História Lose control - Capítulo 19


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO, G-Dragon
Personagens G-Dragon, Jungkook
Tags Jungkook, Lay, Manicómio, Yaoi
Visualizações 62
Palavras 3.234
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Seinen, Shonen-Ai, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


PERDÃO GENTEEEE
Eu tive que dividir o capitulo mais uma vez. Eu sei, parece que eu tô enrolando o fim, mas não é. Eu tinha realmente o capitulo final todo pronto mas tava tão ruim PQP TAVA MTO RUIM
São muitas informações e eu tinha as jogado de uma vez, fazendo um teto dificil de entender, enfim.
Nesse capitulo vão ter dois tipos diferentes de narrativa, a narração e o flashback, ambos na visão de Kwon, espero que dê para entender.
Sem mais delongas: Boa leitura.

Capítulo 19 - O protagonista da minha história part - 2


Fanfic / Fanfiction Lose control - Capítulo 19 - O protagonista da minha história part - 2

- Permita-me apresentar: Eu sou Kwon JiYong, mas pode me chamar de G-Dragon.

Ele cruzou as pernas e recostou o cotovelo no braço do sofá, deixando seu rosto ser tomado pelas feições que inicialmente conheci do mais velho, seu dedo acariciou levemente o próprio queixo, deixando uma sombra de sorriso aparecer, e vagando o olhar no vazio, como quem busca uma informação mentalmente.

- Na verdade eu vou começar da época em que eu era apenas o JiYong. Quando estávamos no manicômio, eu te disse que minha vida iniciara aos 15, e bem, eu não menti quanto a isso. O que contei sobre Suzy é real, então... Talvez ela seja um ótimo ponto inicial para essa historia.

Narração Kwon  

Eu acho que lembra quando eu disse que meu pai era pobre demais e algo do tipo, pois bem, a minha mãe faleceu no parto e eu fui criado somente com ele, no pequeno vilarejo próximo a Busan, que na verdade de tão pequeno é um pouco esquecido no mapa da coréia, ele me sustentava como podia e com isso quero dizer que ele trabalhava em todas as áreas que seu pouco estudo permitia. Acabei tendo que me virar sozinho por praticamente toda a infância, e ver meu pai sair todo dia as 05h00min da manhã e voltar as 23h00min somente para dormir, foi o grande culpado pela minha ambição em ser sempre o melhor em tudo, e eu era. Sempre lia muitos livros e praticamente morava na biblioteca, tentando absorver o máximo de conhecimento que pudesse para atingir um nível tão bom que fizesse os não-bolsistas ficarem em pé de igualdade comigo, que visivelmente era desvantajoso naquele inferno de escola.

Eu era invisível, não é como se eu apanhasse ou algo do gênero, eu só odiava o tédio de ser sozinho o tempo todo já que não fazia amigos de forma alguma. Todos tinham um nariz em pé e eu não queria ser igual a eles, não mesmo. Tudo corria chato, porém bem, mas ai, eu me apaixonei perdidamente pela menina da sessão do terror. Ela tinha olhos grandes e chamativos e seus cabelos sempre estavam numa trança frouxa e completamente bagunçada, como se houvesse a feito enquanto corria para sala de aula atrasada, e isso era tão fofo quanto o sorriso da menina que era sempre pequeno e discreto, ao ler seus livros com capas tenebrosas, ela era comum no seu contexto e surpreendente em seus detalhes... Quer dizer, se eu não passasse tanto tempo a observando, tenho certeza que nunca teria me apaixonado assim, mas eu sou curioso e aconteceu. A forma como te contei anteriormente me fez parecer um rapaz com atitude e desinibido o suficiente para ‘chegar’ nela, mas para o primeiro “oi” acontecer foi uma novela sem contrato pra fim e com varias temporadas, se é que me entende. Eu ensaiava no espelho, brigava comigo mesmo e pensava “não deve ser tão difícil dizer oi”, mas minha introspecção não ajudava nem um pouco. Ela era um ano mais nova que eu, deduzi, pois se encaminhava sempre pra sala do 9º ano, que ficava na área de ensino fundamental, do outro lado da escola, deixando nossos encontros por acaso mais difíceis; não que eu não tentasse ‘casualmente’ vê-la com minhas idas ao banheiro ou bebedouro, mas enfim, não importa, o que interessa é o fato de que eu não conseguia verbalizar perto da garota e isso me incomodou por um bom tempo, porém um dia em especial eu tive uma visão desagradável do quanto eu perdia tempo no mundo das idéias, Platão poderia decretar que o mito da caverna na verdade era uma biografia minha.

