História Longe demais - ADAPTAÇÃO- - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias The 100
Personagens Clarke Griffin, Lexa
Tags Clexa
Exibições 124
Palavras 2.732
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Parece até que eu planeijei que minhas 2 fics em andamento entrassem em uma vibe mais triste juntas, mas não foi. Sorry!!!!
Prometi a uma leitora que teria 2 caps hj, por isso a noite estou de volta...

Capítulo 10 - 10


Aos poucos fui perdendo a consciência. Me senti encolher tão rapidamente que eu parecia derreter, desmoronar dentro de mim mesma. Através de minha pele transparente se podia ver meus ossos. Balancei um dedo para frente e para trás, observando os ossos estalando sobre a pele. A amônia entrou e se alojou em meu nariz como se fossem duas haste flexíveis. Tentei alcançar meu braço esquerdo com a mão direita para puxar o dispositivo intravenoso, mas não consegui, e minha mão acabou caindo sem forças sobre o ombro. Deslizei minha mão pelo braço, tentando sentir a agulha. Não havia dispositivo intravenoso. Cheirei mais um pouco da amônia, tentando fazê-la chegar até o cérebro. Não conseguia acordar. Não conseguia abrir os olhos.

— Não enfiem uma agulha em mim — murmurei. — Podem fazer o que quiserem, mais não coloquem um dispositivo intravenoso em mim. Prefiro morrer, vocês estão entendendo? Deixe-me morrer.

— Você não esta morrendo — ouvi a voz de Raven. — E está louca se pensa que eles me deixaram fazer uma aplicação intravenosa. Tenho sorte por ter conseguido medir sua pressão, que esta muito baixa, por sinal, portanto, fique deitada.

Inspirei mais uma vez e me sentei.

Do lado de fora da ambulância, Lexa conversa com o policial Kane, outro policial e Jaha. Lexa estava fumando um cigarro. Que ridícula. Ridícula! Tentei caminhar em direção a ela. Caí da ambulância. Ouvi Raven gritar.

Percebi que eu estava deitada de costas na estrada molhada, com o choque da queda ainda vibrando por meus músculos. Lexa me pegou nos braços e me apoiou no para-choque da ambulância.

— Cuidado com o primeiro degrau. É o mais importante — ela disse, com o cigarro aceso pendurado nos lábios.

Empurrei-a. Seu peito era sólido sob o uniforme escuro, e ela não se moveu. Empurrei-a novamente, com toda a força que tinha, mas só consegui me mover para trás, batendo na ambulância.

— Eu tive câncer, sua idiota! — gritei pra ela.

Os outros policiais e Jaha se reuniram ao meu redor. De repente, pude me ver da forma como eles me viam: uma garota de cabelo rosa gritando sem motivo. Eu estava a ponto de ser levada para a cadeia por agredir uma policial.

O cigarro de Lexa caiu no asfalto molhado. Não olhei para ela para verificar se ficou boquiaberta comigo e o cigarro caiu de sua boca ou se o tinha jogado fora de propósito. Eu não queria saber se a tinha humilhado na frente de seus colegas machões. Não me importava.

— Vou pegar uma carona no carro de bombeiros até o lugar onde está minha moto — eu disse, olhando para o cigarro no chão. – Já estou cheia do que você queria que eu visse. Por hoje chega.

As minhas pernas cambaleavam enquanto eu caminhava em direção ao carro de bombeiros, mas ninguém se ofereceu para me ajudar, nem Raven, nem Bellamy. Mantendo a cabeça virada para o lado contrário ao acidente, me joguei na espaçosa cabine do carro de bombeiros. Me escolhi como um gato perto dos alicates gigantes do equipamento de resgate, o que provavelmente era bom, pois eu certamente precisaria deles para me ajudar a extrair esses problemas que eu havia arrumado com Lexa Woods.

Eu tive câncer, sua idiota.

Eu estava tão cansada. Quase terminei minha corrida diária de oito quilômetros no parque. E ainda não tinha conseguido dormir, exceto por um cochilo de meia hora em frente ao carro de bombeiros antes do pessoal da emergência me deixar onde estava minha moto. Mesmo já perdendo as forças, consegui um pouco de energia, tentando superar a lembrança de minhas próprias palavras.

Eu – ti – vê –cân – cer – sua – idiiiiiiiii...

