História Losers - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Mesut Özil
Personagens Personagens Originais
Tags Bastian Schweinsteiger, Mats Hummels, Thomas Muller
Exibições 43
Palavras 2.043
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Festa, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Boa leitura.

Capítulo 8 - Mom.


Pov. Tayla

 

Quando acordei Mesut não estava mais na cama. Por isso me acomodei melhor e agora estou olhando para o teto e pensando. São quase três semanas nessa loucura e sinceramente eu não sei onde vamos chegar. Ele parece se apegar fácil quando gosta de alguém e isso está acontecendo em relação a mim, é visível o jeito que ele me olha. Isso me confunde, pois desde o dia que Kira me deu aqueles conselhos malucos que eu fico pensando que quanto mais eu deixo essa espécie de relação seguir estou justamente seguindo o que ela me disse e fazendo-o se apaixonar por mim. O que eu disse a ele ontem é verdade, sou muito grata por tudo que ele fez e por ele ter aparecido quando eu precisava, mas... Meu Deus, como estou confusa.

Respiro fundo. Está cedo demais pra pensar essas coisas todas. Fecho os olhos novamente e giro na cama. Ouço a porta ser aberta e torno a abri-los.

— Tayla. – Mesut diz e parece preocupado.

— Mesut. – Franzo o cenho para ele.

— Pensei que estivesse ainda dormindo.

— E eu estava, acabei de acordar. Aconteceu alguma coisa? – Me sento na cama e cubro meus seios.

— Está acontecendo, eu só queria que você não se metesse. Fique aqui, ok? – Mesut faz menção de sair e eu chamo seu nome.

— O que está acontecendo? Volte aqui, não me deixe preocupada! – Levanto da cama e abro a porta mesmo estando nua. — Mesut!

Ele vira-se e ao me ver volta rápido.

— Não saia do quarto, por favor. Seu tio está aí.

— Antony está aí? Por que?

Mesut suspira e põe as mãos na cintura.

— Conversei com o pessoal da produtora, com os rapazes e nós decidimos trocar de empresário. Antony está soltando fogo pelas ventas, bêbado e parece ter usado algo. Está me acusando de destruir a vida dele. O velho já deu tanto show até chegar aqui que lotou o portão de paparazzi.

Sinto vontade de socar Antony. Qual o problema dele? Fico tentada a ir lá embaixo, mas Mesut tem razão, é melhor eu não aparecer.

— Merda viu. Tudo bem, eu fico por aqui.

Ele acenou e saiu do quarto.

Mais essa pra mim. Será que a vida não pode ser um pouquinho menos complicada? Depois de tudo que já passei, quando acho um cara legal ele tem que ser famoso e ainda me fazer entrar nesse problema todo com meu tio nojento.

Não comece, Tayla.

Levanto da cama e vou para o banheiro. Ligo o chuveiro e entro logo debaixo, aproveito a água quente por algum tempo, tomo meu banho e saio. Procuro por alguma escova a mais nas coisas de Mesut e por não encontrar uso a dele mesmo. Penteio o cabelo e volto para o quarto, visto um roupão de Mesut e vou até a porta, abro apenas uma brecha e ouço gritos.

Ela está aqui, não está? Aquela vagabunda, eu dei um teto a ela e a garota simplesmente me deixou por sua causa!

Reviro os olhos. Isso de novo não, pelo amor de Deus. Velho chato, ligado no repeat.

Antony, já resolvemos o que tínhamos para resolver, agora saia de minha casa! – Mesut também grita.

Quer que eu vá embora pra você poder comê-la de novo? Você é outro traíra, não tinha nada que se meter onde não é chamado!

— Saia!

Ouço algumas coisas caírem e chego a levar um susto. Mais gritos e logo o som da porta batendo ecoa na casa. Vou até as escadas e vejo Mesut lá embaixo, ele passa as mãos pela cabeça e parece respirar fundo algumas vezes. Começo a descer, ele me vê e caminha para o sofá.

— Mesut, você sabe que não precisa passar por isso, né? – Pergunto parada no primeiro degrau da escada e ele vira para me olhar.

— O que quer dizer?

— Nós não temos nada concreto e isso já está te trazendo estresse.

Ele se levanta e me encara confuso.

— Está dizendo que eu deveria deixar de lado? Terminar o que temos e deixar seu tio cair encima de você? – Pergunta buscando entender.

