História Lost Boy - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Frank Iero, Gerard Way, My Chemical Romance
Personagens Frank Iero, Gerard Way
Tags Frank Iero, Frerard, Gerard Way, My Chemical Romance
Exibições 45
Palavras 1.966
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


♡ oii, espero que vocês gostem da fanfic porque eu to escrevendo com todo o meu amor ♡
e eu dedico ela à minha melhor amiga do mundo todo @panicotine, te amo bebê

Capítulo 1 - Prólogo


Oi, meu nome é Frank... Bom, na verdade o meu nome é Charlotte, mas eu prefiro Frank. Eu sou um menino que nasceu no corpo de uma menina. É, eu sei, pode parecer meio estranho mas foi o que aconteceu comigo. Desde quando eu era pequeno eu já sabia que eu era diferente, eu me sentia diferente perto dos outros, ou melhor, das outras. Eu nunca entendi porque eu tinha que brincar de boneca enquanto os meus primos brincavam de carrinho, eu também queria brincar de carrinho e ter uma espada que brilha no escuro, mas tudo que eu tinha eram ursos rosas de pelúcia e barbies. Eu nunca entendi porque eu tinha que deixar o meu cabelo ficar grande sendo que eu queria que ele fosse curto, porque eu tinha que usar saia quando na verdade eu preferia usar uma calça, mas por algum tempo isso não me incomodou muito, até eu chegar aos meus cinco anos. Faz algum tempo, mas eu me lembro muito bem daquele dia. Era o meu aniversário, eu estava usando um vestido rosa, minha mãe tinha feito um penteado no meu cabelo, que por sinal era enorme e toda aquela decoração de menina só me deixava cada vez mais enjoado. Eu não queria aquilo, eu não queria um vestido rosa e nem outra barbie. Eu queria ir no parquinho com os meninos, eu queria sair correndo, eu queria brincar de lutinha com eles, eu queria tudo e qualquer coisa que não me lembrasse o quanto eu me sentia mal dentro de mim mesmo. Eu tentei me segurar, tentei conter toda a minha raiva e angústia pelo menos até o fim da festa. Eu tinha pedido pra minha mãe um skate azul, eu pedi várias e várias vezes, eu realmente queria aquele skate e eu só estava conseguindo me conter porque eu sabia que no fim daquela festa eu ia ganhar o único presente que eu queria. Mas não foi bem isso que aconteceu. Quando todo mundo já tinha chegado e eu já havia aberto todos os presentes, minha mãe chegou com um embrulho pra mim, eu senti meu coração batendo mais rápido e pela primeira vez naquela noite eu dei um sorriso sincero. Até eu abrir o presente. Não era o meu skate, não era o que eu tinha pedido pra ela e estava bem longe de ser. Minha mãe tinha me comprado uma maleta enorme, cheia de maquiagens, coisas para fazer penteados e modelar o cabelo, pulseiras, brincos, anéis e colares. Tudo que uma garota poderia querer. Mas eu não era uma garota e eu não queria aquilo. Naquela hora, tudo que eu pude fazer foi olhar pra minha mãe com o maior olhar de decepção que eu poderia fazer sendo uma criança de apenas cinco anos. Joguei aquilo no chão e depois de gritar o quanto eu odiava ela, entrei em casa correndo e me tranquei no meu quarto. A partir daquele dia eu decidi que eu ia mudar, eu não ia mais deixar as pessoas me tratarem como alguém que eu não era. Peguei uma tesoura, aquelas de escola mesmo, que eu havia achado entre o meu material e cortei o meu cabelo. Cortei ele com a maior vontade do mundo, por mais idiota que isso seja, aquilo me fez me sentir um pouco livre de tudo. Minha mãe obviamente teve um ataque quando entrou no banheiro e viu todo aquele cabelo jogado no chão, aquele cabelo que ela se recusou a cortar por muito tempo, para que assim ela pudesse fazer vários penteados na sua querida filha. Ouvi ela e o meu pai brigando, e brigando muito. Eu sabia que era culpa minha, mas eu não podia fazer nada... Eu entendo a minha mãe, ela sempre quis ter uma filha. Ela sempre quis ter alguém para ver filmes idiotas com bichos rosas, alguém para poder obrigar a fazer balé e usar todos os vestidos e saias que ela gostaria de ter tido quando era criança. E ela tinha, ou pelo menos ela achava que tinha. Eu nunca fiz isso por mal, nunca magoaria minha mãe por querer. Eu imagino como deve ser doído esperar a sua vida toda para ter uma filha, planejar todos os momentos juntas, decorar o quarto de rosa e todas essas besteiras de mãe, para quando sua filha crescer, se relevar ser na verdade um garotinho revoltado por ter sido obrigado a ser quem ele não é. Já o meu pai pensava diferente. Ele me apoiava. Ele me entendia. Aquele dia eu dormi na sala com ele, já que a minha mãe ficou tão brava que expulsou ele do seu quarto. Meu pai me ouviu, ouviu todos os meus lamentos, meus choros e com toda a sinceridade, secou minhas lágrimas e disse que tudo ficaria bem, e eu acreditei nele.

