História Look At Me (Laurinah). - Capítulo 11


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Dinah, Dinah Jane, Lauren, Lauren Jauregui, Laurinah
Exibições 233
Palavras 1.282
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Boa tarde, bolinhos. Eu estava ansiosa para postar esse capítulo, e desde já peço que vocês não queiram me matar! POAKSPAKSOPKO

Obs.: Assistam o vídeo desse capítulo POR FAVOR. Quero saber o que acharam depois.

Capítulo 11 - 11: The Hills


The Hills - The Weeknd

"I only love you when you touch me, not feel me, when I'm fucked up, that's the real me."

Quando voltei para o meu quarto naquela tarde, me sentia péssima. Não queria dormir, não estava com dor, ao menos não fisicamente. Eu só queria ter sua atenção para mim alguns minutos, como Nick costumava receber. Será que era pedir muito? Por que tantos sorrisos para ele e para mim nada?

Joguei-me em minha cama e chutei meus sapatos para longe. Aquela brincadeira estava começando a ir longe demais. Eu não conseguia mais controlar meus impulsos, meus sentimentos. Eu não podia fazer isso comigo. Eu sabia desde o início que aquilo nunca iria dar certo. Dinah claramente é heterossexual e nunca teve nem curiosidade em saber como é ficar com garotas.

Por que de repente eu achei que aquilo mudaria por mim? Fui tão idiota.

Quando peguei meu celular e abri o snapchat, fui presenteada com várias fotos e vídeos de Dinah com as meninas se divertindo por Tóquio. Indo a lojas e lugares legais, fazendo todas aquelas coisas que eu havia insistindo tanto para que fizéssemos. Me senti ainda pior e não pude conter minhas lágrimas dessa vez.

O que diabos estava acontecendo comigo? Nunca fui fraca a esse ponto. Sempre fui madura o suficiente para controlar as coisas que sinto, para saber o que é certo e errado, e principalmente, separar as coisas. Isso não podia continuar assim.

Decidi que iria tirar Dinah de minha cabeça, pelo menos por aquela tarde, até que eu tivesse que vê-la novamente durante a noite para nosso ensaio e passagem de som no local do nosso próximo show.

Tomei um banho demorado e relaxante na banheira maravilhosa que havia ali. Já disse que amo a tecnologia e o conforto do Japão? É simplesmente inigualável. Aquele banho pareceu ter feito uma limpeza interna em mim. Meu mau humor havia passado, então coloquei um vestido discreto, acompanhado de meus coturnos e prendi meus cabelos em um coque no topo de minha cabeça com um daqueles palitos orientais que encontrei no banheiro.

O hotel nos garantia toda privacidade e segurança que precisávamos para não ser abordadas por fãs, então eu não me preocupei em descer até o bar do hotel para comer alguma coisa, já que meu almoço havia sido um fracasso e eu estava realmente faminta.

Dessa vez me sentei em um dos bancos enfileirados ao redor de um balcão onde havia dois bar men's fazendo a alegria de seus clientes. Também tinham algumas pessoas sentadas ali que desfrutavam de diversos pratos diferentes da culinária japonesa, despertando meu interesse.

Acho que olhei tanto para o prato da garota ao meu lado, que ela sentiu-se incomodada e me olhou de volta. Mas ao contrário de me encarar ou me xingar, ela apenas sorriu, um sorriso lindo, que foi impossível não querer retribuir.

- Olá. - Ela disse, virando-se um pouco de lado para me olhar melhor.

- Hey. - Disse um pouco sem jeito, desviando meu olhar para a área onde um homem se aproximava com uma bandeja cheia de iguarias japonesas.

- Acho que conheço você. – Ela disse. Novidade.

- Sim, eu sou integrante da girl band Fifth Harmony. – Fiz um sinal com a mão para um dos garçons que passavam por nós e ele me entregou um cardápio.

- O quê? Não. – Ela riu, ganhando novamente minha atenção. – Quer dizer, me desculpe, é que fui criada de uma forma muito rígida por meus avós na Escócia, então não tenho muito acesso a esse mundo, sinto muito por não conhecer sua girl band. – O quê? Ela não conhecia Fifth Harmony? Como assim? Virei-me de lado, imitando o movimento que ela havia feito há pouco para prestar atenção no que dizia. – Eu a vi mais cedo no restaurante, sua amiga meio que gritou e chamou minha atenção.

