História Longe demais - ADAPTAÇÃO- - Capítulo 14


Escrita por: ~

Postado
Categorias The 100
Personagens Clarke Griffin, Lexa
Tags Clexa
Exibições 120
Palavras 2.441
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Segundo cap de hj e a promessa fica cumprida! rs
E por curiosidade quero informar que não são mais só 2 livros que estou em duvida para a nova adaptação, mas 3 livros agora... Fiz a besteira de ir dar uma olhada em alguns dos meus livros. kkkk Até eu terminar de postar essa historia já vou estar em duvida em uns 5. kkkkkk

Capítulo 14 - 14


Dirigimos alguns quilômetros pela rodovia costeira até chegar a uma enorme boate construída sobre pilares A música que vinha de dentro pulsava tão alto que a areia espalhada pela estrada vibrava a cada batida. Pagamos a entrada e caminhamos dentro da construção até chegar onde queríamos. Lexa segurou minha mão como se a sua fosse um alicate de pressão para que não nos separássemos ao passar entre os corpos que se contorciam. Observei o olhar no rosto das garotas e garotos enquanto passávamos. Eles analisaram Lexa por longos segundos, depois viram que estávamos de mãos dadas. Depois me analisaram também: cabelos, rosto, seios, umbigo, finalizando com um longo e detalhado olhar em meus cabelos. Depois olharam de novo para Lexa, como quem diz, Quando você se cansar disto, me liga. Todo o rímel, decote e barriga sarada do mundo não compensavam o fato de que eu tinha cabelo rosa e isso era estranho. Eu definitivamente não queria entrar em uma briga com uma garota durante minhas seis horas na praia, mas confesso que tentei pisar em seus dedos nas sandálias de salto alto enquanto eu caminhava.

Na parte de trás do clube, encontramos o melhor dos mundos: nossa praia de areia branca e o oceano negro com a lua branca, somados a uma festa agitada. Centenas de estudantes universitários dançavam dentro de um quadrado feito com tochas. Tiramos os sapatos e caminhamos pela areia.

Sozinho, afastado da multidão, em um monte de cadeiras de plástico que a maré alta ameaçava levar. Will tomava uma cerveja. Reconhecemos a silhueta de seus cabelos encaracolados em contraste com o céu. Agora que Lexa não estava de uniforme, ela e Will se abraçaram. Will me olhou e fez menção de querer me abraçar. Depois viu o olhar na cara de Lexa e simplesmente cruzou os braços.

— Vou buscar uma bebida para ela — Lexa avisou. — Não a roube de mim enquanto eu estiver ausente.

— Você está maluca? — Will perguntou. — Eu não me atreveria a roubar nada da Academia de Polícia.

— Daiquiri frozen? — Lexa me perguntou.

— Piña colada, por favor.

— Virgem? — ela não estava pedindo minha permissão, estava apenas se certificando de que sabia que eu não tentaria tomar nenhuma bebida alcoólica.

— Que otimista — eu disse.

Ela franziu as sobrancelhas e encarou Will antes de caminhar em direção aos bares nas barracas de palha. Aparentemente eu não tinha permissão para fazer brincadeiras relacionadas a sexo na frente de Will. Claro Que Lexa não estava mais com ciúmes.

— Falando de virgens — eu disse a Will.

Ele me olhou com cautela.

— Perdão? — tomou um gole de cerveja.

— As férias de primavera estão quase terminando. Você está aqui sozinho. O tempo está passando.

— O quê? — balbuciou, enquanto tomava a cerveja. — Estou dando a impressão de que sou virgem?

— Mais ou menos.

Ele ficou boquiaberto, depois fechou a boca e balançou a cabeça, indignado.

— Eu queria vir aqui. Pelo menos pensei que queria. Realmente gosto de observar, mas, na hora H, quero que signifique algo, entende?

Balancei a cabeça.

— Na verdade, não, mas posso imaginar.

