História Lorde do deserto - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Yu-Gi-Oh!
Personagens Duke Devlin (Ryuji Otogi), Joey Wheeler (Katsuya Jonouchi), Mai Valentine (Mai Kujaku), Maximillion Pegasus, Personagens Originais, Ryo Bakura, Téa Gardner (Anzu Mazaki), Tristan Taylor (Hiroto Honda), Yugi Muto
Exibições 34
Palavras 1.883
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Hentai, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Me desculpem a demora, meu not deu pane no sistema e teve que ficar quatro meses no conserto T-T. Sema mais delongas ai esta mais um cap da fic.

Capítulo 3 - Capitulo lll


— O cavalheiro é bastante confiavel, mademoiselle — assegurou o recepcionista quando a viu com o expressão preucupada. – Asseguro- lhe que não sofrerá coisa alguma na companhia dele. Posso Bojo, outro dos nossos guias com o carro para a frente do hotel?

Téa olhou para o companheiro, que assentiu.

— Então está bem. Mas a sua maleta...

O homem a entregou para o recepcionista com outro comentário breve na mesma língua melodiosa e intrigante, depois voltou-se para Téa, com um sorriso:

— Vamos?

O mercedes fornecidos pelo hotel era dirigido por um árabe alto, de barba e bigode; depois de acomodá-los com todas as cerimônias, assumiu seu lugar ao volante e entrou na corrente de tráfego. Assim como o motorista do táxi na chegada de Mai e Téa a Tanger, mantinha a janela abaixada e falava com outros motoristas e pedestres que passavam por eles. O estranho disse a ela que instruira Bojo para levá-los primeiro às Grutas de Hécules, que ela queria conhecer, depois se tivessem tempo, poderiam ir até Asilah.

— Bojo nasceu em Tanger. Ele conhece metade da população e é parente da outra metade. – Disse o homem alto recostando-se no banco com os braços cruzados.
— É como se eu estivesse de volta ao interior de Tóquio – disse Téa, compreenssiva. – As cidades pequenas são simpáticas. Acho que não me sentiria feliz numa cidade grande, onde a gente não conhece quase ninguém.
— Ainda assim você saiu da sua cidade pequena para morar e trabalhar num páis... bem exótico – disse ele, numa afimação que suava como pergunta.

Téa sorriu ao olhar para as ruas estreitas à frente deles, cheias de tamareiras e pedestres usando roupas de cores vivas.

— Quando minha mãe morreu, como não tenho parentes, parecia ter chegado a um beco sem saída. Não tinha futuro onde eu morava.
— Então não é casada?
—Eu? Não, nem nunca fui – Respondeu ela, distraída. – Tive um namorado, quase ficamos noivos. Ele pensou que eu ia herdar muito dinheiro e terras quando minha mãe morresse, mas acontece que a propriedade estava hipotecada por completo, e só tivemos dinheiro pra pagar o funeral simples. Ele simplesmente desapareceu depois do enterro. Ouvi dizer que está namorando a filha de um banqueiro.

O rosto de seu companheiro endureceu por um instante. Ele a observava atentamente, porém Téa nào se dava conta.

— Certo...
— Ele foi bom pra mim – afirmou ela, dando de ombros. – E pelo menos tive alguém comigo no final da doença de minha mãe. Antes, eu mal tinha tempo pra namorar. Mamãe ficou doente por algum tempo, eu só tomava conta dela. Meu irmão ajudava tanto quanto podia, calro, mas ele trabalhava para o governo e viajava a maior parte do tempo.
— E não havia ninguém mais que pudesse ter ajudado? Um amigo íntimo talvez?
— Só minha amiga Mai, mas ela morava em Nakagawa. Mora em Nakagawa. Eu morava na fazenda de minha familia com minha mãe. Só depois que ela morreu é que meu irmão conseguiu pagar a hipoteca e recuperar a posse das terras. Temos um capataz que mora lá e ganha por parcerias.
— Essa amiga... Ela viajou com você pra cá? – Quis saber ele.
— Sim, mas precisou voltar pra casa inesparadamente. – Disse Téa, começando a achar que estava fornecendo infornações demais a um estranho.
— E sua amiga deixou você completamente sozinha e a mercê de desconhecidos? – Provocou ele.

