História Longe demais - ADAPTAÇÃO- - Capítulo 12


Escrita por: ~

Postado
Categorias The 100
Personagens Clarke Griffin, Lexa
Tags Clexa
Exibições 142
Palavras 3.135
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


AVISO IMPORTANTE: Vou viajar hj a noite e só vou voltar na terça, por isso nos dias de sábado, domingo e segunda vou ficar sem att as fanfics. Não fiquem chateadas, por favor... Foi um imprevisto familiar que infelizmente aconteceu e agora tem que ser resolvido. Mas posso prometer que na terça posto 2 capitulos de FSOL e LD. Desculpem mesmo...

Capítulo 12 - 12


O que acontece é que eu corria todos os dias na aula de Educação Física e comecei a me sentir realmente cansada. Foi assim que eles descobriram que eu tinha leucemia. Disseram que eu precisava de tratamento que me faria sentir muito pior do que a própria doença. Eu os mandei para aquele lugar. Minha mãe ficou nervosa e disse que eu era vaidosa e por isso não queria que meus cabelos caíssem. Bem, claro, isso era um problema, mais o problema mesmo é que eu não sentia que estava morrendo. Eu sabia que estava morrendo porque eles me disseram, mas não me sentia assim. Só me sentia cansada. E, se eu fizesse a quimioterapia, me sentiria como se estivesse morrendo. O médico ficou surpreso com minha reação e chamou a psicóloga infantil do hospital para me convencer. Ela queria me colocar no blog de suporte ao câncer on-line e me inscrever no acampamento de verão para pacientes com câncer. O câncer pode ser divertido! Eu disse a ela o que pensava sobre esse acampamento. Foi quando pintei meu cabelo de azul, antes de uma das consultas com a psicóloga. Não uso minha cor natural desde esse momento. É minha forma de dizer dane-se. Não que eu tivesse nada contra aquela pobre mulher. Ela estava fazendo seu trabalho, mas eu não queria ser aconselhada. Eu não queria morrer. Eles me passaram para outro psicólogo, um homem que usava uma abordagem mais dura, mas não adiantou, pois eu já vivia esse tipo de atitude com meu pai há 13 anos. Eu disse ao Sr. Psicólogo onde ele deveria enfiar sua rigidez.

