História Long may I Reign - Capítulo 17


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Categorias Reign
Personagens Aylee, Catherine de Medici, Clarissa, Francis II of France, Greer of Kinross, Henry II of France, Mary, Queen of Scots, Nostradamus, Personagens Originais, Sebastian "Bash"
Tags Catherine De Médici, Corte, Época, Francis, Henry Ii, Mary Queen Of Scots, Mistério, Reign, Romance, Sebastian Bash
Exibições 27
Palavras 1.074
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Espero que estejam gostando, comentários ou sugestões à vontade!
Bjs e boa leitura! 💋

Capítulo 17 - O Jantar


Fanfic / Fanfiction Long may I Reign - Capítulo 17 - O Jantar

A noite caiu e tudo estava pronto para ser posto em prática. Aylee, Lenna e Lola estavam cientes da situação e embora estivessem tão assustadas quanto eu, se recusaram a me abandonar durante todo o jantar.

Pedi para que ficasse sozinha enquanto me preparava para o evento, assim eu conseguiria repensar o plano calmamente, o que me deixaria mais tranquila.

Sentei-me próxima ao espelho enquanto escovava meus cabelos.

"Sebastian como eu queria que você estivesse aqui..." -de fato seria mais fácil, Bash como supervisor da guarda real saberia como agir nessa situação sem... bem... matar a todos como Catherine pretendia.

Meus pensamentos foram interrompidos por um barulho atrás de mim. Virei-me assustada pensando que alguém havia escutado o que eu havia dito. Contudo, aparentemente não havia ninguém no quarto.

Levantei-me e fui em direção à fonte do barulho munida apenas de minha escova de cabelo. Ajoelhei no chão para olhar embaixo cama porém não vi ninguém, apenas ouvi um sussurro atrás de mim: "Quase lá..."

Soltei um grito e tampando a boca com as duas mãos fui até a parede a qual parecia ser a fonte da voz que eu ouvira. Quase não notei uma pequena fissura nela. Empurrei exitante e a parede se abriu, havia diante de mim um longo corredor sem qualquer iluminação.

Troquei minha escova por uma vela e entrei no túnel, certamente era uma passagem secreta, entretanto para onde ela iria eu não iria descobrir hoje. Quando estava voltando para a claridade de meu quarto ouvi um estrondo atrás de mim. Segurei mais um grito que estava em minha garganta e virei-me. Havia um bilhete no chão com uma pedrinha dizendo: "O caminho seguro será traçado".

"Quem está ai?" -disse em tom seguro.

No entanto novamente não obtive resposta alguma. Contentei-me em pensar que era alguém querendo ajudar.

Fechei a passagem e vi Francis entrando em meu quarto junto com Aylee.

"Mary?" -disse minha lady.

Respirei fundo alisando meu vestido e fui até eles.

"Está tudo pronto?" -perguntei.

Ambos assentiram e então fomos ao salão, onde os músicos já animavam o local e Vicente nos aguardava.

“Ele disfarça realmente bem” –sussurrei para Francis, enquanto segurava um sorriso em meu rosto.

“Lembrem-se de não mostrarem indício algum que sabemos seus planos” –respondeu enquanto acenava ao conde.

...

O começo da noite foi tranquila, houveram danças e discursos até que enfim sentamo-nos para o banquete. Não tardou muito até a rainha aparecer com dois guardas carregando um pesado baú com moedas douradas.

“Vicente meu amigo, sei que isso não paga metade do que a Corte realmente lhe deve, mas por favor, aceite isso como uma mostra de meus profundos sentimentos por sua perda”

Assim que os dois empregados de Catherine soltaram o baú na mesa, os homens do conde avançaram em direção às valiosas moedas com o rosto de Henry estampadas nelas. Seus rostos eram de satisfação, embora o de Vicente de Nápoles fosse apenas um sorriso satisfeito.

