História Look At Me (Laurinah). - Capítulo 16


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Dinah, Dinah Jane, Lauren, Lauren Jauregui, Laurinah
Exibições 242
Palavras 2.184
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi, meus amores! Quando eu entrei aqui no Social hoje, e vi que depois de apenas 4 horas de eu ter postado o capítulo, havia 20 comentários, fiquei muito animada e vou postar mais um hoje, sim! Isso é realmente um incentivo.

Obs.: O capítulo começa do ponto de vista da Dinah, mas em um certo ponto vai ter um "Dinah of", porque eu quis narrar essa cena mostrando como as duas estavam se sentindo.

Obs.2: eu fiz vídeozinho (que não tem nada a ver com o cap), mas tá amor. Vou deixar link nas notas finais, assistam!

Capítulo 16 - 16: In Your Hands


In Your Hands - Joshua Radin

"You're scared if you wait too long, your light won't guide me home. But don't be frightened by the dark before dawn, sometimes we must go head along."

"Você está com medo, se você esperar muito tempo, sua luz não irá me guiar para casa. Mas não se assuste com a escuridão antes do amanhecer, às vezes é melhor irmos em frente juntos."

Londres era realmente encantadora, cada detalhe, cada coisinha que eu jamais pensei em conhecer. Minha família sempre fora muito humilde, e mesmo agora, depois de quatro anos vivendo minha nova realidade, com um enorme aumento na minha qualidade de vida, algumas coisas eu simplesmente não conseguia me acostumar. Sempre ficava deslumbrada demais e fazia as meninas se divertirem com isso.

Mas hoje seria um dia diferente. Nós teríamos a tarde livre, após nosso ensaio matinal, e só nos encontraríamos mais tarde para o jantar. Camila e Normani decidiram dar uma volta para conhecer melhor a cidade, e eu iria com elas, se Lauren não tivesse me feito um convite especial. Ela me levaria até um estúdio onde uma das bandas que ela gostava muito, costumava ensaiar antes da fama. O lugar havia se tornado um “santuário”, onde poucas pessoas muito exclusivas tinham acesso, então não fora tão fácil conseguir aquela tarde para visitarmos.

Mas Lauren havia conseguido, sabe-se Deus como, e eu não pude recusar aquele pedido. Um segurança nos acompanhou até o portão, era um lugar simples, de dois andares. Lauren tinha um molho de chaves na mão e logo abriu a porta, nos dando passagem. Observei cada detalhe atentamente, os móveis em estilo rústico, o cheiro forte amadeirado, misturado com um aroma de vinho. Era simplesmente incrível. Ela meneou a cabeça em direção à escada e eu a segui.

Nós caminhamos em silêncio por um corredor mal iluminado até a última porta à direita, onde ela novamente abriu e me deu passagem. Era um lugar muito aconchegante, havia um piano no canto esquerdo próximo à grande janela e aquilo fora a primeira coisa que chamou minha atenção. Eu amava tocar piano, desde pequena.

Também tinha um sofá cheio de almofadas no canto direito e um espaço com guitarras e violões. Alguns passos à esquerda um pandeiro grande sob um banquinho de madeira e alguns quadros curiosos empilhados um sob o outro. Havia outros desses quadros enfeitando duas das quatro paredes daquele espaço.

– Gostou? – Ela me perguntou enquanto fechava a porta e dava alguns passos em direção à grande janela, afastando as cortinas para os lados e deixando que a brisa suave da tarde adentrasse o lugar.

– É a sua cara. – Eu respondi sem pensar. Porque na verdade, era. Lauren tinha um estilo muito próprio, mas algumas coisas ali me faziam enxerga-la.

– Obrigada, eu acho. – Ela soltou uma risada baixa e puder notar um leve tom avermelhado nas maçãs de seu rosto. – Eu gosto muito da banda Suede, e é inexplicável poder estar aqui. – E então ela apontou para o piano, para que eu fosse até ele e se sentou entre as almofadas fofas que estavam postas alternadamente entre as cores brancas e pretas no pequeno sofá. Tudo era tão limpo e organizado que eu já estava me sentindo mal pela saia comprida que não combinava com a jaqueta que eu estava usando.

- Eu posso? – Lauren fez que sim com a cabeça. Caminhei timidamente até o piano e me sentei no banco de couro. Subi sua tampa e notei que o piano estava praticamente intocado, ou ele era novo ou eles não eram os maiores fãs de tocá-lo.

– Posso deixar meu copo aqui? – Eu perguntei apontando para a parte superior do piano, não queria desrespeitar as regras daquele lugar “sagrado” para ela, embora estivesse achando tudo aquilo muito engraçado. A primeira impressão que tive ao ver Lauren naquele estúdio, com a camisa de botões levemente amassada e o jeans gasto, certamente fora de que ela pertencia a ele.

