História Look Good - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Shawn Mendes
Tags Drama, Romance, Shawn Mendes
Visualizações 47
Palavras 1.539
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olhem só quem não atrasou dessa vez!
EXATAMENTE, eu estou no tempo certo — aleluia — e pretendo continuar assim pelas próximas semanas.


Betagem por Aslyn [BAD]
Banner De Capítulo por Trollei [ARTE]

Capítulo 3 - Hope


Fanfic / Fanfiction Look Good - Capítulo 3 - Hope

O cheiro de produtos de limpeza e a música alta que vinha da sala enchiam o pequeno apartamento com um pouco de vida, coisa que há tempos não acontecia. Tia Camille estava em casa, ela ajudava-me a limpar o apartamento enquanto minha mãe preparava-se para mais um dia de tratamento.

Camille era uma mulher muito bonita. Mesmo beirando os quarenta e oito anos, ela tinha um ar jovial. Suas bochechas tinham um toque rosado natural, suas sobrancelhas — naturalmente arqueadas — davam-lhe uma expressão severa e gentil ao mesmo tempo. Seus olhos profundos eram azulados e, apesar de eu escutar as pessoas dizerem que os meus eram extremamente parecidos com os dela, nunca havia realmente reparado. Os fios de cabelo de Camille eram de um tom castanho claro, quase pendendo para o loiro. Eu observei-a enquanto fazia movimentos elegantes. Ela sabia se movimentar como uma dama, mesmo durante uma intensa faxina. Era realmente uma mulher admirável.

— Rosie — a mulher chamou-me, fazendo-me virar em sua direção. — Limpe a cozinha, eu cuido do banheiro.

Peguei o balde cheio de água no chão e fui até a cozinha. Eu não gostava muito de fazer a limpeza — e claro que o frio não ajudava em nada —, mas eu não estava incomodada em fazê-lo hoje, estava contente. Minha tia cantarolava enquanto limpava o banheiro, podia escuta-la recitar as palavras de uma música pop muito famosa. Seus quadris se mexiam de um lado para o outro enquanto ela limpava o espelho e a pia, sorrindo de vez em quando para a superfície refletora.

No fim, não demoramos para fazer uma bela limpeza em casa. Minha tia apoiava as mãos na cintura enquanto olhava orgulhosa para a sala impecavelmente limpa. Quase podia ver meu reflexo nos móveis perfeitamente lustrados. Caí sobre uma poltrona e sorri satisfeita, observando o resultado satisfatório.

— Estou pronta — minha mãe disse, aparecendo na sala. — Caramba! Vocês foram rápidas — mamãe riu, observando nós duas.

— Rosie ajudou muito — Tia Camille colocou uma de suas mãos firmes sobre meu ombro direito. — Eu tenho que confessar que esperava menos dela.

— Ei! — protestei, lançando-lhe um olhar indignado.

Camille apenas gargalhou, distanciando-se um pouco de mim e pegando sua bolsa. De lá, ela tirou sua troca de roupas, uma certamente melhor do que a calça grossa e velha que ela usava. Provavelmente a blusa que ela usaria não teria um furo debaixo da axila como a que ela veste agora.

— Vamos? — perguntei para minha mãe.

— Claro — ela respondeu com um sorriso. Parecia mais contente que o normal, isso era muito bom. — Onde estão as chaves do seu carro, Camille?

— Na mesa de jantar — ela gritou em resposta. Já não estava mais na sala. — Boa viagem.

 

O hospital estava com uma temperatura agradável. Enquanto minha mãe entrava na sala, eu rapidamente peguei um café em uma máquina próxima. Aquilo demorava muito, mas tia Camille havia prometido que em breve iria para lá também para ficar no meu lugar, assim eu poderia voltar a minha busca incansável por um emprego. E como minha tia sempre fora uma mulher de palavra, ela não demorou nada para chegar. Usava roupas bonitas, seu cabelo estava belamente preso em um rabo alto e, junto a um maravilhoso colar de pedras vermelhas, deixava-a com uma aparência mais chique.

— Ela já entrou? — perguntou-me, sentando-se ao meu lado.

— Sim — sorri, esfregando as mãos em minha calça.

— Pode ir, querida, eu espero-a aqui. Trouxe meu kit à prova de tédio — ela sorriu, retirando um baralho, doces e um jogo de sua bolsa.

— Eu vou esperar um pouco, esta poltrona está tão confortável — sorri, acomodando-me no assento.

Camille riu de minha atitude e retirou o celular de dentro de sua bolsa. Em questão de segundos, meu celular começa a tocar. Estranhei, era um número desconhecido.

Shawn. Uma voz em meu interior sussurrou em meu ouvido. Balancei a cabeça negativamente, tirando aqueles pensamentos de minha mente. Levantei-me em um pulo da poltrona e caminhei até um canto silencioso do hospital, atendendo a ligação em seguida.

— Olá, garota do estilete — A voz de Shawn ecoou em meus ouvidos, fazendo-me querer escutar novamente aquelas palavras.

— Olá, garoto da companhia — sorri ao responder-lhe, tão rapidamente como ele me cumprimentou quando atendi a ligação.

Não, eu acho que garoto do violão combina mais — ele riu.

— Como quiser, garoto do violão.

— Então, eu estava arrumando o salão do bar para essa noite quando escutei meu chefe dizer que estavam à procura de mais funcionários.

