História Lost And Cause - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Psicopatas, Romance, Síndrome De Estocolmo, Sociopatas, Violencia
Exibições 5
Palavras 1.651
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Policial, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Visual Novel
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Um caps longo como esse é um milagre para mim,deve ser pq realmente estou envolvida com o tema da historia por enquanto ne mas enfim espero que gostem!

Capítulo 2 - The Warehouse


Fanfic / Fanfiction Lost And Cause - Capítulo 2 - The Warehouse

 

Chego no armazém por volta das 8, pois era meio afastado da cidade e eu não tinha um carro. Mostro o dinheiro para Greg o cara que ficava no portão e ele me olha com aquela cara de sempre ''não é o suficiente, terá que limpar a bagunça depois'' não sei eles já haviam percebido mas eu não me importava com isso, na verdade era apenas por isso que eu estava lá.

- Pode deixar! - Digo dando uma piscadela e entrando pela porta enquanto o mecanismo faz aquele barulho estranho de sempre, como se tentasse respirar.

'' O Armazém'' era um tipo de mercado negro para serial killers ricos e preguiçosos, eu só estava lá para ver aquele bando de gente gastando dinheiro em algo que eu fazia de graça a um tempo atrás e era muito mais divertido, claro lá você tem toda a proteção e encobertamento dos seus crimes, se quiser mas dai onde fica toda a diversão? 

Entro e vou até uma das mesas pego um fone de isolamento sonoro e uma arma qualquer checo sua mira e vou até um dos cubículos  direcionados para as pessoas em ganchos e coloco meus óculos de proteção, era algo horrível de se ver eram desconhecidos, na maioria mendigos e prostitutas de quem ninguém iria sentir falta todos meio inconscientes,sem forças e nenhum modo de se defender, os tiros começaram e logo os corpos já estavam todos molhes e as cordas quase não os seguravam mais aos ganchos. Agora vinha minha parte favorita, os ricaços iam embora limpinhos e cintilantes e os reais trabalhadores iam juntar os cartuchos do chão,fechar as plaquetas que separavam os cubículos,desamarrar os corpos e mandar para mim. 

O armazém era grande e todo o equipamento que preparavam lá parecia destonar de todas as maneiras com o lugar, depois de largar minha arma fui até a sala dos fundos e comecei a espalhar o plástico por tudo paredes,chão e teto vesti o macacão transparente que também já me aguardava lá e as luvas amarelas juntamente com o capacete facial e me sentei na mesa que havia no meio da sala,era sem janelas e continha apenas a porta pelo qual entrei, era o cenário perfeito para muitas coisas.

Comecei a balançar as pernas e cantarolar,juro que não queria parecer estranha ou uma psicótica mas eu apenas fiz isso porque realmente estava a fim, estava apenas murmurando quando dois homens abriram a porta arrastando um dos corpos, eu sempre quis saber quem eram aquelas pessoas tantas já passaram por ali,aquilo era minha rotina e eu passava quase todo o meu tempo lá e por incrível que pareça isso não me atormenta mas ele ainda aparece gritando na minha cabeça de vez em quando. Eles deixaram a mulher em cima da mesa enquanto eu esperava em um canto, um deles me entregou uma pequena bolsa de facas.

- O Sr. Drummond mandou pra você. - Diz ele e logo sai da sala fechando a porta. De certa forma eles sabiam o que eu fazia lá e eu sabia que eles tinham que esperar do lado e fora,como isso levava as vezes o dia inteiro ficavam jogando cartas por ali, eu até já apostara com um dos corpos qual dos dois ganharia, eles eram homens de terno e não pareciam servir para jogar cartas em algum armazém velho muito menos arrastar corpos para uma demente como eu. Eu abri a bolsa e desenrolei um conjunto de belas facas prateadas com o nome de alguma marca importante escrito em cada uma delas. 

Quando já estava para ligar a serra que sempre ficava em um canto dali para mim, acabei vendo que a mulher na mesa era a que eu havia pego antes, eu soube pois sempre dava um tiro na cabeça antes de atirar mais e ver os furos ficando maiores e mais sangrentos,dilacerando o que já fora uma pessoa.

- Você vai para um lugar melhor agora... Eu acho. - Digo mais para mim mesma do que para qualquer um enquanto passo cuidadosamente a mão sobre seus cabelos.

Eu a cortei rapidamente,não diria que demorou mais que uns 40 minutos logo veio o outro corpo e os seguintes a esse, geralmente eles eram 9 ou 10,dependendo do dia, dependendo de quanto você paga para estar ali e com qual urgência você quer estar ali.

