História Longe demais - ADAPTAÇÃO- - Capítulo 11


Escrita por: ~

Postado
Categorias The 100
Personagens Clarke Griffin, Lexa
Tags Clexa
Exibições 134
Palavras 2.690
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Ai esta o outro cap como prometido....
AVISO IMPORTANTE: Fiquei sabendo agora que vou viajar amanhã a noite e só vou voltar na terça, por isso nos dias de sábado, domingo e segunda vou ficar sem att as fanfics. Não fiquem chateadas, por favor... Foi um imprevisto familiar que infelizmente aconteceu e agora tem que ser resolvido. Mas posso prometer que na terça posto 2 capitulos de FSOL e LD. Desculpem mesmo...
Amanha antes de viajar posto cap novo.

Capítulo 11 - 11


Ele tirou as mãos de minha camiseta e recostou-se em seu banco.

— Você não deveria brincar comigo — disse, rudemente. — Meu pai conhece todos os agentes sanitários do pais. Ele poderia arruinar o Cafextra! Cafextra! Em um piscar de olhos.

Foi quando realmente me senti aliviada. Pensei que ele ia me machucar, mas, se só queria ser mesquinho, isso eu poderia aguentar fácil.

— Finn — eu disse —, noticia de última hora: seu pai não se importa nem um pouco com você. Não se importa se você terminou com a namorada. Já vi a maneira como ele olha para meus cabelos. Ele vai ficar muito grato se meus cabelos não estiverem mais associados á sua família.

— Ei! Meu pai me tirou da cadeia. Seu pai deixou você lá, apodrecendo.

Isso doeu, mas fui firme.

— Seu pai não queria ser mais envergonhado. Meus pais já têm experiência em ser envergonhados por mim.

Sua mandíbula se moveu um pouco sob a luz fraca, como se estivesse mastigando algo. Ele veio em minha direção, e me esquivei, mas ele só estava tentando alcançar um saco com maconha no porta-luvas.

— Você estava mentindo — eu disse.

Ele retirou um cigarro enrolado e um isqueiro do meio da erva.

— Ah, não. Esqueci que menti para você. Quer um pouco? Quem sabe você mude de ideia sobre... a outra coisa.

— Não, e particularmente não quero patrulhar com uma policial cheirando a maconha.

Ele acendeu o isqueiro, tocou o fogo com a extremidade do cigarro e deu uma longa tragada. Segurando a fumaça nos pulmões, sugeriu:

— Abra o vidro — exalou uma nuvem tão espessa intoxicado com seu hálito.

Busquei os controles da janela sem pensar.

— São vidros automáticos, Finn. Ligue o motor.

Ele se moveu para ligar o carro.

— Não, espere! — exclamei. — O que você esta pensando? Por que está fumando maconha antes de me levar de volta? Você não vai realmente dirigir, chapado. Até a delegacia. Vai?

— Por que não? Meu pai pode me livrar de qualquer problema — deu outra tragada.

O que eu poderia fazer? Poderia sair do carro e ligar para Lexa. Ou simplesmente ficar parada na escuridão esperando Lexa aparecer, já que ela amava tanto a ponte, mas então eu teria de explicar como cheguei aqui e por que minha moto estava na delegacia. E eu me salvaria, mas deixaria Finn ir embora e talvez causar um acidente, matando pessoas inocentes. Não que houvesse mais chance disso acontecer agora do que todas as outras vezes em que ele dirigiu bêbado ou chapado e eu estava no carro com ele. Mas eu tinha de admitir que ver uma mulher morta na noite passada me afetou exatamente como Lexa e os chefões queriam. Eu odiava isso, mas era assim. Tudo bem, eu ligaria para Lexa e lhe pediria para parar Finn na estrada e depois vir me resgatar.

Sai e bati com força a pesada porta da BMW. Ao ouvir um zumbido baixinho, me virei em direção a ponte e busquei o farol do trem. Luzes azuis surgiram atrás de mim. Com o coração acelerado, dei uma volta e esperei Lexa dizer algo para me humilhar pelo megafone.

— Motorista, permaneça no carro. E nem tente esconder a mercadoria.

Era a voz do policial Kane. Ele deixou o motor ligado e caminhou da viatura até a BMW. Aproximando-se de mim.

— Sei o que parece — eu disse rapidamente, antes que ele pudesse pegar as algemas.

— Parece como todas as vezes que pego os jovens estacionando para namorar — sob a luz giratória, não consegui identificar se ele estava me olhando com aquele olhar de desaprovação dos adultos.

