História Lord of Fear - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Overlord
Personagens Ainz Ooal Gown (Momonga)
Tags Ainz, Ainz Ooal Gown, Escrita Criativa, Grupo D, Guerra, Medo, Momonga, Overlord
Visualizações 12
Palavras 1.443
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Magia, Shounen, Sobrenatural, Violência
Avisos: Álcool, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hallos!
Venho aqui trazer mais uma oneshot de Overlord! SIM! Nosso amado rei-caveira, Ainz, está de volta <3
Não pensei que acabaria abordando esse assunto outra vez, mas acabou acontecendo ~fazer o quê~

Bom, primeiro irei explicar qual foi a música escolhida.
A minha companheira @PSKAWA , escolheu a música: "Bride Over Troubled Water" do eterno rei do rock, Elvis Presley.
Confesso que fiquei muito tempo pensando em como iria utilizar o título e algumas partes da música. Eu não queria fazer um romance, então acabei caindo em cima do Ainz mais uma vez.

Afinal, ele é um exemplo vivo de uma pessoa que mesmo com medo, tenta transofrmar tudo em benefício próprio ~
Para quem nunca pensou em ler/assistir Overlord, eu realmente recomendo! Principalmente se for fan de fantasia, como eu <3

Bom, chega de papo :o
Espero que gostem da fic <3

Capítulo 1 - Lord of Fear


Fanfic / Fanfiction Lord of Fear - Capítulo 1 - Lord of Fear

I will make you despair and suffer.

- Ainz Ooal Gown, Overlord.

Em completo silêncio, o poderoso ser observava uma flutuante projeção mágica. Uma espécie de janela pela qual ele poderia supervisionar os passos de seus subordinados e estudar a forma que aqueles perigosos monstros conseguiriam lidar com as mais diversas situações, assim como tentar descobrir como aquele misterioso novo mundo reagiria aos seus sutis, porém decisivos, ataques.

O conjunto de ossos que formavam sua mão esquelética suportavam a leve pressão causada por seu crânio albino. Pensava sobre os acontecimentos recentes, culpando-se por ter subestimado a ideia daquele mundo não possuir os mesmo itens e magias que ele teria.

O resultado de tais atitudes tolas fora uma lavagem cerebral em uma de suas mais fiéis subordinadas, Shalltear Bloodfallen. Uma bela, jovem e assustadoramente poderosa vampira. A guardiã do primeiro, segundo e terceiro andar de sua luxuosa e intimidante fortaleza. Uma personagem que o fazia recordar de um de seus antigos e amados companheiros.

Não lembrava da última vez que teve de planejar um ataque com tanto cuidado. Shalltear era a personagem a qual ele mais conhecia. Sabia seus atributos, encantamentos, pontos fortes e suas fraquezas. Tinha completa noção de o quão poderosa ela era, afinal, eram raros os inimigos que conseguiam lutar contra a jovem e sair vivos. A maioria era esquartejada até a morte por ela e suas belas vampiras auxiliares.

Era provável que ele só tivesse sobrevivido à ela por conta de seu conhecimento, seu dom de prever o rumo das lutas, e por causa de seus apelativos itens especiais, antigamente comprados no jogo online chamado Yggdrasil. Felizmente, no final ele conseguiu revivê-la e ter sua lealdade restaurada. Uma pequena ajuda da madame sorte.

Eu não saberia o que fazer se a tivesse perdido...” Pensava o soberano observando o mundo pela janela encantada “Fico tentando imaginar o quão desapontado o Peroroncino ficaria ao saber que deixei a Shalltear ser manipulada e, para a minha própria segurança, tive de destruir sua criação.” Refletia o poderoso lorde, lembrando-se da incrível amizade que tinha para com o criador da vampira. Uma pessoa incrível que, assim como ele, compartilhava dos mesmos ideais e gostos.

