História Losing Your Memory - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Demi Lovato, Wilmer Valderrama
Personagens Dallas Lovato, Demi Lovato, Wilmer Valderrama
Tags Dilmer
Visualizações 120
Palavras 1.521
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 8 - Oh God, no


  Os fracos raios de sol surgiram após mais uma noite chuvosa, iluminando levemente o quarto branco. O som irritante das máquinas soou ainda mais alto na quietude do início da manhã no hospital.

_ Ei. – sussurrei ao vê-lo abrir os olhos lentamente. O sorriso em meu rosto surgiu involuntariamente, eu mal podia acreditar que ele estava ali, vivo, acordado, já agradeci tanto a Deus por isso que cheguei a perder as contas.

_ Ei. – sua voz rouca de sono continuava tão linda quanto da última vez que eu a  ouvi. _ Que horas são?

_ Quase sete, ainda é muito cedo. – me atrevi a correr os dedos por seu cabelo curto, a sensação familiar contra meus dedos fez meu sorriso aumentar. _ Você devia voltar a dormir.

_ Eu estou bem. Já você, parece exausta, precisa descansar. – a preocupação era notável em sua voz e eu quase podia esquecer do fato de que, para ele, eu era uma completa estranha.

_ Está tudo bem, não se preocupe comigo. Você está sentindo alguma dor? – meu lado preocupado logo apareceu, me fazendo franzir as sobrancelhas.

_ Minha cabeça ainda dói, mas não há porque se preocupar. Para alguém que quase morreu, isso é bem aceitável, até. – ele riu levemente me fazendo sorrir de novo. Era fácil sorrir com ele por perto, Deus, como eu sentia sua falta.

_ Você não quer que eu chame um médico ou... – Wilmer me interrompeu, segurando minha mão quando fiz menção de me levantar. Seu toque fez me corpo se arrepiar e senti a familiar corrente elétrica passar por mim, antes que ele me soltasse lentamente.

_ Você não tem que se preocupar, já disse que estou bem. Nós podemos falar sobre outra coisa? – seu sorriso  fez meu coração derreter e tenho certeza que teria dito sim pra qualquer coisa que ele pedisse.

_ Sobre o que quer falar? – seus olhos me sondaram de forma curiosa.

_ Você. Eu quero saber tudo sobre você, quero conhece-la, eu acho que preciso saber mais sobre a garota que levou me coração. – a doçura em suas palavras me fez corar e eu encarei o chão, envergonhada.

_ Vamos ver, eu sou do Texas, tenho alergia a um monte de coisas, tipo várias coisas mesmo, minha cor favorita é preto, eu adoro gatos, mas, como você pode imaginar, sou alérgica a eles também... – listei fatos aleatórios sobre mim. _ Eu sou um desastre na cozinha, uma vez eu tentei fazer o jantar, parecia tudo certo, mas nós passamos três dias doentes... – Wilmer me interrompeu com uma risada.

_ Bom, eu acho que estou feliz por não me lembrar disso. Será que você colocou fogo na casa também? – eu ri alto.

_ Ei, isso só aconteceu uma vez, okay? Eu estava tentando fazer o café da manhã e a torradeira pegou fogo, eu nem sei como isso aconteceu, então eu tentei apagar com um pano, mas ele pegou fogo também. – fiz beicinho. _ De repente eu e a cozinha estávamos completamente cobertas pela espuma do extintor e você não conseguia parar de rir. Você até tem uma foto escondida m algum lugar.

_ Eu com certeza espero me lembrar disso um dia. Eu preciso encontrar essa foto. – soltei uma gargalhada e ele me fitou com um sorriso.

_ Eu gosto do som da sua voz.  – corei. _ Como nós nos conhecemos?

_ Estávamos participando de uma campanha para o Voto Latino, nós atuamos juntos e nos tornamos amigos. Eu estava interessada em você desde o começo, mas você dizia querer apenas minha amizade por eu ser muito nova, mas, bem, não isso não deu muito certo, não é? – eu ri e ele me acompanhou. _ Nós começamos a sair quando eu fiz dezoito anos.

_ Como foi? A diferença de idade não foi um problema? – sua voz era genuinamente interessada e eu suspirei.
_ Sim, no começo. O primeiro ano foi o mais difícil. As pessoas não nos aceitavam e nós não sabíamos muito bem o que estávamos fazendo. Foi uma época complicada e nós terminamos diversas vezes. Mas com o tempo, aprendemos a lidar com isso.

_ Nós devíamos ser incríveis juntos. – O latino sorriu.

_ Nós éramos.

Até eu estragar tudo.

_ Eu gostaria de me lembrar de você e de tudo o que passamos.