Os anos foram se passando e eu fui me tornando cada vez mais parecido do que com quem eu realmente era. Minha mãe aceitou o fato de que ela tinha um filho, e não uma filha. Eles começaram a comprar roupas de menino pra mim e me chamavam de "Charlie", já que era um nome que poderia ser usado para os dois sexos. E estava tudo indo muito bem, eu finalmente me sentia feliz dentro de mim mesmo. Eu comecei a ganhar carrinhos e figuras de ação de aniversário em vez de casinhas de bonecas e coroas de princesa. Eu ainda tinha um órgão feminino, mas naquela época aquilo não me incomodava, afinal, eu era uma criança de oito anos e aquilo só servia para fazer xixi mesmo. Todos os dias eu acordava feliz, e por mais que algumas crianças ainda fossem maldosas comigo, me chamando de várias palavras feias das quais eu não gostava, aquilo não me abalava. Eu estava tão feliz por ser eu mesmo. Por ser "O Charlie", e não "A Charlotte". Minha vida não poderia ser melhor, até que um acidente aconteceu. Eu estava em casa, jantando e vendo televisão, como qualquer outro dia. Minha mãe começou a chorar e gritar desesperadamente quando atendeu o telefone que estava tocando. Fui até ela correndo e perguntei o que havia acontecido e porque ela estava chorando tanto. Ela não me disse nada, mas naquela noite o meu pai não voltou pra casa. E nem na noite seguinte. Eu não vi mais o meu pai por alguns dias, não me lembro exatamente quantos, mas eu sabia que alguma coisa tinha acontecido. Minha mãe chorava o dia todo, ela havia esquecido de tudo. Ela não ia trabalhar e nem me levava pra escola, só passava o dia todo falando com pessoas no telefone e chorando. Um dia ela me pediu pra vestir uma roupa que era toda preta, e eu vesti. Ela também estava de preto. Eu perguntei onde nós estávamos indo e ela respondeu que eu ia ver o meu pai. Aquilo me deixou muito alegre, mas eu não entendia porque ela não ficou alegre como eu. O caminho todo até o tal lugar foi em silêncio, nem o rádio do carro ela quis ligar quando eu pedi. Ela estacionou em um lugar estranho, eu nunca tinha ido lá antes, mas eu já não estava gostando de estar lá. Quando entramos encontrei toda a minha família lá, todos os meus tios, meus primos, meus avós, todo mundo... menos o meu pai. Todos estavam muito tristes e chorando, eu perguntava porque mas ninguém me respondia. Perguntei também onde o meu pai estava, e foi nesse momento em que eu senti o meu coração parando e deixando de ser um coraçãozinho de uma criança feliz. Minha mãe me pegou no colo e me mostrou o meu pai, ele estava deitado dentro de uma caixa grande e preta, eu perguntei pra mim mãe porque ele estava dormindo e com muitas lágrimas nos olhos ela me respondeu que ele tinha morrido. Meu pai, o único que me aceitou desde o começo, o único que me incentivou a ser quem eu era sem nenhum tipo de raiva, remorso ou preconceito, o único que me amava incondicionalmente do jeito que eu era, agora tinha ido e eu nem tive a chance de dizer tchau. Depois daquele dia tudo mudou. Eu não era mais uma criança feliz. O clima dentro de casa era estranho e pesado. Eu fui crescendo, os anos foram se passando mas o meu mal estar e minha tristeza continuavam intactos. 

