História Losing Grip - Reader - Capítulo 2


Escrita por: ~

Exibições 65
Palavras 2.428
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Ficção, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Terror e Horror, Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Me desculpem a demora para postar este capítulo! Eu estava com dificuldade para arrumar e corrigir alguns erros mas finalmente ele chegou!
Só queria dizer que não demorará para sair novos capítulos.
Outra coisa, na fanfic terá coisas extremamente nojentas, mas não à ponto de te fazer vomitar, apenas algo incomum de se ver, como por exemplo: Ingerir órgãos entre outras partes do corpo, sangue, estupro etc, também terá diversos palavrões, cenas de sexo explícito e etc, ah! só para deixar claro, eu não apoio nada do que está escrito aqui nesta fanfic, nem nada de apologias.
Grata.
Recomendo ler este capítulo ouvindo Naked da Avril Lavigne;

Capítulo 2 - Capítulo 1 - Memórias


Washington, D.C — 07:30PM

 

Estava voltando da escola, estava um pouco frio, mas nada que me impedisse de estudar e passar um tempo com a minha irmã mais nova, Amy, ela é a coisa mais fofa que eu já vi no mundo, dois anos depois da separação dos meus pais, Josh teve um filho com a minha madrasta. Na época eu era um pouco novinha e não dava muita atenção para a minha nova família, porque eu tinha coisas mais legais para fazer, como por exemplo: Sair com um novo amigo. — Apesar de nos conhecermos pouco, eu acho ele uma pessoa e tanto. Nosso primeiro contato foi quando estava chovendo, então eu emprestei meu guarda-chuva à ele. Depois do ocorrido, sempre que podíamos, nos encontrávamos no mesmo lugar diversas vezes. Meus pais não estavam cientes de tal situação, portanto eu fugia alguma vezes.

 

— Hey! Vai devagar, pirralha. — Ele disse de forma ofegante enquanto corria atrás de mim.

— Nem pensar! Assim eu vou perder! Corra mais rápido! — Parei um pouco para observar sua lerdeza e fraqueza, Toby era realmente muito fraco, quem não o conhece, com certeza pensa que ele é doente. — Vamos, Toby! — Gritei mais uma vez.

Desisti de esperar ele e resolvi ir em sua direção, andei em passos lentos e descansei meus olhos sobre aquele cabelo castanho claro. Ele estava de joelhos na rua bastante ofegante, me aproximei mais, à ponto de tentar pegar em suas mãos, misteriosamente coberta por faixas brancas, mas ele foi mais rápido e agarrou minha mão, soltando um sorriso assustador.

— Ah! — Gritei um pouco, tentando soltar minha mão. — V-você… Me enganou! Idiota! — Inflei as bochechas e virei de costa, cruzando os braços e fingindo sua existência.

— Qual é, pirralha. Foi engraçado! — Riu ele. O mesmo tentou se aproximar de mim, mas eu desviei, ainda de bochechas infladas. — Hey! Vai mesmo me ignorar?

— Você não sabe brincar. — Falei ainda virada. Apenas ouvi sua respiração, me virei e me deparei com um Toby fazendo cara de pidão, não me contive, o perdoei. — Ok! Mas só porque você é fofo! — Ele corou e eu me fiz de difícil, virei a cara.

Depois, meu pai me chamou, e eu tive que ir embora. Então me despedi dele e fui correndo para casa, meus pais não sabiam da nossa relação, mas acho que não teria problema contar para eles, já que somos apenas amigos.

Antes de ir embora, me virei e vi que ele ainda estava lá.

— Hey! Semana que vem é meu aniversário, você poderia ir? — Perguntei animada. Ele apenas se virou para mim e assentiu com a cabeça, esboçando um sorriso. Sorri de volta e corri para dentro de casa.

