não dizer sua família, a palavra simplesmente surgiu em sua mente e se não tivesse se contido teria falado. E isso certamente incomodaria o namorado, pois pareceria que ele não faz parte da familia.

Não vou deixar que se arrisque Swan.— Retrucou se irritando.

Por favor- Suplicou com calma.

Regina já é bem grandinha, sabe se cuidar- Respondeu impaciente. Ficara com raiva por ter sua noite interrompida pela morena, e sequer deu-se ao trabalho de se perguntar se era ou não culpa da mulher.

Não é isso… ah.- A loira tentava encontrar as palavras certas para usar, foi então que ouviu uma buzina. Era seu pai.— Então faz o seguinte você acompanha David, eu ficarei! Assim não terá que se preocupar comigo- Argumentou com destreza

—Mas… mas…- Sibilou incrédulo, a furia aumentando dentro de si. Não queria sair para investigar o que quer que fosse com o pai da sua namorada, se prontificou a ir para estar ao lado da amada e só. O que ele queria mesmo era se trancar no quarto com Emma e só sair de manhã para comer algo e então voltar ao quarto para mais rodadas de sexo e amor.

Notando que seria em vão discutir, o moreno apenas assentiu suspirando com pesar. Formou uma carranca quando ouviu novamente a buzina. Entrou no quarto, pegou sua jaqueta e desceu as escadas sem ao menos olhar a namorada. Culpa sua Regina— Ele pensou com o maxilar trincado.

A morena por sua vez, ouviu toda a conversa no corredor, caminhou até a porta e viu a loira parada olhando para Killian que descia batendo os pés. Regina se sentiu culpada, estava sendo um empecilho na vida deles. Aliás ela lembrou que sempre fora, inicialmente á mãe que apenas a via como um objeto de troca para alcançar seus sonhos. Depois como rainha má atrapalhando a vida do casal encantado e agora novamente.

—Eu não preciso de babá, Emma.- Falou com a voz triste porém firme.

—Mas cuidarei de você do mesmo jeito- A loira se virou e ficou admirando a mulher com os ombros encolhidos e os pés torcidos frente a porta do quarto, parecia tão frágil. Tão diferente de como a xerife a conhecia.- É isso o que a família faz- Concluiu com um sorriso meigo no rosto. O que quer que tenha pensado durante o dia, todas aquelas insanidades, ficaram para trás, Regina era sua amiga e precisava de ajuda.

A morena se surpreendeu pela frase dita pela loira, por um momento pensou haver algo a mais naquelas palavras, mas não haviam— Ela admitiu- Pois lá estava o lema da família encantada. Sorriu feliz. Agora tinha uma família que se preocupava com ela e o sentimento era recíproco, só precisava aprender a deixar-se ser cuidada. O silêncio que se formou ficou constrangedor, os sorrisos nos rostos de ambas ainda se mantinham.

 

—Eu vou pegar um copo de leite para nós— Disse para quebrar o clima. Regina foi se sentar na cama. A xerife saiu do quarto e desceu as escadas. Abriu o armário, puxou uma caneca grande do star wars que ela mandara trazer de suas coisas em NY e caminhou até a geladeira para pegar o leite, quando fechou a porta quase deixou o líquido derramar, a boca secou.

—Oh, cuidado- Falou a rainha má segurando o recipiente para evitar a queda. Tinha um sorriso nos lábios e um olhar negro tão penetrante que fizeram a salvadora estremecer toda.

—O que está fazendo aqui?- Perguntou quando saiu do choque, a olhou de cima a baixo e se martirizou por isso. A rainha usava um vestido azul com detalhes pretos, o decote enorme e nos pés uma bota que alcançava quase a coxa. Irresistível- Qualquer um diria.

É assim que trata uma visita?- Sorriu mordendo os lábios. Colocou o leite e a caneca em cima da mesa e fitou a loira de cima a baixo.

Se veio ferir Regina saiba que terá que passar por cima de mim…- Não ligou para o que a mulher falou, a ameaçou antes de ser interrompida.

