História Lost - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Jimin, Namjin, Vkook, Yoonseok
Exibições 5
Palavras 4.953
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Bem vindos!!!

Espero que gostem!!

Vou tentar postar todo domingo!

Boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo 1


Fanfic / Fanfiction Lost - Capítulo 1 - Capítulo 1

Capítulo 1

“Perdi meu caminho

Constantemente empurrando, sem descanso, dentro das tempestades severas”

BTS – LOST (Tradução)

POV Min Yoongi

Acordei com o maldito despertador tocando, minha vontade era jogar meu celular o mais longe possível, mas consegui me segurar e apenas desliguei aquela coisa barulhenta. Levantei da cama levando os lençóis até o chão, fui direto para o banheiro tomar um banho. Tinha meia hora para sair de casa e ir para a escola, antes do meu pai começar a encher o saco. Tomei um banho rápido e vesti meu uniforme.

- Você pode fazer isso. – Falei para mim mesmo ao me olhar no espelho. – Você é tão normal como todas as outras pessoas.

Dei um dos meus raros sorriso e sai do quarto levando minha mochila, cheguei à cozinha e logo fui expulso pela empregada que disse que eu devia ir comer na mesa. Então fiz o meu caminho até a copa onde vi meu pai sentado na cabeceira da mesa lendo um jornal. Sentei no meio da mesa, dois lugares de distancia dele.

- Acordou cedo! – Ele disse sem nem me olhar.

- Tenho aula. –Falei simplesmente, claro que ele iria esquecer sobre isso.

- Ah é mesmo. – Ele disse dobrando o jornal. – Espero que não envergonhe a sua família.

- Não se preocupe eu não tenho uma família para envergonhar. – Falei levantando e pegando umas torradas. – Estou indo.

- Volte agora mesmo, Min Yoongi. – Escutei meu pai gritar, mas apenas ignorei apresando meu passo.

Sai da casa e antes mesmo que pudesse sentir o gostinho de liberdade, Jin, que era mais meu amigo que um motorista, veio até mim e me guiou até o carro. Entrei nele sem protestar, pois sabia que isso poderia piorar ainda mais a minha situação, se é que fosse possível.

Podem achar que eu estou sendo grosso com o meu pai, mas apenas estou evitando uma briga que ira faze-lo me internar novamente. Fazia apenas alguns meses que eu tinha saído daquele maldito hospital e eu não queria voltar para lá tão cedo. O caminha até a escola foi bem rápido, resultado cheguei bem antes do horário. Fiz uma nota mental para botar meu despertador para mais tarde, assim poderia dormir por mais tempo.

...

- Antes de começar a aula gostaria de apresentar seu novo colega. – O professor disse e apontou para mim.

- Min Yoongi. – Falei simplesmente e voltei a olhar para o professor.

- Ah, pode-se sentar na cadeira vaga do fundo. – Ele disse meio sem graça com aminha apresentação, ou a falta dela.

Andei até o lugar que ele me indicou e me vi sentado ao lado da parede. Ótimo dá para dormir, pensei colocando minha mochila em cima da mesa e deitando a minha cabeça nela. Acho que meu pai veio até aqui conversar com o Diretor, pois o professor não ficou chamando minha atenção mesmo eu tendo dormido até tocar o sinal. Levantei a cabeça quando senti um leve cutucão nos meus ombros.

- Você não deveria dormir assim. – Disse a pessoas ao meu lado. – O professor estava dando uma matéria importante e que provavelmente irá cair na prova.

Pisquei meus olhos meio desnorteado e assim que meus olhos conseguiram focar na imagem a minha frente a primeira coisa que pensei foi que ele era bonito.

- Toda matéria é importante. – Resmunguei e voltei a deitar, sem me abalar com a sua beleza.

- Então deveria prestar atenção. – Ele disse me cutucando novamente.

- E você deveria parar de encher o meu saco. – Eu disse levantando minha cabeça e dando o meu melhor olhar mortal para ele que apenas ri.

- Vejam só temos um mal humorado aqui. – Ele disse e me estendeu a mão. – Agora que eu tenho sua atenção posso me apresentar, sou Jung Hoseok.

- Desprazer. – Falei e olhei para frente o deixando no vaco quando a professora entrou na sala.

- Se quiser pode vir almoçar comigo e meus amigos. – Ele disse sem se abalar com a minha grosseria.