Suspiro.

— Ele não iria cair encima de mim. Antony não sabe onde moro, não sabe onde trabalho, não sabe nada além do meu nome.

— Você está mesmo sugerindo isso? Só por causa desse showzinho dele? – Mesut questiona rindo. — Ainda bem que não contei das ligações, acho que você já estaria do outro lado da Inglaterra. – Ironiza e eu franzo o cenho.

Caminho rápido até estar mais perto.

— Antony andou ligando pra você? Pelo amor, devia ter me contado!

Ele fecha os olhos e passa uma das mãos pelo rosto.

— Pra que, Tayla? Eu estava tentando manter você longe dele e desse tipo de situação.

— Parou pra pensar que talvez eu esteja acostumada? Antony já surtou inúmeras vezes, sei lidar com ele!

— Quer dizer que ele já tinha tentado te estuprar antes?

Me calo.

— Mesut, são os meus problemas, você não precisa lidar com eles, sendo que já tem os seus. – Dessa vez falo em um tom brando e ele balança a cabeça.

— Você não entende.

— Você é que não está entendendo. Não precisa fazer isso, Mesut, eu agradeço de coração. Mas você está levando isso a sério ao ponto de tomar as minhas dores e isso não é saudável. Não nos conhecemos nem a um mês, ouça isso cara, nem um mês. – Dou enfase no "um" e vejo ele engolir em seco.

Mesut me dá as costas e quando volta a me olhar já não está com uma boa cara.

— Desculpe, tenho o costume de gostar rápido das pessoas que me chamam atenção de alguma forma. Vou para a cozinha, suas roupas Mary colocou para lavar, mas tem outras no quarto de hóspedes. Vejo você daqui dois dias.

Ele sai rápido de meu campo de visão e abaixo a cabeça. Respiro fundo e saio dali também. Subo até o quarto, troco de roupa, me calço e desço novamente.

Deixo a casa de Mesut, caminho um pouco até pegar um táxi e sigo para o outro lado de Londres.

 

[...]

 

Abro a porta de meu apartamento e entro cantando a música que toca em meus fones.

Eu te desejo muitos amigos, mas que em um você possa confiar.

Deixo as sacolas no pequeno sofá e sento na cadeira. Tiro os sapatos e amarro meu cabelo.

Desejo que você tenha a quem amar e quando estiver bem cansado ainda exista amor pra recomeçar.

Tiro os fones e conecto o celular na caixinha, aumento o volume. Pego as sacolas e sigo para a pequena cozinha, tiro tudo dali e guardo no armário e na geladeira. Aproveito e já começo a preparar algo pra comer. Meu apartamento é pequeno, mas por morar sozinha eu acho ótimo, e não uma lata de sardinha como Mesut disse.

Falando nele. Desde antes de ontem que eu não falo com ele. Vi as notícias na internet e a maioria só relatava que houve uma briga entre o baterista e o empresário por conta de uma demissão mal explicada. Não saíu mais nada sobre ele.

Amanhã é dia de eu voltar pra lá, porém, tem aquela coisa né, depois da briga vai ficar o maior clima até a gente acertar tudo. Olha, eu já esperava por isso, pelo fim, sabe? Não tinha como isso dar certo, cara.

Enquanto preparo um ovo mexido para comer, meu celular para de tocar a música, me apresso logo. Seco as mãos e vou até o aparelho, quando vejo o nome de Antony nego a ligação. Ele liga mais umas duas vezes e eu novamente não atendo. O celular toca de novo e quando penso em atender só pra mandar ele se lascar vejo que o número é do Brasil.

Pego o celular e atendo.

— Alô?

— Tayla? Vou falar rápido porque me disseram que essas ligações são caras. Sua mãe está doente, foi internada ontem, mulher. Eu não sei exatamente o que ela tem, mas assim que o povo comentou aqui eu já quis te avisar.

A pessoa que fala eu acho que é alguma das meninas lá da lanchonete, ela diz que tem de desligar, mas pede que eu chame no skype.

Desligo e corro para o computador. Meu corpo está em choque. Mamãe doente? Meu Deus. Adicionou a criatura e a chamo logo.

— Luísa! – Digo a reconhecendo. — O que aconteceu?

— Eu não sei te dizer exatamente, mas hoje de manhã só se falava nisso. Ela foi levada por uma ambulância e ainda tá lá.