Eu fiz uma pausa para o almoço no 4 ou 5 e fui comer alguma coisa junto aos caras que ficavam na porta,nunca conversamos muito mas eles pareciam gente boa, acho que estavam ali apenas pelo dinheiro talvez tivessem alguma família os esperando no fim do dia em casa com uma bela mesa de jantar e crianças sorridentes mas ao mesmo tempo que pensava nisso e devorava meu hambúrguer duplo também lembrei de Charles,de quando invadíamos belas casas suburbanas e destruíamos aos poucos a paz de gente inocente, de como eu amava aquele tempo bem lá no fundo mas bem lá no fundo mesmo e de como as vezes eu apenas queria atirar na cabeça dele e fingir que já fui a heroína de alguém chamando a polícia e agarrando as crianças assustadas no meu colo enquanto o marido desamarrava a mulher e a abraçava depois de achar que não sobreviveria para fazer isso de novo e as vezes por apenas pequenos segundos da minha vida, talvez enquanto cortava aquela gente inútil dentro daquela sala sufocante ou talvez enquanto ajudava Florence em algum caso em que ela não podia entender a perversidade de algum assassino eu achava que estava livre dele mas eu nunca estaria e eu me odiava por isso mesmo que agora ele esteja morto ou eu nunca mais o veja parte dele sempre estará viva dentro de mim,dentro de minhas memórias e sua risada sarcástica sempre ecoará na minha mente enquanto não consigo dormir a noite.

Eu cortei todos eles e de certa forma todos eles me cortaram também depois de fazer uma pausa para lavar minhas mãos suadas e beber uma cerveja fui até os caras da porta e disse que podiam dar um jeito daquilo.

- Espere, tem mais um. - Diz um deles,o mesmo que me entregou a bolsa de facas.

- Que eu saiba já peguei todos do tiroteio. - Digo sem entender.

- O Sr. Drummond mandou um especial de novo ele quer que você o prepare e o leve até o local.

'' Os especiais'' eram uma espécie de morte encomendada e geralmente tinha uma cena de crime, era o terceiro que Drummond me mandava e eu não sabia porque achava que deveria ser eu, eu nunca nem sequer o conheci mas sabia que era rico suficiente para planejar tudo isso e subornar alguém na polícia quando as coisas ficavam feias.

- Ele não pode arranjar alguém para fazer isso? Eu tenho que ir. - Digo indiferente. 

- Ele disse que tem que ser você, desculpe ordens diretas. - Responde como qualquer bom soldado faria. 

Era o mesmo padrão dos outros mas tinha de ser levado até um lugar planejado para ser encontrado no dia seguinte por algum cidadão ou policial e logo poderia aparecer nos jornais e noticiários, eu entendia sua necessidade de se mostrar, de chamar a atenção era como um bilhete premiado e o prêmio era de ouro porém eu nunca soube se era o Sr. Drummond quem os matava ou alguém covarde demais para dar as caras.

Eu deveria prepara-lo no local também com ordens específicas de como deixar tudo porém já havia quebrado essa regra anteriormente então acho que o Sr. Drummond já era esperto o suficiente para saber que eu não faria como o pedido.

- Não vou por isso na minha cabeça. - Digo enquanto um dos caras da porta me encara com um saco preto em mãos,nunca haviam me pedido para colocar isso pois das outras vezes era em algum lugar próximo e não havia muito porque querer esconder o caminho, aliás eu estava envolvida nisto também e seria estupides tentar entregar eles a polícia.

- Ordens diretas, senhorita. - Ele disse e logo em seguida coloca em minha cabeça e me empurra para dentro do carro. Percebi que ele tentava não ser tão rude quanto o Sr. Drummond provavelmente o mandou ser.

Este momento me fez pensar nas invasões que Charles me causava antes e agora,claro elas eram totalmente diferentes mas esta poderia ser um pequeno gosto do inferno que era estar com ele as vezes.

Enquanto o carro se movia e eu sentia que nos distanciávamos do armazém consegui lembrar de algumas vezes em que ele me sufocava e parte de mim queria fazer o mesmo com ele,queria poder dizer que tudo isso só acontecerá porque eu era sua refém mas não seria verdade,eu poderia ter dado as costas a qualquer momento tanto que dei,demorei um tempo mas eu o deixei. O balançar do carro apertado e o som das batidas que os pedaços no porta malas faziam me lembravam das suas mãos em volta do meu pescoço, de quanto eu queria respirar mas não podia, do quanto ele sorria e eu podia ver em seus olhos quem eu realmente era,quem ele era e o que nós somos. Eu quase entrei em pânico quando esqueci onde estava e me senti sendo puxada para fora do carro por alguns segundos pensei que tudo não passará de um sonho lucido e estávamos de novo na sua época mais doentia onde ele resolveu ter amigos e eu via eles morrerem todas as vezes enquanto ele me testava e minha pior parte deixava-se sucumbir pelas provas.

Eu terminei de arrumar os pedaços como bem entendi mesmo com os seguranças protestando e falando que eram ordens diretas e que o Sr. Drummond viria atrás de mim depois disso, eu queria que ele viesse talvez isso colocasse um pouco de ação na minha vida,talvez eu fizesse a ele o que Charlie fez comigo.


Notas Finais


Comentem o que estão achando vcs nao fazem ideia do quão isso é importante pra mim!


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