Apenas dei um olhar de lado para ele e apontei para a professora. Ele riu e concordou com a cabeça olhando para frente. Os horários seguintes seguiram do mesmo jeito do primeiro, eu pude dormir e mexer no celular à vontade sem nenhum professor reclamar comigo.

Logo que deu o horário do almoço eu peguei a minha carteira dentro da mochila e sai da sala. Do lado de fora estava o garoto de mais cedo encostado na parede, quando meu viu sorriu e desencostou da mesma e veio até mim.

- Vamos? – Ele perguntou parando ao meu lado.

- Para onde? – Perguntei levantando a sobrancelha.

- Almoçar comigo e meus amigos. – Ele disse e percebi seu sorriso diminuiu um pouco.

- Não, obrigado. – Falei dando as costas para ele.

- Sei que você é novo aqui e não conhece ninguém, mas se continuar com essa atitude ninguém vai querer ser seu amigo. – ele disse vindo até mim.

- Não estou aqui para ser amigo de ninguém.- Falei sem olha-lo.

- Nossa você é realmente impossível. – Pensei que depois disso ele iria desistir, mas ele apenas me seguiu em silencio até o refeitório.

O lugar não estava tão cheio quanto eu pensei que estaria, então apenas peguei minha bandeja e comecei a me servi, quando terminei paguei e fui até uma mesa no canto onde não tinha ninguém. Estava comendo quando três cara sentaram na minha frente na mesa. Lancei o meu melhor olhar mortal para eles que logo ficaram sem graça.

- Hoseok falou que podíamos sentar aqui. – Disse um deles que tinha cabelo ruivos.

- E por que ele disse isso se eu não o convidei e nem a ninguém para sentar aqui. – Resmunguei.

- Essa mesa é da escola. – Disse o assunto sentando ao meu lado. – Não precisamos pedir permissão para você.

- Então ela é toda sua. – Falei levantando e já ia saindo do refeitório quando sinto alguém agarrar meu braço.

- Suga? – Disse a tal pessoa, e quando eu me viro para ver quem é fico sem saber o que falar. – É você?

- Conhece ele, Tae? – Ouço a voz do tal Hoseok e olho para ele sem saber o que dizer.

- Sim. – Tae responde. – Como você tá?

- Eu... – Eu realmente não esperava ver ele aqui, de todas as pessoas no mundo o Tae era a ultima que eu queria ver. – Eu tenho que ir.

Soltei meu braço da sua mão e sai quase que correndo do refeitório, entrei na sala de aula que tinha umas cinco pessoas, mas nem liguei. Peguei minhas coisas e sai indo em direção do portão da escola.

- Suga! – Ouvi a voz dele de novo me chamando.

Ignorei totalmente e só parei quando o porteiro parou na minha frente.

- Onde pensa que vai? – Ele disse e apontou para a entrada do prédio. – Pode voltar.

- Sou Min Yoongi. – Falei e ele rapidamente mudou a postura.

- Desculpe senhor. – Ele disse se curvando e abriu o portão.

- Vai fugir de novo? – Disse Taehyung me fazendo virar para ele e vi que os garotos de antes estavam atrás dele assim como Hoseok que me olhava preocupado.

- Que eu sabia é você que foge. – Falei para ele no meu tom indiferente e ele me olhou magoado.

Dei as costas para todos e segui sem rumo. Não queria voltar para casa e ver o sorriso de vitória estampado na cara do meu pai apenas fui andando sem um destino certo. Depois de andar e andar fiquei cansado e entrei em uma cafeteria logo pedindo um café e um pedaço de torta, meu celular começou a toca e vi que era o motorista.

- Oi. – Falei baixinho como se me desculpasse por não estar onde deveria. – Estou em uma cafeteria em... Não faço a menor ideia de onde estou.

- Não saia dai, vou rastrear seu celular. – Ele disse preocupado. – Estou indo te pegar.

- Ok. – Falei e encostei minha cabeça em minhas mãos.

- Podemos conversar? – Escutei a voz de Tae.

- Como você me achou? – Perguntei mais que surpreso por ver ele ali.

- Essa cafeteria é perto da minha casa então estava passando e te vi aqui. – Ele disse dando de ombro e se sentando na cadeira a minha frente. – Por que agiu daquele jeito na escola?

- Fui pego de surpresa. – Eu disse simplesmente.

