História Lorde do deserto - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Yu-Gi-Oh!
Personagens Duke Devlin (Ryuji Otogi), Joey Wheeler (Katsuya Jonouchi), Mai Valentine (Mai Kujaku), Maximillion Pegasus, Personagens Originais, Ryo Bakura, Téa Gardner (Anzu Mazaki), Tristan Taylor (Hiroto Honda), Yugi Muto
Exibições 32
Palavras 1.384
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Hentai, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


La vem mais um cap da fic... obrigada por lerem favoritarem e comentarem.

Capítulo 4 - Capitulo IV


O homem alto ergueu nos braços, sorrindo da surpresa dela, e colocou-a no dorso do camelo. Em seguida entregou a corda única de rédea nas mãos de Téa.

— Enrole as pernas na cocorva – instruiu ele. – E segure bem. Eu disse ao nosso amigo aqui para andar com você devagar até o colina e voltar. Sem galopar.

Ela apanhou sua pequena câmera da pochete ao redor da cintura e abaixou-se para entregar a ele.

— Será que você podia...
— Claro – Respondeu ele, sorrindo.

Partiram, com os risos de Téa saudando o estranho andar ondulado do camelo. Acenou aos motoristas sorridentes que passavam por ela, enquanto o homem conduzia o camelo pela pista ao lado da rua. Durante todo o passeio, o homem alto os observou e tirou fotografias. Não parecia um homem de ação, e ela não consiguia imagina-lo montado num camelo. Parecia mais um homem de negócios. Provavelmente detestava pêlos de camelo e areia, tanto quanto lama. Ela sonhara com um homem de ação correndo branco. Seu companheiro, por mais charmoso que fosse, não seria pareo para uma história de Duck Dustin, ná época do cinema mudo. Era uma pouco decepcionante nesse ponto. Mas precisava parar viver fantasias, lembrou a si mesma. Concentrou-se em agarrar a pequena corda para neutralizar o balanço.
Quando voltaram, o marroquino fez com que o camelo ficasse de joelhos e apanhou a câmera que o homem alto estendia para que ele segurasse. Em seguida ele esticou as mãos e ergueu Téa nos braços longos, fazendo uma pausa para voltar-se de frente para a câmera.

— Sorria – recomendou ele em voz baixa.

Os olhos de ambos se encontraram, proximos demais um do outro. O coração de Téa disparou, os lábios se entreabriram e ela se concentrou em aproveitar aquele instante. Talvez fosse o início de uma grande amizade.

— Gostou?
— Foi maravilhoso – Comentou ela, animada.

Estava consciente do tecido macio do paletó dele e do escrutínio dos olhos roxos. Não conseguiu respirar enquanto ele a segurava nos braços. Sentiu o hálito dele contra o rosto, e outra vez um arrepio diferente percorreu-lhe o corpo. Ela abaixou de repente e afastou-se para pegar a câmera. Téa parou de observa-lo, sem graça. Sentiu como se tivesse feito uma coisa muito errada. Nem tinha ideía do quê.
Ele voltou em pouco tempo, entregou-lhe a camera e sorriu educadamente, como se  nada tivesse acontecido.

— As grutas são por esse caminho. Vamos indo.

Téa foi a frente, deixando que ele a seguisse. Havia um quiosque de lembranças na entrada e ela hesitou, a atenção captada por um pequeno objeto, um circulo de pedra, como um domo incrustado e o que parecia ser um fóssil no interior. Fascinada, ela o apanhou, achando que era sedoso ao toque.

— Sua primeira lembrança? Permita, por favor.... – Disse ele, pagando a jóia.
— Mas...

Ele ergueu uma das mãos para impedir que ela continuasse o protesto.

— Uma ninharia... – disse ele, conduzindo-a para a entrada. – Cuidado, vá devagar. Esta é uma caverna viva. Vai descobrir paredes de cálcario, onde, por séculos, os homens vieram até aqui para moer gràoz.

Téa entrou, sentindo imediatamente um umidade fria. Mistutaram–se a outros turistas. Havia uma abertura na direção do mar que parecia muito o mapa da Africa. As paredes possuíam esferas em baixo-relevo... os moinhos, pensou ela. Apertou sua lembrança nas mãos e apanhou a camera outra vez, fotografando as paredes. Quando seu acompanhante não estava olhando, fotografou-o também. Apreciava a companhia dele como nunca a de alguém em toda sua vida. E nem ao menos sabia o seu nome. Aproximou-se. Ele observava o movimento das ondas atraves da abertura da caverna, com as mãos no bolsos e uma expressão sombria no rosto. Voltou-se quando percebeu a aproximção de Téa.