Não. Hoje não querida.- Levantou o dedo indicador e assim como a cabeça o balançou em negativo.

Então o que quer? Já não basta hoje de tarde?- Cuspiu com raiva.

É por isso mesmo que estou aqui.- Caminhou lentamente em direção a salvadora, a cada passo da morena a outra dava um para trás até encostar na pia e não ter mais para onde ir. Emma balbuciava procurando as palavras mas nada saiu. A maldita aproximação- Ela pensou- a fazia perder a fala. Algo que ela ainda não entendia.- Estou muito decepcionada com você Em-ma- Fez um bico fingindo-se ofendida.

O que quer dizer?- Perguntou confusa. Os corpos ainda próximos demais para seu gosto. Porém, a respiração ja estava voltando ao normal, a raiva crescendo dentro de si.

Depois das descobertas que fizemos esta tarde- Piscou para a loira com malicia- Me decepciona muito saber que procurou seu namoradinho para se satisfazer— Falou com desdém ao se referir a Killian- Sabe que não é por ele que está subindo pelas paredes?- Encostou no corpo da salvadora enlaçando seu braço ao entorno do pescoço da xerife. Não podia evitar olhar aqueles labios finos que não paravam de abrir e fechar sem dizer nada. Convidativos- Pensou.

Não sei do que está falando- Se desvencilhou dos braços da mulher a sua frente e deu alguns passos para o lado. Emma não soube explicar o que sentiu naquele momento, estava nervosa e envergonhada- Mas por que?- se perguntou. Até parecia que tinha sido pega no flagra- Duas vezes no mesmo dia- Disse mentalmente.

Oh não minta para mim Srtª Swan- Advertiu num tom rouco- Vejo como fica quando eu me aproximo.- Apontou para a pele exposta da loira, estava arrepiada.—Não tenha medo, não sou o que dizem…- Sussurrou com carinho no ouvido da jovem.

Duvido muito majestade- Respondeu ríspida com cara de poucos amigos.- E está engada, o que houve foi apenas surpresa, afinal pensei que fosse minha AMIGA hoje mais cedo — Enfatizou a palavra, a rainha revirou os olhos-

Vamos ver até quando conseguirá resistir e negar seus próprios sentimentos.- Sorriu nervosa, a voz demonstrava impaciência. Emma ficou satisfeita, a mulher viera lhe perturbar, no entanto, não conseguiria, não de novo. Por outro lado, a rainha má estava obstinada a alcançar seus objetivos. E não desistiria fácil.

Vá embora- A loira a expulsou. Feições sérias, determinada. Em uma breve reflexão compreendeu o que se passara dentro de si mesma, a confusão e inquietação era com certeza a raiva misturada com constrangimento, Regina Mills era sua amiga, mãe de seu filho, apenas se espantou por achar que fosse ela se insinuando. Não era e sim a rainha má, então ponto, assunto encerrado. Foi o que ela concluiu, finalizando de vez aqueles pensamentos.

Irei. Mas não pense que se deitar com aquele pirata lhe trará algum prazer— Sorriu debochada- Killian é mais ego, na hora que realmente importa ele não dá conta do recado- Piscou evidenciando segundas intenções. A loira abriu a boca intrigada, sentiu seu sangue ferver- Era ciume— Ops, vejo que te deixei curiosa- Falou com sarcasmos enquanto andava saindo da cozinha, Emma a seguiu até a sala. — Pergunte a Regina já que agora são tão a-mi-gas- Então gesticulou com as mãos e desapareceu em sua fumaça após plantar a sementinha da discórdia.

 

A prefeita continuava lá em cima e parece não ter percebido nada que se passara no andar de baixo, foi tirada de seus pensamentos quando a loira entrou em seu quarto. Tinha a cara fechada, punhos cerrados e estava inquieta.

