História Look to the other side - Capítulo 25


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Visualizações 108
Palavras 2.699
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Look who's back. Yeep. Right! It's me!!!
(Se não entendem inglês, eu só disse que voltei haha mania antiga de falar inglês do nada)

Capítulo 25 - Mundo de bolha


Fanfic / Fanfiction Look to the other side - Capítulo 25 - Mundo de bolha

- Você não vai comer isso? – Camila perguntou enquanto estávamos comendo durante a tarde. Mamãe estava tomando a frente da floricultura enquanto nós fazíamos uma pequena refeição na parte de trás da loja.

- O que? – Perguntei de volta sem entender muito bem o que ela quis dizer.

- Você está faz alguns minutos com esse sanduíche nas mãos e não comeu nada. Eu preciso voltar daqui a pouco. – Seu sorriso foi bobo, mas eu percebi que havia corrido para fora da minha mente.

- Ahh, sim... Claro, eu vou comer. Desculpa. – Fixei o olhar no sanduíche e o balancei levemente nas mãos. Eu não sentia fome alguma.

- Você quer conversar sobre isso? – Sua voz me chamou atenção outra vez.

- Sobre o que? – Perguntei confuso enquanto ela tinha seu olhar suave sobre mim.

- Sobre você estar aí com a cabeça voando. É sobre todo mundo estar te querendo fazer entrar no grupo da campanha do Collins? – Eu sorri sem jeito, Camila levou a mão até o meu joelho e se aproximou mais. – Você não precisa entrar se não quiser, certo? Ninguém vai ficar com raiva de você ou coisa do tipo. É só uma campanha para direção do Colégio. Você não deveria estar tão preocupado com isso.

- Tem muita gente preocupada com isso, Camila.

- Então as deixe ficar preocupadas. Se tem muita gente, então já deve ser o suficiente. Vamos lá, eu não gosto de te ver assim. Gosto quando está sorrindo pra mim. – Não pude deixar de sorrir, mas a minha preocupação agora era maior ainda.

- Eu sei que gosta, porque eu amo quando você sorrir de volta. – Me beijou rapidamente sorrindo também. – Mas tem muita coisa sobre essa campanha a qual eu devo me preocupar. Eu não estou pronto para contar para todos, mesmo eu tendo a sorte de parecer mais masculino do que outros garotos trans do Colégio, eu sei que talvez eu deva compartilhar isso com nossos amigos. Eu não sei, mas não me sinto pronto pra eles e muito menos para o Colégio inteiro.

- Você não acha que só vai ser mais um garoto trans no Colégio? O Collins fez uma última campanha incrível lá e a procura para pessoas de todos os gêneros foi enorme nos últimos anos. É como caminhar pela escola e encontrar um mundo diferente de cada um. Você não será o primeiro garoto ou o único garoto trans do Colégio, Law. Talvez nem liguem muito e...

- Mas eu ligo. Eu...

- Okay, eu sei que é uma questão sua e eu não estou tentando te fazer menor falando sobre isso, só estou tentando te mostrar como as coisas podem ser diferentes quando você estiver pronto para contar aos nossos amigos. A maioria é gay e não vai se importar de qualquer forma, exatamente como a Vero fez. É algo tão normal. Talvez você e a Lucy tenham um pensamento diferente por terem sofrido com os alunos das escolas passadas, mas é bom que tenham vindo parar onde estão agora, com o grupo de amigos que temos. Eu não conheço a Lucy tão bem quanto você, mas sei que ela te defendia quando alguém batia de frente sobre esse assunto, não sinta que vai ser diferente agora, as pessoas ainda irão bater de frente e a Lucy ainda estará lá para te defender, mas junto dela, estarão todos os outros garotos e garotas trans, os nossos amigos, pessoas que apoiam a igualdade de gênero e até outras que vão tomar nossas dores e é claro, eu vou estar bem do seu lado segurando a sua mão porque ninguém pode atacar o meu namorado. Só não quero te ver tão fora do nosso mundo pensando sobre uma campanha assim. O Collins provavelmente não vai perder para aquele idiota. A maioria está com nojo daquele homem e então...

- Camila? Você terminou o seu lanche? Eu preciso de uma ajuda aqui. – Mamãe gritou da frente da loja, seguindo para continuar falando com clientes. Eu estava vidrado nos castanhos da garota a minha frente.