O primeiro dia do tratamento passou. Recusei-me a fazê-lo. Eles esperaram alguns dias e me aconselharam mais, me adularam e suplicaram, e quase me convenceram, mas voltei atrás no ultimo minuto. Naquele momento minha mãe já estava seca de tanto chorar, sempre sentada em uma cadeira confortável e tricotando uma manta com fios de tristeza, como se amortecesse sua realidade, e meu pai já estava cheio de tudo aquilo. Ele me disse que eu estava matando minha mãe. Disse que iríamos para nossa terceira consulta para a quimioterapia e que eu deixaria os medico colocarem o dispositivo intravenoso em meu braço e sorriria enquanto eles fizesse isso, ou não teria mais iPod, nem TV, nem amigos, nem encontros com garotos no cinema. Ficaria de castigo por toda  a vida. Que ótimo! Chegamos cedo ao hospital de Birmingham. Perguntei aos meus pais se eles podiam dirigir até Dreamland e pedir um churrasco para a viagem como minha ultima refeição antes de começar a quimioterapia e vomitar. Pedi educadamente. Eles disseram que sim. Meu pai nos deixou no carro e entrou no restaurante. Perguntei a minha mãe se eu podia tomar um chá gelado como meu churrasco. Ela disse que sim e entrou atrás de meu pai. Então sai do carro e comecei a correr pela Avenida Treze, fugindo para salvar minha vida. Corri até não poder mais, porém não cheguei muito longe. Birmingham está cercada por morros, e, claro, eu tinha leucemia. Consegui passar por dez casas e virar uma curva na estrada antes de cair em cima das azáleas de alguém. Era essa época do ano, fria, mas com tudo florescendo. Uma cerejeira esparramou delicadas pétalas rosa sobre mim. Foi quando percebi que morreria. E por que eu estava sendo tão emotiva? As pessoas morriam todos os dias. Eu não era especial. Por outro lado, a maioria das garotas de minha idade, como Raven, Octavia e Maya , estavam sentadas na aula de álgebra naquele exato momento, cantarolando música pop e memorizando o teorema de Pitágoras, enquanto eu definhava sobre os arbustos de um estranho. Por que eu? Eu era exatamente como elas algumas semanas antes, mas não era mais uma delas. Agora eu era uma adolescente que desafiava seus pais e maltratava os adultos. Morrer fazia mais sentido agora que eu merecia. Uma viatura policial virou a esquina. Eu soube instantaneamente que meu pai tinha chamado a policia pra me buscar. Tentei me levantar e correr, mas ainda estava ofegante. Eles me abordaram e me algemaram e eu lutei e gritei, sem me importar com nada. Dirigiram alguns quarteirões e estacionaram na sala de emergência do hospital. Tentaram me tirar do carro e comecei a chutar. Eles juntaram minhas pernas e me levantaram como uma ovelha que está prestes a ser sacrificada. Meu pai também me puxava, junto com eles. Minha mãe estava chorando no banco de passageiro. Mesmo com todo o barulho da cidade, eu podia ouvi-la chorando dentro do carro. Meu pai lhe disse para estacionar o maldito carro e nos seguiu. Os dois policiais me carregaram até o elevador com meu pai. Alguém entrou no elevador com a gente, alguma secretaria azarada que não tinha nada a ver com a história, alguém que normalmente acenaria educadamente quando entrasse no elevador. De repente me pareceu hilário que eu tivesse esse pensamento sobre bons modos, enquanto olhava para baixo, segurada pelos pés e pelas mãos por dois policiais. Ri nervosamente. O policial me perguntou se eu poderia ser uma boa menina e ir gentilmente para minha execução. Comecei a chutar novamente, o máximo que pude, contorcendo-me. Pela primeira vez em toda essa provação, eu quis machucar alguém.

Chegamos ao andar. Os policiais me colocaram sobre uma maca, mas ficaram para ajudar a me segurar enquanto eu era levada pelo corredor. Todas as crianças naquela ala pararam na porta de seu quarto, vestindo pijamas claros, e me observaram passar ofendendo. Enfermeiras se aglomeraram em volta da gente e caminharam pelo corredor, nos acompanhando e protegendo os inocentes de mim. Elas sussurravam as palavras resistentes, não cooperativa e desobediente, que são termos técnicos para pirralha histérica no quarto 86. Gritei qualquer coisa para fazê-los soltar-me. Na verdade não tenho câncer. Meus pais querem me matar. Meu pai está tentando se livrar de mim. As enfermeiras faziam todo tipo de barulho para tentar calar minha boca. Você esta agindo como se tivesse 3 anos de idade. Está assustando as outras crianças. Recebemos uma criança autista aqui na semana passada que gritava menos do que você. Caminhando atrás da gente, o médico falou com um sotaque indiano e uma pronuncia britânica em suas palavras, tão diferente do sotaque sulista de meu pai que era como se eles nem tivesse falando a mesma língua.

Médico: Ela está na idade limite em que deveríamos respeitar sua vontade e oferecer mais aconselhamento, buscando seu consentimento para o tratamento.

Pai: Eu sei.

Médico: Também é o limite em que, se não a tratarmos, ela terá altos riscos de fracasso no tratamento, independente do que façamos depois.

Pai: Eu sei.

Médico: Mas seu exame sugere que ela tem possibilidade de vencer a doença.

Pai: Veja bem, doutor, eu sei de tudo isso. Amarre-a e faça o que for preciso para salvá-la.