Está tudo bem?- Perguntou Regina. A mulher mais jovem apenas assentiu e a morena soube que era mentira. Por algum motivo que ela não entendia Emma estava mentindo demais para desde que voltaram de NY. O que realmente está acontecendo- Ela pensou.- Ér… e o leite?— Questionou tentando mudar de assunto, a loira não estava com cara de quem queria conversar.

Acabou- Respondeu seca, movimentava os braços em nervosismo. Outra mentira, afinal Regina fez compras mais cedo e trouxera leite suficiente para o café da manhã seguinte. Foi só então que se deu conta do que poderia ser.

Emma, me desculpa.- Murmurou chamando a atenção da mulher mais jovem que a fitou nos olhos pela primeira vez desde que entrara no quarto. Estava confusa com o pedido- Não queria atrapalhar sua noite….- Começou a dizer mas parou envergonhada, a cabeça abaixada.

—Ah… Eu… An…- Balbuciou completamente corada, a raiva anterior sumiu de seu corpo e deu lugar ao constrangimento- Será que Regina ouvira algo?— Se perguntou.

—Não precisa dizer nada. Amanhã mesmo posso procurar outro lugar para ficar…-

NÃO- Falou mais alto do que precisava, praticamente gritara. Regina ergueu a sobrancelha intrigada- Quero dizer que não precisa se incomodar- Consertou.

Claramente quem está incomodando sou eu…— Desviou o olhar, semblante triste.

—Hei, você não está incomodando.— Emma caminhou até o pé da cama se aproximando assim da prefeita.- Peço desculpa se... ouviu... algo- Corou enquanto agachava para ficar na altura da mulher mais velha-

Ah não… N-não deu para ouvir nada- Tratou de esclarecer. Droga Emma ela não sabia e agora sabe- A loira se chutou mentalmente.

De toda forma me desculpe por isso.- Após dizer isso o silêncio prevaleceu entre elas.—Regina- a loira chamou, a outra apenas acenou para que continuasse, elas se mantinham na mesma posição. Uma sentada na cama e a outra agachada próximo.- Sei que desde que TUDO aconteceu- Se referia ao falecimento de Robin- Não tivemos tempo para conversar como se deve. Em NY eu… eu não consegui dizer o que deveria, desde então tenho adiado esta conversa.

Não se preocupe- Respondeu tranquilizando a outra. Regina não esperava nada de Emma, não queria que a loira achasse que lhe devia alguma explicação ou algo parecido. O sentimento ruim que teve passou no momento em que tirou a rainha má de dentro de si. Agora sentia apenas paz e gratidão.

É justamente por me preocupar contigo que quero conversar- Disse com firmeza, o tom de voz suave transmitia compaixão- Uma vez minha mãe me disse que seus sentimentos são intensos, que sente profundamente mais do que qualquer outra pessoa. - Regina se lembrara de quando Snow lhe disse essas palavras, estava sem o coração, tinha acabado de descobrir sobre o passado da mãe. Se surpreendeu pela enteada ter contado a Emma, mas não questionou, deixou a conversa fluir- Na ocasião eu não compreendi o que ela queria me dizer- Suspirou triste- Precisei sentir sua dor, quando acessei sua memória do Daniel, para começar a entender o sofrimento que o destino lhe jogou.

Continuou- Pois sim, não vejo como uma escolha sua. O mal não nasce ele se cria e você sofreu sem merecer- Os olhos de cor avelã se seguravam para não chorar- Foi condicionada a esta situação. No início, logo após a quebra da maldição, eu achava que fosse sua culpa, tive raiva por viver longe dos meus pais… Só então entendi que tudo não passou de manipulação. Você foi só um instrumento e, Regina, eu sinto muito.- Os olhos verdes tinham lágrimas, era possível sentir a angustia com que falava- Eu mal posso imaginar a dor que passou.- Os olhares mantinham-se firme- Quando perdi o Killian, senti meu mundo cair, não havia mais chão sobre meus pés. Sequer sei o que teria sido de mim se não tivéssemos ido resgatá-lo.- O olhar da salvadora estava nublado enquanto ela se lembrava daqueles dias horríveis-

—...Se não tivéssemos ido, Robin estaria…- falava antes de ser interrompida

—Emma não. Não se culpe!- Suplicou com a voz embargada, era torturante para ela ouvir.