– Claro que pode, mas eu prefiro segurar pra você. – Ela se levantou rapidamente e caminhou em minha direção para pegar o meu copo de café, e eu confesso que tive que segurar a risada ao notar sua cara de desespero quando ameacei pousar o copo sob o móvel.

– Obrigada, Lo. – Eu disse ao entregar o copo em sua mão e ela acenou com a cabeça, aparentemente surpresa por eu estar sendo tão cuidadosa.

Eu esperei que ela voltasse a se acomodar no sofá e então coloquei as partituras que nós havíamos improvisado mais cedo, sob o piano, começando a tocar. Assim que as primeiras notas fluíram, eu pude sentir uma corrente invisível de energias muito forte entre nós duas. Eu jamais saberia explicar em palavras o que estava sentindo.

Fechei meus olhos e o resto da música saiu sem que eu precisasse olhar para nenhuma anotação, como se aquilo estivesse guardado dentro de mim há muito tempo, esperando o momento certo para sair. Eu toquei o tempo inteiro assim, até a última nota, então a canção chegou ao fim.

Eu abri meus olhos lentamente e ela me observava sem nenhuma discrição. Nossos olhares travaram uma guerra e nós ficamos ali por quase um minuto, simplesmente nos encarando fixamente sem dizer nenhuma palavra. Seus olhos verdes tinham um brilho que eu não conseguia definir no momento, e aquilo me perturbava. Até que ela curvou seus lábios e lentamente um lindo sorriso surgiu. Eu gostava do seu sorriso. E naquele momento, eu me odiava por gostar tanto dele. 

Eu começava a ter uma ideia do que estava acontecendo comigo, e queria empurrar aquilo para longe.

- Ficou perfeito, Dinah. – Sua voz me despertou de repente, fazendo-me rir sem jeito. – Vou pegar o violão e tentar te acompanhar dessa vez, está bem?

-Tudo bem, só não sei se estou fazendo certo esse final, faz um tempo que não toco. – Quando Lauren se virou para pegar o violão, ajeitei-me melhor no piano e esperei que ela começasse a tocá-lo, mas ela não o fez, não antes de se aproximar um pouco mais de mim. E quando ela finalmente começou a arrastar os dedos pelas cordas que emitiam um som suave, misturando-se com sua voz, eu fiquei paralisada. Não conseguia começar a tocar o piano para te acompanhar, eu só conseguia ficar ali e observá-la, desfrutando de seu talento. Seu dom natural de encantar através da voz.

Eu ouvia Lauren cantando diariamente, não era nenhuma novidade. Mas nunca senti aquilo antes, como se ela estivesse cantando apenas para mim, como se a letra e aquela melodia tivessem sido feitas para mim. Quando me dei conta do que estava acontecendo, ela se aproximou um pouco mais, sem deixar de tocar o violão, se sentou ao meu lado no banco do piano, mas de costas para ele, o que fazia nossos braços se tocarem, me deixando ainda mais nervosa. Ela me olhava o tempo inteiro e eu não tinha forças para desconectar aquele olhar. Ela me hipnotizava.

– And if you don't believe, I promise to make you see, I'll come find you remind you it's time, you are mine, forever mine... - Ela estava tão perto, que eu podia sentir a sua respiração aquecer meu pescoço enquanto ela cantava. Estremeci por completo quando ela parou de tocar, mas continuou me fitando. As íris esverdeadas brilhavam tanto que eu acreditava ser capaz de cegar meus olhos. Mas eu não queria, eu não conseguia focar em outra coisa.

Point Of View Dinah of.

A voz de Lauren foi engolida pelo ar, mas as duas continuaram presas nos olhos uma da outra. O tempo parecia se mover de maneira diferente naquela bolha. De repente, Dinah se sentiu muito consciente de tudo ao seu redor. O barulho de passos do lado de fora do estúdio, os raios de sol que invadiam o cômodo pela janela e refletiam no piano negro, a respiração lenta e compassada de Lauren e o calor da pele dela contra seu braço. Era como se ela estivesse sendo engolida por uma onda de lava, se derretendo e se moldando em uma nova forma. Mas ali o fogo não queimava. Ele apenas aquecia. Aquecia o corpo, a alma, e o coração que parecia dançar em seu peito.

As sinapses de Lauren também trabalhavam com violência, tentando absorver cada detalhe do rosto tão próximo. O brilho âmbar nos olhos escuros, que pareciam eternamente apertados, como se quisessem enxergar dentro da alma de Lauren. As maçãs do rosto delineadas e salientes. Os lábios entreabertos. O tom da pele levemente bronzeada e macia. Sem tomar consciência do próprio corpo, a mais velha ergueu uma de suas mãos até o rosto de Dinah e o tocou.