“Agradeço muito sua boa vontade Catherine, tenho certeza que aproveitaremos tamanha generosidade” –falou com um sorriso, sem se mover do lugar ou encostar em qualquer moeda que fosse.

A monarca sorriu com um desgosto quase imperceptível em seu rosto.

Aylee que havia se mantido muito discreta durante a noite toda começou a tossir e hiperventilar.

“Está tudo bem Aylee?” –disse Lola correndo até ela

“Eu... não consigo respirar” –dizia agora entre suspiros desesperados.

Francis levantou, aquele era o sinal para que a fuga começasse.

“Venha, eu a levarei até Nostradamus. Alguém pode me ajudar?”

Lola que estava a seu lado se prontificou, Aylee passou os braços sobre os ombros de ambos.

“Esperem! Eu vou com vocês. Conde, Catherine, eu prometo que já volto, eu apenas preciso me certificar de que ela ficará bem...” –disse fingindo uma grande preocupação. O fato era que eu precisava informar a eles que o caminho estaria marcado. Estranhamente eu confiava naquele aviso deixado em meu quarto.

“Claro Mary, por favor leve o tempo que for preciso, embora eu creia que sua amiga ficará bem logo” –respondeu Vicente beijando minha mão. Catherine me lançou um olhar que gritava ‘volte antes que ele perceba!’.

Assim que viramos o corredor Aylee se soltou e praticamente corremos pelo castelo.

"Espere! Esta é a passagem pela qual vocês sairão" -disse ao ver uma rosa pregada na parede toda lisa do corredor.

"Como você?" -Lola apontou e eu já sabia o restante.

"Digamos que eu tenha... um amigo..." -empurrei a parede que quase como mágica se abriu novamente para livre passagem.

Alguns guardas do castelo já traziam nobres em absoluto silêncio.

"O caminho estará riscado no chão, rápido!"

As duas entraram junto com os hóspedes da corte. Vendo Francis exitando em sair do castelo, disse:

"Francis nós já discutimos isso..."

"Não vou deixá-la aqui Mary."

"Você não tem escolha, além do mais sua mãe está cuidando de todo o resto nesse exato momento. Eu preciso voltar antes que fique suspeito, eu vou ficar bem."

"Não adianta discutir com você não é mesmo?"

"Nem um pouco" -respondi sorrindo.

O delfim colocou meio corpo para dentro do túnel e me beijou profundamente. Ainda olhando em meus olhos sussurrou:

"Eu te amo."

"Eu também." -e antes que ele pudesse dizer algo que mudasse minha mente o empurrei gentilmente adentro do caminho iluminado por poucas velas - "Não pense em voltar!"

...

Assim que entrei na sala de jantar disfarcei ao máximo meu alívio em saber que Francis já devia estar longe.

"Onde estão suas amigas e Francis?"- indagou o conde.

"Bem, Nostradamus não está no castelo e seu pupilo teme que ela piore... Lola decidiu ficar com Aylee enquanto Francis foi trazê-lo"

"Não se preocupe Mary, assim que Nostradamus chegar tudo vai ficar bem"

"Assim espero Catherine".

Mais alguns minutos se passaram até que um longo silêncio tomou conta da mesa, assim ficamos por um tempo.

Kenna sussurrou em meu ouvido quanto tempo demoraria para que o veneno fizesse efeito, respondi que esperava que não fosse muito.

Nossos sussurros foram cortados por uma alta gargalhada repentina de Vicente de Nápoles. Ele ria sozinho, como se alguma piada houvesse sido contada, excluindo o fato que todos estavam confusos.

"Vocês realmente acharam que eu iria cair nisso tudo? Amiga doente?" -ele ria entre as perguntas e Catherine me olhou preocupadíssima.

 

"Vocês acham que eu sou tolo?!" -o conde gritou furiosamente enquanto bateu as mãos na mesa fazendo a taça pular e derramar vinho, além de Kenna gritar com o susto.



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