Fomos até o quarto e os policiais me seguraram na cama para que as enfermeiras pudessem me atar pelos pulsos e calcanhares. Forcei as amarras até que as mãos ficaram dormentes. Isso não estava acontecendo, não podia ser a forma como tudo acabaria, mas era. Gritei tão alto que quase nem conseguia ouvir a enfermeira dizer ao meu pai que ele precisaria preencher um formulário consentindo que eles me amarrassem e outro formulário consentido que me sedassem, e ele deveria ir até o posto das enfermeiras para fazer isso. Ele saiu do quarto. Outra enfermeira sussurrou calmamente em meu ouvido “Querida, em qual mão você quer o dispositivo intravenoso?” Ela tentou me fazer pensar que eu tinha alguma escolha, enquanto me dava uma injeção de tranquilizante. Calma, querida, vai acabar logo. Senti o efeito imediatamente. Eles retiraram as amarras. Pensei, agora estou livre, mas não conseguia me mover. Era como se as amarras ainda estivessem lá. Dormi, e mais tarde acordei morrendo.

Depois disso, fui de boa vontade a todas as sessões de quimioterapia e de radioterapia, pois não queria ser amarrada novamente. Ás vezes meu cabelo crescia de novo apenas um pouquinho entre uma sessão e outra, e minha mãe me dizia o quanto eu estava bonita, e eu pintava meu cabelo de lilás. Cada vez que tinha uma reação adversa e comecei a morrer de novo, olhava para meu pai e dizia Eu te avisei. Lexa e eu estávamos sentadas no capô da viatura. Na verdade Lexa estava inclinada sobre o para-choque. Eu balançava sobre o capô, enrolada como uma bola com meus joelhos encostados em meu peito, tocando as costas da mão onde o dispositivo intravenoso tinha sido colocado. Agora que eu estava voltando para o presente em um piscar de olhos, continuei piscando para não chorar. Não chorei.

Lexa me observou com olhos verdes impenetráveis. Seus ombros levantavam quando ela inspirava. Estava a ponto de dizer algo como Sinto muito ou Não tinha ideia ou Você é uma pessoa terrível. Em todo caso eu poderia.

Havia um motivo pelo qual eu não falava sobre esse assunto.

— Sinto pena dos policiais que atenderam aquela chamada – ela disse.

Dei uma gargalhada. Essa era uma boa desculpa  para chorar um pouquinho. Continuei rindo e limpando as lágrimas.

— Historicamente a polícia adora me ver.

Ela riu também, colocando uma mão sobre os olhos, mas olhando para baixo. Eu também olhei para baixo, Tento dizer a mim mesma que suas lagrimas eram imaginação minha.

Lexa fungou. Como se virou para o outro lado, sua voz parecia abafada quando disse.

— Seu pai te ama, ele estava assustado.

Inclinei-me para frente e peguei sua mão.

— Lexa, esta semana sei que você tentou me mostrar que estou vivendo no limite e que não sou imortal. Entendi. Mas eu tive câncer, e nada vai parecer tão perigoso para mim depois disso, portanto, eu agradeceria se você parasse com isso – dei um tapinha em sua mão amigavelmente, que depois foi seguido por um tapa mais forte antes de eu soltá-la. – De qualquer forma agora acabou.

Ela olhou para a mão que eu bati.

— Será que acabou mesmo?

— Bem, claro. Foi pior do que uma leucemia infantil comum, porque eu já estava crescida quando tive a doença. Poderia voltar, mais provavelmente não acontecerá.

— Quero dizer que não acabou em sua mente. Você ainda está naquela mesa, amarrada, com um dispositivo intravenoso na mão.

Observando o dourado distintivo policial reluzir enquanto seu peito inflava e desinflava, passei os dedos por uma mecha de meus cabelos. Me surpreendi com o quanto ele havia crescido. Quando puxei meus cabelos pra frente, me surpreendi novamente ao ver que eram rosa.

— O que aconteceu depois disso no hospital? — Lexa perguntou. — Você acabou aceitando a situação?

— Eu não iria tão longe.

— Você se tornou um modelo para aquela ala do hospital?

— Não mesmo.

— Mas as outras crianças brincavam em seu quarto.

Olhei para ela.

— Sim! Era como a estação central de trem lá dentro. Como você sabe?

— E você sobreviveu.

— Sim, e algumas crianças que estavam lá não sobreviveram. Minha companheira de quarto morreu.