Flashback Kwon

Ela sorria muito, e estava radiante com a cabeça deitada sobre o braço esticado na mesa de madeira no canto da biblioteca, ela havia mudado da mesa individual para uma de estudo em dupla, e ao lado dela um garoto com marcas de briga, na lateral do rosto que arqueava a sobrancelha constantemente enquanto ela tapava a boca para não rir alto... Eu nunca a tinha visto assim. “Então ela gosta de valentões?” pensei desanimado, não parecia que ela gostava desse tipo de rapaz, mas eu não a conhecia para tirar conclusões a cerca do seu gosto afinal eu nunca falei com ela. O nervosismo atingiu meu estomago como um inseticida nas borboletas que eu tinha até agora quando a via, nesse momento era só amargo o que eu sentia; ela sorrindo se ergueu indo a algum lugar fora da biblioteca, e num impulso sem noção, me levantei e fui até a mesa onde estava o garoto. Ele era mais novo que eu pela sua aparência infantil, mas isso não impediu que sentisse raiva.

- Ei, por que está aqui?

Foi tudo que consegui perguntar inicialmente, mas foi por mero impulso. Ele descolou o olhar do livro que lia atentamente e me lançou um olhar estranho de confusão, devo dizer que pensei ser uma forma de desafio, mas depois entendi seu olhar

- Você bate também?

Ele tava me chamando pra uma briga? O que?

- Não – respondi confuso – acho que não...

Seus lábios formaram um “O” perfeito, como se eu tivesse dito a coisa mais impressionante do mundo.

- Por que está impressionado?

- Batem em mim

Por que ele falava tão lento?

- Oxe, por que?

- Eu não saber, não gostam de eu

- Puta merda que coreano ruim... Por isso batem em você.

Sentei-me ao lado dele esquecendo o principal motivo de ter ido até lá, ele era engraçado coitado.

- Eu tentar aprender, passado confundo tudo presente

- Calma, eu vou te ensinar se quiser... Sou bom em gramática.

- Suzy ta ajudando

- O nome dela é Suzy?

Eu não lembro ao certo minha reação, mas tenho quase certeza que sorri. Parecia o nome perfeito pra ela.

- Sim, e eu sou Yixing, Zhang Yixing. Podemos amigos ser.

- JiYong, Kwon JiYong, conhecer prazer você

- Essa frase ta certa?

- Não, e fico feliz que soube reconhecer a ordem das palavras, podemos começar por ai...

Eu ri um pouco, ele era fofinho e inocente, e olhava interessado para cada letra do livro de gramática normativa, só pude reparar seus traços chineses estando bem perto, e podia ouvir o som de seus lábios balbuciando levemente as palavras do livro, como se quisesse decorá-las, e era oficial o quanto queria colocar ele na mochila e nunca mais devolver, claro que eu não iria admitir, mas...

Sou tirado dos meus pensamentos quando uma mão pequena toca meu ombro e uma voz que nunca ouvi atingiu meus ouvidos

- Olá moço da área cientifica, esse ai é meu lugar.

Ela sabia da minha existência? Eu não poderia estar mais feliz! Levantei rapidamente pedindo mil desculpas, e o menininho começou a conversar com ela com facilidade, sem medo de errar, acho que por conhecê-la a mais tempo.

- ...Ai agora ele ‘estar’ ajudando

- Bom, então estamos ambos nessa missão. Prazer sou Suzy

- JiYong

Ela me deu um sorriso doce e puxou uma cadeira pra mim, e ali perdemos a tarde explicando o assunto pra o garotinho mais novo, que parecia encantado a cada nova conjugação e declinação que aprendia. Não pude evitar de pensar que uma nova língua exige um esforço de aprendizagem pra vida inteira... Acho que poderia estar com os dois à vida inteira.