Como não me culpar se por me ajudar você novamente sofreu?- Um sorriso triste surgiu- E agora eu entendo. — Respirou fundo- Posso não entender como se sente- Corrigiu a tempo- Macompreendo a magnitude da sua dor. E gostaria de faze-la parar para que nunca mais sofresse. Vejo- Apontou para a mulher- Em seus olhos a intensidade que emana e mesmo assim você continua de pé.— Sorriu tímida

A vida tem que continuar- Respondeu, era a conclusão que tinha chegado. Tinha um filho, amigos, não poderia apenas largar tudo e sumir. Por muitas vezes desejou morrer para acabar com seu sofrimento. Assim que Robin partiu, pensou por diversas vezes que queria acabar com a própria vida, só assim cessaria sua dor. Mas foi pensar no filho que mudou de ideia. Perderia suas conquistas, seus sonhos, perderia os netos que um dia viriam. Não podia jogar isso fora. A vida continua- repetia como mantra a si mesma todas as vezes que começava a fraquejar.

A vida foi tão injusta com você Regina.- Segurou nas mãos da morena, os dedos entrelaçaram. Pareceu tão certo aquele gesto, mas era novo para ambas. Nunca foram tão próximas assim.—E, talvez não importe para você, mas eu te admiro de uma forma que é capaz que você não entenda agora, e por favor peço que não me pergunte o por que. — Pois nem eu sei o por que de estar lhe dizendo isso, apenas sinto que preciso- Continuou mentalmente apenas para si.- A pausa dessa vez foi maior, as duas mantinham os olhares fixo e os dedos entrelaçados. Emma chorava, isso intrigou a morena. Esta segurava as lágrimas, pois se conhecia o suficiente para saber que se chorasse não pararia tão cedo. E nem Emma queria isso- Ela já chorou demais- Refletia consigo.

A xerife quebrou o silêncio já que Regina não sabia o que falar, não esperava por isso. Preciso que você saiba que eu sempre estarei com você. Não importa o que aconteça. Não me importa se você não crê em si mesma, te mostrarei o quão capaz e extraordinária você é. Saiba que eu acredito em ti e estarei do seu lado para te apoiar sempre. - Sorriu ternamente passando confiança para a prefeita que a olhava surpresa- Eu te fiz uma promessa: não desistirei de dar o seu final feliz.- Sorriu com essa lembrança. Estava determinada a acabar com o sofrimento da morena e assim faria- Então não importa o tempo ou o que seja, quem seja… Eu cumprirei esta promessa.-

Nesse momento Emma abaixou a cabeça envergonhada, o que diria a seguir não era algo que ela estava acostumada a admitir, muito menos abertamente a mãe do seu filho- Sinto que nossas magias são conectadas, não sei explicar, apenas… Ontem na floresta por exemplo. Bem… - Gaguejava muito- As veze acho, na verdade tenho certeza pois sinto, que só terei o meu final feliz quando você encontrar o seu.- Soltou o ar que nem sabia que estava segurando.

Esta revelação depois de todas as palavras ditas anteriormente, fizeram a morena estremecer. Coração apertado, emocionado. Ela não soube o que dizer, uma lágrima então demonstrou seus sentimentos. Emma a secou com o dorso da mão, pode ver que não era uma lagrima de tristeza e sim de agradecimento. Num impulso ela puxou Regina para seus braços e a envolveu num abraço apertado. Um contato que nunca tiveram até então.

 

 

~

Do lado de fora uma pessoa prestara atenção na conversa, uma lágrima escorreu pelo seu rosto antes de ir embora.

 

~naquele mesmo dia, de tarde~

 

—Minha rainha, demorou a voltar- Falou Mr. Hyde se olhando no espelho-

—Ah meu caro Hyde, teremos a salvadora em nossas mãos antes do que pensei- Sorriu diabólica.