Ela o encarou com um sorriso malicioso.

— Vai me oferecer um doce e pedir que vá até sua casa com você?
— Se quer saber a verdade, detesto doces... e você me parece esperta demaispara ser apanhada dessa forma.
— Isso já não sei. Sou sensível a chocolates. Poderia ficar muito cordata a alguém com o bolso cheio de bombons Godiva com recheio.
— Um fato útil para se manter em mente, mademoiselle... Valentine – respondeu ele com suavidade.

Ela o encarou, sem vontade de iniciar uma amizade com mentiras.

— Mademoiselle Gardner – Corrigiu ela. – Téa Gardner.

Ele segurou a mão que ela ofereceu e levou-a aos lábios. Ela sorriu.

— Mademoiselle Gardner, enchanté – Corriguu ele, estreitando os olhos en seguida. – Eu achei que o recepcionista a houvesse chamado de mademoiselle Valentine.

Ela sorriu.

— É Mai Valentine, minha amiga e companheira de quarto. O irmão adotivo dela foi ferido num acidente e ela tomou um avião pra lá hojo de manhã – Informou Téa, mordendo o lábio. – Provavelmente eu não devia estar falando sobre isso, mas o caso é que ela quer que eu faça algo que não acho muito ético e minha consciência está me matando.
— Por favor, continue. – pediu ele, com um gesto da mão. – Continue. Muitas vezes ajuda conversar sobre os problemas com um estranho imparcial. Somos estranhos, n'est ce pas?
— Somos. Acredito que não conheça ninguém no Egito, certo?

Ele ergueu as sobrancelhas expressivamente.

— Bem, o caso é que Mai conseguiu um trabalho, um emprego com o faraó, e agora que não pode mais, pediu para tomar o lugar dela sem dizer a ninguém quem eu era.
— Você desaprova?
— Acho que ela não estava raciocinado bem ou então não teria proposto uma coisa dessas. Não gosto de mentir. Nem sou boa nisso. Além do mais, não acho que possa passar por uma mulher do tipo executiva, e viúva. Não sou sofisticada e não sei planejar festas ou receber dignitários estrangeiros. Tudo o que sei é na área de advocacia. Trabalhava para uma firma de advogados, em Tóquio.

Um meio sorriso desenhou-se no rosto do estranho.

— Impressionante.
— O que é impressionante?
— Deixe pra lá. Quer dizer que o trabalho está além da sua capacidade?
— Com certeza. Pretendo terminar minhas férias aqui e voar para Amsterdã, depois ir para casa – Declarou ela em tom de quem toma uma descisão.
— Acredita em destino, srta. Gardner?
— Não sei.
— Eu, sim. Acho que devia ir ao Egito.
— E mentir?
— Não. E dizer a verdade – aconselhou ele, cruzando as pernas num gesto elegante. – Conheço o faraó, ou melhor sei como ele é. É um homem justo e só admira a honestidade. Use a passagem de sua amiga. Aceite o emprego.
— Ele não vai me dar o trabalho. Foi muito rigoroso com as qualificações de Mai, e entre elas, por algum motivo, estava o fato de ter sido casada...
— Diga a verdade e aceite o emprego. Ele vai concordar. Acontece que eu sei que a necessidade dele de um assistente pessoal e imediata. O faraó não vai querer perder tempo tentando encontrar outra pessoa com as qualificações de madame valentine.
— Mas eu não tenho essas qualificações.
— Conhecer pessoas? Você e eu somos estranhos, e no entanto estamos aqui partilhando uma excursão.
— Isso foi só porque eu quase derrubei você – lembrou ela. – Não posso fazer disso um hábito, só para conhecer pessoas.
— Pois eu acho que você será uma ótima assistente.
— Como eu disse antes, não sei falar outra língua que não espanhol.
— Pode aprender a falar árabe.
— O pior é que não sou muçulmana.
— Nem o faraó. – Argumentou ele, inclinando-se para frente. – O Egito é uma nação incomum em sua mistura de culturas. Existem tantos judeus e cristãos quanto muçulmanos, numa história colonial peculiar. E nos últimos dois anos, tornou-se um aliado tanto dos Estados Unidos quanto da Grã-Bretanha. Contratos de petróleo são tentações lucrativas para democracias poderosas. Quantos amigos o Egito ganhou com suas novas riquezas...
— Você faz tudo isso parecer fácil demais. – disse ela.
— É a verdade.