Sim, eu estava surtando por dentro antes, e estava surtando ainda mais por dentro agora, não pelo mesmo motivo porém. Eu costumava surtar sobre ser diferente, mas então Camila aparecia e me dizia que ser diferente é bom, é o que me faz ser eu mesmo. Agora ela vinha e me mostrava como pensar melhor sobre um assunto que eu parecia conhecer, mas não conhecia. Talvez eu estivesse vivendo em um mundo de bolha para não conhecer tanto e me machucar, mas porque eu deveria ter tanto medo do mundo se no mundo existissem mais pessoas como Camila que também me apoiassem?

- Você vai ficar bem se eu for agora? – Sussurrou prestes a levantar.

- Só se você me der um beijo antes de ir. – Ela gargalhou suavemente e segurou meu rosto antes de me dar um beijo simples e rápido. Eu sempre iria querer mais porque era o que me mantinha em paz. – Vou ficar bem.

- Eu sei que vai. – Outro beijo e ela me deixou sozinho para terminar um lanche que eu deveria ter acabado a bastante tempo atrás.

O tempo passou rápido, mal percebi quando minha mãe entrou na sala de estoque das flores e me pegou encarando o nada ainda com metade do lanche em mãos. Ela cutucou meu ombro e sem dizer mais nada, apenas pegou o que precisava e voltou para a frente da loja.

Eu me perdia o tempo todo com a mente cheia de coisas indo e vindo. Agora havia uma certa mudança de opinião sobre apoiar e não apoiar o Sr. Collins em sua campanha. Realmente pareceu não fazer diferença alguma o apoiar ou não. Eu seria somente mais um garoto como Harry, Louis ou mesmo o Troy que era hetero.

- Amor, você pode fazer a entrega desses arranjos com a Camila? Preciso que entreguem os extras para uma festa. É aqui perto. Podem usar a bicicleta pra levar tudo se quiserem. – Mamãe me trouxe de volta algum tempo depois quando invadiu a sala outra vez a procura de mais flores.

- Claro. Eu.. Eu posso sim. – Sorri tentando não parecer tão óbvio que eu estava apenas ali levando minha mente para outro nível.

- Okay. Vem, a ajude a levar os arranjos e voltem o mais rápido possível. Tem esse cliente interessado na Camila. – Falou sem qualquer contato visual por estar ocupada pegando outro cesto cheio de orquídeas.

- Interessado na Camila? Como assim? – Segui sua ordem de apanhar o outro cesto e a seguir de volta para a loja. Camila estava terminando a decoração de um dos arranjos e eu podia ter quase certeza que minha mãe não tinha levado mais que minutos para a ensinar o que fazer sobre decorações de arranjos, ela estava fazendo aquilo quase como profissional. Sempre seria a garota mais esperta.

- Ele a viu hoje mais cedo e pediu para perguntar se ela não gostaria de recepcionar a festa dele. Parece que além de muito talento com as coisas, sua namorada atrai bons clientes. Ele acabou de me pedir uma reserva enorme de flores para a decoração da sua festa. – Mamãe parecia empolgada, mas eu não estava tão confortável sobre a parte “alguém tem interesse na sua namorada” e mesmo que fosse algo relacionado a trabalho, Camila não precisava daquilo ainda. Ela podia ter seus pais para a sustentar por agora e ter seu trabalho flexível com minha mãe. Nem mesmo trabalhado como recepcionista de festa ela havia feito antes.

- Recepcionista em uma festa? Ela disse algo a respeito? – Eu quis soar desinteressado sobre o assunto, mas houve certo incômodo real dentro de mim.

- Não disse muito, apenas aceitou que eles conversassem melhor depois sobre a festa e o que ele precisasse. De qualquer forma, leve os arranjos e coloque-os seguros no cesto da bicicleta e os entregue para voltarem logo. Camila, você terminou os outros dois? – Mamãe deixou as orquídeas para seguir na direção da garota concentrada do outro lado. Ela parecia orgulhosa do seu trabalho final nos arranjos e me lançou um sorriso divertido quando mamãe me empurrou dois arranjos rapidamente para que eu os levasse embora. – Tomem cuidado. É no salão de festa do final da avenida. Não deixem nada fora do lugar e se pedirem ajuda com algo, o façam direito, mas rápido. Agora vão. Eu preciso da minha assistente de volta.