Com os meus onze anos eu estava entrando na minha fase emo. Eu cortei meu cabelo, deixando uma franja ridícula, comecei a usar roupas pretas e por mais que eu ainda sentisse um pouco de repulsa por maquiagem graças ao meu passado, eu usava lápis preto no olho. Devo dizer que eu fui o primeiro a aderir essa "moda" dentro da sala e até puxei alguns dos meus amigos para o universo do preto comigo. Nessa época, as crianças ficaram mais maldosas. O que antes era "feio" e "bobo", agora se tornaram "traveco", "aberração", "viadinho" e muitas outras coisas, às vezes até piores. E como o esperado, aquilo me atingia. E atingia muito mais. Foi nessa época também que eu decidi que quando eu fizesse dezoito anos eu mudaria meu nome para Frank. Charlie ainda me lembrava muito do meu passado, me trazia memórias ruins. Frank era o nome do meu pai, meu herói e a pessoa que eu mais amava na vida. Eu adorava o seu nome, e eu quis fazer uma homenagem. Comecei a assinar em todos os lugares como Frank, dizia que esse era o meu nome e em algum tempo todos já haviam se acostumado. Minha mãe gostou da ideia e achou bonitinho. Meu nome se tornou então "Frank Anthony Thomas Iero Júnior", e por mais que eu ainda fosse Charlotte na certidão de nascimento, eu estava bem satisfeito com o meu novo nome e mal poderia esperar para completar a maioridade e ser oficialmente e pela lei, Frank Iero.

Mais alguns anos depois e aqui estou eu. Frank Iero, prazer. Tenho catorze anos, desisti de ser emo e agora já me sinto melhor em relação à morte do meu pai. Claro que ainda sinto falta dele, e muito, mas eu já sou maduro o suficiente para entender que certas coisas precisam acontecer e nós não podemos evitar. Deixando todo o meu passado pra trás e as brincadeirinhas que o pessoal da escola ainda faz comigo, eu estou bem. Voltei a ser uma pessoa feliz. Eu tenho amigos verdadeiros, tenho o nome que eu quis ter, posso usar as roupas que eu quero e todos ao meu redor aceitam isso muito bem. O único problema é que eu cheguei em uma idade complicada. Adolescência, puberdade, relacionamentos... Eu, como um garoto menor de idade, ainda não posso fazer nenhuma cirurgia tão grande e com tantos riscos, então sim, eu ainda sou uma garota lá embaixo. E isso que está acabando comigo. Certo dia eu acordei, como todos os outros fui até o banheiro para tomar banho antes de ir para a escola e assim que abaixei a minha cueca me deparei com uma poça enorme de sangue entre as minhas pernas. E agora eu sou uma mocinha. E com o sangue, os hormônios vêm junto, e com os hormônios, bem, vêm os seios. Isso me deixa nauseado. Quando eu penso que finalmente tudo está bem comigo, quando eu consigo me recuperar de todos os traumas que eu passei, eu começo a ter peitos. Mas isso já vai passar, eu estou tomando alguns remédios, vou começar a produzir testosterona e em pouco tempo serei um homenzinho. Ah, e além disso, é nessa idade que a gente descobre a sexualidade, certo? E como eu, um garoto transsexual e muito sortudo, além de tudo isso, me descobri gay. O que mais eu poderia pedir? 


Notas Finais


até o próximo *:・゚✧


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