Flashback off

- E foi assim que conheci Lay, aos 15 anos na escola, falando o pior coreano que eu já ouvi na vida, porém nossa amizade não ficou somente nas aulas, e continuamos nosso caminho juntos, como melhores amigos, quase irmãos. Ele, por incrível que pareça, no alto de sua lentidão percebeu que eu estava completamente apaixonado por Suzy, a terceira integrante do grupo de abrigados da biblioteca, no caso nós três, os perdedores. O moleque começou a dar uma de cupido indireto, “vamos sair todos juntos, nos encontramos em lugar ‘X’”, mas nem sinal do Zhang; decidimos nomear aquilo de ‘encontro’ quando Lay fez isso pela quinta vez, e bom, nós começamos a namorar então acho que deu certo. Não era um namoro carnal, tenha essa certeza, éramos crianças e agíamos como tal, nunca avançando o limite imposto pela idade; Lay estava tão feliz por nós dois e praticamente levantava placas de “fiquem juntos pra sempre” toda vez que nos encontrava... Era tão engraçado.

- Foi surpreendente pra mim, saber que a personalidade dele foi construída por você. Faz sentido parecerem tanto

Apesar de nervoso com a narração de Kwon, eu tinha que admitir que era extremamente fofa a definição dele para meu namorado quando criança. Estava sendo uma experiência nova apesar de saber o resto da historia anteriormente contada para mim, porem essa visão estava deixando meu emocional confortável por conter detalhes que Lay não dera, quase dando pra visualizar as cenas.

- A personalidade dele não foi construída por mim. Eu ensinei o coreano e dei um rumo a paciência dele que sempre fora mínima por incrível que pareça, ele era bem desesperado por coisas pequenas e eu consegui trabalhar isso nele por ser o mais velho e ter mais vivencia. Quer dizer, ele ainda era um riquinho apesar dos problemas com nacionalidade e eu era um cara fodido demais pra ceder aos caprichos do moleque.

- Eu não consigo imaginá-lo assim

- Eu só lembro dele assim, por isso ainda me sinto no total direito de ordenar, e pra minha sorte, ele me considera um irmão mais velho mesmo depois de tudo...

- A qual “tudo” se refere?

Ele suspirou fundo e eu sabia bem o seguinte ponto da historia, ajeitei-me no sofá e ergui o queixo, atento ao rapaz a minha frente

- Bem, eu terminei antes deles para alem de ser mais velho, conclui em turma avançada, logo entrando na faculdade de medicina, que logicamente não ficava naquele pequeno lugar, então eu tive que me mudar. Isso foi crucial na minha vida, já que eu fiquei longe de todos voltando a estaca zero nas relações pessoais, e vivendo de livros e mais livros, apesar de ligar todos os dias para a Suzy, não foi assim com Lay e logo não nos falávamos mais. Ela concluiu o ensino médio dois anos depois e veio para Seul junto com sua família, o pai dela tinha carreira consolidada então não foi difícil “transferir” o negocio da família pra cá. Bem, eu tinha 19 anos agora e ela havia completado 18 a pouco, então estávamos crescidos por assim dizer, e eu era idolatrado pelo pai da garota, não foi difícil convencê-lo de que se ela morasse comigo seria mais fácil pra ela, já que meu apartamento era próximo a faculdade que ela pretendia estudar. Você pode pensar “Ele é louco”, mas como eu disse, ele me adorava. Pouco tempo de união, casamos no civil de ultima hora, com um pedido improvisado no café da manhã – Ele permitiu um sorriso se abrir momentaneamente e vi que Kwon ainda amava essa mulher, o que me deixou com um pouco de dó – E foi lindo apesar de simples, somente eu, ela e o padre... Porém ela veio com uma idéia que poderia me empolgar, mas impressionantemente me deu preguiça.