Parte de mim queria não ter dito aquilo. Eu não tinha visto o rosto de Lexa quando gritei com ela. Não tinha visto seu olhar de dor, mas podia imaginar. Essa menina orgulhosa era muito frágil, eu sabia. Eu tinha colocado o dedo na ferida, na frente dos homens mais velhos com os quais ela estava tentando desesperadamente se parecer. Depois recordei o corpo contorcido no minúsculo espaço do carro destroçado e quis empurrar Lexa ainda com mais força. Feito. Cheguei até o muro com as marcas de mãos e caminhei em volta dele para esfriar a cabeça. Acho que esperava que o fantasma de Lexa virasse a curva em minha direção. Não havíamos mais nos encontrado no parque desde aquela primeira tarde. Uma noite lhe perguntei se ela estava tentando evitar me encontrar lá. Ela respondeu como a pessoa honesta e bem-intencionada que era que às vezes tinha de ficar até tarde na delegacia para finalizar a papelada das prisões que havia feito e os relatórios daquela noite. Por isso, não dormia até a metade da manhã e ainda estava dormindo quando eu saia para correr. Lexa corria á tarde, depois de acordar. Eu não estava disposta a ficar acordada até mais tarde e perder minhas horas de sono para vê-la, da mesma forma que ela não estava disposta a acordar cedo e perder suas horas de sono para me ver. Acho que nós duas entendíamos que nossa relação estava construída inteiramente baseada em conversas inteligentes, e nenhuma das duas conseguiria ser inteligente depois de apenas quatro horas de sono. Espere um minuto – o que eu estava pensando? Que relação? Nós provavelmente nem tínhamos mais um encontro para transar. Lexa se foi, estava de volta ao anuário de onde havia saído e eu já não desejava passar minha ultima noite na patrulha com a policial Woods.

Meu telefone celular tocou.

— Lexa! — exclamei, correndo até minha moto no canto do estacionamento e buscando o celular em minha bolsa.

Havíamos trocado nossos números de telefone caso outro suspeito tentasse golpear a porta da viatura quando Lexa não estivesse por perto.

— Alô?

— Oi! — disse Raven. — Estava com medo de você já estar dormindo, mas você parece bem acordada.

Tentei não demonstrar minha decepção. Retirando mechas rosa molhadas de meus olhos, eu disse:

— Acabei de terminar minha corrida.

— Você esta correndo esta semana, mesmo com tudo o que esta acontecendo?

— Eu preciso.

— E então? Você tem ou não leucemia?

Distanciei o telefone do ouvido e franzi as sobrancelhas. Se Raven sabe por que eu corro, é porque estou ainda mais transparente do que imaginei. Coloquei o telefone de novo no ouvido.

— Não hoje.

— Isso é bom. E na noite passada? Você estava bem? Nunca vi ninguém tão fora de si.

Chutei a marca de minha mão no muro.

— Graças a Lexa — eu deveria estar chutando a marca da mão dela, mas ficava muito alta.

— Ela foi atrás de você, sabia? Quando você caminhou até o carro de bombeiros, parecia que cairia sobre os cones laranja. Mas eu pedi para ela voltar. Eu tinha medo de você bater nela de novo e se meter em confusão.

— Claro, sou uma ameaça — senti meu rosto corar ao pensar em Lexa vindo atrás de mim.

Ela se importava, ela se importava! Ela se importava tanto que me fez desmaiar de propósito! Eu era patética. Raven limpou a garganta.

— Escuta, queria te pedir um conselho.

Dei uma risada.

— Claro, sou uma conselheira excepcional. Manda.

— Bellamy ainda não está falando comigo. Não retorna minhas ligações. Mas, logo antes de irmos para a ponte, ele estava dando indiretas de que deveríamos transar...

Eu sabia onde ela queria chegar.

— Não

— E estava tentando me convencer a fazer isso, mas eu não queria.

— Não

— Agora, se eu quiser voltar pra ele...

— Não

— Pensei em dizer a ele que mudei de ideia.

— Planeta Terra Raven!

— Por que não? — ela exclamou. Tradução: Se você pode transar com um drogado, por que eu não posso transar com o melhor aluno da escola?

— Eu provavelmente conseguiria pensar em 20 motivos. Como ainda não dormi hoje, posso pensar em apenas três. Primeiro você não deve voltar a namorar alguém que te ignora.

— O silêncio não é tão ruim.

— Obviamente está deixando você maluca. Em segundo lugar, você está querendo ficar bêbada e transar por que todo mundo esta fazendo isso. Pelo menos, você pensa que todo o mundo está fazendo isso, porque as pessoas ficam se gabando, mas você tem de fazer o que é melhor para você.