 

Quando eu estava prestes a completar quatorze anos, eu fiz uma festa de aniversário, e obviamente o convidei, mas depois de horas de espera, ele não compareceu… Logo no meu aniversário! Que era pra ser uma data importante e alegre… Mas infelizmente não foi como eu queria. Andei um pouco mais para poder chegar em casa mais rápido e me deparar com Amy dormindo no sofá, como sempre, suspirei e sentei, fiquei debaixo de uma parada de ônibus.

 

— Mas eu posso escolher sozinha…!  — Supliquei à Minha mãe, que escolhia os vestidos para a minha festa de aniversário.

— Querida, você tem que estar bonita para a sua festa.  Vários amigos e outros parentes vão estar lá! — Minha mãe disse. Mas se bem que eu não conheço a maioria dos meus parentes, minha mãe fala deles achando que eu tenho algum conhecimento sobre os mesmos.

— Mãe, eu não conheço a maioria!

— Claro que conhece, mas você era criança.

— Mãe… Quando eu era criança não sabia nem onde era minha frente… — Falei emburrada. — Ela apenas me fuzilou com o olhar e em resposta eu me encolhi na cama. Talvez eu não deveria ter dito aquilo, eu acho…

— Você sabe quem virá para a sua festa? — Perguntou ela, tentando quebrar o silêncio.

— Apenas um amigo confirmou presença até agora. — Falei erguendo o dedo indicador. — Ele é um pouco mais velho que eu, mas é legal! — Resolvi contar, afinal, uma hora ou outra elas teriam que saber a verdade, certo?

— Sério? — Minha mãe fingiu se impressionar. — E qual é o nome dele?

— É Toby! Ele tem quinze anos e gosta de brincar comigo, bem, às vezes. — Sorri.

— Estou louca para conhecer este rapaz. — Ela falou em um tom irônico. Talvez ela estivesse realmente falando a verdade. Apenas sorri de volta e esperei que ela terminasse de procurar o meu vestido para mais tarde, (mas é claro que eu não vou usar um vestido).

Esperei que minha mãe saísse do quarto e corri para o guarda-roupa, tirei de lá uma calça jeans rasgadas e uma blusa de manga preta, com um desenho de uma flor com Glitter amarelo e vermelho ao redor de suas pétalas. — Apesar de que hoje em dia eu acho esse tipo de roupa muito brega, mas na época eu era uma criança. Terminei de arrumar minhas roupas e fui correndo para a cama descansar um pouco, quando sou surpreendida com alguns toques na janela de meu quarto, no começo eu fiquei um pouco apavorada já que não era muito normal isso acontecer, mas logo tomei coragem e foi até a janela.

O que estava à minha frente era um garoto de cabelos castanhos escuros e uma pele extremamente alva.

— Toby, o que você…? — Fui cortada por ele.

— Escuta, não estou muito afim, de explicar, posso ficar um pouco com você? — Perguntou ele, e eu senti um rubor em minhas bochechas.

— C-claro, m-mas…E-eu posso saber?

— Estou tendo alguns problemas com o meu pai. — Ele suspirou e olhou para o teto.

— Entendo… Meu pai e eu costumamos discutir às vezes, mas ele sempre me perdoa. — Tentei sorrir de forma acolhedora, ele sorriu de volta e afagou meus cabelos.

— Mas no meu caso, nós não só discutimos, como ele também quer que eu me vire sozinho. Eu não posso fazer nada com essas mãos! — Gritou ele, mostrando suas mãos envolvidas com faixas brancas. As fitei por um breve momento e com uma grande interrogação na face.

— Você tem alergia? Ou ele que… Te bate? — Falei a última parte com bastante dificuldade.

— Nah, ele não encosta um dedo em mim.

Esbocei um sorriso amarelo e comecei a andar de um lado para o outro no quarto. Estava começano a ficar frio, mas ainda haviam passarinhos cantando como se fosse de manhãzinha. Depois de algumas horas Toby disse que ia para casa, eu pedi que ele ficasse, já que eu estava um pouco preocupada com ele, mas ele disse que ia ficar bem. Então me despedi dele, agora é só esperar a hora da festa, brevemente iríamos nos encontrar de novo.