- Desculpa. – Ele disse e abaixou o olhar. – Eu te abandonei quando você mais precisava de mim.

- Tae, você não teve escolha. – Sussurrei desviando meu olhar do dele. – Nos éramos crianças e não sabíamos o que estava acontecendo.

- Minha mãe me falava tudo o que acontecia com você. – Ele disse e eu o olhei. – Ela trabalha ainda com seu pai e sempre procurava saber sobre você.

- Tae... – Falei me segurando para não chorar.

- Eu fui ao hospital te visitar, mas me falaram que seu pai tinha proibido visitas. – Ele disse dando um sorriso triste. – Sempre que podia eu ia ver se me deixariam entrar, mas nunca aconteceu.

- Para. – Falei sacodindo minha cabeça e colocando minha mão sobre as orelhas, lembranças daquele lugar inundavam minha mente, para ver se conseguia diminuir a dor que me atacava.

- O que você fez com ele. – Ouvi a voz de Jin, meu motorista, e braços me circularam. – Estou aqui Yoongi, fique calmo.

- Jin, me tira daqui. – Sussurrei sentindo minha cabeça doer cada vez mais.

- Vamos! – Ele disse e me ajudou a levantar.

- O que esta acontecendo? – Taehyung perguntou nos seguindo para fora.

- Depois se ele quiser, ele te explica. – Disse Jin me colocando no banco de trás e entrando rapidamente na frente do volante não dando tempo de Tae dizer mais alguma coisa.

Deitei no banco e fechei meus olhos com força. Sempre que eu lembrava do que eu passei minha cabeça começava a doer. O medico disse que era um mecanismo de defesa do meu cérebro para eu não sofrer com as lembranças, que ótimo jeito de me proteger querido cérebro.

- Quer ir ao hospital? – Jin perguntou com um tom preocupado.

- Não. – Falei baixinho. – Meu pai irá ficar sabendo se eu for.

- Não deveria se preocupar com isso quando você tem uma crise. – Ele me repreendeu.

- Apenas me leve para casa. – Falei em um tom de ordem que ele não pode contestar.

Ele resmungou baixinho, mas fez o que pedi. Ao chegar à minha casa Jin me ajudou a sair do carro e a ir até meu quarto. Joguei-me na cama e fiquei esperando ele voltar com meu remédio, o tomei sem água mesmo e tirei a parte de cima da minha roupa com sua ajuda. Não tinha vergonha de ele me ver daquele estado, pois era sempre ele que me ajudava naquelas situações.

O sono veio tão rápido quanto o esperado, a ultima coisa que senti foi à mão de Jin nos meus cabelos. Não sei por quanto tempo dormi, mas quando acordei o céu já estava escuro. Levantei da cama e senti meu corpo protestar, ignorei e logo estava correndo para o banheiro e colocando para fora o pouco que comi mais cedo, reações adversar ao remédio malditas. Era sempre assim, tomava o remédio e passava mal em seguida.

- Esta tudo bem Suga? – Ouvi a voz do Jin do lado de fora do banheiro.

- Sim. – Falei baixinho. – O de sempre.

- Seu pai esta chamando para jantar. – Ele disse depois de soltar um suspiro alto. – Se quiser posso inventar alguma desculpa.

- Vou tomar banho e já desço. – Respondi levantando do chão e entrando no box.

Tirei o resto da roupa que eu estava e liguei o chuveiro, a água estava gelada, mas nem me importei, precisava acalmar meu corpo. Não demorei muito, para não ter que escutar meu pai falando sobre o quão atrasado eu estava.

Vesti uma roupa mais arrumada, como demandava as regras daquela casa e sai do quarto. Desci as escadas rapidamente e fui para a copa encontrando meu pai e minha madrasta sentados.

- Está atrasado. – Ele simplesmente disse me olhando bravo.

-Estava tomando banho. – Falei revirando os olhos e me sentando a sua direita. –Boa noite Hyuna noona.

- Boa noite, querido. – Ela disse dando um sorriso.

Não gostava muito dela, mas ela ficava quieta no seu canto e eu no meu então não me importava muito com a sua presença.

- Fiquei sabendo que saiu mais cedo. – Meu pai disse bebendo um pouco do seu vinho.

- Estava entediado. – Falei sem olha-lo.

- Não deveria fazer isso com muita frequência. – Hyuna disse me olhando severa. – Vai te prejudicar no futuro.