— Mas não é assim — eu disse.

Tentei pensar em algum argumento para tentar convencê-lo a não contar a Lexa. Ainda que eu não me importasse com o que Lexa pensava.

O policial Kane indicou com a cabeça.

— Vá até o carro de Woods. Ela quer falar com você.

Woods. Forcei meus olhos para tentar ver algo na escuridão. Sem dúvida, uma segunda viatura estava estacionada ao lado da viatura do policial Kane. Ai, não.

— Será que você não pode me passar o sermão?

— Ela está bastante irritada — disse o policial Kane — Eu não brincaria com ela se fosse você.

— Ela está irritada — resmunguei.

Eu estava realmente com raiva. Pelo menos queria estar com raiva, mas me sentia assustada e culpada. Porém, não havia nada para temer ou sentir culpa. Eu não tinha feito nada de errado. Bem, talvez essa fosse uma afirmação forte demais. Eu não tinha feito nada ilegal.

Tremendo, passei pelo policial Kane e fui ate o carro de Lexa. Puxei a maçaneta da porta traseira. Estava travada. Bati na porta e ouvi a trava abrir. Sentei no banco de trás, cruzei as pernas formalmente e fechei a porta. Provavelmente estava me trancando lá dentro. Através da grade de metal, sob o brilho do painel e os faróis da viatura do policial Kane, Lexa rabiscava formulários em sua prancheta. Olhei para o espelho retrovisor, esperando o choque inevitável quando nossos olhares se encontrassem. Tentei controlar a tremedeira para que ela não escutasse meus movimentos no banco de couro sintético no carro aquecido. Mas ela não encontrou meus olhos no espelho retrovisor. Virou-se para me olhar com toda a intensidade pelas traves da grade de metal. Não estava indignada, apenas magoada. O que me deixou pior do que qualquer outra coisa, porque isso significava que poderíamos ter salvado a quinta-feira ás 6h01 da manhã, e eu tinha jogado tudo pela janela. Para piorar, um sopro do perfume que ela tinha usado para mim tocou meu nariz.

— Você sabe que venho aqui sempre — ela nunca tinha falado nesse tom comigo antes: magoada, acusatória, de 19 anos. — você queria que eu te encontrasse aqui transando com Finn.

— Eu não estava transando com Finn. Estava parada fora do carro quando vocês chegaram aqui, portanto teria que me esticar bastante.

— Mas você pretendia.

Eu queria me desviar de seu olhar, mas seus olhos verdes prenderam os meus. Meu cérebro lutou, buscando uma arma pra me defender.

— Você me seguiu.

Funcionou. Ela ate se ajeitou no banco um pouco detrás da grade e ficou na defensiva.

— Não te segui. Estava indo para o trabalho alguns minutos antes para escrever meu relatório semanal. Geralmente faço isso durante meu turno, mas ele tem sido mais interessante do que o normal esta semana — fez uma pausa para ver minha reação.

Minha pulsação acelerou com aquela sensação idiota novamente. Ela gosta de mim. Ela gosta de mim, mas tive o cuidado de não demonstrar nenhuma reação. Ela continuou.

— Depois reconheci o carro de Finn e vi vocês indo em direção a ponte.

Esperei que ela se escutasse, mas obviamente isso não aconteceu. Lexa era seletivamente sonsa. Finalmente enfatizei:

— E então você me seguiu!

Ela fechou os olhos.

— Eu...

— Já estou envergonhada o suficiente. Por que você trouxe Kane? Queria que eu me sentisse o mais humilhada possível, não é? Você gosta de fazer outras pessoas se sentirem vulneráveis e capturadas, porque isso te faz sentir mais forte e no controle.

— Eu...

— Não! — ela gritou.  Seu peito inflou e desinflou rapidamente. Ela levantou uma mão para agarrar a grade de metal entre nós. Suas articulações estavam brancas. —Se eu mesma tivesse retirado Finn do carro, tenho medo do que poderia ter feito com ele.

Virou-se em seu assento e pegou a prancheta novamente. Sua mão tremia segurando a caneta.

— O que pretende escrever, se eu já sei que só esta fazendo isso para me intimidar? — perguntei calmamente.

—Não tente me deixar mais nervosa do que já estou — continuou fazendo anotações e marcando X e passando os formulários enquanto rosnava: — Você esta tentando se vingar de mim por causa da noite passada. Acha que eu não sinto a mesma coisa, só porque estou de uniforme?