Ele examinou-lhe o rosto. Ela era atraente, mas não uma beleza estonteante. Entretanto, suas feições eram harmoniosas e os olhos muito expressivos. A boca era perfeita. Ele sorriu e lamentou-se pelo que jamais poderia experimentar outra vez. Os cabelos o fascinavam, pelo tom achocolatado, obviamente curtos e definitivamente naturais. Ela o fazia lembrar... Mana.
Téa também o examinava. Imaginava como ele adquiria as cicatrizes no rosto. Havia outras nas costas da mão esquerda, do mesmo lado. Ele percebeu a curiosaidade dela e tocou levemente no rosto.

— Foi um acidente, quando eu era bem mais novo. Existemoutras cicatrizes, escondidas.
— Desculpe, eu não quis ficar reparando. – Disse ela, sorrindo com simpatia. – Não são feias, sabia? Você fica parecendo um pirata.
— Mademoiselle?
— Está faltando um tapa-olhos e um cutelo, além de um papagaio, claro... e uma daquelas camisas brancas e bufantes, que deixam o peito de fora.

O prazer dele foi externado no brilho dos olhos e na gargalhada espontânea que escapou de repente. Téa teve a impressão de que ele ria muito raramente.

— Claro, e um navio de velas negras – Completou ela.
— Um de meus ancestrais foi um berbere – disse ele. – Não exatamente um pirata, mas um revolucionário.

Ela fitou os olhos roxos e sentiu um vazio na boca do estômago. Reparou então queo folêgo parecia faltar-lhe. Nenhum homem a fizera sentir-se tão feminina.

— Eu sabia. Já cavalgou um camelo?
— Por que perginta isso agora?

Em resposta Téa apontou para uma pequena manada, à entrada de um hotel, em cujo estacionamento estavam entrando.

— Eu gostaria mesmo de cavalgar um antes de voltar pra casa.
— Não são usadas selas, sabia? – comentou ele, enquanto o motorista estacionava o carro e saía pra abrir a porta.
— Nem estribos?
— Também não.

Ela olhou para os animais.

— São tão bonitos, alos camelos... parecem cavalos sobre pernas-de-pau.
— Blasfêmia! – Bradou ele. – Comparar uma mera besta de carga com algo tão elegante como os cavalos árabes.
— Você pratica equitação? – Indagou ela, com as sombrancelhas arqueadas.
— Naturalmente – Respondeu ele, obseevando os camelos com desprezo. – Mas não de terno.

Um Harmonia, ainda por cima, pensou ele, sem falar.
Téa tocou-lhe de leve a manga. Não costumava tocar as pessoas, mas sentia-se segura ao lado dele. Não era um estranho, ainda que devesse parecer assim.

— Por favor... eu nem quero irmuito longe. Só quero saber como é a sensação de cavalgar um camelo.

Foi como ligar direramente os olhos azuis às terminações nervosas dele. Os dedos não estavam tocando sua pele, ainda assim o calor passava através do tecido, e o folêgo se acelerou. Uma tensão pouco familiar instalou-se no corpo inteiro.

— Muito bem – concordou ele por fim, afastando-se do toque perigoso.

Téa afastou a mão como se ele tivesse queimado. Reparou que ele não gostava de ser tocado. Não esqueceria disso. Sorriu enquanto se aproximavam do treinador dos camelos.

— Obrigada.
— Você provavelmente vai cair e quebrar o pescoço – Resmungou ele.

O homem falou com o sujeito  que algava camelos no mesmo dialeto que ela não havia entendido, sorrindo e gesticulando com as mãos como o outro. Ambos olharam para ela sorrindo de uma orelha a outra.

— Venha – disse o homem alto a Téa.

Acenava na direção de um bloco de madeira colocado ao lado de um dos camelos bem tratados. Havia um cobertor sobre uma das duas corcovas e uma pequena corda trançada para segurar.

— Não tenho muita certeza...

Continua.....


Notas Finais


Por hoje é só... amanha eu posto mais...

Bye Bye...


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