— Não sei seu nome – murmurou ela.
— Pode me chamar... monsieur Souverain – Disse ele, com voz profinda e um brilho divertido nos olhos.
— Tem um primeiro nome, ou isso é segredo?
— Yami.
— Yami – repetiu ela sorrindo.

O brilho nos olhos dele tornou-se mais pronunciado.

— Vamos indo. Podemos conhecer Asilah, se você quizer...
— Eu gostaria muito – disse ela, hesitando em seguida. – Eu... não estou desviando você de algum compromisso de negócios importante, estou?

Ele riu.

— Não tenho nenhum compromisso importante hoje nem amanhã – declarou, rindo. – Talvez, como você, eu esteja de férias.
— Aposto que não faz isso muitas vezes.

Os dois subiram os degraus de pedras para retornar ao estacionamento.

— Por que diz isso?
— Porque você age como um homem se negócios viajando em trabalho. Imagino que esteja na cidade para realizar algum projeto grandioso que envolva todos os tipos de pessoas importantes.
— Estava mesmo, mas o negócio não deu certo antes mesmo que eu saísse do avião. Agora estou trabalhando em outros com o qual espero obter mais sucesso.

Téa não notou que ele a observava às ocultas enquanto falava; olhava ao redor, maravilhada.

— Eu não esperava isso quando saí de Tóquio – confidenciou ela. – É tão excitante ver como as pessoas são amigaveis e educadas... É quase como estar em casa, a não ser pela forma de se vestir e pelo som berber.
— Você não sabe nada sobre o Marrocos? – indagou ele, abrindo a porta do carro pra ela.
— Tudo que os nossos reporteres na televisão falam é sobre assuntos políticos e escândalos, ou então a tragédia mais recente. Não nos informam coisa alguma dobre outros países, a menos que alguém muito importante seja assassinado lá.
— É o que tenho notado.
— Foi por isso que Mai e eu viemos ate o Marrocos. Para ver como é. E agora que fomos apresentados decentemente, estou contente em conhecê-lo, sr. Souverain – disse ela estendendo a mão.
— Posso dizer o mesmo, Téa – respondeu ele.

Aceitou a mão, e levou a palma áte a boca, encarando-a diretamente enquanto os lábios tocavam a pele de forma suave e sensual. Seu nome soava estranho, misterioso, excitante. A sensação da boca masculina em sua pele a deixou inquieta, embora não de uma forma desgradável. Puxou os dedos com rápidez exagerada, rindo para que ele não percebesse que se sentia vulneravel e exposta. Yami não disse nada áté estarem confortavelmente instalados no assento de couro e o veículo colocar-se em movimento. Os olhos, entretanto, ainda pareciam curiosos. Sorriu.

— Gostaria de ouvir alguma coisa sobre a história de tanger?
— Adoraria...
— Os berberes foram os primeiros a chegar aqui... – começou ele.

Passaram por fabricas de rolhas e olivais ao longo da estrada que seguia pela costa  até Asilah, e Téa riu ao observar os camelos brincando na água rasa da praia.

— Eles adoram nadar e tomar sol – informou Yami. – Mais ou menos como turistas num feriado.
— São muito bonitos, mas não são tão grandes como eu imaginava. Acho que no cinema é diferente.
— Assistiu ao filme O Vento e o Leão?
— Várias vezes, na verdade – disse ela.
— Pois o palácio dos Raissouli é em Asilah.
— Ele existiu de verdade?
— Foi um revolucionário que tentou destituir o monarca. Mas falhou.
— Meu Deus, pensei que tudo não passasse de ficção.
— Bem, em relação a história, a maior parte era; mesmo assim gostei do filme. Em meu país, os filmes estrangeiros costituem boa parte da diversão e entreternimento.

O país dele. Com certeza França. Téa sorriu.

— Nunca estive na França.
— É belissima. E antiga. Como a maior parte da Europa, aliás – disse ele, deixando passar o engano. – A casbá de Tanger  data da epoca da conquista romana, ou até antes.
— Adorei tudo aqui. Cada estrada e cada vilarejo, as lojas e o povo que anda  por essas ruas estreitas – Comentou ela. – É quade um conto de fadas.
— Você gosta de lugares exóticos – afirmou ele, estreitando os olhos os olhos.
— Eu nunca saí de Toquio antes. Nem mesmo até a fronteira da cidade. Nunca viajei para lugar nenhum. E entre os lugares, vir a Africa... sinto que estou vivendo um sonho.
— Engraçado... é exatamente como estou me sentindo... – declarou ele.

Sorria enquanto seu olhar examinava a praia.

Continua.....


Notas Finais


Ja ja irá sair mais um cap...
Bye Bye


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...