História Look At Me (Laurinah). - Capítulo 18


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Dinah, Dinah Jane, Lauren, Lauren Jauregui, Laurinah
Exibições 176
Palavras 1.810
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Boa tarde, meus bolinhos. O capítulo de hoje é mais curtinho, mais leve, sem o peso e a intensidade que os dois últimos tiveram, mas acho que vocês vão gostar. <3

Capítulo 18 - 18: Making All Things New


Fanfic / Fanfiction Look At Me (Laurinah). - Capítulo 18 - 18: Making All Things New

Making All Things New – Aaron Espe

"I leave all the windows open , let the light come through. Sunshine warm and golden morning making all things new. Home, where my heart is. Home, where my love lives."

Eu respirei fundo, queria sair dali e me trancar no meu quarto, lá em Miami, esquecer que as pessoas existiam, mas eu não podia fazer isso. Tinha que agir com a maturidade de uma mulher de vinte anos e profissional que eu era.

– E agora? - Eu fui contra tudo o que estava sentindo e perguntei. Eu queria saber, eu queria aproveitar o máximo daquele momento em que ela resolveu se abrir para mim. Eu queria saber tudo o que ela pensava a meu respeito e principalmente o que sentia por mim. Eu sabia que também havia causado algum impacto nela. Depois daquele beijo ela não poderia negar mais nada. Existia alguma coisa entre nós. E não era uma coisa qualquer.

– Bem, acho que eu não posso simplesmente fingir que isso não aconteceu. Você me beijou, eu te beijei, eu quis te beijar, e eu quero isso há muito tempo.

Ouvir aquelas palavras saindo da boca de Dinah foi como se alguém me agarrasse pelo pescoço e apertasse muito forte. Eu mal conseguia respirar. Eu queria gritar, pular, agarrá-la e beijá-la cem vezes mais.

- É muito claro a atração que existe entre nós, Lauren. Embora não seja certo. - Quem se importava com o que era certo ou errado naquele momento? Meu coração foi bombardeado por uma felicidade que eu jamais conseguiria explicar. Ela estava admitindo em voz alta que sentia atração por mim. E ela usou a palavra nós, existia um nós! Eu e ela. Nós! - Mas como eu te disse, é complicado. Eu fiz uma promessa para minha avó, e me sinto péssima todas as vezes que penso em passar por cima da minha palavra. - Ela respirou fundo e abaixou a cabeça mais uma vez.

Eu segurei sua mão e a trouxe para o meu colo, tentando me livrar de todas aquelas barreiras que ela havia criado entre nós. Ela subiu seu olhar para mim e ficamos apenas nos encarando por alguns instantes, eu podia enxergar o medo em seus olhos, mas eu também podia enxergar alguma coisa muito boa ali, e era para mim. Era por mim. Eu repetia as últimas três palavras compulsivamente em minha cabeça, eu queria me convencer de que aquilo realmente estava acontecendo.

Dinah era maravilhosa, e conquista-la era o mesmo que passar horas e horas escalando uma montanha muito alta. Chegar ao topo, exausta, mas depois olhar para a frente e ver uma paisagem que só você vai poder enxergar, e se encher daquela sensação gratificante, de ser privilegiada por estar ali. Era exatamente assim que eu me sentia. Eu sabia que ainda não estava no topo da montanha e que por tudo o que ela estava me contando, eu teria um longo caminho a percorrer. Mas eu queria. Eu queria ir até o fim e descobrir a beleza daquela paisagem que seria só minha.

– Eu entendo, e não quero que você se sinta mal pelo o que aconteceu aqui. Você não a traiu, Dinah. Que diferença vai fazer na vida dela com quem você se relaciona ou deixa de se relacionar? Ela vive a vida dela, ela fez as escolhas dela, deveria deixar que você fizesse as suas. E também você só prometeu que iria se afastar de Hanna, e não de todas as mulheres do mundo. - Eu disse a última frase em um tom divertido e ela sorriu. Meu coração inflava de um sentimento muito bom todas as vezes que ela sorria, como se eu ganhasse um presente por qual esperei o ano todo. E de fato ela era, o presente que eu esperei a vida toda encontrar.