- Vou tentar. – Falei dando de ombro, era engraçado ver quando ela tentava dar uma de mãe enquanto sua aparecia era de uma pessoa tão nova que poderia ser sem problemas minha irmã mais velha.

- Fiquei sabendo também que Kim Taehyung esta estudando na mesma escola que você. – Meu pai começou quando os empregados colocaram os pratos na nossa frente. – Encontrou com ele?

- Sim. – Disse olhando para o prato.

- Que bom. – Ele disse e o olhei de lado. – Você deveria ficar amigo dele.

- Por que? – Olhei para ele agora de frente confuso.

- Um Min não deve se misturar com qualquer um. – Ele disse todo arrogante recebendo um virar de olho meu e de... – Taehyung deve ser bem relacionado por lá.

- Do jeito que ele é doido duvido. – Resmunguei baixinho e se ele ouviu me ignorou totalmente.

O assunto terminou ai, pois não estava com paciência para brigar com ele. Assim que acabei meu jantar pedi licença e fui para meu quarto. Deitei na cama novamente e liguei a TV, não sei quanto tempo fiquei assistindo uma serie policial que gostava muito. Parei apenas quando ouvi leve batidas na porta e falei pra entrar.

- Oi. – Disse Jin colocando a cabeça para dentro. – Queria ver se estava tudo bem com você.

- Estou vivo. – Brinquei com ele que me olhou feio.

- Vai para escola amanhã? – Ele perguntou sentando na beira da minha cama.

- Vou sim. – Respondi. – Não quero dar motivos para o velho me internar novamente.

- Não acho que isso vai acontecer. – Jin disse colocando a mão nos meus cabelos e fez carinho.

- Não vamos dar um motivo para acontecer, certo? – Falei e sorri para ele.

- Certo. – Ele disse beijando minha testa e disse em tom de mãe. – Agora vai dormir para não chegar atrasado.

Olhei feio para ele que riu e desligou a TV, resmunguei, mas logo me calei com olhar que ele me deu. Deitei na cama e fiquei quietinho até o sono me bater. O problema foi que eu esqueci o meu remédio para dormir, ou seja, minha noite foi cheia de pesadelos.

“Estava feliz, pois a mãe de Tae tinha comprado sorvete para nos dois. Queria chegar logo em casa antes que ele derrete-se, minha mãe andava bem triste esses dias e por isso  queria que ela pegasse um pedaço para ver se ficava um pouco mais alegre. Desci do carro do Taehyung me despedindo dele e da sua mãe.

Entrei no apartamento com a minha chave que ficava em baixo do tapete, não queria atrapalhar mamãe. Estava tudo escuro e silencioso, corri para o quarto dela e abri a porta.

- Mamãe! – Gritei feliz, mas parei quando a vida caída no chão.

Deixei meu sorvete cair aos meus pés e andei lentamente até ela. Ajoelhei ao seu lado e vi seus pulsos sangrando.

- Mãe. – A sacudi pelos ombros, fiquei feliz ao ver ela abri os olhos.

- Porque que você pode ser feliz e eu não? – Ela disse chorando e eu a olhei sem entender nada. – Se você não tivesse nascido tudo estaria bem.

Ela colocou a mão cheia de sangue no meu pescoço e se levantou um pouco me empurrando para deitar no chão.  Comecei a sentir falta de ar e chorava pedido para ela parar.

- Tudo é culpa sua!”

Acordei gritando, rolei na cama e acabei caindo no chão. Arrastei meu corpo até o banheiro para pegar meu remédio, assim que cheguei ao meu destino me apoiei na bancada da pia e levantei meu corpo, gemendo ao senti-lo ficar fraco e cada vez mais eu suava frio. Peguei o pote vermelho e virei dois comprimidos de uma vez. Tentei levantar e voltar para a cama, mas não conseguia sustentar meu corpo e acabei caindo de joelhos no chão do banheiro estava frio, mas não me importei.

Deitei no lugar que cai quando senti o remédio fazer efeito, aos poucos fui ficando mais calmo e acabei dormindo. Apenas acordei quando senti meu corpo ser levantado.

- O que irei fazer com você? – Ouvi a voz de Jin e em seguida minhas costas encostaram-se a algo macio que supus ser a minha cama.

- Escola. – Falei tentando me levantar, mas logo sendo impedido.

- Seu pai saiu cedo para um viajem de negócios. – Ele me empurrou de volta. – Não precisa ir hoje.

