História Losing Control - Capítulo 15


Escrita por: ~

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Categorias Super Junior
Personagens Cho Kyuhyun, Kangin, Kim Ryeowook, Lee Donghae, Lee Hyukjae "Eunhyuk", Park Jungsu, Yesung
Tags Eunhae, Super Junior, Yaoi
Exibições 123
Palavras 2.667
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Lemon, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 15 - Donghae


O resto da semana passou rapidamente. Kyuhyun parecia relaxar um pouco, não mencionando Hyuk novamente e sendo excessivamente útil em casa. Ele estava tentando compensar pela forma como ele agiu, mas eu me perguntava se a sua mudança de humor era porque eu não tinha visto Hyukjae novamente.

As coisas tinham ficado ocupadas no centro para adolescentes problemáticos, e mesmo que eu só trabalhasse lá em tempo parcial durante a semana, eu encontrei-me indo cedo e ficando até mais tarde. Eles estavam com pouca equipe, então eu adicionei horas extras para a minha agenda, sem terem perguntado. E já que eu ainda tinha os meus compromissos semanais no abrigo, cozinha de sopa, e os outros, eu estava exausto no final do dia.

Hyukjae e eu trocamos mensagem algumas vezes, e eu me perguntava se nós dois estávamos inconscientemente tentando retardar as coisas entre nós, depois de quanto aquecida elas tinham ficado da última vez que o vi.

Depois de dormir mais tarde do que o planejado, eu estava atrasado para minha reunião na manhã de sábado. A única coisa que me impediu de chegar muito tarde foi o ônibus, que tinha cooperado e estava na hora certa. Quando entrei na sala, eu encontrei os membros do nosso grupo já sentados em semicírculo. Alguém tinha feito o café. Dei um suspiro de alívio. Tudo estava em ordem.

Cruzando a sala para frente, meus olhos se desviaram para Hyukjae. Ele virou-se para a garota ao seu lado - alguém que eu nunca tinha visto antes. Ela parecia ter a nossa idade, pequena e muito bonita com o cabelo acobreado brilhante e grandes olhos chocolate. De repente, me dei conta de que esta deve ser Ji Eun.

Heechul estava certo. Apesar de estar de alguns meses de gravidez, não parecia. Na verdade, ela vestia uma calça legging justa que mostrava como ela era esbelta, e uma camiseta branca de ombro caído.

Rasgando meus olhos para longe dela, eu percebi que Hyukjae ainda estava conversando com a menina e ainda não tinha me notado. Eu deslizei para o meu lugar e limpei minha garganta. Ji Eun e Hyukjae terminaram a conversa, e eu comecei a nossa sessão. Mas um pequeno sorriso travesso permaneceu fixo nos lábios de Ji Eun, muito tempo depois de sua conversa com Hyukjae terminar.

De alguma forma, vendo de perto o efeito que ele tinha sobre as mulheres me incomodava ainda mais do que deveria. Eu queria separar suas cadeiras, me posicionar entre eles, mas é claro que eu não fiz. Eu só continuei em frente com grupo, tentando permanecer profissional.

— Ji Eun, certo? — Eu olhei para a nova garota e ela balançou a cabeça. —Bem-vinda. Estou feliz que você esteja aqui. —Minha voz soou verdadeira, mas se ela planejava dar em cima de Hyukjae, isso iria mudar num piscar de olhos. Eu seria o único tentando-o, muito obrigado. — Por que você não se apresenta e nos diz o que você está confortável em compartilhar.

—Claro. Oi, todos. Eu sou Ji Eun. —Ela olhou em volta para os rostos do grupo e sorriu. Ela passou a explicar que ela cresceu no sistema de assistência social, e ninguém a queria - ou pelo menos era assim que se sentia, e por isso ela procurou em homem após homem complementar esses sentimentos. Ela usava o sexo para se sentir querida – ou pelo menos por apenas um curto período de tempo. Então, naturalmente, quando acabava, ela se sentia pior do que nunca.

Era um ciclo trágico que eu já tinha ouvido antes, e eu honestamente esperava que pudesse ajudá-la a quebrar. Este trabalho era difícil, mas nunca perdi a esperança de realmente chegar até alguém. Fazia tudo valer a pena. Ji Eun não mencionou a gravidez, então eu assumi que ela queria manter isso para si mesma.