Eu quis continuar agindo como se estivesse chateada, mas ela estava muito nervosa. Exigia, e talvez até merecesse, uma resposta verdadeira.

— Você me disse no restaurante uma noite que eu estava buscando pontos fracos para te apunhalar. O que você acha que fez comigo na noite passada? Já me viu desmaiar antes, sabia o que aconteceria.

Lexa balançou a cabeça.

— Eu não estava te algemando ou te prendendo. Não tinha ideia que você desmaiaria. Só queria te mostrar aquele acidente para te assustar, porque não quero que você se machuque — Ela se virou em seu assento e se aproximou da grade de metal entre nós, como se quisesse passar por ela. — Eu me importo com você, Clarke.

Seus olhos verdes  me derreteram. Quase. Eu não cairia nessa historia. Olhei para ela.

— Você se importa com a menina morta.

— Não, me importo com você.

— Sim, entendi isso ontem no acidente. Nada melhor para dizer “Eu te amo” do que um corpo morto.

Ela suspirou.

— Você não quer ser amarrada ou presa. Mas a morte é a prisão final, e você esta indo em direção a ela. É isso que estou querendo te dizer.

— Mas uma pessoa não pode viver preocupada com a morte o tempo todo. Se fizer isso, já esta morta. Como você.

Lexa havia se esquecido completamente de ser a policial grande e forte. Mordeu o lábio suavemente, passando os dedos pelos cabelos. Cruzei os braços sobre o peito.

—Mesmo se você estivesse com raiva de mim — ela disse —, mesmo se pensasse que te ofendi, não imaginei que você pudesse vir aqui com Finn. Eu achava que a semana que passou significou algo para você.

— Não transei com ele — repeti.

— Mas o faria — ela repetiu.

As duas coisas pareciam verdadeiras, mas não encaixavam.

— Eu não faria nada — eu disse. — talvez eu tivesse pensado que faria, mas não faria nada.

Lexa me observou cuidadosamente.

— Por minha causa?

Suspirei.

— Por sua causa.

Ela me olhou com aquele olhar verde e afetuoso.

— Agora é quando eu deveria te abraçar e nos sentiríamos muito melhor, mas não posso na frente deles — mostrou o policial Kane, que estava revistando Finn sob a luz azul giratória fora do carro. Depois se virou e abriu as mãos em frente a grade de metal. — Considere-se abraçada. Abraço virtual.

Senti o abraço virtual, quente e apertado.

— Tudo bem — eu disse —, mas, a partir de agora, cada vez que você me mostrar um corpo morto, vou transar com Finn.

— Nossa, Clarke!

— É o máximo que posso fazer por você agora.

Nos encaramos através da grade por alguns segundos. Apesar de sua expressão austera não ter mudado, ela inclinou a cabeça, como se me olhar de um novo ângulo pudesse ajudar. Finalmente se ajeitou em seu banco, ficando de frente para o volante. Como se nada tivesse acontecido , nenhum desmaio induzido, nenhum quase sexo com um namorado maconheiro, nenhum abraço virtual.

— Venha para o banco da frente, que é seu lugar, e vamos sair daqui. Temos trabalho a fazer.

Dirigimos ate a interestadual e ao centro da cidade, fomos até a ponte, ao McDonald´s, ao Martini´s, ao Cafextra! Cafextra!, até a ponte, ao lado perigoso da cidade, ao cruzamento de Birmingham e novamente até a ponte. Depois Lois informou sobre uma tentativa de invasão em umas das lojas menores perto de Target no centro comercial da cidade, que alguns de nossos menos sofisticados cidadãos, incluindo minha mãe, chamavam de shopping center. Lois disse que os suspeitos estavam dirigindo um velho Aztek.

Atravessamos todo o estacionamento do shopping e atrás dos prédios. Nenhum Aztek. Como sempre, o crime já tinha sido cometido quando Lexa chegou lá. Ela estacionou a viatura e caminhou sob a cobertura do shopping. Verificou as portas de todas as lojas e passou sua lanterna pelas janelas para se certificar. Alto-falantes sob a cobertura tocavam a estação de rádio de Birmingham,como se fosse horário comercial, e não 4 horas da manhã. Como se Lexa estivesse em um encontro no shopping.

Ela tentou abrir a porta trancada da Dixie Dental e apontou sua lanterna para a sala de espera. Despreocupadamente, disse:

— Não conversamos sobre nada importante durante o turno.

