História Loser - Bubbline - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Hora de Aventura
Personagens Marceline, Princesa Jujuba
Tags Bubbline
Exibições 56
Palavras 1.573
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Saga, Yuri
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Wombo Combo.

Capítulo 5 - Tranquila


Fanfic / Fanfiction Loser - Bubbline - Capítulo 5 - Tranquila

  Era sexta, e acordei atrasada. Meu irmão que, ironicamente, tinha me dito que se eu não fosse dormir na hora certa me acordaria 5:30, apareceu no quarto que nem um zumbi falando que eram 6:20.

  Levantei rápido, expulsando Marshall do quarto. Me vesti, não deu tempo de comer nada. Hoje era... sexta. Sim, dia da Phoebe e da Fionna. Escovei os dentes, e sem tempo de ficar arrumando o cabelo, só coloquei uma touca cinza. Estava com um moletom preto, calça jeans e, como sempre, meu All-Star Converse de cano alto preto.

  Saí pelas ruas, fiz até amizade com uma mãe que estava levando a filha e a amiga dela. Ela comentou que sempre me via e achava que era a sobrinha dela, que éramos bem parecidas. Mas o nome dela era diferente. Que bom, ou seria um pouco assustador.

  Cheguei no portão, estava chovendo, então hoje não faríamos a nossa oração na parte descoberta, e sim na que tem um teto. Sim, a gente só vai pra sala depois de falar uma oração lá. E pior: como era sexta, teria hino nacional. É ruim e bom ao mesmo tempo. Ruim porque eu odeio essas merdas que só atrasam a aula. Bom porque atrasam a aula.

  Na porta, a maçaneta caiu. Tentaram arrumar e empurraram a de dentro. Pronto, aula no pátio até o chaveiro chegar. A gente sentou nos bancos do refeitório, onde, pelo jeito, o sexto ano estava de aula vaga. Que bosta, bando de pivete barulhento. Assim que tirei o caderno e o estojo da mochila, a mulher disse que abriram a sala. Já estava sentindo que algo estava ruim.

  Beleza, entramos. Tivemos a aula, normal, mas a Fionna faltou, assim como a Breakfast. Sim, uma do meu grupo faltou e a outra estando ali ou não faz zero de diferença. Matemática, veio uma matéria nova. Puts, quanta regra. Com certeza teria que revisar isso em casa. Mesmo assim, é melhor que português.

  Intervalo. Como sempre, eu e Phoebe fomos ver o ping-pong enquanto ouvíamos alguma música que saía das caixas de som. Então, uma menina pegou o microfone e Shape of You foi cortado. Ela gritou:

  -Gente, atenção! O resultado da rifa está aqui, e eu vou anunciar agora!

  A rifa era um negócio daquela semana onde você entregava dois reais, anotavam seu nome, e você tinha chance de ganhar uma cesta cheia de chocolate. Umas 5 barras, 4 pacotes de não sei o quê, vários bombons... eu não participei, mas quem participou deve ter ficado bem irritado, já que começou a gritar que nem doido porque a vencedora do prêmio foi uma professora.

  Mesmo quem não sabia o motivo começou a gritar, e ficou aquela cena idiota. Parecia uma alcatéia de lobo no cio. Foi engraçado. Virei pra trás, e vi que Bonnibel estava ali. Provavelmente veio ver o que aconteceu. Expliquei rapidamente, e ela foi embora, nunca gostou de barulho. Eu e Phoebe ficamos rindo.

  Um dia, li que quando uma pessoa gosta de você, arranja desculpas pra ficar tocando. Tipo, encostar no seu braço do nada. Bonnibel faz isso com as pessoas, eu também, sabe, encostar nelas. Eu faço isso mais por observação. Eu gosto de mãos, e costumo ficar analisando a mão das pessoas, inclusive da Bonnie. Ela tem unhas grandes.

  Ela encosta bastante no Finn. Claro, eles são mais íntimos, e ele também encosta nela. Mesmo assim, percebo algo nele. Ele faz algumas coisas que eu faço. Porque gosto dela.     Então... realmente acho que ele também gosta dela. E eu não tenho chance. Ela sempre retribui algo dele, e já contei que não ligaria de ser ginecologista e ela ficou tipo:

  “Uau, você... teria coragem?”

  Bom, eu não estou sofrendo. Essa fase já passou. Me pergunto se realmente estou apaixonada por ela. Sabe, eu penso nela antes de dormir, indo pra escola, voltando, o dia inteiro. Mas não sinto mais aquela... necessidade de estar com ela o tempo todo que eu tinha antes. Não fico morrendo de ciúmes quando alguém se aproxima dela, ou fico tremendo quando ela fala comigo.

  Consigo ficar tão relaxada sobre essas coisas e quando estou perto dela, que me assusto, será que estou perdendo aquele sentimento? Talvez isso seja bom. Ele é como um sonho que eu tenho todo dia, mas que entendo ser irreal. E parece estar diminuindo sua frequência. Me sinto incrivelmente bem com ela, e determinada a não deixar ela ir de novo. Consigo chegar perto do seu rosto, apertar sua bochecha, encarar ela sem medo de ser flagrada, abraçar sem culpa.