Fiquei confusa por alguns segundos. Por que ele estava me dizendo aquilo? Diversas coisas passaram em minha mente, até a conversa de alguns dias antes, lembrei-me, então, de ter contado a Shawn que estava em busca de um emprego. Meu coração amoleceu ao dar-me conta do que ele estava tentando fazer. Shawn estava realmente tentando me ajudar.

— É sério? — perguntei finalmente. Estava extasiada.

— Sim — escutei um riso baixo de sua parte. — Então, eu disse-lhes que conhecia uma pessoa que estava procurando um emprego há um tempo, e, voilà, ele quer entrevistar-te.

— Meu Deus! — exclamei surpresa, colocando a mão sobre o coração. — Eu não acredito. Isso só pode ser uma pegadinha. Onde estão as câmeras?

— Não tem câmeras — ele gargalhou do outro lado da linha. — Mas teria sido uma boa ideia, lembre-me de refazer essa cena, podemos postar no YouTube e ganhar dinheiro com isso.

— Vou lembrar — sorri. — Muito obrigada, Shawn. Eu nem sei como agradecer-te.

— Eu vou pensar em um jeito — Sua voz tomou um tom brincalhão. — Mas tem um porém, ele quer entrevistar-te em quarenta minutos.

— Quarenta minutos? — indaguei-o, levemente assustada.

Quarenta minutos — ele respondeu. — Estamos à tua espera.

— Porra — sussurrei mais para mim mesma, mas ele certamente escutou. — Vou correr para casa tomar um banho e vou para aí.  

— Boa sorte.

— Eu realmente vou precisar — Desliguei o telefone antes que ele prolongasse a conversa.

 

Camille havia me emprestado seu carro e eu já tinha tomado meu banho. Estava, no mínimo, apresentável. Por mais que eu tivesse me arrumado da forma mais elegante que pude em vinte minutos, ainda estava um pouco incerta sobre minha aparência. Teria que servir. Virei em uma esquina, rapidamente vi a placa do estabelecimento que despontava do final da rua. Pisei tão fundo no acelerador que meu corpo voou rapidamente, logo em seguida caindo novamente no banco de couro cor caramelo.

Desci do veículo tão rápido que quase esqueci-me de trancá-lo. Olhei meu relógio, estava dois minutos adiantada. Realmente, muita sorte. Empurrei a porta de vidro vendo o salão grande vazio. Alguns funcionários limpavam mesas, enquanto alguns outros comiam. Provavelmente o jantar antes do bar noturno abrir. Meus dedos apertavam com força a palma de minha mão. Minhas manias costumavam ficar bem aparentes quando estava nervosa, e este com toda certeza era o caso.

Estreitei os olhos à procura de Shawn. Rapidamente encontrei-o sentado em uma mesa no canto, um prato sujo — porém vazio — estava na sua frente e ele olhava fixamente para a tela desbloqueada do celular.

— Ei — aproximei-me, abrindo um sorriso.

— Você está ai! — ele olhou-me suspirando. — Estava preocupado.

Fiquei levemente confusa. Por que ele se preocuparia comigo? Tínhamos nos conhecido há uma semana, conversei com ele apenas uma vez. Aquilo não fazia sentido em minha cabeça, mas certamente fazia na sua. Simplesmente não questionei, sorri feliz por sua preocupação. Por mais que fosse esquisito, estava feliz pela demonstração.

— Ele está no escritório — Shawn pulou da cadeira. — Venha, eu te levo até lá.

Acompanhei Shawn. Eu me considerava uma pessoa alta, mas perto dele sentia-me pequenina, por mais que usasse saltos no momento, ele deveria ter, no mínimo, dez centímetros a mais do que eu descalça. Não pude continuar perdida em meus pensamentos por muito tempo, Shawn rapidamente parou em frente a uma porta de madeira clara, um sorriso saltou de seus lábios.

— Aqui está, entregue — ele riu. — Pode chamá-lo de Sr. Ricci. Boa sorte.

— Obrigada — suspirei.

Shawn saiu de cena rapidamente. Fiquei alguns segundos observando a porta em minha frente. Eu tinha que fazer aquilo, eu tinha que ser a melhor.

“Você é a melhor”, meu pai dizia-me. Aquela era a única coisa que eu ainda gostava nele. Ele sabia das coisas — ou de algumas, pelo menos.

Bati na porta suavemente, um “entre” foi dito, e assim fiz, entrei. Eu sou a melhor.

 

Ao fechar a porta atrás de mim, senti uma onda de calor percorrer meu corpo. Encostei minhas costas na parede fria ao lado da passagem, ali deixei que um sorriso imenso aparecesse em meus lábios. Como poderia estar mais feliz? Sentia-me em total êxtase.

Desencostei da parede e caminhei às pressas até o salão. Dei rapidamente de cara com Shawn que arrumava seu cabelo — de maneira inútil, afinal, seus belos cachos continuavam imóveis — em frente a um espelho. Aproximei-me discretamente do moreno e toquei-lhe o ombro. Ele virou-se assustado, mas sua careta de surpresa desapareceu, dando lugar a um sorriso inquietante.

— Como foi? — perguntou-me.

— Maravilhoso — sorri. — Muito obrigada, sério, eu te devo uma.

— Mas você já foi contratada? — ele franziu o cenho.

— Bem, não, mas o Sr. Ricci disse-me que gostou de mim e que conversaria com o gerente antes de dar uma resposta concreta — voltei a sorrir.

— Fico feliz — ele sorriu.

— E aí, já pensou?

— No quê?

— Na maneira como irei retribuir.

Shawn sorriu. O mais verdadeiro dos sorrisos.


Notas Finais




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