– Não é tão simples assim, Lo.

– Eu sei que não é, e como eu disse, não quero te forçar a nada. Mas eu não consigo mais ficar com isso preso aqui dentro, Dinah. – Ela me olhou com o par de olhos escuros assustados.

- O que você quer dizer com isso?

- Quero dizer que estou apaixonada por você. – Senti minhas mãos voltarem a ficar trêmulas, minha respiração falhar. Dinah ficou um longo tempo em silêncio e eu já estava pronta para sair correndo dali.

- Eu sei. – Ela sabia? – Eu venho notando isso há um tempo... Você está diferente, me trata e me olha diferente. Mas eu achei que isso logo passaria, e estava tentando negar para mim mesma e ignorar.

- Isso não vai passar, Dinah. Não depois do que aconteceu aqui. – Eu sentia que agora eram meus olhos marejados e não os dela. – Por favor, me diz o que você sente. – Minha voz saiu tão baixa que eu nem tinha certeza se ela havia escutado. Ela meneou a cabeça para o outro lado, encarando a parede. Depois fechou os olhos e soltou um longo suspiro.

- Você entende o quanto isso é errado? – Ela abriu a boca para continuar, mas eu a interrompi.

- É errado que duas pessoas livres e desimpedidas sintam atração uma pela outra e queiram ficar juntas? – Aproveitei sua deixa e me aproximei novamente, ficando a milímetros dela. Dinah estremeceu. – Não pense que só porque colocaram na sua cabeça que você não deveria fazer aquilo, você estava errada. Você não estava. Nós não estamos. – Antes que ela pudesse pensar ou reagir, levei minha mão de volta para o seu rosto, encaixando-a na curva entre seu maxilar e pescoço. Sua pele aquecia meus dedos instantaneamente, enviando-me aquele calor por todo o corpo. Eu não era capaz de me controlar perto de Dinah.

- Eu não disse que queria ficar com você, Lauren. – Puxei seu rosto bruscamente para mais perto do meu, até que sua respiração pudesse se misturar com a minha.

- Você não quer? Não quer ficar comigo? Não quer que eu te beije de novo? – Eu olhava fixamente em seus olhos, mas ela intercalava as íris escuras entre os meus e minha boca. Eu podia sentir a pele de seu pescoço completamente arrepiada contra meus dedos.

- Lauren, por favor. – Ela disse num fio de voz, fechando os olhos em seguida.

- Não, Dinah. Por favor digo eu. Olha pra mim. – Quando ela o fez, toquei a ponta de meu nariz pelo seu e a acariciei, enchendo-me novamente daquela sensação de que não havia lugar mais certo no mundo para mim, do que ali, do que em seus braços.

- Eu preciso de um tempo, está bem? Isso é muito difícil pra mim. – Eu sabia que não poderia negar aquilo a ela. Realmente, era muita informação, era muita novidade. O que eu não sabia, era se iria resistir estar próxima a ela sem poder beijar aquela boca, sem poder tocá-la da forma que eu sonhava praticamente todas as noites.

- Você promete que não vai se afastar de mim? – Ela fez um sinal positivo com a cabeça, fazendo com que nossos narizes se resvalassem novamente, sua respiração quente afagando meus lábios. – Prometa!

- Eu prometo! – Ela disse com um tom de voz firme, mas divertido, e logo um sorriso brincalhão surgiu em seus lábios, levando para longe todo aquele clima pesado e desconfortável que havia se instalado entre nós.