—Isso merece uma comemoração- Sugeriu o homem satisfeito, segurou a mulher e deu-lhe um beijo feroz.

Hoje a noite abriremos o portal, vamos animar esta cidade- Os dois gargalharam.

 

Ele a deixou sozinha por alguns minutos, fora buscar uma garrafa de champagne para brindar. A rainha não conseguia parar de pensar na tarde que tivera ao lado da salvadora. Que a xerife era bonita ela não tinha duvida, vê-la se exercitando realmente a agradou, um verdadeiro colirio para os olhos ver aquele corpo alvo suado, os músculos se contraindo. Sexy, Emma era sexy. Se permitiu sorrir e morder os lábios com o pensamento. Sua intimidade estava molhada, falara a verdade para atiçar ainda mais a loira. E pelo visto funcionou.

Regina sabia como atiçar alguém, era sensual e atraente, deixava qualquer um louco. A rainha má, tão cheia de si era ainda mais poderosa, utilizava-se do desejo que causava para conseguir o que queria. E com a jovem xerife não seria diferente. Não poderá resistir srtª Swan— Sussurrou pra si, ao lembrar da cara de espanto da mulher. Inclusive por recordar-se da tarde, foi inevitável pensar no momento que mais lhe agradou: Quando a salvadora falara da boa educação do filho.

Não era segredo para ninguém, principalmente para ela, que a parte rígida e firme da educação do jovem Henry era graças ao lado severo de Regina, ou seja, ela- a Rainha má- E isso não a impediu em momento algum de amar o filho incondicionalmente. Diferente do que todos pensam, ela jamais feriria Henry, pois seu maior desejo é vê-lo feliz e ser feliz ao lado dele, sendo aceita pelo o que é.- Um aperto formou-se no coração ao pensar isso.— Sentia falta do filho.

—Aqui está majestade- Hyde havia voltado com duas taças e a garrafa num balde de gelo. Ela virou-se para ele sorrindo, afugentando aqueles pensamentos da mente- Um brinde ao nosso sucesso.

—Um brinde á salvadora que nos ajudará sem sequer ter conhecimento disso- Debochou.- Te vejo mais tarde srtª Swan- sussurrou com um sorriso malicioso crescendo. Abraçou o homem a sua frente e os transportou para a cama no zepelim, precisava aliviar a tensão em seu sexo.

 

 ~

Regina chorou nos braços da salvadora, nada mais foi dito. Não era preciso, os gestos, as lagrimas, o abraço, tudo tinha mais significado do que qualquer palavra conseguiria expressar. A morena acabou adormecendo esgotada, a loira a ajeitou na cama e deu-lhe uma ultima olhada com carinho antes de fechar a porta e sair do quarto. Ficaria acordada esperando Killian. Algumas horas passaram e ela resolveu ligar para o pai, preocupada.

Segundo David a região estava vazia, não encontraram nada relevante, apenas um galpão abandonado- assim como Regina dissera- no chão havia marcas que eles desconheciam, parecia até uma nave que tentara pousar e apenas remodelou a direção da vegetação. Porém, por via das dúvidas eles estenderiam a vigia pelos arredores até chegar a cidade. Qualquer coisa ligariam. Dito isso, Emma resolveu se recolher, já era tarde.

 

Assim que amanheceu a loira se levantou e foi até a cozinha beber água, Regina já estava acordada, pode ver torradas sendo preparadas- Não precisava Regina— mumurrou agradecida, afinal poderia se acostumar a ter café da manhã todos os dias em casa- A porta que dava para a saída de trás da casa estava aberta, certamente a morena foi lá fora. Emma deu de ombros e caminhou até a sala.

Estranhou quando encontrou o namorado dormindo no sofá- Por que não foi para o quarto?- Franziu o cenho intrigada. E então se lembrou da pequena desavença que tiveram. Talvez tenha sido por isso- concluiu. Achou melhor deixar o amado dormir um pouco mais, notara que ele sequer retirou os sapatos, deve ter chegado cansado. Foi guardar o copo na cozinha e então estranhou que Regina ainda não tivesse voltado, resolveu checar o que acontecia lá fora.

