História Loser - Bubbline - Capítulo 15


Escrita por: ~

Postado
Categorias Hora de Aventura
Personagens Marceline, Princesa Jujuba
Tags Bubbline
Visualizações 101
Palavras 2.056
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Saga, Yuri
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Espero que curtam O)_(O

Capítulo 15 - Decepcionante


Fanfic / Fanfiction Loser - Bubbline - Capítulo 15 - Decepcionante

  Quinta-feira: a primeira aula era Educação Física. Mas não gosto de usar calça legging. Gruda demais e eu odeio qualquer coisa justa, que marque minha bunda. Então tinha duas opções: minha calça jeans e minha calça de moletom. Mas eu tinha que levar em consideração o sol que eu enfrentaria voltando pra casa, então a opção mais sensata foi a calça jeans. Joguei a camiseta de uniforme por cima da calça jeans e fui pro banheiro. Fiz um bochecho, me encarando no espelho. Que olheiras gigantes, preciso dormir mais. Ou melhor. Ou os dois.

Após apertar a descarga e observar a água indo embora em um vórtice super rápido que eu sempre acho legal de assistir acontecer, lavo as mãos e o rosto. Seco as mãos na toalha dobrada no suporte logo em frente à pia (só precisei girar o corpo, o banheiro da casa é pequeno). Eu não falo “minha casa” porque estaria mentindo sobre essa afirmação: a casa não é minha, é emprestada. Minha família sempre repete isso, que essa casa é alugada mas nunca chegou a ser nossa. Eles provavelmente tem vergonha de algum dia ter que depender de uma casa alugada, com preço caro e feia como essa.

Sim, a casa é feia, mas não posso reclamar, mal ando nela. Só fico deitada usando o celular a maior parte do dia, se não jogo no computador do meu irmão quando ele está fora e/ou tomo banho. Meu irmão dizia que, quando eu me apaixonasse, começaria a me cuidar mais, mas isso não aconteceu. Eu continuo a mesma preguiçosa e desleixada. Mas agora, determinada a levar uma relação adiante, e nisso eu não posso ter nem um pingo de preguiça; o que me obriga a me esforçar mais.

Não que isso seja ruim, muito pelo contrário, acho que isso vai ser uma ótima motivação para que eu possa evoluir cada dia mais, me surpreender e o principal: surpreendê-la cada dia mais. Não é toda semana que se conquista a pessoa amada. Tenho que curtir em nome de todos os que não tiveram toda essa sorte. E encher ela de amor, de mim. Uau, quando fiquei tão filosófica? É essa chama da paixão, do romance, que causa isso; e serve de inspiração, nunca decepcionando o autor quando se precisa de incentivo para expressar seu interior em palavras.

E pode vir como amor frustrado, abandonado, correspondido, rejeitado, medroso, desesperado. Não importa, o amor vai chegar uma hora ou outra, e arrebatar os mais desavisados. Às vezes vai embora, às vezes fica, mas nunca perdemos nossa capacidade de amar. É como uma faísca sempre pronta para crescer em brasa alta, chama quente, bonita e claro: perigosa.

Enquanto refletia tão profundamente sobre o amor como só uma pessoa fortemente apaixonada consegue fazer, arrumava meu café da manhã em modo automático, e quando voltei ao controle de meu corpo, minha mão tremeu e quase fiz uma bagunça com o chocolate em pó na toalha de mesa branca. Que estrago seria. Tiro da geladeira a margarina e deixo em cima da mesa. Pego minha caneca e levo para esquentar com o leite e chocolate misturados enquanto tiro o pão do armário e com uma faca de serra o separo em duas metades. Passo margarina em uma, e assim que termino ouço o som do micro-ondas. Abro, tiro minha caneca e deixo-a perto do pão. Então passo margarina na outra fatia. Sento na mesa, e tomo o café, imaginando se Bonnie estaria pensando em mim naquele momento.

Sacudo a cabeça, assustada. Estou pensando demais nela. Isso é normal? Eu já pensava muito, e piorou. Talvez eu seja louca. Rio sozinha, absorta em meus pensamentos.

Já me trocando, decido ir de boné e com um rabo de cavalo. Me dou por satisfeita quando termino de me vestir, passo desodorante, perfume, e vou chamar meu irmão para acordar.

Caminhando pela rua a caminho da escola, olho em volta e as árvores estavam tão vivas e coloridas, que quis tirar uma foto, mas tinha esquecido o celular. Suas pétalas caiam pela rua e decoravam o asfalto, as folhas laranjas estavam jogadas pelas calçadas e tudo isso combinava perfeitamente em uma paisagem digna de filmes, mesmo sendo uma rua normal.