Eu sabia que aquela seria minha única chance de beijá-la mais uma vez. E ela deixou, Dinah se agarrou aos meus ombros e me manteve perto durante todo o tempo em que minha língua se aventurava de volta para dentro de sua boca. A cada toque, a cada sussurro e gemido engolido pela falta do nosso fôlego me dizia que era ela. Eu não queria outra pessoa em seu lugar, eu não desejava ninguém com a intensidade em que eu queria ter Dinah para mim.

Eu queria que aquele momento tivesse durado a vida toda, mas infelizmente ela se afastou. Estávamos ofegantes, em transe, todo o meu corpo vibrava. Meu cérebro era incapaz de raciocinar e eu não conseguia mover minha mão para longe de sua nuca. Mas Dinah se afastou, tirando todo aquele calor de mim. Fazendo-me sentir vazia novamente.

Ela tirou suas mãos de mim, retomando sua postura e voltando sua atenção para o piano. Eu sentia falta do nosso contato, mas achei que já havia abusado demais de minha sorte por um dia, então apenas retomei minha atenção para o violão até então esquecido do outro lado do banco.

- Eu gostei muito do que você fez. - Ela disse, me deixando confusa. Como assim gostou muito do que eu fiz? Ela estava se referindo ao beijo? Meu coração se acelerou rapidamente e eu senti minhas pernas fraquejarem.

- Essa ideia do início e tudo mais, realmente aqueles acordes foram uma boa inspiração. - Droga, ela estava falando da música. É óbvio que ela estava falando da música, não seja idiota, Lauren.

- Deveríamos fazer isso mais vezes. - Ah, com certeza deveríamos. - Conhecer outros tons também seria legal. - Conhecer a minha cama seria muito legal, Dinah.

Ela me olhou de repente e eu congelei. Merda, será que pensei em voz alta? - Por que você está tão quieta? - Sua pergunta me tranquilizou e eu pude respirar aliviada.

– Nada, só estava pensando na música. - Eu sorri e ela concordou com a cabeça. 

Eu não conseguia explicar como eu estava me sentindo naquele momento. Primeiro ela me beija e me faz sentir a mulher mais feliz do mundo. Depois ela chora e me deixa desesperada com toda aquela história. Aí a gente se beija de novo e eu sinto meu corpo inteiro pegar fogo. E agora ela quer simplesmente falar sobre a música e ignorar tudo o que aconteceu aqui? Tudo o que ainda está acontecendo aqui? Por que mulheres tem que ser tão complicadas? Por que Dinah tinha que ser tão complicada?

E não é que nós passamos o resto da maldita tarde falando só sobre música? Eu me controlei todas as quatro horas que passamos juntas para não agarra-la e beija-la outra vez. O seu maldito perfume doce parecia estar impregnado em mim, e eu ainda podia sentir o calor de sua pele contra a minha. Eu não conseguia parar de pensar no nosso beijo, e talvez o batom borrado no canto direito de seus lábios colaborasse para isso.

Como ela conseguia ser tão linda até com o batom todo borrado?

O âmbar de seus olhos estava reluzente devido as lágrimas que caíram mais cedo, e seu cabelo estava levemente bagunçado. Pelas minhas mãos. Foram as minhas mãos que bagunçaram aquele cabelo! E lá estava eu outra vez travando uma luta interna comigo mesma para não jogar Dinah naquele sofá e fazer tudo o que eu tinha vontade. Mais do que nunca, eu estava apaixonada.

Apaixonada por Dinah Jane que havia me beijado duas vezes Hansen.


Notas Finais


Acho que vocês perceberam que este era um capítulo enoooorme e eu tive dividi-lo em três partes, né?

Mas acabou o sofrimento, mores. Agora vamos voltar para aquele clima do início da fic, onde as coisas vão começar a fluir naturalmente até que tudo esteja onde tem que estar. Espero que vocês estejam gostando!

Obs.: Não tenho certeza se vou conseguir, mas talvez eu poste mais um capítulo mais tarde. Beijos de luz. <3


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