  Seu calor é... viciante. Seu cheiro é hipnotizante, também. Ela é um ser... mágico, que atrai todos. Aposto que todos os caras da sala já quiseram algo com ela pelo menos uma vez. E ela é decidida, inteligente, além de bonita e gentil. Até eu caí nessa rede. Mas sinto que ela mesma está me ajudando a sair dela.

  Ela está me mostrando que pra me sentir bem perto, não preciso estar beijando ela, nem segurando sua mão. Coisas simples te fazem sentir completo. Me sinto assim. Completa, como se não precisasse de mais nada vindo dela, além de sua companhia.

  Sexta-feira. Na aula de português, a professora mandou a sala formar os grupos. Como eram grupos de três, ficamos eu, a Carol e a Breakfast, mas só a Carol veio. Ela disse que estudou, mas ficou claro que não, então só pedi pra ela ditar o que estava na folha. Eu fiz tudo sozinha, mesmo. Mas ela tentou, por isso coloquei o nome dela na folha.

  Fomos o primeiro grupo a terminar. Fiquei jogando um joguinho de ping-pong no celular dela, e lamentei não ter um. Seria mais fácil conversar e passar o tempo nessas horas, sem ter que ocupar o aparelho de outra pessoa. Por que eu não tenho celular?

  Você deve pensar:

  “Ah, ela deve ter perdido, ou quebrado.”

  Não, sou bem cuidadosa com essas coisas. Minha mãe foi mostrar uma música minha pra um rapaz e deixou o celular no banco do carro. Saímos, e perguntei na maior naturalidade:

  “Mãe, cadê meu celular?”

  Ela fez uma expressão confusa, e disse:

  “Ué, deixei no banco. Você não pegou? Ah, não tem problema, peço pra ele amanhã, sou amiga do motorista.”

  Nunca mais vimos. O outro foi porque roubaram o dela, então eu tive que dar o meu. Porém, novamente, ela perdeu o telefone, dessa vez no banheiro. COMO isso é possível, eu te pergunto? Será que alguma maldição foi lançada na minha mãe, e passou pra mim também?

  Enfim, pelo menos estou percebendo que celular não é algo tãão necessário assim. Estou conseguindo passar tranquilamente sem isso. Também, esse ano estou focando em roupas. Comprei uma calça escura, o All-Star, a camisa xadrez vermelha, uma mochila legal cinza escura. Enfim, a mochila não é uma roupa, mas achei legal dizer.

  Eu tenho um estilo legal, fala sério. Mesmo assim, estou deixando meu lado raspado crescer, e já está passando o maxilar. Eu puxo pra trás da orelha e nem se percebe. Tive uma fase que quis colocar piercing até no umbigo, mas estou pensando mais antes de fazer as coisas. Por isso, ainda não me decidi. Não seria no umbigo, mas no nariz, boca ou orelha.  Sei lá... talvez eu ainda seja nova pra essas coisas, e estou satisfeita assim.

  Acabou a aula, me despedi e, como sempre, vim pra casa. Comi, arrumei a cozinha, dormi bastante. Sexta, não tenho hora pra acordar. Mas acordei umas 16 horas, mais cedo do que quando acordo tendo aula no dia seguinte. Minha mãe me acordou, já que eu estava tendo um pesadelo. Foi horrível.

  Eu sonhei que tinha um monstro magrelo e sem pelo algum, ele era albino e tinha uma pele solta, tipo de idoso. Garras, e me perseguia. Mas não diretamente. Ele deixava papéis com coisas escritas nos lugares, e eu sabia que era ele, e sempre que eu lia, algo acontecia.

  Um terror me dominava, e eu ouvia gritos graves se repetindo. Eu acordei com a respiração pesada. Acho que foi esse o motivo da minha mãe me acordar. Valeu por escutar, mãe; estava bem ruim.

  Aos poucos, tomei coragem e fui relaxando. Então, comi uns quadradinhos de chocolate e tomei café, vim pro computador e jantei aqui mesmo: sopa de mandioca com torresmo. Estava gostosa. Às vezes imagino como seria se eu morasse com minhas amigas. Tipo, seria muito bom. E engraçado. Claro que teriam complicações, mas mesmo que por pouco tempo, sei que seria incrível. Mas é cedo pra pensar nisso.

  Por isso, estou aqui, tranquila, tomando uma sopinha, com calça de moletom, camiseta, jaqueta e meia escrevendo sem pressa. Sabe, a gente tem que aproveitar as coisas o máximo que pode, antes que acabe.

  Eu sempre digo isso: Nós temos muitos motivos para chorar e lamentar, mas poucos para sorrir e se sentir bem. Aproveite esses, busque esses, sorria sempre que puder.

  Pelo menos pra mim é assim. Eu não sei da sua vida, mas sempre usei esse tipo de motivação para viver, e é isso que respondo quando me perguntam por que eu costumo rir de quase tudo, e mesmo que sarcasticamente, ver humor nas coisas.

  Na verdade, eu precisei de algo para me levantar, quando caí. Algo que fizesse sentido pra mim, e foi isso. E eu agradeço à Bonnie por ter me preparado para o que ainda pode vir. Dela, e de outras pessoas.


Notas Finais


Espero que tenham gostado!


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