Quando terminei de falar, me arrependi de ter mencionado esse assunto. Eu estava indo bem, mas acabei fazendo besteira. Eu não tinha a intenção de estragar minha mágica ultima noite de prisão com Lexa lembrando Lizzie Dark, que tinha 10 anos e cujos pais traziam seu cachorro para visita-la no hospital todas as tardes de domingo e sempre ganhava de mim no jogo de cartas. Que pena, Lizzie. Tive vontade de chorar de verdade. Era difícil segurar.

— Clarke — Lexa disse ao meu lado.

Me preparei para mais questionamento. Eu sabia por que era claustrofóbica, mas o fato de saber não fazia esse sentimento desaparecer. Imaginei como seria ver o céu azul-escuro acima de nos como uma pesada cortina de pano, ou como o topo de uma tenda de circo, mas sim como um espaço infinito. Como todo o mundo via.

Lexa tinha coisas mais importantes para fazer do que se preocupar com minhas neuroses. Depois de escutar Lois no rádio, disse.

— Um alarme foi disparado na loja Compre até não poder mais. Aposto que é nosso Aztek.

Ela estava certa.

– Aqui está você – Lexa disse ao Aztek, que estava estacionado na loja de conveniência.

Dirigiu a viatura até o acostamento do outro lado da rodovia com os faróis apagados e desligou o motor. Não era sempre que ficávamos no carro sem o rádio. Ou o aquecedor. O frio silencioso se fechou ao nosso redor.

Meu corpo ficou ainda mais frio enquanto eu observava o que estava acontecendo dentro da loja de conveniência. Um homem apontava um rifle a alguém atrás do balcão, onde não conseguíamos ver. Um segundo homem com um rifle estava parado em frente ao balcão, com as costas viradas para a janela de vidro. Um terceiro homem na seção de gêneros alimentícios escorou seu rifle em uma prateleira para poder abrir um pacote de alguma coisa que eu não conseguia distinguir por causa da distância. Talvez fossem bolachas recheadas.

Lexa olhava para a loja quase sem piscar. Agarrou o volante com as duas mãos. Eu podia sentir sua tensão no ar.

— Imagino que você esteja esperando reforço — era o que eu esperava.

Ela balançou a cabeça, sem tirar os olhos da loja.

— Por que eles estão cometendo esse crime em frente a janela, de onde qualquer pessoa poderia vê-los? — perguntei, só para puxar assunto. Para liberar um pouco de sua tensão. Ou da minha. — Entendo que são 4h30 da manhã, mas nunca se sabe quando um policial pode estar sentado do outro lado da rodoviária, observando.

Ela soltou uma risadinha.

— Pelo mesmo motivo que estão obrigando o caixa a abrir o cofre sob o balcão, em vez de retirar o dinheiro da caixa registradora e correr. Eles sabem que, quanto mais tempo ficarem, tem mais chances de serem pegos, mas estão chapados. Sem juízo. Pelo mesmo motivo que estão passeando pela cidade, cometendo crimes em Aztek — ela respirou fundo, exalou lentamente e diminuiu o tom de voz quase para um sussurro. – Quando eu entrar, abaixe-se.

Meu coração batia desconfortavelmente em meu peito. Eu queria perguntar: Você quer dizer que eles realmente vão usar aquelas aramas? Eu não estava segura de já ter visto alguma vez uma arma de verdade pessoalmente, exceto a de Lexa. Eu achava que ela tinha estado em perigo nas noites anteriores, mas tudo parecia distante e surreal até agora. O que acabei perguntando foi.

— Este carro não tem vidros a prova de balas? — inclinei-me um pouco para poder ver seu rosto melhor.

Depois me arrependi. As linhas de preocupação apareceram entre suas sobrancelhas.

— Mais do tipo resistente a balas.

Recostei-me no braço e observei os homens dentro da loja. Onde estava o reforço de Lexa? Se ficássemos sentadas aqui mais tempo, eu entraria em pânico. Eu nem conseguia escutar sua respiração. O carro estava tão silencioso que meus ouvidos chiavam.

— Está com medo? — sussurrei.

— Fui bem treinada.

Sim, ela tinha sido bem treinada para entrar em um assalto em progresso com três armas apontadas para ela. Ou bem treinada para esconder que estava com medo. A forma como segurava o volante a entregou.