Olhei para ele e me segurei para não chorar, odiava ter aqueles pesadelos eu ficava bastante sensível e depressivo. Quando ele tentou sair se perto de mim eu segurei seu braço.

- Estou com medo. – sussurrei integrando meu rosto em seu peito.

- Medo de que? – Ele perguntou fazendo carinho no meu cabelo.

- De mim mesmo. – Ele me apertou de leve e suspirou alto.

- Estou aqui, não precisa se preocupar.

Chorei muito e pela terceira vez dormir sem perceber. Acordei novamente com algo mexendo no meu corpo, mas precisamente na minha bochecha. Abri os olhos e vi Taehyung cutucando-as, olhei feio para ele e virei meu rosto, como ele nunca desiste o sinto pulando em cima do meu corpo.

- Taehyung! – Ouvi uma voz desconhecida gritar.

- Sai de cima. – Resmunguei para ele.

- Só se você levantar. – Ele disse no meu ouvido.

- Quero dormir, sai. – Falei me virando de frente e tentando o empurrar, mas minha posição facilitou ele a me abraçar.

- Ming! – Ele disse todo manhoso.

- Sério Taehyung.

Sentei na cama e o empurrei com toda a minha força e ele caiu sentado à minha frente. Olhei mortalmente para ele e fui para o banheiro, ignorando o resto das pessoas que estava no meu quarto.

Tomei o banho mais demorado da minha vida e quando sai encontrei meu quarto vazio. Minha cama parecia cada vez mais tentadora, mas meu estômago estava doendo de fome. Desci as escadas e parei no fim dela quando vi seis cabeças espalhadas pela sala.

- Yoongi. - Disse Jin chamando a atenção dos outros. – Vou pegar algo para você comer.

Ele sai do recinto e eu me sentei em uma poltrona que estava desocupada, ignorando todos que me olhavam curiosos.

- Mal volta para a escola e já falta. – Ouvi uma voz que me fez sorrir.

A mãe de Taehyung estava parada me olhando séria na porta da cozinha.

- Estava com preguiça. – Falei dando de ombro.

- O que vou fazer com você? – Ela disse vindo até mim e eu levantei a abraçando.

- Porque que você a abraça e me empurra? – Disse Taehyung fazendo biquinho quando soltei sua mãe.

- Porque você me acordou.  – Falei voltando a sentar. – O que vocês estão fazendo aqui?

- Tae me falou que você não foi à aula e me pediu seu endereço. – Disse a mão dele. – Resolvi trazer eles antes que fizessem algo errado.

- Valeu a confiança ai. – Disse Tae emburrado.

- Bom, meninos já vou indo. – Ela disse dando um beijo na minha testa e na de Tae. – Comportem-se, não deem trabalho para Jin

- Vamos tentar. – Disse Hoseok sorrindo.

Assim que ela saiu toda a atenção se voltou para mim. Tratei de pegar meu celular e ignorar tudo a minha volta.

- Por que vocês não vão para a sala de jogos enquanto eu faço um lanche para todos. – Disse Jin entrando na sala com um avental rosa.

- Por que eu nem sei o eles estão fazendo aqui? – Disse fazendo uma careta.

- Deixa de ser rabugento. – Disse Hoseok recebendo meu melhor olhar mortal. – Mostre a casa para seus convidados.

- Vocês não são meus convidados. – Falei levantando. – Mas como eu conheço o Taehyung muito bem e eu sei que ele não vai embora, então vamos lá.

- Isso mesmo. – Disse o dito cujo abraçando meu braço. – Mas antes, me deixa apresentar esse povo todo, já que ontem você saiu correndo. - Olhei torto para ele que ignorou. – O Hoseok você já conhece. – Ele disse apontando para o moreno que deu um sorriso grande quando olhei e eu revirei os olhos.

- Tive o imprazer.

- Deixa de ser chato. – O mais novo disse dando um tapa no meu braço. – O baixinho ali é o Park Jimin, ele esta na mesma sala que eu, o moreno alto ali é o Jeon Jungkook ele é o mais novo então controle essa sua língua suja perto dele. – Tae disse recebendo um protesto do moreno e eu quase rir, ele não mudava nunca. – O loiro alto é o Kim Namjoon, ele tá na mesma sala que vocês também, mas ontem não foi por que estava com preguiça, da para acreditar?

- Totalmente. – Falei revirando os olhos.