Mesmo encarando a líquida tela mágica, o senhor daquele lugar se deixou melancolicamente lembrar de como era sua vida antes do estranho acontecimento de ter sido inserido naquela realidade fantástica. As incontáveis vezes que seus poucos amigos o apoiaram, o salvando do estresse e da depressão, da corrida e capitalista vida humana. Recordando o quão animado ficava sempre que voltava de seu exaustivo e repetitivo trabalho, e, em um universo virtual, os encontrava sempre dispostos em fugir do mundo real e mergulhar nas mais diversas aventuras encantadas.

Eles eram como uma forte ponte, ajudando-o a passar pelas raivosas ondas da realidade que sempre pareciam querer destruir seu cansado espírito. Eram como uma pesada barreira, um escudo protetor contra os sentimentos de desespero e dor. Mesmo sabendo que não estavam fisicamente próximos, eles eram como uma família para ele. Verdadeiros amigos, os quais ele sempre podia se apoiar.

Contudo seus companheiros não estavam ali para auxiliá-lo. Não mais podiam ajuda-lo a tomar decisões, criar estratégias, a ver uma determinada situação com outros olhos. Os únicos que ele poderia confiar eram seus súditos, seus leais seguidores. Estes sempre o louvando como um ser divino, nunca questionando suas ordens, sempre querendo demonstrar sua devoção para com seu superior. Fanáticos.

Era tão desgastante. Toda aquela pressão para ser perfeito, ser um senhor impiedoso que não possui qualquer misericórdia para com a humanidade. Um conquistador ardiloso, sem medo de exibir o seu poder e matar cada miserável que tentasse entrar em seu caminho. Atuar como alguém que ele sabia que não era.

Era uma amedrontadora imagem que se refletia em sua aparência. Um morto-vivo, composto por ossos albinos cobertos por um manto negros com detalhes em roxo e dourado. Uma figura digna de ser comparada à morte, exatamente como suas diversas magias necromânticas. Um monstro.

Todavia o rei sabia que precisava aguentar tudo aquilo. Estava decidido em não mostrar suas fraquezas para os seus seguidores. Sabia que enquanto acreditassem que ele era o poderoso Ainz Ooal Gown, ele não precisaria temer por uma rebelião, ou um mortal golpe de traição. Compreendia que enquanto usasse aquela máscara de caveira, sua vida estaria segura.

Precisava esconder sua natureza gentil, usá-la apenas em ocasiões raras. Apelar para o silêncio, pois assim ninguém poderia saber o que estava pensando. Utilizar a razão de um necromante e não a emoção humana. Apenas elogiar quando julgasse realmente necessário e exigir o máximo de seus subordinados, pois estes sempre pareciam almejar por desafios, desejando honrá-lo com feitos épicos.

Eu sou Ainz Ooal Gown, o senhor da grande tumba de Nazarick e farei com que o mundo inteiro saiba e tema o meu nome.” Eram as palavras que ecoavam na escura mente perturbada do caveira-rei. Palavras que ele mesmo havia utilizado para agradar e incentivar os seres ao seu redor. Um ato um tanto quanto precipitado, utilizando o calor do momento. Porém que havia se mostrado estranhamente eficaz.

Eu sou Ainz Ooal Gown.” Murmurou a grave e imponente voz do rei. Estava decidido a ser sua própria ponte, ser seu próprio escudo e barreira. Convencido de que se tivesse que viver com medo, ele traria o medo para o mundo inteiro. Se precisava conviver com o desespero, faria com que o terror abraçasse aqueles que tivessem coragem de encará-lo. Ele seria o próprio horror, o senhor do medo. Fazendo com que seus inimigos sofressem caso não aceitassem suas ordens. Matar os insolentes e controlar os obedientes.

Voltou sua atenção à projeção, assistindo seu exército de mortos facilmente derrotar as forças dos homens-lagartos. Uma estranha raça híbrida que apareceu no meio de seu caminho. Sozinhos, os pobres répteis pareciam não ter qualquer chance.