Tomei um banho rápido e após sair do banheiro me vesti, passei um pouco de perfume e deixei meu cabelo secar naturalmente. Me olhei por um tempo no espelho e já estava pronta. Corri para o primeiro andar e já tinham pessoas me esperando lá, todas me cumprimentaram e entregaram presentes, eu agradecia com um sorriso e deixava os presentes em um canto qualquer. Optei por esperar Toby sentada, algumas crianças me chamavam para brincar junto delas, mas eu dizia que estava esperando alguém.

Mas logo, o fluxo de convidados estava diminuindo, olhei para um relógio de parede e vi que já marcavam nove e quarenta e cinco da noite. Esperei mais um pouco, mas novamente, olhei as horas no relógio e marcavam quase onze horas.

— É… Ele não vem… — Sussurrei para mim mesma, me levantando da cadeira e indo em direção ao meu quarto. Todos os convidados já tinham ido embora.

Aquela com certeza foi a pior noite da minha vida…

 

Pode até ser frescura ou alguma coisa do tipo, mas ele era o único amigo que eu tinha que me dava atenção, o resto não falava comigo, e só falava quando queria alguma coisa. Afastei um pouco estes pensamentos e me peguei derrubando algumas lágrimas.

— Estou fazendo isso de novo… Que babaca eu sou… — Sussurrei para mim mesma. Me encostei no suporte e esperei que o ônibus viesse. Depois de longos minutos esperando, ele finalmente chegou, entrei no mesmo e dei algumas notas para o motorista e logo sentei em um lugar afastado perto da janela. Mal esperava para chegar em casa e tomar um banho relaxado.

E sobre o Toby? Eu nunca mais o vi, não sei o que aconteceu com ele e nem sei se gostaria de saber. Mas infelizmente ou felizmente, meu coração ainda sente saudades dele.

Se passaram apenas dois anos…

Dois anos é muita coisa. Suspirei e encostei a cabeça no banco, não podia dormir, caso contrário, perderia o ponto da minha casa, então encarei a paisagem e esperei que chegasse em casa.

 

[...]

 

— Cheguei! — Abri a porta de casa e deixei minha bolsa em um canto qualquer. Estava tão silencioso que podia ouvir o estalo de meus sapatos no chão de casa. Andei até os corredores que ligavam os quartos e a porta do quarto de Amy estava aberta, olhei de relance e não encontrei ninguém. — Será que eles saíram...? — Dei de ombros e voltei até a sala escura para acender a luz.

— Surpresa! — Três figuras estavam paradas atrás do sofá com as mãos levantadas e com um pequeno bolo confeitado em mãos. — Parabéns, irmãzona! — Amy correu até mim com o bolo e me deu um abraço.

Eles realmente não me ajudam em nada… Mas agradeço por esta festa.

— Obrigada, Amy! — Acariciei seus cabelos castanhos e sorri. — Obrigada também, pai, Alícia. — Falei olhando para cada um com um olhar de agradecimento.

Amy deu um pedaço do bolo para mim, mesmo ela comendo metade do mesmo, ainda sobrou um pouco para os meus pais.

— Minha garotinha está fazendo dezesseis anos. — Josh disse, bagunçando meus cabelos. — Estou ficando velho.

— Meu velhinho. — Alicia disse, agarrando-o pelo pescoço e depositando aluns beijos em seu pescoço.

— Ei.. Na frente da Amy não. — Sussurrei para eles, tapando os olhos da mesma.

— Tem razão. — Alicia disse, se separando dele, mas ainda deixando seu braço em seu pescoço.

Depois de comemorarmos um pouco, todos foram dormir, menos Alicia e eu. Depois que terminei de colocar Amy para dormir, fui assistir um pouco de televisão. Coloquei um short cinza e um moletom rosa, sentei-me no sofá ao lado da mesma e abracei um travesseiro.