Se você se lembrasse, querido, iria me querer o mais longe possível.

O nó em minha garganta me impediu de responder e quase agradeci quando Sobeida entrou no quarto, quebrando o clima desconfortável. Ela o beijou delicadamente na testa antes de se dirigir a mim.

_ Bom dia querida. – sua voz doce lembrou-me do tempo em que ela ainda não me odiava. _ Você parece exausta, devia ir para casa descansar. Há milhares de fãs na porta perguntando por você.

_ Fãs? – Wilmer fitou-me em confusão. _ Você é como alguma socialite famosa ou algo assim? – eu ri.

_ Não, na verdade, eu canto. – ele arregalou os olhos.

_ Você é cantora? Esse é o tipo de coisa que você claramente devia dizer ao falar sobre si mesma. – eu ri de sua cara de espanto e fui acompanhada por Sobeida.

_ Você devia ver a sua cara, Will. – ele riu.

_ Ei, eu descobri que a minha namora que eu acabei de conhecer é uma estrela da música, isso é muito louco.

_ Louco? Isso porque você não se lembra do Eduardo Fresco... – gargalhei e o homem riu me fitando confuso.

_ Fresco? Que tipo de nome é esse? Quem é esse cara? – dessa vez foi a vez de Sobeida gargalhar.

_ É você... – fui interrompida pelo som irritante do meu celular. _ Com licença. – sai do quarto e me direcionei ao corredor. Suspirei ao ver o nome de Nicholas piscar na tela.

_ Alô?

_ Demi, ei, sou eu Nick.

_ O que você quer? – a irritação em minha voz era quase palpável e me afastei do quarto, caminhando em direção à cafeteria.

_ Você não acha que precisamos conversar? – minha boca caiu aberta e não sei como meu celular não teve o mesmo fim quando vi Nicholas Jonas parado a minha frente com um sorriso debochado, isso claramente não estava acontecendo.

_ Como você se atreve a aparecer aqui? – se eu pudesse gritar, eu com certeza estaria colocando esse hospital abaixo, mas  como eu não queria ser expulsa, apenas sussurrei. – ele riu.

_ Isso é jeito de tratar os amigos, Demétria? Eu só vim ver como Wilmer está. – ele correu os dedos pelo cabelo ainda curto e suspirou. _ Você não acha que precisamos conversar sobre o que aconteceu?

_ Isso não é hora e nem lugar pra isso. Por favor, Nick, não torne as coisas mais difíceis.

_ Você não pode fugir disso pra sempre, Demi.

Você não sabe como eu gostaria.

_ Eu sei, só... Agora não, por favor. – ele olhou fitou o chão antes de me olhar novamente.

_ Okay, tudo bem. – exalei em alívio.

_ Obrigada. – Nick acenou, compreendendo.

_ Você pode me levar até o quarto dele? _ ele parecia constrangido e, talvez, se a situação fosse outra eu teria rido.

_ É claro. – Nós caminhamos em silêncio pelo corredor até a porta do quarto de Wilmer e eu fitei Nicholas sem expressão.

_ Eu não sei como dizer isso. – o homem me fitou curioso. _ Ele não se lembra...

_ O que? Não se lembra do que? Do acidente? – Nicholas parecia confuso e eu senti novamente o nó em minha garganta.

_ Ele não se lembra de nada dos últimos seis anos, Nick. Ele não se lembra de nada do que aconteceu e nem de mim. – Eu podia sentir as lágrimas querendo vir novamente.

_ Isso é algum tipo de brincadeira, não é? – agora ele parecia atordoado e eu não podia culpa-lo, porque parte de mim ainda estava da mesma forma.

_ Não... – minha voz embargou e eu me permiti relaxar quando ele envolveu seus braços ao meu redor, eu nem mesmo percebi que as persianas do que cobriam a janela do quarto estavam abertas. Nicholas segurou meu rosto e secou uma tímida lágrima que ameaçou cair.

_ Eu sinto muito. – eu sorri, mesmo sem vontade, eu sei que ele realmente estava sendo sincero.

_ Eu também... – me afastei de seu abraço e sequei meu rosto. _ Me dê um segundo pra falar com ele antes de você entrar.

Nicholas acenou com a cabeça e eu o deixei no corredor. Ao abrir a porta, Wilmer me fitou da cama e parecia irritado. Eu quase perguntei se havia acontecido algo quando sai, mas não tive a oportunidade, já que sua voz grave me interrompeu.

_ Quem é esse homem e o que ele estava fazendo com você? – Seu tom rude me trouxe lembranças da noite em que ele descobriu a verdade e eu congelei.

Por deus, teria como isso tudo ficar pior?



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