- Alguém que me entende. – Disse o tal Namjoon levantando os braços, e me olhou sorrindo.

- Podemos ir agora? – Perguntei para Tae que abriu o seu sorriso quadrado.

- Sim. – Ele disse voltando a apertar meu braço.

Guie-os ate as escadas e fui para o andar de baixo que era a “sala de jogos”. No andar que era a garagem tinha alguns carros parados e a outra parte, a maioria dele na verdade, continha mesas de sinuca, ping pong, pôquer e outros tipos, assim como algumas maquinam de jogos eletrônicos. A melhor parte daquele lugar a meu ver era a mini quadra de basquete, quando minha madrasta descobriu que eu jogava basquete na minha antiga escola ela mandou construir para mim aquele pedaço de paraíso. Na verdade o andar inteiro foi feito depois que eu me mudei para aquela casa.

- Podem fazer o que quiser. – Falei me jogando em um sofá e voltando a pegar meu celular.

- UAU. – Disse Tae todo animado.

- Como assim? – Escutei Park Jimin dizer. – Como alguém pode ter isso tudo em casa e ficar deitado no sofá?

- Preguiça. – Falei simplesmente dando de ombro.

- Deixa de ser preguiçoso e vamos nos divertir. – Disse Heseok pegando minhas mãos e me puxando.

Soltei-me dele bruscamente e o olhei sério.

- Não encosta em mim. – Falei cerrando meus dentes.

O clima mudou completamente e aos poucos todos foram perdendo os sorrisos, esse é meu dom, estragar os momentos de felicidade de todo mundo. Deve ter sido por isso que sua mãe tentou te matar, disse uma voz na minha cabeça que eu ignorei completamente.

- Trouxe os lanches. – Disse Jin entrando no recinto. – O que aconteceu? Se Yoongi disse algo estranho e grosseiro é apenas ignorar, isso é normal para ele.

Ele deu um sorriso grande e eu olhei feio para ele. Peguei um sanduiche e um copo de refrigerante e voltei a me sentar no sofá. Todos fizeram o mesmo que eu e estávamos terminado quando a porta da garagem abriu e eu olhei para Jin perguntando se era meu pai pelo olhar ele apenas acenou negativamente com a cabeça.

- Temos visita querido? – Ouvi a voz da minha madrasta e virei minha cabeça a olhando.

- Sim. – Falei baixinho. – São da escola.

- Oh! – Ela disse e sorriu feliz. – Seu pai irá ficar feliz em saber que já fez amigos na escola.

- Tenho certeza que sim. – Falei cinicamente e ela me olhou severamente.

- Tenho certeza de que Jin irá cuidar muito bem de vocês. – Ela disse sorrindo para todos e Jin corou um pouco pelo elogio embutido na frase. – Qualquer coisa só me chamar.

Ela deu um beijo na minha bochecha e foi para as escadas subindo-as. Quando perdi-a de vista voltei minha atenção para Jin que ainda sorria todo bobo.

- Deixa de ser retardado. – Falei para ele que me lançou um olhar mortal. – Um elogio e fica todo inflado ai.

- Pelo menos alguém me elogia. – Ele retrucou e fui minha vez de lançar um olhar mortal para ela.

- Por que não jogamos basquete? – Disse Tae. –Podemos fazer um time de quatro e outro de três?

- Não vou jogar. – Disse Jin rapidamente. – Tenho que arrumar essas coisas.

-Hyuna mandou você cuidar da gente. – Falei para ele. – Deixa isso ai, alguma empregada depois recole.

- Mas...

Olhei para ele, o olhar que falavam que era igual ao do meu avô, fazia qualquer um tremer as bases. Jin colocou os pratos que ele tinha na mão e abaixou a cabeça concordando. Tae e Jimin tiraram pedra papel e tesoura para ver quem começava a escolhendo.

- Isso. – Disse Jimin comemorando a vitória. – Como Tae já me disse que você joga bem, vou escolher o Yoongi hyung.

Concordei com a cabeça. Mas continuei sentado no meu lugar.

- Injusto. – Disse Tae emburrado. – Eu escolho o Kook.

Ia perguntar quem diabos era Kook quando o garota mais novo levantou e foi para trás do Tae batendo na sua mão.

- Escolho o Heseok. – Disse Jimin e o moreno foi até ele batendo na sua mão feliz.