— Quer um beijo de boa sorte? — perguntei.

Seus olhos me encararam por um segundo, depois voltaram a loja. Lexa esperou tanto tempo que pensei que não responderia. Pensei que ignoraria minha pergunta inapropriada. Depois disse.

— Sim.

Aproximei-me dela no banco. O calor de sua perna impregnou minha calça jeans. Inalando seu perfume, inclinei minha cabeça na direção dela. Lexa não se virou pra mim nem desgrudou os olhos da loja, e claro que eu não Queria que  fizesse isso, pois não seria seguro. Fechei meus olhos e suavemente beijei seu rosto. Sua mão tocou meu joelho, depois subiu por minha perna. Massageando-a com os dedos. Abri os olhos novamente para me certificar de que não estava arruinando seu trabalho oficial de policial. Ela ainda estava observando a loja, mas, quando terminei de beija-la, ela suspirou. Beijei-a novamente, agora mais perto de sua orelha. Ela respirou fundo. Sua mão agarrou minha coxa.

Recuei relutante. Deslizando minha perna para longe de sua mão, voltei ao banco do passageiro. Eu poderia ser responsável por metê-la em uma encrenca. E, estranhamente, apesar dela ainda estar olhando para a loja, senti que tive mais autocontrole do que Lexa. Sua mão deslizou até minha perna, encontrou minha mão e puxou-a para o meio do banco. Estávamos de mãos dadas. A policial Woods estava em sua viatura de mãos dadas com uma criminosa de cabelo rosa. Deve ter tido uma premonição de que morreria.

Um zumbido baixinho vibrou o carro. Virei meu corpo. Uma viatura estacionou atrás da gente, com os faróis apagados. Outras duas estacionaram atrás dela.

Lexa apertou minha mão pela ultima vez. Depois, sem me olhar, saiu do carro, fazendo um ruído por causa do equipamento em seu cinto, e fechou a porta com cuidado.

Teve uma breve reunião com os outros policiais na frente da viatura. Os quatro atravessaram a rodovia juntos, daquele jeito que os policiais andam, casual e calmamente, com propósito assustador. Caminharam rapidamente em direção a loja, mas pela lateral, onde não podiam ser vistos pelas janelas da frente. Quando chegaram ao prédio, o policial Kane e outro policial se agacharam na esquina da frente. Lexa e um quarto policial desapareceram pelos fundos.

Os homens dentro da loja continuavam como se nada tivesse acontecendo. Um deles finalmente pegou o conteúdo do cofre com o caixa e estava enchendo os bolsos do seu casaco com os montes de notas. O outro ainda estava de guarda, com pouca eficiência, pois estava de costas para as viaturas estacionadas na rodovia. O terceiro comia bolachas.

O policial Kane falou pelo rádio em seu ombro e apontou sua arma para cima, pronto para disparar.

Dentro da loja, uma porta atrás do balcão se abriu. Lexa estava parada na porta com uma pistola apontada. O suspeito que estava de guarda apontou o rifle para ela, depois abaixou-o. Todos eles soltaram os rifles e colocaram as mãos para cima enquanto Lexa avançava, apontando sua pistola para um suspeito e depois para o outro. Os três policiais entraram na loja. Obviamente eu não consegui ouvi-los, mas todos eles ficaram vermelhos e pareciam gritar bastante. Ordenaram que os suspeitos largassem suas armas, deitassem no chão e colocassem as mãos nas costas. Lexa ainda dava cobertura a seus companheiros policiais, protegendo-os e apontando a pistola para os suspeitos. Finalmente, quando os suspeitos foram algemados e os policiais recuaram, Lexa relaxou os braços e guardou sua arma. Depois olhou para mim. Eu tinha certeza de que ela não me podia ver observando-a àquela distância, ainda mais na escuridão. Mas ela me olhou. E acenou pra mim. Ofeguei no carro gelado, e percebi que estava prendendo minha respiração, mas agora eu estava tão aliviada. E não, porque em alguns momentos nos últimos cinco dias eu tinha me apaixonado perdidamente por Lexa Woods.

 


Notas Finais


E essa é a historia de Clarke... E ai?


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