Cheguei na escola, Fionna e Phoebe tinham vindo, felizmente. E me acometeu a dúvida: digo pra elas que estou com a Bonnibel? Elas diriam que estou sendo trouxa por ela não querer contar pros outros. Mas eu sei que não estou, cada um precisa do seu tempo, e isso é coisa nossa. Nem todos precisam saber. Mas elas... elas precisam, são minhas melhores amigas, não posso esconder delas algo em que me ajudaram tanto. Sim, vou falar.

Após a oração, entro na sala ao lado de Fionna e Phoebe e enquanto as duas conversavam sobre algo engraçado que viram, já simulava a conversa que teria com elas e me preparava. Não me sentei, arrastei minha cadeira até perto da mesa de Fionna. Como Phoebe senta em frente à Fionna, podia falar com as duas ao mesmo tempo daquele jeito. Elas não estranharam minha aproximação, então tive que chamar a atenção delas:

-Bonnibel. – proferi baixo, cortando a conversa delas e chamando sua atenção.

-O que aconteceu agora? – Phoebe perguntou, parecia cansada de falar nisso.

Fionna aguardou minha resposta e provavelmente as duas esperavam que fosse algo triste como antes, além de minha expressão chateada e olhar machucado que fiz para enganar elas.

-Bonnie... ela tá ficando com uma pessoa. – digo, cabisbaixa.

As duas arregalam os olhos, e se entreolham confusas e bravas, antes de me consolar:

-Relaxa, Marceline. Essa menina é muito otária mesmo. – Phoebe cuspiu o xingamento.

-É, mano... esquece ela. – Fionna aconselhou, mais calma que Phoebe.

-Eu não posso, porque ela está ficando com uma pessoa da nossa sala. – explico, me segurando pra não rir.

-Quê? – Phoebe pergunta.

-Quem? – Fionna intercala a fala da amiga, também chocada.

Apoio o cotovelo na mesa de Fionna, me inclino mas perto das duas como fazemos quando vamos contar um segredo, e sussurro com um sorriso vitorioso:

-Eu.

As duas se afastam imediatamente. Phoebe começa a rir e Fionna tapa sua boca com a mão, mas tira logo depois, para ter certeza de tudo:

-Mentira. Cê tá falando sério? – ela pergunta, agora sorrindo como Phoebe, que já tinha parado de gargalhar.

-Tô. Mas tem algo. – limpo a garganta enquanto as duas perguntavam o quê – Ninguém pode saber, esse é nosso acordo. Mas contei para vocês, já que me ajudaram tanto. Mas não contem pra ninguém, ninguém mesmo, entenderam? – peço, apreensiva.

As duas parecem pensar um pouco, antes de assentir e concordar em manter isso como um segredo só nosso. Suspiro, aliviada.

-Mas quem quis que fosse segredo? – Fionna questiona, apenas para confirmar o que as duas estavam pensando.

-Ela, mas... – as duas fazem sons de desgosto e reviram os olhos. – calma, isso é normal hoje em dia.

-Marceline, larga de ser IDIOTA. – Phoebe reclama, um pouco mais alto do que deveria. Olho pra trás e assim como outros alunos, a atenção de Bonnie fora atraída pelo xingamento inusitado. Ela arqueia uma sombrancelha, me encarando, antes de voltar a focar na lição.

Viro de volta para minhas amigas, assustada.

-Acho que ela sabe do que a gente está falando agora. Valeu, Phoebe. – fico emburrada, imaginando que Bonnie ficaria brava com isso depois.

-Nós somos suas melhores amigas, Marceline, ela vai entender. – Fionna tenta me acalmar, mas eu só me estresso com as duas, por não estarem admitindo seu erro.

-Não, Fionna, ela não vai entender, porque agora além de eu ter contado pra vocês, o que não era pra eu fazer, a Phoebe chamou a atenção da sala inteira. – anuncio, já expondo minha raiva e me levanto da cadeira.

-Vai embora? – Phoebe pergunta.

-Vou pra minha mesa, de onde não devia ter saído. – decido, enquanto puxo minha cadeira até meu lugar. Ouço as duas falando algo atrás de mim, mas não ligo.

Então o professor nos chama para fora da sala, eu sigo os outros sem virar para trás e evitando qualquer contato com as duas com quem discuti. Vejo Bonnie à minha frente junto a seus minions. O professor abre o portão da quadra, subimos as escadas e entramos. Seria queimada. Uau, que droga. Phoebe ficou no meu time, mas não conversei com ela. Então olho para o outro time e vejo Fionna conversando com Bonnie. Elas estavam sérias, e já deduzi o assunto.