Eu segui em frente, perguntando quais outras atualizações as pessoas queriam compartilhar. Mia falou sobre sua recente descoberta, eu sabia que deveria me sentir feliz e orgulhoso. Em vez disso, fiquei impressionado com um sentimento de preocupação. Quanto mais perto eu ficava de Hyukjae, mais eu me preocuparia sobre seu passado com os casos que teve, e se realmente estava tudo em seu passado. A realização foi angustiante. Será que alguma vez realmente seríamos capazes de nos mover para frente dos demônios que nos assombravam?

A possibilidade de que seu vício sexual pudesse vir entre nós, me apavorava. Será que eu seria usado e, em seguida, jogado de lado como tantos antes de mim? Eu era mais esperto do que isso, não era? As preocupações de Kyu tinham, obviamente, ficado dentro da minha cabeça.

— Donghae? — Perguntou Mia, com as sobrancelhas apertadas.

Doze pares de olhos estavam olhando diretamente para mim. Quanto tempo eu tinha estado perdido em meus próprios pensamentos? Um rápido olhar para o relógio disse-me que o nosso tempo tinha esgotado. Nossa hora acabou, e algumas pessoas já estavam fechando, pegando os casacos e tilintando as chaves do carro em suas mãos. Oops.

—Obrigado a todos. Até a próxima.

Ji Eun virou de volta para Hyukjae, como se ela tivesse passado a hora inteira apenas ansiosa para iniciar a conversa novamente.

Limpando a carranca do meu rosto, me levantei da minha cadeira e fui até a mesa na frente da sala. Tão curioso como eu estava sobre o que poderiam estar discutindo, eu me forcei a concentrar-me em outra coisa. Eu queria falar com Hyukjae, a dizer-lhe que eu não tinha parado de pensar sobre aquela noite, mas quanto mais o tempo passava, mais tolo eu sentia.

Alguns minutos depois, Ji Eun se levantou e pendurou a bolsa no ombro. Pescou o celular da bolsa e parecia que ela e Hyukjae estavam trocando números de telefone. Uma dor lancinante esfaqueou o meu peito.

Eu não deveria estar tão faminto por seu toque. Não era o meu momento mais inteligente. Mas eu não era um garoto normal. Eu estava danificado emocionalmente e me sentia tão sozinho nos últimos anos, que eu ansiava um toque físico. Mesmo de um viciado em sexo. Um homem como Hyukjae não iria saborear aqueles toques simples como eu iria. Ele não estaria deitado na cama hoje à noite pensando em como sua mão sentia escovando sobre a minha pele como eu iria. Ele usava pessoas, tomava o seu prazer e seguia em frente.

Talvez fosse a hora de eu fazer a mesma coisa. Peguei minha mochila no balcão e fugi.

HYUKJAE

Vesti-me e fui para o térreo. Ryeowook estava sentado de pernas cruzadas no chão da sala, assistindo a um desenho animado que eu sabia que tinha visto três centenas de vezes. Mas o seu projeto de ciências foi feito, então eu não iria reclamar.

Kangin e Yesung estavam estacionados junto à mesa da sala de jantar, e Yesung o estava ajudando com a álgebra.

— Cara, que porra você comeu? — Perguntou Kangin, empurrando o ombro de Yesung para ganhar alguma distância entre eles.

— Eu não sei. Comi chinês antes. Por quê? — Yesung respondeu, farejando a respiração através de uma palma da mão.

—Tem cheiro de alho e peidos. Está queimando minhas narinas, porra cara. Vá pegar um chiclete ou algo assim. Não consigo me concentrar em matemática quando meus olhos estão lacrimejando.

Yesung colocou três chicletes na boca.

—Feliz?

—Muito, — disse Kangin secamente.

—Gente, vocês estão sozinhos esta noite. Estarei no de Gus’s Pub até provavelmente duas. Liguem e peçam pizza. —Entreguei a Yesung uma nota de vinte dólares. —Tranquem as portas e fiquem dentro entendeu? — Eles concordaram em uníssono. —E me liguem se precisarem de mim.

Gostaria de saber se Donghae ainda viria até aqui, e o que ele pensaria quando os rapazes lhe dissessem que eu não estava aqui. Eu empurrei os pensamentos da minha cabeça. Não era problema meu. Nós dois provavelmente precisávamos seguir em frente antes que as coisas ficassem ainda mais complicadas. Atravessei a sala e baguncei o cabelo de Ryeowook para dizer adeus. Em seguida, abotoei a minha camisa preta e sai para a noite.