- Camila... – Revirei meus olhos. – Desculpe por aquilo, Camila é meio desastrada assim mesmo. – Ela riu, e só então percebi que seu sorriso era mais do que bonito. A morena ao meu lado era deslumbrante. – Então, me chamo Lauren. Lauren Jauregui. – Estendi minha mão em sua direção e ela apertou delicadamente. Seu perfume exalava flores do campo.

- Sou Emily Fields. Mas você pode me chamar só de Emmy, é como a maioria das pessoas me chamam.

- Senhorita Fields. – Um homem alto e grisalho nos interrompeu, entregando a Emmy um envelope escuro. Ela o agradeceu e então o homem sumiu de vista.

- Bem, quase todo mundo me chama de Emmy. – Ela riu novamente, guardando o envelope em sua bolsa e se voltando para mim mais uma vez. – Não vai tomar nada?

- Na verdade, eu estou faminta. Preciso comer, você me indica alguma coisa?

Emily me indicou o que ela comia. Um tempura de legumes com frutos do mar e arroz. Era simplesmente delicioso.

Depois de comermos, continuamos ali por algum tempo conversando. Ela me contou como fora sua infância longe de toda essa influência do mundo moderno e de como fora educada severamente. Depois de completar seus dezoito anos e ter acesso à herança que os pais, já falecidos, haviam deixado em seu nome, ela simplesmente cansou-se de viver daquela forma. Viajou para todos os lugares que sempre tivera curiosidade de conhecer, e agora, com seus vinte e três anos já era muito experiente em coisas que eu nem sonhava em fazer.

Confesso que achei estranho o fato de ela realmente não conhecer Fifth Harmony, mas também não éramos a banda mais famosa do mundo, então, aquilo era perfeitamente aceitável.

Acabei aceitando beber alguma coisa com Emmy, eu não tinha muito costume de ingerir bebida alcoólica, mas como já tenho vinte anos e mando no meu próprio nariz, não vi nenhum problema. Fomos ficando mais próximas conforme o álcool ia fazendo efeito, Emily acariciava meu braço e eu, descaradamente, estava com uma de minhas mãos apoiadas em sua coxa, que era exposta por uma fenda de seu vestido longo azul.

O tempo todo eu tinha que me controlar para não deixar que seu decote me excitasse a ponto de ter uma ereção ali bem no meio do bar. Eu não podia me expor daquela forma e eu sabia muito bem disso, mas a carência que eu sentia, junto da beleza fascinante de Emily, mais sua inteligência e toda aquela experiência em inúmeras coisas estavam me vencendo. Eu queria muito tê-la.

Quando me dei conta do que estava acontecendo, já estávamos no elevador aos beijos. Eu descia minha boca por seu pescoço e respirava fundo para conter minha excitação. O tecido de meu vestido era largo, então, ela ainda não havia percebido nada, e eu esperava sinceramente que ela não o fizesse até que estivéssemos dentro de meu quarto e eu pudesse explicar a ela minha situação como intersexual.

Chegamos em meu andar e Emily ria de alguma coisa que eu havia dito, estávamos as duas afetadas pelo álcool e eu ao menos sabia o que estávamos fazendo. Quando nos aproximamos de minha porta, meu coração parou. Dinah estava a minha espera. Merda, merda, merda.

Eu havia me esquecido completamente de Dinah, das meninas, de nosso ensaio. Eu havia me esquecido de quem era e de onde precisava estar. A loira a minha frente apenas correu nossos corpos com os olhos, notando que já estávamos com nossas roupas bagunçadas, e claro, minha recente ereção não passou despercebida por ela. Eu não conseguia decifrar a expressão em seus olhos naquele momento, tudo o que eu queria era sumir. Era sequer ter nascido.

Meu coração bateu tão forte, lembrando-me do quanto eu estava apaixonada por ela.

Apaixonada por Dinah Jane que iria decapitar meu pau Hansen.


Notas Finais


Link para o vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=ZhS6xR07IhA ASSISTAM ASSISTAM ASSISTAM E ME DIGAM O QUE ACHARAM.

E sobre o capítulo: (odeiem a Emily, não odeiem a mim), beijos de luz e até o próximo.


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