— Como o quê? — eu esperava que ela dissesse que deveríamos falar sobre a quinta-feira as 6h01 da manhã, que seria aproximadamente daqui a duas horas.

Esperava que estivéssemos combinadas de novo.

— Como o câncer — ela disse.

Que decepção. Mas eu podia sentir que isso realmente a estava incomodando. Ela evitou meus olhos e, para facilitar minha resposta, continuou examinando os cartazes da Dixie Dental, com desenhos de pessoas sorrindo e mostrando os dentes.

— Eu não teria te pressionado tanto se soubesse — ela disse. — Não me pergunte como estudei com você e nunca fiquei sabendo disso.

Eu a segui enquanto caminhava ate a loja Bama Blinds, Curtains, and More, que estranhamente não tinha cortinas nas janelas. Lexa tentou abrir a porta. Tentei prestar atenção por onde andava. Apesar de estar olhando para baixo, ou talvez por causa disso, tropecei em meus próprios pés e quase cai ao tentar evitar um buraco. Não queria dar mais trabalho para minha mãe. Na verdade de todas as coisas que eu e me arrependia sobre a forma como lidei com a leucemia (ou como falhei miseravelmente em fazê-lo), eu sentia mais por ter preocupado minha mãe. Todas as vezes que meu pai me culpava pelo sofrimento dela, eu queria escapar ainda mais, o que me metia em mais problemas. Queria poder voltar atrás e apagar tudo isso. Deus sabe quantas vezes já dei trabalho para minha mãe. O teto da passarela parecia terrivelmente baixo de repente. Sai da calçada e pisei no estacionamento, onde era mais seguro. Postes de luz altos sustentavam o céu azul-escuro sem estrelas.

— O tratamento durou ate quando cheguei ao segundo ano — eu disse. — Mas toda a questão da queda de meus cabelos, da ambulância correndo para me pegar na escola quando eu desmaiava no corredor, tudo o que chamaria sua atenção, aconteceu na oitava serie do ensino fundamental, quando você já estava no primeiro ano do ensino médio. Não teria porque você ter escutado sobre isso. E nem faz sentido eu te incomodar por causa de seus cigarros. Não tive câncer por fumar cigarros, e sim porque sou sortuda. Acho que não quero que mais ninguém passe pelo que passei.

Principalmente você. Pensei, mas não consegui dizer.

Lexa se virou na calçada e me olhou.

— Conte-me o que aconteceu.

— Não, não é nada importante. Sei que ajo como se fosse, mas...

A música enjoativamente inspiradora de Phil Collins tocou nos alto falantes. Não pude evitar sorri.

— Tudo bem, vou te contar porque esta e minha musica. Look Through My Ass.

Lexa me mostrou suas covinhas.

— Acho que é Look Through My Eyes.

— Não, não, não. Eu tive uma reação adversa a quimioterapia. Eles ficavam trocando meus medicamentos e começando tudo de novo. Estive a ponto de morrer durante meses. Na verdade a ambulância na qual Raven está passeando agora era meu leito de morte.

Balançando a cabeça para me mostrar que ela ainda estava escutando, Lexa se virou para o outro lado e apontou sua lanterna para a loja novamente para que eu pudesse falar, o que apreciei. Quando terminei de examinar Bama Blinds, Curtains, and More e caminhou pela calçada até a próxima loja, me olhou de canto de olho para se assegurar de que eu ainda a seguia pelo estacionamento.

Expliquei a historia da musica:

— Tive de fazer varias ressonâncias magnéticas para que eles pudessem acompanhar minha falência múltipla de órgãos. Não sei se você já fez uma ressonância magnética, mas eles te colocam em um tubo extremamente pequeno. Eu sempre fechava meus olhos e cantava essa musica com todas as minhas forças para o radiologista horripilante que olhava as imagens do interior de meu corpo. Juro, é essa musica melodiosa de um filme da Disney que eles tocavam na sala de recreação na ala pediátrica, com uma orquestra pomposa e os violinos e tudo, e depois Phil Collins começa a cantar Look Through My Aaaaaaaaaass.

Os ombros de Lexa balançavam com suas gargalhadas. Ela ate abaixou a lanterna, fechou os olhos e não parou de rir por alguns segundos. E eu resplandeci por tê-la feito rir. Como eu era idiota. Ela soltou uma última gargalhada e continuou caminhando pela calçada.

— Foi ai que surgiu sua claustrofobia — ela disse, por sobre o ombro.

— Não.


 


Notas Finais


Nossas meninas já estão bem de novo. <3<3<3<3<3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...