Flashback Kwon

- Precisamos contar ao Yixing

A doce menina sorria empolgada; seu vestido lilás muito claro lhe deixava com um ar feliz, e a coroa de flores sobre a cabeça combinava com sua feição risonha, deixando meu peito explodindo de amor... Ela era tão perfeita.

- Não tenho contato com ele meu amor

- Eu também não tenho telefone dele, mas sei o número da empresa que ele trabalha atualmente.

- Eu não acho necessário... Estamos afastados faz um tempo, não temos assunto.

- Eu não acredito que vai esquecer-se de Lay dessa forma, poxa vocês são como irmãos... Garanto que ele ficará muito feliz ao saber do casamento sabe.

Ela estava chateada, era visível que minha resistência em ter contato com o rapaz a deixava triste, e antes mesmo que o dia pudesse estragar por birra minha, cedi me esticando no sofá, enquanto ela pegava saltitante o numero da empresa nas diversas notas do celular. Sorri com a animação da garota e deixei que ela falasse com a atendente do local, pelo que eu ouvia unilateralmente, a mulher daria apenas o endereço de Skype dele, já que era norma da empresa não dar o numero pessoal. Peguei o notebook antes mesmo dela terminar sua conversa, e entrei na rede social, logo fazendo a chamada de vídeo ao endereço dado. Suzy estava tão animada que pulou no meu colo sem o mínimo cuidado me fazendo resmungar um pouco em manha.

A ligação foi atendida, mas era possível ver apenas a lateral do rosto do homem, que parecia concentrado demais em seus papeis. Ele estava com terno, sem gravata, e óculos de armação arredondada, uma expressão séria e cabelos bem cortados. Aquele era o Lay? Era impressionante a visão que nós dois tivemos, tanto que nenhum de nós chamou a atenção do homem. Ele não podia ser o Yixing, quer dizer o Yixing era uma criança fofa e desajeitada e esse cara ai... Porra ele era o homem mais lindo que eu já vi.

Caralho, eu tava babando, que isso.

 - Espero que seja importante e rápido.

 Ele nem ao menos olhou a tela, eu e minha esposa estávamos realmente assustados com aquilo, mas ainda assim mantive minha pose.

- É assim que trata seu irmão mais velho, seu prepotente filho da puta?

Ele franziu o cenho e finalmente nos viu e nossa, seu sorriso foi tão radiante que nos fez sorrir também, ele parecia novamente meu pequeno rapazinho

- G-DRAGON, SUZY... MEU DEUS

- Pera, quem é teu Deus, eu ou ela?

- Os dois! Caralho, que saudade de vocês. Por que sumiram da minha vida? Eu fiquei... Perdido.

A última palavra dele saiu realmente como tal, perdida. Cheguei a sentir um incomodo no peito ao imaginar o que ele sofreu sem nós dois em seu ultimo ano.

- Perdão por isso pequeno.

- É Lay, nos perdoa, a vida no afastou de um jeito irremediável... Você está muito bonito.

Se eu senti ciúme? Claro que não, ela tava completamente certa, que homão da porra.

- Obrigado – Ele sorriu sem jeito - ao que devo a honra dessa conversa?

- Casamos hoje

- ESPERA O QUE? E EU NÃO FUI PADRINHO? CÊS VÃO MORRER

- CALMA, foi de ultima hora no cartório próximo, não deu tempo de chamar ninguém, nem mesmo meu pai. – Sempre que Suzy falava sorrindo, seus olhinhos sumiam no eye smile – As testemunhas foram pessoas que estavam passando na rua

Ele riu, juntamente conosco e eu vi que sentia falta do trio.

- Eu amo vocês, sabem disso! Um dia quero viver um amor assim, tão lindo e intenso que pareça tudo muito simples de superar. Obrigado por lembrar-se de mim.

- Nunca esquecemos de você, o dono do meu apelido oficial.

- G-Dragon foi a melhor sacada que eu tive desde o nascimento

Nós rimos, mas paramos ao ver que Lay mudara a expressão, erguendo o olhar por cima do computador, logo ouvimos uma voz masculina

- Desculpe atrapalhar Zhang, mas a reunião é daqui a vinte minutos e eu não sei se você lembra, mas tem que assinar uma papelada antes.