O Gus’s era uma taverna irlandesa que eu servia no bar, ocasionalmente. Quintas-feiras eram geralmente boas para pelo menos uns duzentos dólares em gorjetas, e assim, quando Hyoyeon tinha chamado mais cedo e disse que estava com pouca equipe, eu agarrei a oportunidade. Nós poderíamos usar o dinheiro, e eu sabia que se eu ficasse em casa esta noite, eu ia acabar chamando Donghae .

—Ei, coisa quente. — Hyo bateu na minha bunda em saudação.

—O que está acontecendo? — Eu balancei a cabeça em sua direção. Ela inclinou-se na cintura, estocando o refrigerador com garrafas de cerveja. Hyo era linda e ela sabia disso. Ela era alta e magra, com longos cabelos loiros e lábios vermelhos cereja. Uma série de tatuagens femininas compunha meia manga em seu braço direito – borboletas, flores, corações, coisas desse tipo. Eu estava convencido de que muitos de nossos clientes masculinos vinham apenas para dar em cima dela.

— Yunho está fora hoje à noite e também um dos nossos bares do fundo, por isso vamos estar ocupados. Espero que você possa lidar com isso.

—Eu acho que você sabe que eu posso. — Eu estava trabalhando aqui por quatro anos. Eu conhecia o lugar por dentro e por fora. Só porque eu não mantinha turnos regulares não significava nada. Atender ao bar era como andar de bicicleta. Coloque um agitador e uma garrafa na minha mão, e eu sabia o que fazer.

—Muito arrogante? —Ela brincou, piscando para mim sob espessos cílios negros.

—Não é arrogância é a verdade. — Eu pulei em ação, batendo a entrada no registro e pegando uma caixa de copos para empilhar abaixo do bar.

A multidão da noite começou a chegar e tomar assentos no bar e as mesas altas próximas. Hyoyeon e eu conseguimos manter a nossa brincadeira fácil ao misturar bebidas e servindo cervejas da torneira. Ela lançou uma tampa de cerveja no meu peito. —Ei, garoto amante. — Ela assentiu com a cabeça em direção à extremidade do bar. —Parece que você tem uma visita.

Meus olhos seguiram o olhar de Hyoyeon para o final do bar, onde o vi. Donghae. A culpa queimou no meu subconsciente por minhas ações na outra noite. Eu não podia acreditar no quão longe eu deixei as coisas irem.

—Cubra-me por um segundo? — Eu falei para Hyoyeon, já fazendo meu caminho para o final do bar.

Donghae parecia completamente fora de lugar aqui. Seu olhar correu em volta, para os corpos se acotovelando, enquanto suas mãos agarravam a alça de sua mochilar, segurando-a firmemente em torno de seu corpo. Quando seus olhos encontraram os meus, sua expressão se suavizou ligeiramente. Ele aproximou-se do bar, deslizando para um banco livre, na frente dele. O cara imediatamente à sua esquerda sorriu e empurrou-se mais perto.

Quando me aproximei, os olhos de Donghae levantaram para os meus e ele mordeu o lábio, parecendo inseguro sobre estar aqui. Malditamente certo, ele deve se sentir inseguro. Este lugar era um mercado de carne e ele era um delicioso bife suculento.

O idiota ao lado dele levantou a mão para chamar minha atenção.

—Outra cerveja e tudo o que essa coisa linda quiser.

Os olhos de Donghae se arregalaram, como se de repente ele percebesse que vir sozinho a um bar pode não ter sido a melhor opção. Mas eu não iria deixar que nada acontecesse a ele.

Inclinei-me mais perto, ficando na cara do sujeito. —Você acabou aqui. Eu não vou servir-lhe mais alguma coisa, e você certamente não está comprando uma bebida para ele. Eu sugiro que você saia.

—O que...

Bati um punho para o bar e o cara levantou-se rapidamente e saiu.

—Por que você fez isso? — Ele perguntou, olhando perplexo.

Eu não poderia explicar minhas ações para ele. Não até que ele explicasse algumas coisas para mim em primeiro lugar. —Por que você veio aqui?

—Seus irmãos disseram que você estava fora. Eu estava preocupado que estava...

—Me embebedando e pegando mulheres? —Eu disse.

Ele assentiu com a cabeça.

—Não. Só estou trabalhando. —Cristo, ele estava me olhando com aqueles bonitos olhos infantis, olhando para mim como se ele estivesse tanto magoado, como desapontado. Virei-me para o cara perto de nós. —O que eu posso fazer por você?