Quando um dedo comprido e pálido roçou o canto de sua boca, a respiração de Dinah falhou. A mão de Lauren estava gelada pela temperatura esquisita daquele dia, mas ainda assim queimava a pele morena. A sensação era tão nova que Dinah se permitiu fechar os olhos e relaxar na mão de Lauren. Ter seu toque em seu rosto era como voltar para casa depois de uma longa viagem.

Lentamente Dinah reabriu os olhos e encontrou Lauren a admirando, os olhos verdes enevoados e brilhantes com um sentimento novo que a loira não conseguia identificar. Ela podia perceber que a outra se aproximava, mas, ao invés de obedecer a sua razão e sair dali, Dinah se via refém. Ela tinha se encontrado na órbita de Lauren e agora não existia alternativa a não ser se chocar contra a superfície daquele misto de sentimentos que palpitavam em seu coração.

Com milímetros as separando, elas pararam por um momento, estudando uma última vez o rosto que viam. Respiravam o mesmo ar e o calor que trocavam incendiava seus corpos por inteiro. Com um movimento sutil dos dedos, Lauren fechou o espaço entre elas e tocou os lábios de Dinah com os seus. Era um toque leve, quase inexistente, mas o suficiente para garantir a Lauren de que não havia coisa mais certa para ela no mundo.

Mas, como Dinah permanecia imóvel, a morena achou que o sentimento não fosse recíproco e começou a se afastar. Ela se odiava naquele momento por ter confundido a afinidade que conquistou com Dinah com algum tipo de interesse diferente, principalmente depois de Dinah ter confiado tanto nela.

O movimento pareceu despertar a loira, que escorregou a mão até a nuca de Lauren, trazendo-a de volta para o beijo. E o que começou leve e delicado, não mais do que o roçar das asas de uma borboleta, logo ganhou vida. E fome. Lauren se refez do susto rapidamente e largou o violão no canto do banco, passando sua mão livre para a base das costas de Dinah, trazendo-a para mais perto e moldando o corpo da loira ao seu.

Elas não sabiam quem tinha tido a iniciativa, mas suas línguas dançavam juntas e era possível sentir o sabor fraco do café que haviam compartilhado mais cedo. Um gemido satisfeito escapou da garganta de Dinah quando ela sentiu dentes puxando seu lábio inferior. Lauren sorriu entre o beijo. O som, alto no silêncio do quarto, era a prova de que Dinah estava entregue e de que ela queria aquilo tanto quanto a outra.

Como combustível numa fagulha, a resposta de Dinah inflamou Lauren, que a trouxe para impossivelmente mais perto, enterrando os dedos pálidos nos cabelos dourados. Ondas de eletricidade percorriam o corpo de Dinah e ela não sabia se seria capaz de se manter em controle por muito tempo. Ela se agarrava à Lauren como se daquilo dependesse sua própria vida.

Cada centímetro de pele cor de caramelo estava em brasa e um calor começava a se instalar entre suas pernas quando pôde sentir os lábios de Lauren passeando pela linha do seu maxilar até sua orelha direita. Num misto de língua, lábios e dentes, Lauren conseguiu fazer a controlada e calculada Dinah Jane perder o controle. A loira enterrou as mãos nos cabelos compridos e esticou um pouco o pescoço, facilitando o acesso à boca faminta.

– Você é linda. - Dinah podia sentir a voz de Lauren vibrando contra seu rosto. A morena tinha abandonado a exploração ao seu pescoço e agora mantinha Dinah no lugar com as duas mãos em suas costas. Seus corpos estavam completamente destorcidos no banco, permitindo que ficassem frente a frente. Lauren admirava com atenção o rosto moreno próximo ao seu. Ela queria voltar a beijar Dinah, mas precisava encarar os olhos dela uma última vez antes disso.

Dinah sentiu falta do contato faminto e desesperado. Lentamente abriu os olhos outra vez, como se despertasse naquele momento de um sonho bom. E junto com esse despertar, seu cérebro voltou a funcionar, registrando a beleza simples da mulher que a encarava. Os lábios inchados pelos beijos, a pele avermelhada, os olhos semicerrados e ansiosos.

Um sorriso lento começou a se espalhar pelas feições de Dinah, mas antes que pudesse alcançar seus olhos, uma percepção atravessou seu corpo como um terremoto: ela tinha beijado Lauren. Ela tinha beijado sua amiga. Ela tinha beijado sua parceria de banda. Ela tinha beijado uma mulher. De novo.


Notas Finais


YEAAAAAAAAAAAAH, gol da Lauren! Mas pera, que cês acham que vai acontecer agora??? Prevejo tretas. Beijos de luz e até amanhã, bolinhos.

Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=jZjQ3y8mteU


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