Camila afirmou em um gesto e me seguiu para a bicicleta no corredor lateral da floricultura. Mamãe quase nunca a usava porque papai se disponibilizava para levar as encomendas maiores, mas como eram poucos arranjos extras, era a hora de usar um meio mais prático sendo que a localidade para entrega era próxima.

- Parece que temos mais flores do que espaço para elas. – Camila disse divertida quando percebeu que um dos arranjos não iria caber na cesta da bicicleta. – Vamos em uma caminhada mais rápida. Você leva a bicicleta e eu levo esse que sobrou.

- Certeza? – Ela sorriu em resposta. – Okay. Vamos antes que a mamãe volte e nos obrigue a fazer algo a mais.

Ela havia permanecido com esse sorriso parecendo pensativa enquanto me observava durante poucos segundos. Eu estava tentando entender o que aquilo queria dizer, mas nada fazia sentindo na minha mente. Poderia ela estar sorrindo por cogitar a ideia de recepcionar a festa do cliente da minha mãe?

- Por que está sorrindo assim? – Perguntei após atravessarmos o segundo quarteirão.

- Assim como? – Inclinou a cabeça para a esquerda e sorriu mais largo.

- Assim. – Tentei imitar o seu sorriso e ela gargalhou me empurrando com o ombro levemente para o lado. – Sobre o que está pensando?

- Eu acho fofo quando você chama os seus pais assim, “mamãe e papai”. Os garotos não costumam fazer isso, mas não é estranho ou ruim, é bonito. É como se vocês tivessem uma boa relação familiar. – Respondeu voltando a prestar atenção na calçada para desviar de algumas pessoas.

- Temos uma boa relação familiar. – Eu lhe ofereci um sorriso leve. Nós sempre nos demos bem, mas é claro que o fato de ter me descoberto trans havia me afastando um tanto deles uma vez que eu mesmo havia me enfiado em uma bolha para não ouvir suas opiniões reais sobre mim. Depois de um tempo, papai foi o que mais me apoiou, enquanto minha mãe insistia em espalhar mais fotos da Lauren pela casa como se um dia eu fosse acordar, olhar alguma delas e decidir me portar como uma garota.

- Você parece mais próximo do seu pai. – Comentou me puxando de volta. – É legal a sua relação com sua mãe também. Ela é legal.

- Seus pais também são legais. – Uma pontada no meu estômago fez eu engolir a saliva com dificuldade. Eles eram legais comigo porque pensavam que eu era um garoto normal ou eles ainda seriam legais quando soubessem a verdade?

- O que foi? Você ficou pálido. – Camila me empurrou outra vez sorrindo. – Está se sentindo bem?

- Estou... Eu só... O que acha que seus pais vão dizer quando souberem sobre mim? – Eu a perguntei quando ela mesma parou de andar. Sua expressão agora séria pensativa.

- Vocês são da floricultura, certo? Ainda bem que a Clara os enviou logo. Eu preciso que coloquem esses arranjos nas mesas que estão sem. Isso aqui está um caos. Podem fazer isso por mim? Eu pago extra por isso. – Fomos interrompidos por um homem trajado em roupas formais e com o olhar um tanto apavorado. Ele parecia ser quem estava a frente de toda a organização do salão.

Camila não me deu resposta alguma, apenas obedeceu a ordem do homem e me ajudou a rapidamente levar o resto dos arranjos para as mesas livres. Foi algo rápido, mas ela acabou tentando buscar a mesma perfeição que minha mãe buscava quando deixava um arranjo em seu lugar. Mulheres.

Camila parecia feliz com o que estava fazendo e mesmo que eu quisesse fugir dali, fazer algo a esse ponto me fez sentir útil. O homem não se importou em tirar uma nota de 100 da carteira e empurrar nas minhas mãos quando terminamos tudo. Eu mal pude recusar e ele já havia desaparecido enquanto dava ordens a alguém. Camila rindo da minha expressão na volta por ter recebido um valor bem mais alto do que valeria o trabalho. Apenas colocamos arranjos sobre algumas mesas. Isso não custaria nada.