—O QUE ESTÁ FAZENDO AQUI?- Cuspiu apressada ao ver Regina e a rainha má frente a frente. Ambas com bolas de fogo na mão.

—Não tenha ciume Em-ma, Regina e eu estávamos apenas conversando.- Podia-se notar o sarcasmo na voz, a loira corou e a morena (boa) piscou os olhos sem entender a fala do seu Eu do mal e a reação da loira.

—Se afaste dela!- Caminhou com os punhos cerrados e ficou na frente da prefeita, encarando a temida rainha que lhe sorria com desdém.

—Eu já disse: dê o fora daqui!- Regina (boa) bradou furiosa. Agradeceu pela reação da xerife mas não permitiria que a rainha fizesse algum mal a salvadora.

—Acordaram de mal humor hoje- Ironizou- O que foi o namoradinho não deu conta?— Olhava para Emma- Eu te avisei.- Esperou alguns minutos e sorriu ainda mais satisfeita com o que constatou- Não… oh… não falou para ela?- E apontou para Regina.

—Não adianta envenená-la…- Retrucou com nojo de si mesma.

—Oh não Regina, não é veneno. É a verdade. Emma precisa saber sobre os amores passados do pirata e nós… bem… nós o conhecemos muito bem- Juntou as mãos com ansiedade, um olhar faminto e maléfico.

—Eu não me importo com o passado dele- Cuspiu com furia a xerife. Era meia verdade isso, entendia que o passado era passado. Mas não pode deixar de sentir uma pontada de ciumes, de novo, caso aquilo que estava sendo insinuado fosse verdade.

—Dele não, mas…- Tentou dizer a temida monarca.

—CALA A BOCA- Gritou a salvadora avançando no pescoço da rainha má e a empurrando para longe.

—EMMA!- Desesperou-se Regina. Sabia bem que não passava de provocações, e era exatamente isso que a rainha queria, provocar, tirá-los do sério.- Ao menos era isso que a prefeita pensava. A soberana por outro lado não queria apenas provocar, queria ativar o ciúme da loira, com desejo e ciúme, conquistá-la seria conforme planejara: facil.

—Opa calma- Ergueu as mãos em defensiva- Adoro essa selvageria matinal…- Falou com a voz rouca, mordeu os lábios e secou a loira com os olhos de cima a baixo parando nas pernas torneadas que estavam a mostra num short curto de dormir-

—Vai embora antes que uma desgraça aconteça- A xerife ameaçou entredentes, Regina (boa) segurava seus braços puxando-a devagar.

—Sabemos que nada pode me matar- Disse com desdém- Nem você conseguiria sal-va-do-ra- Falou pausadamente se referindo ao plano. Logo em breve Emma não vai querê-la morta e sim nua em sua cama. Imaginou a cena e deixou a língua passar pelos lábios em sinal de tesão.- Bem- Suspirou antes de continuar, após se com centrar- De qualquer forma vim apenas dar-lhes um aviso.

—Que aviso?- Perguntou Regina, já tinha conseguido conter a loira. Agora preocupou-se ainda mais devido a fala da rainha.

—Hyde e eu estávamos comemorando ontem de noite- Explicou sem a necessidade de assim fazê-lo, mas o fez apenas para gerar mais pânico- E acabamos abrindo um portal do mundo dos monstros, ops- Fingiu arrependimento, logo em seguida sorriu irônica— Vejo que terão muito trabalho hoje.- Desapareceu

 

Emma e Regina se entreolhavam aflitas, o semblante demonstrava medo e preocupação. Ao longe puderam ouvir um ruido estranho, aliás um rugido que com certeza não pertence a este mundo.

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Notas Finais


E o trofeu para maior empata fod@ vai para?
—Regina Mills
Kkkk
Quem ouviu a declaraçao/revelaçao da loira?

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