Um telefone celular tocou. Pegou o telefone no bolso de trás da calça e olhou para a tela. aceitou a chamada

— Sim, policial? — depois ficou dando voltas, olhando em todas as direções da praia — Está observando a gente? Onde você está?

— Ela é sorrateira — eu disse.

Will desligou o telefone e guardou-o no bolso novamente

— Lexa disse para eu me mover 15 centímetros para a esquerda — pegou sua cadeira de plástico e se afastou de mim na areia molhada. — Ela gosta mesmo de você.

— Ela faz algumas coisas que me levam a acreditar nisso — admiti. — Como me trazer para a praia.

— Isso é bem sério — Will concordou.

— Mas às vezes ela faz coisas que me fazem pensar que não gosta de mim nem um pouco. Por exemplo, na terça-feira à noite, ela quis que eu visse um corpo morto em um acidente de carro. Essa não é minha ideia de um encontro romântico.

Will se encolheu e balançou os ombros como se tivesse arrepios.

— Lexa leva essa história de policial muito a sério, mas sei que ela gosta de você, Clarke. Aquela noite que vimos vocês no McDonald's, ela me ligou do Martini's e me disse para recuar. Você não pensou que eu estava dando em cima de você, não é?

— Não.

— Nem eu — percebi que Will estava um pouco bêbado.

— Espere um minuto — eu disse.  Agora era minha vez de ficar surpresa. — Ela te ligou do Martini's? Mas Lexa deveria estar separando uma briga de bar!

Eu estava preocupada com sua segurança. Que sem-vergonha.

— Sim, acho que a briga tinha acabado. Ela só conversou com o gerente por alguns segundos. Depois provavelmente ficou num canto, observando as pessoas, como sempre faz, e me ligou, fingindo que era um assunto policial oficial — imitou Lexa com uma voz séria. — Sou responsável por ela quando estou trabalhando, e não quero que meu amigo dê em cima dela.

— Will, da forma como ela falou parece que não gosta de mim.

— Ela gosta de você, confie em mim. O que acontece é que ela não quer gostar de você.

— Por quê?

— Porque você está indo embora. E ela vai ficar. Foi exatamente o mesmo problema que teve com Costia — desenhou um coração na condensação do copo de cerveja. — Eu pessoalmente não entendi por que elas não poderiam ficar juntas. Birmingham fica a apenas 20 minutos de carro da cidade. Teria sido difícil para elas se verem por causa dos horários esquisitos de trabalho e de sono de Lexa, mas poderiam ter conseguido. Isso nem de longe se qualifica como uma relação de longa distância. Acho que Lexa não estava mais tão interessada nela — piscou. — De qualquer forma, elas não se gostavam tanto assim.

— Mas foi Costia quem terminou com Lexa.

— Sim — Will disse, apontando para mim. — Mas agora ela está interessada em Lexa de novo.

— Se ela tiver um pouco de bom-senso, faz muito sentido para mim que esteja em conflito. Lexa é extremamente bonita e muito legal que se acorrentou a uma ponte. É quente e é fria — aproximei-me de Will, sem me preocupar se Lexa estava observando ou não. Isso era importante. — Quando você era criança, assistiu alguma vez a série Arquivo X? Mulder é o cara inteligente e bonito que está obcecado em prender os alienígenas que sequestraram sua irmã. Ele ignora totalmente a Scully de cabelos vermelhos que está bem debaixo de seu nariz...

— Não acho que Lexa te ignore totalmente. Não creio que isso seja possível. Você fala alto demais.

— E se por acaso ele beijá-la, ela aceitará. Se ele por acaso pensar em transar com ela, ela realmente aceitará. E ela diz coisas para ele do tipo Logicamente, Mulder, isso não faz sentido, por favor, esqueça isso, e dá um tapinha em seu ombro, esperando que ele transe com ela novamente. — Will estava me encarando com os olhos arregalados. Esqueci que ele era virgem. Falar sobre sexo com ele era como falar com Raven. — Bem, eu não sou Scully — prossegui. — Não posso dar um tapinha nas costas de Lexa e confortá-la. Quero colocar minhas mãos em volta de seu pescoço, chacoalhá-la e gritar O que você está fazendo? — fiz alguns movimentos no ar, esperando queLexa me visse asfixiando seu fantasma. — Ela me frustra, me deixa com raiva. Não acredito que esta seja uma boa relação, construída com base em frustração e raiva, você não acha?— Will balançou a cabeça, melancolicamente. — Mas Lexa serve para transar — meditei.