— Quem está com ela?

— Acho que o seu Geraldo.

Suspiro.

— Acho que vou para o Brasil, Luísa.

— Hã? Você vem? Mas e aquela história de ela não falar com você?

— Não me importa, ela é minha mãe, não vou deixá-la nem que queira. Vê pra mim se tu consegue mais alguma informação, por favor.

— Vou ver sim, quando conseguir te mando mensagem ou chamo aqui, ok?

— Ok.

— Tenho que ir, Fernando tá voltando.

Acenei e finalizei a chamada.

Fiquei parada olhando a tela do computador por um tempo. Mamãe doente? Eu não consigo acreditar, parece loucura. Ela nunca teve nada, era ruim até pra pegar uma gripe e agora vem isso? Respiro fundo e volto devagar para a cozinha, guardo tudo que estava mexendo e saio dali. Me sento no sofá de novo e seguro o notebook. Já quero saber o que aconteceu, não aguento esperar nada, sou ansiosa.

[...]

Acordo num susto e seguro o notebook por reflexo. Olho ao redor e esfrego os olhos. Ligo a tela do notebook e vejo que já se passaram quase cinco horas desde que falei com Luísa, já está quase amanhecendo.

Bocejo e largo o computador no sofá. Levanto e vou para o banheiro, tiro a roupa, entro debaixo do chuveiro e o ligo. Banho rapidamente e já desligo e saio. Me troco no quarto, volto até a sala e torno a me sentar no sofá, pego o notebook. Luísa deve estar dormindo agora. Socorro, não tenho com quem falar pra saber de minha mãe.

Ligo a TV e resolvo ficar ali até dar a hora de ir para a casa de Mesut.

Mal se passam cinco minutos e meu celular toca. Eu o seguro e vejo que é uma mensagem de Mesut.

"Aconteceu alguma coisa com sua mãe? Vi que Antony fez um post no twitter justificando o surto e ele disse que a irmã está doente."

Após ler isso eu pego o notebook e abro o twitter, procuro por Antony e realmente ele disse isso. O cachorro está usando minha mãe pra justificar as merdas dele.

Respondo Mesut:

"Aconteceu sim. Eu não sei direito o que é, mas pretendo ir ao Brasil."

"Entendo. Espero que ela fique bem."

"Obrigada."

Ele não disse mais nada e eu bloqueei o celular. Pelo visto não tenho mais compromisso pra hoje, além de esperar Luísa, graças a Deus.

Por falar em esperar. Eu passei o dia morrendo, quase comi minhas unhas até que Luísa apareceu.

— Fala logo!

— Calma! Eu descobri que ela desmaiou do nada, estava conversando e caiu. Estão dizendo que foi derrame, mas essas coisas não acontecem assim né? A dona Cida disse que ela passou mal, ficou tonta e caiu. A dona Eduarda disse que no hospital ela viu o seu Geraldo falando ao celular e dizendo que sua mãe foi diagnosticada com câncer. Dessas histórias eu acredito mais na da dona Eduarda porque ela foi ver sua mãe hoje.

Puta que pariu.

— Eu sei que é muito pra jogar assim, mas é que eu tô sem tempo, Tay.

— Não, tudo bem, eu prefiro assim. – Falo meio extasiada.

Respiro fundo e passo a mal pela testa.

— Tay, tenho que desligar. Sinto muito pela tia, tchau.

— Tchau Luísa.

Ela desliga, eu fecho o notebook e não sei mais o que fazer. Câncer? Não cara, fala sério. Não deve ser algo tão sério. A Eduarda sempre gostou de uma fofoca e brasileiro aumenta que é uma beleza.

— Aumenta mais não inventa. – Murmuro.

Vou ter mesmo que ir ao Brasil. Não me interessa se mamãe não quer me ver nunca mais. Ela é a minha mãe e eu não posso e nem vou deixar isso passar. Hoje mesmo embarco para o Rio, nem que eu tenha que gastar até meu último centavo pra comprar a passagem.


Notas Finais


Tô sem nada. Pois é. Sem computador, sem net e sem celular, a vida tá dura, tô passando por uma reabilitação forçada, mas é nóis. Só tenho esse cap e o próximo, depois eu vejo o que vou fazer pra escrever e postar o 10, enfim, love us. Até! <3


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