Contudo os líderes resolveram se juntar. Aliar suas poucas forças e contra-atacar os mumificados soldados de Ainz. Um em especial se sobressaiu. Conseguindo chamar a atenção do subordinado encarregado daquela missão. Um grande guerreiro gelado o qual a sua aparência lembrava a de um inseto, uma mistura exótica de um louva-deus e uma formiga, chamado Cocytus. O monstro responsável por guardar o quarto andar se sua fortaleza.

O inseto-guerreiro havia sofrido uma derrota para os lagartos. Um breve resultado já previsto por Ainz, pois este havia proporcionado um exército ligeiramente fraco, medíocre. Um teste para saber como Cocytus agiria perante a uma verdadeira invasão, quais seriam suas decisões como um comandante. Estudando-o e desejando assistir até aonde o gelado monstro estava disposto a ir para honrar o nome de seu senhor.

É incrível como eles conseguem evoluir.” Observou o lorde em pensamentos, curioso com os movimentos do subordinado. Impressionado com a capacidade de um ex-NPC obter consciência e passar a tomar atitudes com base em erros e acertos, não seguindo sua breve programação.

Lembrou-se da reunião após a primeira e inevitável derrota, e o quão complicado fora manter a fria e rígida postura para com o fanatismo de seus subordinados diante da ruína de Cocytus. Mesmo com sua magia de tranquilidade sempre ativada, Ainz sentira o breve temor se estabelecer em sua espinha ao encontrar os odiosos olhares sendo direcionados para o grande inseto de gelo. Olhares reprovadores cheios de amargura, assustadores e intimidantes. Sedentos por uma dolorosa punição.

O rei-caveira recordou-se o quão rápido precisou pensar para desmanchar aquela tensa atmosfera, revelando que a derrota não era algo ruim, contando que todos aprendessem com ela e passassem a pensar em várias formas para evita-la. Tranquilizando, não apenas o cabisbaixo Cocytus, como também os furiosos e monstruosos subordinados que cercavam o guerreiro e o julgavam em silêncio.

Enquanto refletia, algo parecido com um suspiro escapou pelos buracos de suas narinas incompletas. Sentindo o cansaço se instalar em seu esqueleto, acompanhado do estresse de atuar aquele personagem livre de fraquezas. Se pudesse, encheria a cara e simplesmente dormiria por vários dias. Coisa ele costumava fazer quando ainda era um simples humano cansado do repetitivo cotidiano.

Infelizmente, não posso fazer isso...” Pensou soltando mais um suspiro enquanto assistia o azulado inseto lutar contra os líderes dos lagartos, chegava a ser até tediosa a facilidade com que Cocytus cortava e mutilava os rebeldes. Mecanicamente matando um por um até chegar no último líder, derrotando-o.

Se tivesse lábios, Ainz provavelmente estaria sorrindo, orgulhoso com a vitória e pela submissão de uma raça que poderia vir a lhe ser útil no futuro. E enquanto assistia a silenciosa e fumegante silhueta de Cocytus deixar o campo de batalha, Ainz sussurrou entre os grandes dentes: “Que o reinado de Ainz Ooal Gown, senhor da grande tumba de Nazarick, comece.


Notas Finais


O que acharam?
Espero que tenham gostado <3
Todo e qualquer comentário é mais do que bem vindo <3
Não seja um fantasma, exponha suas opiniões. Sejam estas elogios ou críticas, serão sempre bem vindas!

Beijos e até mais <3


~ x ~
PS:
Para quem quiser ouvir a música escolhida pela fofa da @PSKAWA , aqui o link no youtube:
https://www.youtube.com/watch?v=f4p-0PALK6M

Para que estiver curioso sobre a minha outra fanfic de Overlord, estrelando o maravilhoso Ainz, aqui o link:
https://spiritfanfics.com/historia/royal-prison-9674834


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