- Eu escolho o Namjoon. – Tae disse e vi Jin ficar meio triste por ter sobrado.

- Vamos ficar com o Jin. – Falei levantando e indo até meu time.

- Por que eu não fico de fora marcando a pontuação? – Disse Jin e eu o olhei feio de novo.

- Fica quieto e vem logo. – Falei puxando ele ate a quadra.

O jogo estava sendo melhor do que eu esperava, os meninos eram tão, ou mais competitivos que eu. Estava tudo empatado e ninguém queria parar até ter ganhado, Jimin era muito bom, mesmo tendo uma altura desfavorável para o jogo, já Heseok era o mesmo que nada. Toda vez que a bolo estava na sua mão ele se atrapalhava e acabava perdendo-a.

- Deixa isso comigo. – Falei tomando a bola da sua mão e fazendo uma cesta. – Pelo menos eu sei o que fazer.

- Para mim chega. – Ele disse saindo da quadra e se sentando no chão.

- O que aconteceu? – Perguntou o Tae agachando na sua frente.

- Pode ate ser o jeito dele, mas eu tô cansado de ouvir grosseria sedo proferida para mim. – Ele disse e me olhou feio.

- Acho melhor pararmos, esta ficando tarde. – Disse Jin tentando controlar a situação. – Por que vocês não tomam banho enquanto o jantar é providenciado.

- Eles podem ir embora. – Falei cruzando o braço e olhando para todos que me olharam meio indignados.

- Vai ser exatamente isso que eu irei fazer. – Hoseok se levantou e saiu andando, correndo escada acima.

Não demorou muito para todos saírem, sem antes eu receber um olhar magoado de Tea e Jin. Ignorei o que tinha acabado de acontecer e tirei minha blusa que estava nojenta, peguei a bola de basquete no chão e comecei a bater ela pela quadra e lançando para fazer uma cesta. Uma das poucas coisas que eu era realmente bom era nisso e fazer musicas, com o tempo que passei na clinica eu aprendi a ficar quieto e passar meus sentimentos para o papel. Claro que nunca irei mostra-los para ninguém como eu exibo meu talento em basquete, pois o que eu escrevo são coisas bens pessoais.

- Quando seu pai voltar vocês poderiam marcar de jogar juntos. – Disse uma voz doce me fazendo parar de bater a bola.

- Como se ele gostasse de perder tempo comigo. – Falei ignorando ela e jogando a bola na cesta.

- Não diga isso. – Ela disse e vi que tinha ficado chateada como que falei. – Seu pai pode ser um pouco distante, mas ainda é seu pai.

- Ele parou de se importar comigo há muito tempo. – Falei pegando minha blusa no chão. – E com você também, se ele se importasse não estaria atrás de vadias, não é?

Olhei nos olhos dela e dei um sorriso sarcástico, em troca recebi um tapa que doeu muito, mas merecido. Ela virou de costas e saiu andando. Subi as escadas depois de contar até dez e fui direto para meu quarto. Vi Jin parado na porta do meu quarto e ele me olhou serio.

-Espero que esteja feliz com sua atitude. – Ele disse. – Conseguiu afastar as pessoas que apenas vieram aqui para te fazer companhia.

- Tanto faz. – Falei entrando no meu quarto e puxando minha calça para baixo. – A não ser que queira se juntar a mim no banho, você pode sair.

-Sabe, eu pensei que tudo iria melhorar. – Ele disse passando a mão pelos cabelos, ele fazia aquilo sempre que se sentia frustrado. – Mas você sempre estraga tudo.

- Esse é meu dilema. – Falei indo até o banheiro.

- Apenas... – Ele disse e eu me virei para olha-lo. – Apenas tome seu remédio e vai deitar, amanhã você tem aula.

Olhei para ele que suspirou e saiu do quarto. Outro grande problema meu, que todo mundo logo de cara percebe: eu não tenho um filtro na minha boca. Isso sempre afasta as pessoas, pois quem quer ouvi a verdade?

Tomei meu banho e fiz o que Jin disse, ele era o único que sempre voltava depois das minha crises de “mal humor”, para dar um nome bonito. Ele sempre ficou do meu lado não importava o quanto eu falasse de seus defeitos, desde que eu sai da clinica há quase um ano ele foi aminha única companhia naquela escuridão. Espero que ele nunca se vá.

 


Notas Finais


Comentem o que acharam

Até o próximo!!


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