- Achei que minha secretária fosse outra, não você.

Em que momento da vida, Lay tinha se tornado tão agressivo com as respostas?

- Foda-se quem é sua secretaria seu maluco. Eu tenho que terminar uma planilha de projetos aprovados e só posso fazer isso se você assinar aquelas porra, então não me atrapalha no meu estagio que eu não te atrapalho nas suas conferencias online.

Lay continuava a olhar por cima do computador, o olhar fulminante. Ele forçou um sorriso propositalmente falso, e eu não pude evitar de rir com a prepotência do aparente estagiário

- Pode aguentar cinco minutos, ou vai morrer nesse meio tempo?

- Cinco minutos.

Foi possível ouvir a porta fechar em um click e logo depois, ele sorriu soltando o ar como se tivesse acabado de sair de um mergulho na piscina; deixei meu sorriso se espalhar ainda mais por entender a situação. Ele volta seu olhar ao nosso, radiante.

- Jeon Jungkook. Gravem esse nome, porque eu ainda vou casar com ele.

Demos mais algumas risadas e fizemos piadinhas sobre o atrevimento do rapaz, o que parecia deixar Lay ainda mais apaixonado, apesar de disfarçar bem essa paixão. Decidimos não ocupar tanto o tempo do mais novo, que visivelmente estava ocupado; e prometemos continuar depois a nossa conversa, porém o “depois” não chegou tão cedo. Não é como se não nos amassemos, mas a vida nos afastou de um jeito absurdo em que não podíamos mais ‘perder tempo’ com amizades, ou reencontros. Éramos agora um sócio da maior empresa administrativa de Seul, um estudante de psiquiatria e iniciante no manicômio e uma estudante de engenharia ambiental... Eu só esperava que tudo ficasse bem, mas nada costuma dar certo o tempo todo.

Flashback off

- Só o vi novamente no enterro dela, onde ele me confortou como pôde e passou alguns dias comigo, me fazendo jurar não perder contato com ele, o que obviamente aconteceu.

Ele continuava a acariciar o próprio lábio com o indicador, e desviar o olhar vez ou outra; era tão visível a dor em falar da moça, que eu sentia também o seu pesar cada vez que ele suspirava.

- Por que você insistia em sumir?

- Eu não era o amigo dele mais, okay? Eu transformei a minha vida em culpa completa depois que Suzy faleceu por uma merda de discussão iniciada por mim, e eu só queria tirar a dor de acordar todo dia sem ela.

A voz dele se elevava e seus olhos começaram a produzir lágrimas, as quais ele não permitiu cair, somente olhou para o teto novamente em suspiros.

- Prossiga

- Bem, eu foquei no trabalho como forma de esquecer o mundo ao meu redor, mas voltar para casa ainda me deixava mal, e eu parecia querer arrancar gritos alheios para não precisar lidar com os meus próprios, então conversei com o senhor Kim por um regime fechado. Não sei se percebeu no tempo que esteve lá, mas havia uma porta na lateral da ala esquerda que sempre era trancada.

- Sempre achei ser um porão.

Ele sorriu de canto

- Não poderia estar mais enganado. Atrás daquela portinha havia uma casa enorme e bem equipada onde Sangwoon passava os dias desde a separação com a esposa, praticamente morando no trabalho. Acontece que depois da morte de Suzy, eu enlouqueci e dava qualquer desculpa pra ficar fazendo hora extra, até que fiz a proposta a Kim de vigiar os pacientes. Ele estava estressado a cada vez mais afetado, e diferente de mim, o trabalho somente piorava seu estado que era N vezes pior que o meu.

- Pior que o seu? Ele apenas se separou e você perdeu a esposa e a filha.

- A morte de Suzy me deixou sem uma esposa e uma filha, é verdade, mas o deixou sem filha e neta.

- Que? O... O que quer dizer com is...

- Kim Suzy, esse era o nome da minha esposa – Ele ergueu seu olhar ao meu, cheio de dor e frieza – E a herdeira do seu inferno.

 


Notas Finais


Desculpa viu amores
eu prometo com a minha vida que vai dar bom
B E I J O S


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