Silencio do outro lado da linha. Esperei ela me agradecer por minha infinita sabedoria, mas o que ela disse foi:

— Pensei que poderia contar com seu apoio, afinal, você tem uma camiseta que diz “pressão social”.

— Hoje vou te pressionar a não fazer algo, em vez de uma pressão para fazer algo. Veja bem, eu uso camisinha quando faço sexo. Quando termina, nunca mais penso no assunto. Com você, seria diferente. Você usaria uma camisinha, que não furaria, e não haveria nenhum problema. No dia seguinte, iria ao medico para se certificar de que não estava grávida e não tinha aids. E voltaria todos os dias durante um mês — aumentei minha voz por causa dos risos de Raven. — Três anos depois, você ainda estaria obcecada, pensando que poderia ter uma reação retardada. Você pode estar grávida e ter AIDS. Faria o possível para impedir que Bellamy terminasse com você, porque, se ele fizesse isso, poderia ligar para sua mãe e dizer que você não era mais virgem.

— Sou tão previsível assim? — Raven perguntou.

— Sim, e não estou dizendo que é ruim ser assim. Provavelmente me faria bem ter um pouco de preocupação obsessiva por vida. Ajudaria a equilibrar as coisas.

Percebi que estava caminhando loucamente para cima e para baixo no estacionamento, como se a vida sexual de Raven realmente me preocupasse.

Voltei para a moto e continuei:

— Estou dizendo que você não se sentiria confortável fazendo sexo casual, ou seja, á o que estamos falando. A versão prostituição da Associação dos Melhores Alunos. Quando for a hora, você não precisará me chamar para confirmar. Você saberá. E há o terceiro motivo pelo qual você não deveria fazer isso: sexo não é tão bom assim.

Ela ficou quieta. Touch my body começou tocar, como se quisesse estimulá-la.

— Ah, qual é...

— Não é mesmo.

— Não deve ser bom na primeira vez. Pensei que você já tinha passado por essa fase.

Ri.

— Obrigada, Reyes, mas ainda assim não é bom.

— Então por que você esta fazendo? — ela gritou.

Uma rajada de vento me fez tremer em meu moletom suado.

— Quero garantir que vivi, caso não tenha muito mais tempo de vida.

— Você me disse que acabou de correr e que não tem leucemia!

— Sempre espero o pior.

— Parece bastante com uma preocupação obsessiva — ela disse.

— Sim, sobre isso em partícula.

— É uma particularidade bastante intensa, Clarke.

— Claro, olha quem fala. Vá em frente e faça a proposta ao Bellamy e vou dizer a toda a escola que você é uma vadia bêbada.

Ela desligou em minha cara.

Eu já estava colocando o telefone de volta em minha bolsa quando eletocou novamente. Atendi.

— Tudo bem, você não é uma vadia. Mas, se quiser sair com cachorro grande, tem de aprender a aceitar uma brincadeira.

Silencio do outro lado da linha, mas não se ouvia Touch my body. Meu coração parou.

— Lexa? — perguntei.

— Não. — disse Finn.

Meu coração voltou a bater, lentamente.

— Oi! Estava esperando sua ligação. E retiro o que disse sobre você não ser uma vadia.

— Igualmente — ele disse. — Está a fim de transar?

— Não sou uma vagabunda qualquer.

— É sim.

Uma viatura policial atravessou o parque lentamente. Não era Lexa, obviamente. Era algum sortudo que trabalhava de dia, mas meu coração parou novamente um segundo antes de perceber que não era ela. Eu já estava longe, precisava voltar á realidade, senão terminaria como Raven, fazendo sacrifícios por alguem.

— Ta bom, acho que sou, mas antes preciso dormir um pouco.

— Deixa sua moto na delegacia hoje à noite — disse Finn. — Te pego lá às 21 horas e te deixo lá novamente no começo do turno de Lexa, às 22 horas, certo?

Finn nunca precisava de muito tempo.

— Não consegui nenhuma maconha — ele me alertou —, mas vou levar um pouco de cerveja.

— Você esta maluco? — algumas velhinhas que caminhavam pela pista em moletons enfeitados com lantejoulas se viraram para me encarar. Abaixei o tom de voz. — Não posso beber cerveja e depois patrulhar por oito horas com Lexa.

— Então acho que terei de fazer isso sóbrio — quase pude escutar Finn tremer quando desligou o telefone.