—Bud Light. — ele falou. Abri uma garrafa e a entreguei a ele, socando o pedido no caixa, para adicioná-la à sua guia antes de voltar para Donghae.

—Sem brindes, querido. Você quer algo para beber? — Hyo disse a Donghae, de repente, em pé ao meu lado.

—Ele é um amigo, Hyo. Recue.

Hyoyeon riu, jogando a cabeça para trás. —Sim, eles são todos os seus amigos até de manhã. Certo, Hyuk?

A curiosidade queimou no olhar de Donghae quando ele avaliou Hyoyeon. Olhando para trás e para frente entre nós, eu podia ver as rodas girando na cabeça de Donghae, perguntando sobre minha história com essa loira mal-humorada. Bastou um pequeno olhar de Donghae e eu me senti indigno dele. Isso nunca iria funcionar. Por que ele estava aqui? Ele não recebeu o memorando depois na outra noite? A menos que ele estivesse de volta para mais...

Donghae tirou o olhar de Hyoyeon para se concentrar de volta em mim, e endireitou os ombros.

—A que horas você sai?

—Duas. — eu resmunguei, me perguntando o que ele estava fazendo.

—Eu vou esperar então. Dê-me uma Coca-Cola Diet, por favor.

Hyo revirou os olhos e se afastou violentamente. Merda, eu não sabia qual era o problema dela com Donghae estar aqui. Contanto que eu fizesse o meu trabalho, ela não devia se preocupar que Donghae estava ficando no final do meu lado do bar.

—O que você pretende fazer? Ficar aqui e tomar conta de mim, se certificar de eu vá direto para casa depois do meu turno? —Ele não respondeu. Em qualquer outra circunstância, isso poderia ter me irritado, mas vindo de Donghae, eu sabia que sua preocupação era genuína. —Se temos alguma chance, você tem que confiar em mim, anjo.

Seus olhos brilharam nos meus.

—Você confia em si mesmo?

Inclinei-me mais perto.

—Em torno de você? Não.

Rubor coloriu suas bochechas.

—Eu fui à sua casa. Eu ainda devo um jantar a vocês, e quando Yesung me disse que você estava aqui, em um bar, o que eu deveria pensar?

—O pior, aparentemente.

Seu olhar se concentrou em Hyoyeon, que ainda estava nos observando com uma carranca.

—Você dormiu com aquela garota? — Ele inclinou a cabeça em direção à extremidade do bar, onde Hyo estava polindo copos de cerveja.

Merda.

—Uma vez. Há muito tempo atrás.

Seu rosto caiu.

—Ei...— Peguei a mão dele e trouxe-a para os meus lábios. —Eu ficaria feliz se você ficasse esta noite e esperasse por mim.

Ele mordeu o lábio, como se estivesse decidindo.

A verdade era que eu confiava completamente de estar em torno de Hyo. Nós tínhamos feito sexo uma vez, há dois anos, logo depois que ela começou a trabalhar aqui. E apesar de seu flerte constante comigo, eu via estritamente como uma coisa única. Se Donghae estava disposto a ficar aqui a noite toda, eu não iria me negar a chance de estar perto dele.

—Você quer que eu peça um pouco de comida? Temos uma cozinha completa.

—Claro. O que é bom aqui? —Ele se inclinou para mim, se estabelecendo.

Logo após a uma da manhã, Hyoyeon me disse para ir em frente e sair. A multidão tinha morrido, a maioria, mas eu acho que ela cansou de observar a mim e Donghae roubando olhares um para o outro durante toda a noite. Normalmente eu me sentiria mal deixando uma colega de trabalho com toda a limpeza de final de turno, mas eu estava louco para ficar sozinho com Donghae novamente.

Eu bati o ponto no fundo e me lavei antes de encontrar Donghae. Ele deslizou fora de seu banquinho e se espreguiçou.

—E agora?

Eu queria ficar sozinho com ele no meu quarto de novo, mas eu sabia que precisava me puxar antes que eu o empurrasse longe demais.

—O que você quiser.

—Podemos voltar para a sua casa?

—Os caras estarão dormindo. — Eu precisava que ele entenda o que estava me pedindo. Nós estaríamos sozinhos, sem nada para me distrair e sem ninguém para protegê-lo.

Ele levantou-se na ponta dos pés e se inclinou até que seus lábios roçaram meu ouvido.

—Eu vou ficar quieto.

Sangue voou para o sul, para a minha virilha, fazendo-me instantaneamente duro.

—Vamos.



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