— [Y/N]? — Chamou-me.

— Sim?

— Você… Me enxerga como… Mãe? — Me assustei com aquela pergunta e logo perdi o equilíbrio. — Seja sincera.

— Eu ainda sinto saudades da minha mãe, eu sempre posso visitá-la… Mas você me lembra ela. — Sorri, e ela sorriu de volta.

— Eu conversei com o seu pai. E acho que deveríamos ter um tempo só para nós duas, sabe? Papo de mulher. — Soltou uma risadinha abafada.

— Que tal começarmos agora? — Sugeri, mesmo não querendo.

— Ótimo. — Ela se arrumou, ficando de frente para mim. Eu enxergava o seu rosto graças á pouca iluminação da tv. — Você tem algum namoradinho? — Perguntou de forma maliciosa.

Minhas bochechas coraram e eu pude sentir isso. Maldita adrenalina.

— Não… — Falei tentando não gaguejar.

— Seu pai provavelmente não gostaria.

— Eu sei… — Falei meia tristonha. — Mas ele tem que aceitar.

Ela bocejou um pouco e espreguiçou-se. Me olhou um pouco sonolenta e falou que ia dormir, ela se levantou do sofá e a segui com os olhos. Ela andou até o seu quarto e abriu a porta, mas antes de adentra sussurrou-me um Boa noite.

— Boa noite… — Sussurrei de volta. E comecei a surfar os canais, até que me deparei com um programa de notícias, resolvi parar para ouvir. Todas as mesmas notícias, até que aparece uma em destaque.

‘’Na noite de hoje, houve um assassinato relatado por quatro pessoas, não há suspeitos ainda. As vítimas eram um grupo de crianças de uma escola secundária que brincavam próximo à floresta, as crianças tinham sido espancadas e esfaqueadas até a morte, os polícias descobriram uma arma na cena do crime que é um velho machado.

Os investigados puxaram o nome de um possível suspeito, Toby Rogers de dezessete anos, que há algumas semanas havia esfaqueado o próprio pai até a morte e provocara um incêndio para encobrir sua fuga. Acredita-se que ele esteja vivo, pois seu corpo nunca fora encontrado.’’

No canto da tela, havia uma foto do suspeito, e não era possível, era ele… Nem prestei atenção nos comentários dos âncoras, eu estava em choque. Não acredito que o Toby que eu conheci há dois anos atrás pode ser um psicopata que matou o próprio pai e mais umas quatro crianças. Logo Amy veio em minha cabeça, comecei a tremer e através de minhas mãos, percebi o quanto minha pele estava pálida.

I wake up in the morning

Put on my face

— E o pior é que esse… Marginal matou as crianças na escola da minha irmã… Não posso mais deixá-la sozinha… — Falei para mim mesma cerrando os dentes. Mas também acho que estou sendo um pouco exagerada..

The one that's gonna get me

Through another day

Doesn't really matter

How I feel inside

This life is like a game sometimes

Parece que agora eu tinha um bom motivo para odiá-lo. É bom ele não aparecer mais naquela escola… Mas eu duvido que isso vá acontecer novamente, nesse momento, ele deve estar sendo devorado por ursos no meio da floresta. Levantei-me do sofá e andei até a janela, apoiei minha mão no vidro e observei a luz do poste piscar involuntariamente.

Then you came around me

The walls just disappeared

Me afastei da janela e fui em direção ao meu quarto, abri a porta e adentrei. Desde que meus pais se separaram eu havia mudado de casa, agora minha mãe que mora na antiga casa, bem onde eu o conheci... Eu também espero que ele não ache que eu ainda esteja morando lá. Me deitei na cama e tentei adormecer. 

Nothing to surround me

Keep me from my fears

I'm unprotected.

 


Notas Finais




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