— Por favor, não diga isso. — Esperei que Will explicasse o que queria dizer, mas ele só me encarava, Depois bateu com força em sua testa com a palma da mão. — Não posso acreditar — gesticulou — que estou sentado aqui em uma festa de férias de primavera em Redneck Riviera, alertando uma garota a não fazer sexo casual com minha amiga. Acho que entramos em um universo paralelo. Fico esperando as pessoas saírem do banheiro com a cabeça virada para trás.

— Exatamente — eu disse. — Pare de tentar. Não faz sentido eu e Lexa namorarmos. Faz sentido transarmos.

— Mas estou te dizendo, não é assim que funciona com Lexa. Ela vai querer mais de você.

— Não tenho mais nada para dar a ela — eu disse. — Não enquanto ela estiver acorrentada à ponte.

Will respirou fundo e soltou um longo suspiro.

— Queria que houvesse alguma forma de libertá-la da ponte, para que ela pudesse trabalhar com sua arte. Penso em como fazer isso há anos.

— Eu tentei.

Will me olhou, depois tomou mais um gole de cerveja.

— O que você fez?

— Para não me meter em encrenca, tive de escrever uma proposta de um projeto ao promotor para manter outros adolescentes livres de problemas. Sugeri que eles colocassem uma câmera na ponte, com uma conexão para a escrivã da polícia. Dessa forma, eles sempre saberão quando alguém tentar ir até a ponte. Lexa não terá motivos para verificar se há invasores a cada cinco minutos. O promotor disse que a prefeitura vai realmente colocar minha proposta em prática.

Will pegou outra cerveja e tomou um gole, olhando para mim.

— Desculpe, preciso disso mais do que você, porque sou virgem.

Ele ainda estava pensando nisso?

— Não tem problema — me senti mal por ter feito aquele comentário, principalmente quando estávamos falando sobre sua amiga se dar bem.

Os garotos eram tão sensíveis sobre coisas estranhas. E às vezes eu não conseguia ficar calada.

— O que Lexa disse sobre a câmera? — Will perguntou.

— Ainda não contei para ela. Eles deveriam instalá-la hoje, mas duvido que adiante alguma coisa. Lexa tem um circuito curto. A lógica não chega a essa parte de seu cérebro. Vai ser preciso mais do que uma câmera para libertá-la.

Eu queria ouvir o que Will tinha a dizer sobre isso, porque ele parecia preocupado, e estava bebendo rápido, mas Lexa voltou com bebidas virgens (que comédia!) para nós duas, coco gelado e suco de abacaxi em copos de plástico com canudos e guarda-sóis de papel e figuras de macacos pregadas às bases. Bem estilo férias de primavera. Nos sentamos com as ondas frias passando por nossos pés descalços, tomando nossas bebidas e observando as pessoas dançarem dentro do quadrado marcado pelas tochas. Will conversou com a gente sobre a confusão em que Skip e Linconl tinham se metido com garotas durante os últimos quatro dias e as escapadas de alguns de seus amigos de colégio, agora amigos de faculdade, pelo menos para Will. Depois fez uma referência a Guerra nas Estrelas para Lexa, e se levantou, cambaleando.

— Te vejo no sábado na festa de Linconl? — nós duas dissemos que sim e observamos Will se mistura à multidão.

Sentei-me mais perto de Lexa.

— Não está preocupada com ele?

Lexa balançou a cabeça.

— Ele vai para o quarto assistir filmes e dormir. Linconl e Skip chegarão com garotas às 4 horas da manhã e o expulsarão do quarto. Ele vai sair para correr 25 quilômetros. É o que Will faz nessas viagens.