Eu também.

Naquela noite, fui até a farmácia do outro lado da Rua do Cafextra! Cafextra! E comprei camisinhas. Eu sempre levava camisinhas. Finn era capaz de esquecê-las e não se importar. De alguma forma eu sabia disso sobre ele desde o começo.

Depois dirigi minha moto até a delegacia, como combinamos. Finn estava 15 minutos atrasado, como esperado. E se atrasaria 15 minutos para me trazer de volta, o que deixaria Lexa nervosa. Era o plano de Finn, e era um bom plano.

Eu não disse nada quando ele entrou com a BMW na estrada de terra e estacionou na clareira ao lado da ponte. Desligou o motor e me olhou. Pelo menos, parecia que estava me olhando, pois nuvens cobriam a lua e as estrelas. Com o motor e as luzes do painel desligadas, a escuridão era total.

— Desta vez, quero que você tire toda a roupa — ele disse —, não é só pra baixar suas calças 15 centímetros.

Seu tom era suave, mas por algum motivo recebi suas palavras como um alerta. Precisava ver o olhar em seu rosto.

— Não é assim que eu faço — eu disse.

— Desta vez quero que você faça do meu jeito.

— O que? Sem preliminares? — perguntei, com desdém.

— Preliminares — ele murmurou como se fosse uma ideia nova.

Depois me beijou.

Queria não ter falado em preliminares. Finn não beijava bem. Seu beijo era molhado demais, com língua demais, tudo demais, demais, demais. Suas mãos já estavam em minha camiseta, como se não fizesse sentido me deixa no clima, como se eu fosse apenas uma garota no último ano do segundo grau com Cabelo rosa e fama de fácil.

Fechei os olhos e pensei em Lexa, na forma com aqueles olhos verdes e me olhariam quando colocasse suas mãos em minha camiseta. Como ela não teria pressa. Honestamente, não ajudou nada. Havia aí um antônimo na minha frente. Esquivei-me do seu beijo, mas Finn me seguiu. Virei a cabeça. Ele colocou a língua em minha orelha. Finalmente coloquei uma mão em seu peito e o afastei.

— Da um tempo, pode ser? — eu disse como sotaque britânico, para amenizar.

— Qual é o problema? — ele rosnou, com a boca inda em minha orelha.

— Agora você quer que eu te mande flores?

Credo.

— Não consigo fazer isso. Não tenho a menor vontade de transar com você quando não estou bêbada.

Suas mãos pararam em minha camiseta. Depois começaram novamente.

— Hoje é a sua última noite com Lexa? Posso te ligar amanhã.

Não consegui acreditar nisso. Eu tinha acabado de dizer que não me sentia atraída por ele quando estava sóbria. Ele nem se importou. Ele tinha de saber que havia algo entre Lexa e eu  ou que tinha havido. Não conseguia evitar pronuncia o nome de Lexa com uma voz esperançosa. Finn não se importava. Provavelmente transou com Costia ontem à noite e não se importava com isso também. Eu não teria me importado há uma semana, mais agora sim. Segurei seus pulsos e tentei afastá-lo de minha camiseta.

— Não, acho que você não deveria mais me ligar.

Ele me apertou com mais força. Comecei a me sentir estranha, com muito medo. Esperava que ele fizesse cara feia, ou me chamasse de vadia estúpida, mais não esperava que continuasse insistindo depois que eu dissesse que eu não queria nada.

A definição de Lexa de um caso domestico passou por minha cabeça.

— Você esta terminando comigo? — Finn perguntou.

— Eu terminaria, mas acho que não é possível — Eu disse, tentando manter minha voz calma. — É preciso existir uma relação antes de terminá-la.

Olhamos um para o outro. Agora conseguia vê-lo na fria escuridão. Seus olhos brilharam e se tornaram duros. Pressionei-o até o limite de seu controle, e não havia nada mais que raiva. Ele faria alguma coisa.

Sentindo a ponta de seus dedos em minha pele e meu batimento cardíaco golpeando em meus ouvidos, tentei pensar, a pesar do medo. Ele era duas vezes maior do que eu, ainda por cima. Eu não lembrava exatamente o que tinha feito a Tedd Pemberton quando ele tentou me prender no elevador no nono ano, mais foi legendário. Finn que tente me prender. Ele que tente.


 


Notas Finais


Até a noite...
E não se esqueçam e deixar bastantes comentarios para demonstrar sua raiva. kkkkkkkkkkkk


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