Começamos o jogo, e lá pela metade, o professor adicionou outra bola ao jogo e cada time estava atacando o outro. Bonnibel foi desviar de uma bolada nas pernas pulando e caiu de lado. Várias pessoas, inclusive eu, fomos ver como ela estava, mas indo esbarrei em Fionna, que vinha na direção contrária, e me encarou espantada. Então seu olhar mudou para um chateado e quase decepcionado. Devolvo o olhar na mesma intensidade, mas irritada. Olho Bonnibel de perto, mas não muito, já que seus amigos fizeram uma barreira em volta dela, enquanto a ajudavam a se levantar. Ela mancou indo pra longe.

Enquanto isso, no outro lado da quadra, enquanto o resto da sala tinha ido ajudar Bonnie, Phoebe tentava levantar, sem sucesso, sendo socorrida apenas por Fionna. Finalmente conseguindo levantá-la, Fionna passa o braço da amiga, que estava com o rosto vermelho e chorando com uma mão no rosto, tentando esconder as lágrimas de dor. Ela parecia três vezes pior que a Bonnibel. As duas passaram por mim, Phoebe olhando para baixo. Fionna parou um pouco à frente, eu estava estática. De costas para as duas, sem coragem de encará-las.

-Você fez sua escolha, Abadeer. – Fionna avisa, amargurada de uma forma que nunca tinha visto e mesmo sem ver seu rosto, podia dizer que estava chorando como Phoebe. Meu peito doía, como se metade do meu coração tivesse sido arrancado.

Ignorada por Fionna e Phoebe até o intervalo, eu saí depressa atrás de Bonnibel, que estava como sempre sendo circulada por seus amigos, ou fãs. Enquanto estão distraídos, chego perto e a cutuco. Ela me cumprimenta com um sorriso.

-Oi, o que foi, Marceline?

-Preciso falar com você. – peço, sem paciência para acobertar com alguma desculpa como “é sobre matemática”.

Ela estranha meu humor e me segue até o local onde começamos a ficar juntas. Nós nos sentamos.

-Fionna e Phoebe não querem mais ser minhas amigas. Porque... – ela me corta.

-Porque você achou que eu ficaria brava por você ter contado a elas sobre nós duas. A Fionna veio falar comigo. Eu já sabia que estavam falando disso – ela suspira – e mesmo não gostando, eu não ficaria brava por algo assim. A Fionna soube e veio me prometer que não contariam pra ninguém.

Me senti horrível, incapaz de respirar, pensar ou mover meu corpo. Bonnie então pega minha mão, chamando minha atenção.

-Marceline, você ainda pode voltar a ser amiga delas, você sabe.

-Não. Quando você caiu, Phoebe também tinha caído a alguns passos de mim; mesmo assim, não percebi, atravessei a quadra para te ver sendo ajudada pela sala inteira. Eu ignorei minha melhor amiga sofrendo do meu lado.

Bonnie respirou fundo, e encostou no banco.

-Marceline, vai pedir desculpas. – ela pede em um tom firme.

-Eu vou. Só não tenho certeza de que elas vão aceitar – e isso nunca aconteceu antes.

-Vai logo, em vez de ficar enrolando. – os amigos de Bonnibel vem chamá-la de volta – Hm... eu tenho que ir. Tchau. – ela se despede, acenando.

“Ela tem razão. Preciso ir logo”.

Levanto com pressa e saio andando, procurando as duas em volta. Quando vejo, me aproximo delas, que estavam perto da porta.

-Oi. – chamo a atenção delas.

Elas não respondem, limitando-se a olhar pra mim.

-Eu sei que fui super babaca. Eu ainda preciso aprender a lidar com tudo isso... por favor, não desistam de mim.

-A gente sabe. – Fionna responde pelas duas. – Não vamos deixar você de lado. Nós não somos assim, diferente de certas pessoas.

-Não precisa ficar xingando a Bonnie sempre que me vê, isso não vai adiantar em nada. – aviso, calma.

Fionna suspira, cansada.

-Bom, eu te avisei. – ela dá um soco no meu braço com força, me desequilibrando – Estamos quites agora. – ela sorri, e Phoebe também.

  -Ei, dá um por mim aí Fionna. – ela pede, enquanto me afasto devagar, sentindo meu braço esquerdo dolorido, enquanto Fionna se aproxima com uma risada maléfica.


Notas Finais


O)_(O


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