— Isso é tão triste — imediatamente quis retirar o que disse.

Não queria que Lexa pensasse de novo que eu estava interessada em Will. Tentei decifrar seus olhos verdes sob a luz da lua. Pensei ter visto raiva neles, mas não, era desejo. Oooh O barulho da música dentro do quadrado se transformou em um ritmo lento. Lexa se levantou

— Não fique triste nas férias de primavera. Vamos dançar.

Ela me conduziu pela areia até a multidão de pessoas. Dessa vez, nenhuma garota má olhou feio para meu cabelo rosa. Elas estavam concentradas nos garotos com quem dançavam. Havia mais amasso do que dança. Esperava que Lexa e eu estivéssemos na mesma sintonia pelo menos uma vez ela colocou seus braços em volta de mim, inclinou-se, apoiando seu queixo sobre meu ombro, e dançou comigo. Ao som da música, deslizou suas mãos até minha cintura, me acariciando. Até agora, tudo bem. Se suas mãos se movessem alguns centímetros mais, ela tocaria meus seios. A próxima música lenta começou. Obviamente seria a música dos seios. Mas, espere um minuto. Lexa desviou dos seios para tocar a parte posterior de meus braços. Certamente era excitante, mas não era o bom e velho amasso que eu queria. Imaginei porque ela não tocou meus seios. Talvez tivesse receio de que eu realmente estivesse com a Síndrome de Estocolmo, daquele tipo que faz os braços arrepiarem só de ver seu captor. Talvez tivesse receio de se aproveitar de mim. Ou talvez eu a tenha interpretado totalmente errado todo esse tempo. Ela gostava de mim como uma amiga e não queria tocar meus seios.

— Por que você não toca meus seios?

Ela retirou o queixo de meu ombro e me encarou.

— Aqui? — olhou em volta para os outros casais. — Porque não estamos bêbados.

Certo tentei não parecer decepcionada, mas o ar estava carregado com sexo, definitivamente faiscando sexo. Não parecia justo sermos as únicas sóbrias e as únicas puras.

— E não é muito original — ela apoiou os polegares na cintura de minha calça e lentamente arrastou seus dedos por minha pele até tocar a barriga, bem abaixo do umbigo.

Ai meu Deus. Lexa não colocou as mãos dentro da calça, mas agora não havia dúvida do que queria. E me beijou exatamente onde eu a beijei no carro: no rosto, depois na orelha. Eu deveria ter tido mais cuidado com o que desejo. Aquela sensação claustrofóbica surgiu em mim no mesmo momento em que me abri e me senti mais atraída por Lexa. Era o melhor e o pior ao mesmo tempo, e me destroçaria. Eu não poderia aguentar muito mais tempo. Puxa, queria não me sentir assim. Queria ser uma pessoa diferente, mas eu não ficaria presa em nossa cidade pelo resto da vida. Nem mesmo por Lexa. Tínhamos de acabar com isso.

— Você está pronta para ir embora? — sussurrei.

— Não está gostando de suas férias? — ela murmurou, antes de gentilmente morder minha orelha.

— Estou gostando muito, mas, se sairmos agora, quando voltarmos ainda terei algumas horas com você antes de ir trabalhar.

Lexa me arrastou pela multidão tão rápido que não pude evitar sorrir. Sim, tudo sairia perfeitamente. Ficaríamos juntas por uma noite e, depois, contanto que eu não fosse à festa de Linconl, usasse meu capacete quando saísse de moto e conseguisse ficar longe da ponte até me mudar para Birmingham em junho, nunca mais veria Lexa novamente.

Consegui dormir um pouco na caminhonete durante a viagem de volta, apesar de sua mão suavemente fazendo carinho em meu ombro. Acho que ela queria ser delicada, mas claro que cada parte de meu corpo tocada por Lexa ganhava vida. Eu estava tão cansada que dormi mesmo assim. E tive sonhos quentes com ela na praia escura.

 


Notas Finais


E ai, será que finalmente vai acontecer??? rs


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