- Deu tudo certo? – Mamãe perguntou a nós dois quando retornamos a floricultura.

- Sim. Ele nos deu uma nota de 100. – Entreguei a nota para minha mãe e Camila gargalhou novamente. Era como uma terapia ouvir suas gargalhadas divertidas.

- O que foi? – Mamãe perguntou.

- O Lawrence não queria aceitar o pagamento. Disse que era um trabalho de graça. – Respondeu.

- Mas era. Eu já tinha feito o mesmo antes. Apenas deixamos os arranjos sobre as mesas. – Comentei.

- Okay, amor. Apenas aceite o pagamento se ele acha que merecem. Dividam isso entre vocês. Eu já tive meu pagamento da encomenda. – Me devolveu o dinheiro um pouco antes de ouvirmos o barulho do sino sobre a porta de entrada. – Aí está você. Bem a tempo. Camila acabou de retornar de uma entrega. Acho que podem conversar melhor agora.

Havia esse homem ruivo e com a barba cheia, parado próximo as margaridas. Um sorriso de dentes não tão brancos, mas suas roupas de fino corte feitos no tamanho certo deixam saber que ele era alguém de importância.

- Finalmente. Podemos, srta. Cabello? – Ele gesticulou para a saída do lugar. Eu sentia minhas sobrancelhas franzidas em deixa-la ir com ele, mas apenas dei de ombros deixando as rosas caírem no chão.

- Camila, você pode me ajudar? – Perguntei.

- Apanhe sozinho, amor. Foi você quem deixou cair. A Camila vai acompanhar o rapaz para que eles possam conversar melhor. Pode ir Camila. – Mamãe a empurrou suavemente em direção ao homem e ela me olhou uma última vez por cima do ombro antes de deixar a floricultura. Eu estava incomodado com a presença dele. – O que foi isso, Lawrence?

- O que foi isso? – Minha voz soou irônica. – Por que está empurrando a minha namorada pra esse homem?

- Como? – Minha mãe riu elevando as sobrancelhas como se estivesse surpresa. É claro que eu havia notado.

- Você está empurrando a Camila pra esse cara desde que ele disse que a queria na festa dele. Ela não é recepcionista de festa. – Falei juntando as rosas todas de uma vez e as jogando sobre o balcão. Minha mãe com um sorriso balançando a cabeça.

- Isso tudo é ciúme? Amor, eu só achei que se a Camila está procurando ganhar dinheiro, ela deveria aproveitar algumas oportunidades. Eu não estou a empurrando para o James. Ele está organizando seu jantar de noivado e precisa de algumas meninas para recepcionar a festa. Ele viu a Camila aqui e achou que ela o atendeu bem e voltou para saber mais informações. Eu só os deixei conversar. – Falou dessa vez mais séria. Tinha algumas das rosas em suas mãos enquanto ela as organizava sem perceber.

- Eu não gostei desse homem.

- Você não gosta de nenhum homem, Lawrence. Lembra daquele jantar onde você quase enfiou na cabeça do seu pai que o homem da mesa ao lado estava dando em cima de mim? Você tem que ser menos ciumento. – Gargalhou sozinha. Minha expressão ainda era fechada. É claro que eu não gostava de nenhum homem, principalmente esses que lançam olhares demais para as mulheres que eu gosto. – Deixe de besteira. Você pode pegar os lírios pra mim? Estamos quase sem aqui na frente.

- Eu vou dar uma volta. – Caminhei para fora da floricultura.

- Esse vai ser pior que o pai. – Foram as últimas palavras que minha mãe disse antes de eu sair e fechar a porta.

Não era ciúme, talvez, mas quem se importa? Camila não precisa disso. Ela não precisa de dinheiro algum vindo daquele homem ou de qualquer outro que não seja da sua família. Okay, talvez no fundo eu estivesse surtando, mas testosterona demais por perto, não me cheirava tão bem quando era perto da minha namorada.


Notas Finais


Se alguém ainda lê essa fic, me deixem saber. Plss!!! Sim, eu finalizarei essa fic.

Comentem para que eu saiba que estão aqui. Obrigada!

Se cuidem!!🌻
Amo vocês!!❤🐙❤
Até breve.
2bjos!!💋
Emma - @27_dragonfly


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